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sábado, 18 de dezembro de 2010

Sagrado e Profano


A criação de Adão - Michelangelo

Sagrado = Sentimentos pertencentes ao domínio religioso. Inspirar profundo cumprimento do respeito, veneração absoluta e não pode ser infringido ou violado. Sempre que o homem entra em contacto com o sagrado (o divino, o transcendente) está perante um tipo particular de experiência religiosa.

Profano = do latim pro (diante de) e fanum (espaço sagrado). Não pertence à classe eclesiástica e é estranha às coisas da religião; pessoa não iniciada nos conhecimentos de uma arte, ciência e a determinada seita, classe, associação. Pode ser contrário ao respeito que é devido às coisas sagradas. Também identifica-se com o mundo em que vivemos, apontado como banal e visto inferior em relação ao Sagrado. Algo natural ao ser humano.

O Sagrado está relacionado a Deus. Entretanto não significa que o profano seja pecado, mas que não foi consagrado.

Duas categorias utilizadas pelos antropólogos para analisar símbolos sociais:
- O sagrado seria anormal, especial, do outro mundo.
- O profano seria normal, quotidiano, deste mundo.

Dois exemplos corriqueiros:
- a consagração de um cavaleiro pela Rainha da Inglaterra;
- a consagração do padre.
Dá-se aí então que o sagrado toca o profano e este se sacraliza.

Ainda temos Sagrado e profano andando lado a lado:
[... Os dias estão mudados Que grande decepção
O Profano e o Sagrado Trocaram de posição
O inferno foi levantado E o “céu” ficou no chão...].
[... Esse verso de cordel É pra igreja Mundial
Que juntou sua Babel Com o paraíso carnal
Veja agora esse bordel No Jornal Nacional]... :

[... Não pensei que existisse Coisa tão descomunal
A sessão do descarrego Até parece natural
Mas igreja e motel Eu já acho bacanal...]
[... Igreja ao lado de motel simboliza nosso tempo
no motel você bacaneia na igreja toma santa ceia
O crentinho não sabe então pra que lado ele vai
gosta tanto da igreja mas do mundão ele não sai
é penitência, oração é jejum e pagar preço
mas no fundo gosta mesmo é de pecar de todo jeito
e nessa vida muito doida vive crise existencial
no espírito é do bem mas na carne é do mal...]
Fonte: - http://is.gd/iYDmg

Na verdade igrejas devem se modernizarem e acabar com a  rigidez.
Deus tem que chegar aonde quer que esteja o povo.



E o padre Fábio de Melo representa bem e com tamanha responsabilidade este caminho.
Visitou a quadra da Beija-Flor e cantou um samba de sua autoria.



O Sagrado costuma se esconder no aparente profano, só para ser acolhido. Belo conceito!

Mí - Cps, 18/12/10

quarta-feira, 9 de junho de 2010

P. A. S.

PÓS em ANTROPOLOGIA SOCIAL
Linha de Pesquisa
Existem 10 linhas de ensino e pesquisa que partilham teorias e métodos comuns voltados para o esquadrinhamento dos processos culturais, sociais, políticos e ideológicos em sua interface com a experiência dos agentes sociais. Isto tem contribuído para diálogo entre os etnólogos, direcionados para o estudo sociológico e histórico das sociedades indígenas e antropólogos que se dedicam à análise de migrações internacionais de populações ou os fenômenos culturais, simbólicos, religiosos e políticos da sociedade brasileira contemporânea.
Poder e Cultura
Esta linha reconfigura a cultura e a política no mundo moderno, problemas atuais sobre colonialismo e pós-colonialismo, formação de nação e de diásporas, políticas de cultura, experiências urbanas contemporâneas, entre Brasil, Portugal, EUA e a antropologia da África Austral.




Etnografia do Conhecimento e Trajetórias 
A linha de descrever a cultura interessa no estudo de sistemas de conhecimento atuais ou históricos, científicos ou não, etnografia de instituições, biografia e trajetórias de pessoas e bens culturais, em epistemologia da (e na) antropologia e desafios pela interseção da antropologia com outros campos de conhecimento.
Processos Sociais e Territorialidades 
Voltada para processos sociais e diferentes agentes e instituições relacionadas à constituição de territórios. direitos sobre territórios; étnica; trajetórias e construções identitárias; disputas e conflitos territoriais e gestão de recursos naturais.

Identidades e Diferenças
Aglutina investigações empíricas e reflexões teóricas sobre relações, lugares e sentidos em que se produzem diferenças e identidades; diferenças consideradas relevantes; desigualdade e efeitos sócio-culturais, processos políticos e culturais da produção de semelhanças e diferenças identitárias.
Gênero, Corpo e Sexualidade
Expressões, experiências e práticas sociais, culturais e políticas em torno do corpo e da sexualidade. O objetivo geral é o de fornecer instrumentos para o refinamento teórico e metodológico a partir de investigações que, tomando variadas manifestações relativas ao corpo e à sexualidade, destacam as conexões entre gênero e outras categorias de diferenciação, tais como idade, raça, etnia e classe social.
As linhas de pesquisa são delimitadas em meio às seguintes temáticas e campos da vida social:
- família, conjugalidade e parentalidade;
- curso da vida e gerações;
- erotismo, escolhas e identidades sexuais;
- usos, técnicas e tecnologias corporais;
- produção cultural e usos da imagem.
Tecnologia, Cultura e Natureza 
Novas abordagens do tema antropológico clássico da relação entre natureza e cultura, lugar de animais, pessoas em ontologias, economias indígenas e camponesas, ética dos direitos animais, direitos intelectuais sobre conhecimentos tradicionais. O reconhecimento de que a biotecnologia, tecnologias reprodutivas e outros fenômenos técnicos têm complicado a clássica oposição entre natureza e cultura no pensamento antropológico.
Etnografia do Capitalismo
Esta linha foi originalmente chamada “Culturas empresariais” ou ainda “Antropologia das organizações” porque teve sua origem exatamente nesse registro, ou seja , produzir conhecimentos etnográficos da (s) cultura (s) e das identidades coletivas do universo empresarial brasileiro e transnacional. Hoje é denominada ETNOGRAFIA DO CAPITALISMO, porque ela se consagra a produzir conhecimentos etnográficos em todo tipo de organizações, especialmente no Brasil.
Os três setores-focos são:
- o estatal (que inclui, alem das empresas ainda nacionais, prioritariamente a educação e a saúde),
- o privado,
- e o denominado terceiro setor ou economia solidaria ou de diversas outras maneiras.
As relações entres eles também são de interesse desta linha assim como as relações com as organizações de classe (sindicatos, associações nacionais, regionais (Mercosul) e internacionais (OIT, CIRIEC, OMS, etc). Linha é interdisciplinar não apenas com outras disciplinas da área de Ciências Humanas.

Religiões hoje
Relações entre o Homem e o Sagrado, desde as tradições indígenas até as religiões mundiais. Mitos, ritos, crenças, a prática, processos e contextos históricos que se inserem.

Etnologia
Abrange as terras baixas da América do Sul e outras áreas do mundo. Os interesses dos etnólogos incluem a análise de discurso, cosmologia e religião, estética, mitologia e ritual, gênero, parentesco e organização social, história indígena e do indigenismo, associações e o movimento indígena, questões territoriais, políticas e jurídicas, educação, urbanização e desenvolvimento.


Relações entre Gerações e Envelhecimento
A tradição antropológica no tratamento das categorias, grupos e classes de idade é combinada com o estudo das mudanças no modo pelo qual a vida é periodizada e a experiência etária é vivida por grupos sociais distintos nos segmentos mais jovens e mais velhos da população. Entendendo idades, formas de classificação e hierarquização do mundo, estudo das gerações está centrado na análise das relações de poder e dos espaços abertos para práticas sociais específicas, considerado como o reino da intimidade, do privado e da família. No campo científico, à esfera da justiça e às políticas públicas que pressupõem a solidariedade ou coibir a violência entre gerações.
Produção Científica
É importante ressaltar que o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social tem origem no Programa de Mestrado criado em 1971 e produziu 227 dissertações de mestrado até 2006. Compõe-se desde 2004 do Curso de Mestrado e do Curso de Doutorado em Antropologia Social. Esta estruturação garante para além das especificidades disciplinares, que temas e fenômenos contemporâneos desafiadores dos paradigmas das Ciências Sociais são efetivamente analisados em abordagens interdisciplinares, privilegiando, portanto um permanente diálogo entre perspectivas, necessariamente articulada às áreas temáticas com atuação efetiva na investigação e no ensino. São destaques a qualificação e a produção acadêmica do corpo docente e a diversidade, qualidade de seu corpo discente, resultando em uma dinâmica produção acadêmica, tanto dos docentes quanto dos alunos, avaliada como de excelente qualidade. Marcada por significativo número de livros, coletâneas e artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais classificados pelos critérios da Capes como Qualis A e B.
O detalhamento da produção, além dos indicadores e links abaixo, está no acesso a cada professor no corpo docente.
Indicadores da Produção Intelectual do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - MD.
 Indicadores da Produção Intelectual do Programa de Mestrado em Antropologia
 Indicadores da Produção Intelectual do Programa de Doutorado em Antropologia
 Todas as dissertações e Teses do IFCH na Biblioteca Digital da UNICAMP.
http://www.ifch.unicamp.br/pos/antropologia/index.php?texto=programa

terça-feira, 8 de junho de 2010

II - Cultura ou Barbárie?

Farra do boi
Multidão persegue um boi atormenta-o, colocando fogo em seus chifres, tortura-o até que morra. Uma “festa cultural”? Rituais selvagens, crueldade contra animais. Anualmente centenas de bois são torturados e mortos em mais de trinta comunidades de Santa Catarina. Em outros estados, a prática é duramente criticada. Frequentemente na Sexta-feira Santa. Proeminentes empresários, criadores de gado, cidadãos, donos de restaurantes, donos de hotéis e políticos, são os que doam os bois para a "festa".

Antes do evento o boi é confinado sem alimento disponível por vários dias. Para aumentar o desespero do animal, comida e água são colocados num local onde o boi possa ver, mas não possa alcançar. A Farra começa quando o boi é solto e perseguido pelos "farristas", que carregam pedaços de pau, facas,lanças de bambú, cordas, chicotes e pedras - homens, mulheres e crianças - e perseguem o boi que, no desespero de fugir, corre em direção ao mar e acaba se afogando.

Depois de Dias, o Alívio da Morte
Fontes da WSPA-Brazil (World Society for Protection of Animals ) afirmam ter visto o gado sendo torturado de diversas maneiras: animais banhados em gasolina e depois incendiados, pimenta jogada em seus olhos que, geralmente, são arrancados. Participantes quebram os cornos e patas do animal e cortam seus rabos.Os bois podem ser esfaqueados e espancados, mas há um certo "cuidado"para que o animal permaneça vivo até o final da "brincadeira". Essa tortura pode continuar por três dias ou mais. Finalmente o boi é morto e a carne é dividida entre os participantes.
Alguns dizem que é um ritual simbólico, uma encenação da Paixão de Cristo, onde o boi representaria Judas; outros acreditam que o animal representa Satanás e torturando o Diabo, as pessoas estariam se livrando dos pecados. Mas hoje em dia a Farra do Boi não tem nenhuma conotação religiosa. Para as pessoas que moram na área litorânea, onde a barbárie acontece, a Farra do Boi é apenas uma oportunidade pra se fazer uma festa e de se ganhar algum dinheiro extra, pois alguns moradores aproveitam para vender bebidas e petiscos para os participantes.

Pé de Lírio
É cultural a mulher ter pé pequeno, mesmo que às custas de deformá-lo? Cultura milenar da China onde as mulheres se mutilavam em função da "beleza" (Muito estranha, diga-se de passagem...). Mulheres conhecidas como pés pequenos ou pés de lírio quebravam quando jovens os ossos dos pés e os enfaixavam dobrando para dentro os dedos de modo que parassem de crescer. Sinônimo de graça e beleza nas antigas sociedades chinesas. A cultura da beleza mutiladora só foi abandonada após o ocaso da Dinastia Qing, no início do século passado. Fala-se muito hoje em dia das técnicas bizarras de "body modification", que é o costume de alterar radicalmente o corpo em busca de uma nova estética. Mas não pense que isto é uma loucura criada recentemente. Nos últimos mil anos, dois bilhões de mulheres chinesas fizeram algo que está muito distante do primitivismo "fashion" e chique dos piercings e tatuagens.
É cultura matar os filhos que têm alguma deformidade?
Caso da bebê ianomâmi em um hospital de Manaus criou uma crise institucional no Amazonas. Os pais da criança querem retirá-la do hospital e levá-la para a aldeia. A Justiça Estadual concedeu uma ordem para que a menina, vítima de hidrocefalia (condição na qual há líquido cérebro-espinhal em excesso ao redor do cérebro e da medula espinhal), permaneça no hospital até ter alta. De outro lado, a Funai ameaça recorrer da decisão para garantir os direitos dos pais da menina. E em meio a tudo isso está o Conselho Tutelar, que teme que a criança seja sacrificada pelos pais quando retornar à aldeia, como parte de um ritual da etnia.

Em todos estes casos e muitos outros, a cultura serve de pano de fundo para atos desumanos.
Mesmo que seja cultural simplesmente o fato não é agradável, o respeito à cultura tem limite.

Mi, Cps 08/06/10

segunda-feira, 7 de junho de 2010

I - Cultura ou Barbárie?

Em alguns povos é “cultural” castrar as meninas assim que nascem

O interesse sobre o tema nasce da necessidade percebida em amenizar no futuro o que pode ser crueldade. Infelizmente há determinado, rito em alguma cultura, que deveria ser revistos com mais atenção.

São gestos culturais ou brechas para atos de barbárie?

A UNICEF revelou que 3 milhões de mulheres na África e no Médio Oriente são sujeitas a mutilação genital todos os anos, defendendo que esta prática pode ser eliminada "no espaço de uma geração".

O relatório "Mudar uma convenção social nefasta: a mutilação genital feminina", hoje divulgado, aponta um aumento de dois para três milhões de vítimas por ano em relação a estudos anteriores, o que não reflete um aumento da prática, mas sim a existência de dados mais fiáveis.










Mutilação genital (amputação/excisão), prática tradicional em 28 países da África sub-sariana e no Médio Oriente. Inclui extirpar (ablação) o clitóris, que conseqüentemente leva a dores, hemorragias prolongadas, infecções, infertilidade e morte, realidade impossível de calcular o número de vítimas mortais. Devido à emigração, acaba espalhando a comunidades pelo mundo.

A prática está enraizada, até profissionais da saúde realizam tal procedimento. Conforme a UNICEF a taxa da prática caiu em países como Benim, Burkina-Faso, Etiópia, Iémen ou Quênia. Mesmo assim são pequenos os índices para eliminar a mutilação genital feminina.

Líderes de opinião, chefes tradicionais e líderes religiosos, profissionais de saúde, curandeiros, assistentes sociais e professores têm um papel a desempenhar para "desencorajarem a realização desta prática", salienta o relatório da UNICEF.
Fonte: Dossier, Mutilação genital feminina, 24/11/05.

Contra a excisão
Em fevereiro de 1999, Mariatou Koita, 23 anos, foi a primeira a recorrer à justiça francesa, alegando sofrer muito com isso e não querer que suas filhas passem pelo mesmo processo. Mulheres como ela, oriundas de culturas que acham correto tal procedimento, sofrem, em países como a França, ao se depararem com a realidade onde é crime o que para alguns é sagrado.
    
As indiciadas Hawa Gréou (praticante) e Dienaba Koita (mãe de Mariatou) foram condenadas, respectivamente, a cinco e dois anos de prisão. Mariatou é francesa proveniente da segunda geração da imigração africana. Acredita-se que alguém da primeira geração, por causa das convicções interiores e da pressão coletiva, jamais se atreveria a denunciar.   
    
As que tentam manifestar-se contra são acusadas de desavergonhadas, ocidentalizadas e de fazer com que a identidade cultural africana se perca. A prática da excisão varia de acordo com a cultura de cada povo que ainda a adota. Consiste na mutilação do clitóris (órgão do prazer sexual feminino) e dos pequenos lábios vaginais. A excisão mínima, utilizada no oeste da África e na Indonésia, é a retirada do capuz do clitóris.









 Temos ainda, no leste africano (Djibuti, Etiópia, Somália, Sudão, Egito, Quênia), a infibulação, também chamada de excisão faraônica, considerada a pior de todas, pois, após a amputação do clitóris e dos pequenos lábios, os grandes lábios são secionados, aproximados e suturados com espinhos de acácia, sendo deixada uma minúscula abertura necessária ao escoamento da urina e da menstruação. Esse orifício é mantido aberto por um filete de madeira, que é, em geral, um palito de fósforo.

As pernas devem ficar amarradas durante várias semanas até a total cicatrização. Assim, a vulva desaparece sendo substituída por uma dura cicatriz. Por ocasião do casamento a mulher será “aberta” pelo marido ou por uma “matrona” (mulheres mais experientes designadas a isso). Mais tarde, quando se tem o primeiro filho, essa abertura é aumentada. Algumas vezes, após cada parto, a mulher é novamente infibulada.
     
A operação é sempre feita por mulheres (matronas) em suas próprias casas ou nas casas dos pais da vítima, em troca de presentes pelo trabalho efetuado. A menina é posta no colo de sua mãe que segura suas pernas abertas. A vagina é então mutilada, sem anestesia, por instrumentos como uma lâmina de barbear, uma faca de lâmina flexível ou mesmo tesouras.




São inúmeras as conseqüências. Esse momento abominável pode provocar um choque cardíaco, grandes hemorragias ou sangramentos contínuos que levam à morte, problemas com órgãos vizinhos. Os hematomas e queimações ocasionados pela passagem da urina podem gerar retenção urinária.

Posteriormente costuma-se observar: perturbações menstruais; infecções locais, urinárias e genitais que motivam a esterilidade; partos complicados; repercussões na saúde mental, como ansiedade, angústia, depressão, etc.
    
Há uma luta travada entre o governo francês e os praticantes de tal rito, que na sua origem, significava a separação dos sexos. Na tradição de Mali, o céu fecundou a terra antes de sua excisão dando origem ao chacal, semeador da desordem no mundo. Assim sendo, a criança nascida de uma mulher não excisa vem anunciar a desordem e o azar.

A mortalidade ligada a essa prática atinge em torno de 600.000 mulheres no mundo. Na França, mais de 20.000 mulheres por ano são mutiladas. Em 1982, Awa Thiam criou a CAMS-F – Comissão de Abolição de Mutilações Sexuais da França, tendo como eixo o aspecto jurídico do considerado crime.

O tema, entre vários outros, foi discutido no 15º Congresso Mundial de Sexologia, em Paris.

* Celuy Roberta Hundzinski Damasio - Docente - Língua Francesa - Instituto de Línguas (UEM).
Fonte: Rev. Espaço Acadêmico, ano 1, n. 3, ago/2001, ISSN 1519.6186.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Humanos x regras x educação

O homem dita regras ao meio ou o meio dita regras ao homem?

Segundo Milhollan e Florisha (analistas de comportamento humanos), o humanismo tem base na Filosofia (ciência mãe da Psicologia), doutrina ou atitude que expressa na Antropologia o domínio da:
- Lógica = Aplica-se que a verdade ou falsidade de um conhecimento define em função de sua fecundidade (criação) e eficácia (atingir objetivo) na ação humana;
- Ética = Afirma ser o homem o criador dos valores morais a partir de sua história pessoal, sócio-econômica que condiciona a vida humana.

O Auto-conceito o faz capaz de modificar atitudes, comportamentos e direções, proporcionando um clima de atitude psicológica fácil. O homem tira então o poder do terapeuta e assume sua conduta.

Melhor entendimento do relacionamento psicológico entre:

- Psicanálise = Freud, época marcada pela austeridade (rigor), onde mulheres eram confinadas ao papel de mãe (procriadora) e esposa (mantenedora do lar), sem direitos políticos nem sociais.
> Percepção do Homem - Então o homem se percebe dividido entre desejos de vida ou de morte. A natureza humana é determinada por forças irracionais. A sociedade civilizada estaria marcada pela desintegração devido a hostilidade primária entre si e a cultura. “O homem é marcado por conflitos permanentes e o ego é o medidor para encontrar o equilíbrio”.

- Behaviorismo (análise do comportamento e conduta), modelo pouco dominante na Psicologia, porém influente na analisa de um indivíduo.
> Percepção do Homem - Skinner categoricamente afirma que o homem é produto do meio em que vive e o que foi lhe ensinado desde criança o direcionará (crenças, ideais etc.) e com o processo terapêutico, logo não terá liberdade de escolha e poderá ter conseqüências negativas ou positivas.
Skinner viveu as mudanças sociais dos anos 60, viu a liberação sexual e o movimento Hippie. Aperfeiçoou o método experimental e criou a AEC=Análise Experimental do Comportamento (estímulo-resposta) no Filogenético, Ontogenético e Ambiente.

- Humanismo = ACP (Abordagem Centrada na Pessoa), cujo pai é Rogger, filho de pais educados, mas rigorosos na educação dos filhos e na religião, também viveu a transformação dos anos 60, iniciou seus estudos em plena discussão sobre a psicanálise e o método comportamental, porém não gostou de nenhum dos dois. Inovou sua forma de atendimento ouvindo seus pacientes.
> Percepção do Homem – Experiência cada acontecimento de forma única e pessoal, confia na capacidade de desenvolvimento do homem (crescimento, compreensão, resolução de problemas) caso haja condições favoráveis; motivados são levados a várias direções e formas.

O homem é produto e produtor de sua história considerando a cultura (sentimentos e crenças) que está inserido. - O meio dita regras? A exemplo da flor que se deforma a procura do sol.

Na filosofia humanista – O homem dita regras? As mudanças sociais partindo do desejo humano de mudança e da potencialidade de mudança e não a partir da condição humana.

O homem é capaz de lidar consigo mesmo, com seu psicológico, com sua auto compreensão e contínua auto direção intelectual (a técnica que o profissional utiliza não está em questão). Há no homem uma tendência natural para o crescimento que poderá ser impedida mas não destruída.

Não resta dúvida que a história de vida das pessoas e a maneira como vivem pode influenciar no de se conduzirem socialmente. Os próprios profissionais sofreram influências devido suas condições de vida ao desenvolverem um diagnóstico sobre o mesmo assunto. As três teorias (correntes da Psicanálise do Behaviorismo diferenciam-se na Psicologia. Há convergência e divergência nas linhas de Freud, Rogger e Skinner. Mas,trouxeram contribuições consideráveis para a psicologia , bem como para a humanidade.

sábado, 17 de abril de 2010

Relativismo

Relativismo, dessa forma, leva em consideração diversos tipos de análise, mesmo sendo análises aparentemente contraditórias.

As diversas culturas humanas geram diferentes padrões segundo os quais as avaliações são geradas.

Max Weber, em suas obras sobre epistemologia, abre espaço para o relativismo nas ciências da cultura quando diz que: a ciência é verdade para todos que querem a verdade, ou seja, por mais diferentes que sejam as análises geradas por pontos de vista culturais diferentes, elas sempre serão cientificamente verdadeiras, enquanto não refutadas.

O relativismo é um ponto de vista extremo oposto ao etnocentrismo, que leva em consideração apenas um ponto de vista em detrimento aos demais. Porém, os críticos dessa visão apontam que o relativismo torna impossível um avanço científico nas ciências da cultura na medida que coloca todos os tipos de análise, absurdas ou não, em igualdade de veracidade.

Assim podemos concluir que o Relativismo é um termo filosófico que se baseia na relatividade do conhecimento e repudia qualquer verdade ou valor absoluto. Todo ponto de vista é válido.

Na filosofia moderna o relativismo por vezes assume a denominação de "relativismo cético", relação feita com sua crenã na impossibilidade do pensador ou qualquer ser humano chegar a uma verdade objetiva, muito menos absoluta.

Nietzsche na sua obra "A Gaia Ciência", no tópico intitulado "Nosso novo infinito", assim afirma: "o mundo para nós tornou-se novamente infinito no sentido de que não podemos negar a possilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações".

Na frase que Foucault objeta: "Se a interpretação nunca se pode completar, é porque simplesmente não há nada a interpretar...pois, no fundo, tudo já é interpretação".

No diálogo platônico "Teeteto", atribui-se a Protágoras uma concepção relativista do conhecimento, por haver afirmado que "o homem é a medida de todas as coisas". Nesse caso, cada um de nós é, por assim dizer, o juiz daquilo que é e daquilo que não é.

Sócrates levanta então uma série de objeções contra essa forma radical de relativismo subjetivista, tentando mostrar a incoerência interna da suposição de que o que parece verdadeiro a alguém é verdadeiro para ele ou ela. Se são verdadeiras todas as opiniões mantidas por qualquer pessoa, então também é preciso reconhecer a verdade da opinião do oponente de Protágoras que considera que o relativismo é falso. Ou seja, se o relativismo é verdadeiro, então ele é falso (desde que alguém o considere falso). Haveria, por assim dizer, uma auto-refutação (ou uma autodestruição) do relativismo cognitivo.

Em nossos dias, o relativismo cognitivo tem assumido várias formas distintas.
Nas versões mais radicais, entende-se que quaisquer opiniões são igualmente justificáveis, dadas suas respectivas regras de evidência, e que não há questão objetiva sobre qual conjunto de regras deve ser preferido ("igualitarismo cognitivo" ou tese da "equipolência das razões").

Em suma, é possível dar boas razões tanto para se admitir quanto para se recusar qualquer opinião. E, portanto, o procedimento de dar boas razões nunca permite decidir entre opiniões rivais, nunca nos obriga a substituir uma crença por outra. Nesse caso a crítica do relativismo cognitivo pode ser feita de acordo com a seguinte linha argumentativa (seguida, por exemplo, por Paul Boghossian em "What the Sokal Hoax Ought to Teach Us"): se toda regra de evidência é tão boa quanto qualquer outra, então para que uma opinião qualquer seja tomada como justificada basta formular um conjunto apropriado de regras em relação ao qual ela está justificada.

Em particular, a opinião de que nem toda regra de evidência é tão boa quanto qualquer outra deve poder ser igualmente justificada. (E o relativista assim não consegue mostrar, mas deveria mostrar, que a sua posição é melhor que a de seu oponente.)

Uma alternativa seria dizer que algumas regras de evidência são melhores do que outras; mas então deveria haver fatos independentes de perspectiva sobre o que as torna melhores do que outras, e nesse caso estaríamos assumindo a falsidade do relativismo cognitivo.

Em contraposição, há espécies de relativismo que são bastante triviais, como, por exemplo, a tese da diversidade (também chamada de "relativismo cultural"): consiste em registrar que diferentes pessoas mantêm crenças diferentes; que as opiniões variam de comunidade para comunidade, de uma época para outra.

Nesse caso, não se afirma que tais crenças ou opiniões sejam verdadeiras ou justificadas, e portanto não se tem ainda um relativismo cognitivo (epistemológico). Tal diversidade de crenças é plenamente compatível com uma visão absolutista ou objetivista do conhecimento.

Todavia, não são essas formas de relativismo (extremamente fortes ou fracas) que encontramos nas filosofias de Kuhn, Rorty e até mesmo Feyerabend (em alguns de seus últimos escritos). O que eles sugerem, a partir de evidências históricas, é que as preferências por certos padrões de investigação, por certos objetivos cognitivos variam com o tempo e dependem do contexto considerado. E mais do que isso: sua validade e autoridade dependem da prática estabelecida no interior de uma comunidade. Eles questionam as tentativas de codificar a racionalidade científica mediante um certo conjunto de regras metodológicas que guiam a atividade científica; mas não apenas isso, questionam também a tese de que a racionalidade científica permaneça em grande parte estável e invariante com o passar do tempo, apesar das novas descobertas e das mudanças sociais e culturais.

Eles criticam o que Shapere chamou "essencialismo": a suposição de que as marcas características da racionalidade científica não estão elas próprias sujeitas a mudanças e revisões. Eles reconhecem que as normas do que conta como "boa ciência" também se transformam ao longo da história e não devem ser consideradas como uma estrutura rígida que não sofre mudanças substanciais.

No caso específico das ciências naturais, eles reconhecem, fazendo justiça à história da ciência, que as mudanças e as divergências envolvem não apenas as teorias (não apenas afirmações fatuais), mas também os critérios e os valores característicos da prática científica. Por exemplo, é possível, em certas ocasiões, justificar uma teoria T1 com respeito aos princípios e valores de um sistema evidencial E1 (por exemplo, que permite hipóteses sobre inobserváveis) e ainda justificar uma teoria alternativa T2 (incompatível com T1) com respeito aos princípios e valores de outro sistema evidencial E2 (por exemplo, do empirismo indutivista), mesmo na ausência de uma fundamentação independente que sem petição de princípio "favoreça inequivocamente" E1 ou E2 (ou seja, um caso de incomensurabilidade) A justificação de uma crença é sempre relativa a um sistema evidencial e, havendo uma disputa entre E1 e E2, poderia não haver acordo racional quanto à aceitação de T1 ou T2, mesmo que tivéssemos à disposição todas as evidências possíveis.

Por outro lado, quando se dá preferência a um sistema evidencial a partir de um meta-sistema dominante, tal escolha racional não pressupõe que esse meta-sistema represente uma visão objetiva ou correta (em todo tempo e lugar) que permita justificar de modo absoluto.
Quando ocorre de abandonarmos a ciência normal anterior, de transcendermos nossa própria tradição de pesquisa, não somos levados a um "ponto arquimediano", fora do espaço e do tempo, que defina absolutamente o que deva ser racional, visto que a própria racionalidade científica pode transformar-se no processo evolutivo da ciência. Como diz Feyerabend (1993), os padrões de um debate científico só parecem ser "objetivos" porque se omite a referência à tradição considerada, ao grupo de adeptos que os utilizam.

Assim sendo, o relativismo cognitivo não consiste apenas em afirmar que a verdade (ou a justificação) de toda crença é relativa a princípios e padrões de um sistema de regras de evidência; trata-se ainda de recusar a suposição de um sistema absoluto, neutro (independente) e universal em relação ao qual toda crença possa ser julgada. Nesse sentido, o relativista não atribui "estatuto privilegiado" a nenhuma visão particular, nem mesmo ao relativismo.

O relativista não pode impedir que o absolutista sustente que o relativismo é falso; mas ainda assim é permitido ao relativista manter a preferência por sua posição (que a seus olhos se "salienta" em relação às demais), pois (segundo o relativista) o absolutista também não tem como evitar que o relativista se mantenha relativista.

As tentativas de mostrar que o relativismo é inconsistente (ou se auto-refuta) baseiam-se na suposição de que o relativista deva apresentar uma defesa em que sua posição se mostre, sem petição de princípio, melhor que a de seu oponente e possa compeli-lo a optar pelo relativismo.

Mas o relativista consistentemente admite que não é só o relativismo que tem boas razões em seu favor; também o absolutista pode ter suas boas razões para manter-se em tal posição, numa típica situação de incomensurabilidade.

Enfim, não há nada de paradoxal em o relativismo ser mantido por uns e não por outros, pois ninguém está obrigado a aceitar todas as opiniões dos outros como sendo verdadeiras. Por exemplo, um relativista poderia acreditar que a Terra gira em torno de si mesma e que é falso que está fixa, ao mesmo tempo em que está ciente de que alguém acredita que ela se mantenha fixa. (Harré e Krausz, 1996, p. 98) O que o relativista tenciona é, nas palavras de Goodman, converter alguém ao seu ponto de vista, sem tentar fundamentar absolutamente esse seu ponto de vista.

O que ele diz é: "Veja como as pessoas naquela época tinham uma outra concepção de mundo. Se você estivesse no lugar delas, não manteria suas crenças atuais". Com efeito, o relativista não se obriga a demonstrar que a partir de certas premissas segue-se inexoravelmente a verdade do relativismo.

Mi - Cps, 16/04/2010

Falar s/ CORTELLA

A filosofia de um antropólogo
Filosofia - Como a filosofia pode se incorporar ao cotidiano

Definição do doutor em filosofia, apresentador, comentarista e colunista de importantes veículos de imprensa, MARIO SERGIO CORTELLA, professor titular da PUC (Pontifícia Universidade Católica).

Acredito que a filosofia seja muito importante para mostrar um caminho que explique o mundo empírico, uma estrada que nos impeça de nos tornar alienados ao cotidiano”.

Cortella, traça um paralelo entre os mundos acadêmico e corporativo, as diferentes formas de se adquirir experiência e a necessidade do lazer para o trabalhador, uma forma saudável de parar, descansar e sair da rotina.

O que se faz, porque se faz e pra onde devemos ir, são questões importantes abordadas. Acredito que a filosofia seja muito importante para mostrar um caminho que explique o mundo empírico, uma estrada que nos impeça de nos tornar alienados ao cotidiano.

Hoje em dia, vivemos a era da tacocracia (latim - ditadura do rápido). Nesta era, não há tempo para nada. Muito menos para raciocinar. Vejo que as pessoas não se espantam mais. Tem um ditado árabe de que gosto muito, “homens são como tapetes, às vezes precisam ser sacudidos”, espero que meu livro tenha esse papel.

Me lembro da existência de uma época menos afobada, mais centrada. A teia de ligações e conexões entre os indivíduos era muito menor e, assim, não se recebia tantos informações inúteis. Hoje, somos bombardeados e sofremos uma overdose sem sentido.
Acreditamos que o informar é saber, porém o saber é pensar e raciocinar
.

De que adianta, por exemplo, ter conhecimento sobre o peso dos koalas australianos, ou da formação do time de pólo-aquático feminino da Noruega?
Uso a grande frase do pensador Marx, escrita em seu Manifesto Comunista , que define perfeitamente o mundo de hoje: “Tudo que é sólido, se desmancha no ar”.

O mundo acadêmico é mais elástico, menos imediatista. Ao contrário do corporativo, que é mais veloz, na eterna busca por resultados. Do empirismo, podemos aprender as estratégias, para superar objetivos e ultrapassar os desafios num mundo em que se recicla a cada minuto.
Por outro lado, a academia oferece uma base educacional que ajuda os empresários a achar mais fácil uma metodologia e, assim, encontrar rapidamente a solução de um problema. Lidar com a produção de idéias no mundo acadêmico é menos constrangedor do que produzir idéias, que precisam obrigatoriamente ter um retorno financeiro no mundo corporativo.
Experiência tem a ver com intensidade. Não maturidade. Existem dois tipos de experiência: a extensa, adquirida com o passar dos anos, e a intensa, acumulada pela quantidade de fatores vividos em pequenos espaços de tempo.

Um médico que trabalhou num pronto-socorro por 3 anos tem muito mais experiência do que um que só faz consultas há 10 anos, por exemplo. Equipes boas são aquelas que conseguem mesclar experiências, intensas ou extensas, não importando a idade.
A vivacidade, assim como a experiência, não tem relação com a idade, e sim, com o fazer o que gosta.


Veja o show dos Rolling Stones, por exemplo. O Mick Jagger é o exemplo vivo disso. Ele tem uma energia muito maior do que a da Britney Spears, por exemplo, que, acredito, gosta mais do resultado daquilo que faz e não do trabalho em si.

Domenico de Masi, grande pensador, criou o Ócio Criativo, no qual, as empresas organizam e coordenam aquilo que acham importante para o funcionário exercer no seu tempo livre. Isso não é lazer, é trabalho! Por isso, digo que as empresas precisam implementar o Ócio Recreativo. Uma iniciativa levada a sério na qual o funcionário decide como deseja gastar seu tempo. É como o recreio nas escolas, as crianças são livres para recriar, serem elas mesmas.

O carnaval é um grande exemplo do ócio recreativo. Esse, assim como todos os feriados brasileiros, demonstram o quanto a nossa população é sã. É saudável parar, descansar e sair da rotina. Maluco, afirmo, é quem não pára.

Tecnologia é ferramenta, não é o objetivo. A escada nos serve para ir a algum lugar e não para ficarmos estáticos no meio desta. A reflexão filosófica é muito importante justamente por isso, para nos ajuda a alertar dos nossos perigos. Por exemplo, a Internet é um dos maiores avanços tecnológicos. Mas a maioria das pessoas não navega, naufraga. Comportam-se como Cristóvão Colombo, que saiu sem saber para onde ia e chegou em um lugar no qual não sabia onde estava.

De que adianta ter a escada, se ninguém sabe subir nela devidamente. As pessoas precisam refletir antes de ter tais ferramentas.

Fonte: Canal RH - 01/03/2006 / Liv Soban

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Falar s/ Darwin

O homem
essência e eterna busca
da felicidade
= realização contínua

A percepção que o homem tem de si mesmo.

O que entendemos do nosso "eu" é na realidade um conjunto de circunstâncias e de agregados temporários que. Estes componentes, conhecidos tecnicamente no Budismo como "skandas", são cinco:
1 - O corpo = nossa forma física;
2 - Os sentimentos = sensações de sermos notados ao meio em que vivemos;
3 - As percepções = captar, assimilar o meio que vivemos;
4 - Os impulsos e emoções = formação mental, medo, justiça e compreensão;
5 - Os atos de consciência = noção do meio;
Obstáculos necessários:
- aversão (bem trabalhada poderá levar ao crescimento);
- apego (maior veneno ao eu);
- existência (saber claramente do sofrimento, da insatisfação e da não completude);
- desafios (fomenta a iniciativa).

Ex:
Charles Robert Darwin
Nasceu na proeminente e abastada família elite intelectual da época. Sua mãe morreu quando ele tinha apenas oito anos. No ano seguinte foi enviado para a escola Shrewsbury. Ali, ele só se interessava em colecionar minerais, insetos e ovos de pássaros, caça, cães e ratos.

A procura de seu “eu”
Em 1825, depois de passar o verão como médico aprendiz ajudando o seu pai no tratamento dos pobres, Darwin foi estudar medicina. Na universidade, pendia e muito para a história natural, sua aversão à brutalidade da cirurgia da época levou-o a negligenciar os seus estudos médicos.
Em 1827, seu pai, decepcionado com a falta de interesse de Darwin pela medicina, matriculou-o em um curso de Bacharelado para que ele se tornasse um clérigo. Nesta época, clérigos tinham uma renda que lhes permitia uma vida confortável e muitos eram naturalistas uma vez que, para eles, "explorar as maravilhas da criação de Deus" era uma de suas obrigações.
Depois, matriculou-se numa escola da igreja da Inglaterra fez teologia, chegou mesmo a escrever sobre a religião como uma estratégia tribal de sobrevivência, embora ele ainda acreditasse que Deus era o legislador supremo. Sua crença continuou diminuindo com o passar do tempo e, com a morte de sua filha Annie em 1851, finalmente perdeu toda a sua fé no cristianismo.

O encontro
Darwin ingressou no curso de história natural de Henslow e se tornou um de seus alunos favoritos. Como preparação, ingressou no curso de Geologia
Apesar dos sucessivos problemas de saúde que acometeram nos seus últimos vinte e dois anos de vida, ele continuou trabalhando avidamente. Ainda durante a vida de Darwin, muitas espécies de seres vivos e elementos geográficos foram batizados em sua homenagem.

A felicidade
Renomado naturalista e filósofo era agora um eminente geólogo no meio científico formado por clérigos naturalistas, com uma renda segura e trabalhando secretamente em sua teoria.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O tempo hoje

Quem não percebe que o ser humano mudou sua maneira de interpretar o tempo?

Hoje somos pragmáticos, as formalidades ou o conjunto de várias regras não permitem que esperemos mais o tempo necessário para as coisas acontecerem.

Precisamos e queremos tudo para ontem.

A experiência do tempo a cada vez mais acelera, não sabemos esperar e tudo avança rapidamente.

A pressa toma conta de nós e somos diferentes a cada dia.

Havia mais paciência as informações chegavam tempo depois e nem eram prejudiciais.

Hoje meio minuto é tempo demais, chega a ser catastrófico para muitas situações.

Estamos contextualizados, por isso somos inquietos, fazemos deslocamentos rápidos, propostas e receitas já vêm prontas.

Vivemos ansiosos colhemos frutos muitos verdes e não conhecemos o real sabor das delícias.

É bom situarmos no tempo mesmo porque Deus não tem pressa e quem perde somos nós, lógico!

Saber aproveitar o tempo livre é uma dádiva! - http://is.gd/74Jvg

Mi – Base: FM
Cps, 21/01/10