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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Privatização – Estatização - Concessão


Na eleição é comum ouvirmos um candidato defender a privatização, outro defender a estatização, muitos eleitores sem entender e aí me incluo. Por isso pesquisei.

Privatização ou desestatização - quando uma empresa pública (Estado/Governo) é vendida à particulares (setor privado) através de leilão público. Vence o maior lance da empresa privada.
Ø  Prós - aumenta a competição beneficiando clientes devido a maior oferta, melhor eficiência na opção de produtos e serviços possibilitando lucros. Diminui a presença do Estado em setores importantes para o desenvolvimento do país e para a população.
Ø  Contras – governo vende nossas empresas de maior lucro a preço de banana e com o nosso dinheiro, paga dívidas que ele próprio faz. O país e seu povo ficam como sempre, no cocô.

Estatização ou nacionalização – quando o governo compra uma empresa privada. Se for exploração de recursos naturais cria-se o monopólio estatal, ou seja, o Estado detém o mercado. Há setores de monopólio natural como: energia, saneamento, comunicação, transporte, etc. e setores de interesse público como: saúde, educação, onde é dever do Estado corrigir discretamente.
Ø  Prós - permite ao país maior controle sobre a economia interna, também cuida dos interesses nacionais permitindo avanços estrangeiros.
Ø  Contras - uma estatização grande deixa o Estado muito presente em ações econômicas incomodando setores da iniciativa privada. Normalmente o mercado sabe dispor de recursos, logo, o governo não precisa ser proprietário.

Concessão é quando o governo empresta um patrimônio público à uma empresa privada administrar por algum tempo, mas continua sendo da União que além de ganhar com o maior lance dado continua ganhando.

Pergunto: Um apenas um de nós (povo brasileiro) viu pelo menos 1 centavo do tal pré-sal que nos beneficia em qualquer coisa que seja? 

Respondo: Também, nem somos autoridades cubanas, venezuelanas, africanas, nicaraguenses, bolivianas, panamenhas e por aí vai.....

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Democracia - relembrar ao votar

A palavra vem do grego: demos = povo,  kratein = governar, que definimos: “Governo do povo, para o povo e pelo povo”. 

Governo que exerce o bem comum assegura perante a lei: igualdade, oportunidade, aquisição necessária, direitos e deveres a todos. Através do voto, de plebiscito, o povo legitima seu legislativo. Regime flexível se ajusta conforme necessidade e evolução do povo, sem atentar contra o bem comum. Na democracia o povo sente-se digno e responsável por progresso e fracasso, ele é juiz e fiscal dos governantes escolhidos para agirem conforme as Leis. Estado democrático descentralizado aproveita melhor o direito e a capacidades dos cidadãos. Assim é a democracia!

Base democrática
a) A democracia é contra o totalitarismo e a toda ideologia particular. Convicta de que os governos existem para preservar os direitos naturais que Deus deu ao Homem e que nenhuma autoridade humana pode infringir. É dever do Estado proteger e promover condições materiais, sociais e espirituais permitindo integralidade a todos.
b) Na democracia a soberania é popular, ninguém se apodera do governo pela própria força e o governo tem permissão do povo e do Poder para punir transgressores.
c) Característica da democracia. Homem dotado de razão pode exprimir através de seus representantes a opinião pública. Grupos ainda não capazes politicamente têm direito a educação para adquirir responsabilidade nas questões relativas ao bem comum.
d) Há na democracia valores espirituais e tem como razão Deus, por isso é contra doutrinas que suprimem e degradam a liberdade.

A verdadeira democracia concretiza comportamento exemplar na maioria dos cidadãos. Países democráticos têm a maior cultura política, se desenvolvem mais rápidos e são bem vistos que até regimes ou movimentos totalitários (povo obedece a minoria) se dizem democráticos.

A democracia é privilégio insuperável se o operário, o rico, o sábio e o mais humilde dos homens estiverem conscientes de seus deveres e direitos e se compreenderem o valor da política terão a colaboração de todos.

No Brasil consideramos legítimo e democrático o candidato mais votado. Mas na verdade há uma ditadura na falsa democracia. Parte do eleitorado sabe de seus deveres e responsabilidades, mas infelizmente a grande maioria vota pensando em interesses próprios contribuindo para a despreocupação do governante em não cumprir promessa feita e a nos dominar por conta do anonimato das massas.


 

Em regimes democráticos, onde o povo não entende a democracia, haverá limitações e governantes iguais os de regimes autocráticos.

 

Claro que estamos muito distante, mas já compreendemos o que é a maturidade política Mudanças não acontecem de um ano para o outro, nem de uma década para a outra. O bom é que podemos começar a qualquer instante e também podemos nos prometer um tempo melhor porque o mundo faz de tudo para que nos sintamos bem, só o Homem não sabe ainda.

 

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sobre Emmanuel Levinas

Emmanuel Levinas
(Kaunas30/11/1906 /Paris, 25/12/1995)
Filósofo francês de família judaica na Lituânia.

[... "O 'egoísmo' da ontologia mantém-se mesmo quando, ao denunciar a filosofia socrática como já ouvidador do ser e como já a caminho da noção do 'sujeito' e do domínio técnico, Heidegger encontra, no pré-socratismo, o pensamento como obediência à verdade do ser, ... como toda a história ocidental, concebe a relação com outrem como cumprindo-se no destino dos povos sedentários, possuidores e edificadores de terra. A posse é a forma por excelência sob a qual o Outro se torna o Mesmo, tornando-se meu"....]

Na sua obra Autrement qu’etre (1974) traz a inquietação dos seis milhões de judeus assassinados durante o Holocausto (Shoah), marcado pela dominação do homem sobre o outro homem. Em 30 anos viu duas guerras mundiais, os totalitarismos de direita e esquerda, hitlerismo, stalinismo, Hiroshima, o goulag, genocídios de Auschwitz e do Cambodja. Século que finda estes nomes bárbaros, com sofrimento e mal impostos de maneira deliberada, mas que nenhuma razão limitava na exasperação da razão tornada política e desligada de toda a ética.

Ele fala do pensamento ocidental, que a partir da filosofia grega, desenvolveu-se como discurso de dominação. O Ser dominou a Antigüidade e a Idade Média substituído depois pelo eu da época moderna, até hoje. Sempre sob o mesmo sinal: a unidade unificadora e totalizante que exclui o confronto e a valorização da diversidade, entendida como abertura para o Outro. A obra alerta para uma emergência ética de se repensar a filosofia com um novo olhar em direção ao Outro. Inspiração buscada na sabedoria bíblico-judaica.

Confrontando a filosofia ocidental, dialoga constantemente com os pensadores da tradição, como Platão, Descartes, Kant, Hegel e Bergson. Estão sempre presentes em sua obra, Husserl e Heidegger seja partindo deles, seja já tentando superá-los e afirma: “quase sempre, começo com Husserl ou em Husserl, mas o que digo já não está em Husserl” e, em outro lugar: “Apesar do horror que um dia veio associar-se ao nome de Heidegger — e que nada poderá dissipar — nada conseguiu desfazer em meu espírito a convicção de que Sein und Zeit, de 1927, é imprescritível”.

De Descartes guarda a descoberta da idéia do infinito, tomada como orientação metafísica para a sua ética. Contudo, segundo Levinas é com Franz Rosenzweig que comunga suas maiores intuições, autor esse "presente demais para ser citado".

Autrement qu’etre fala de uma sociedade que alcança nossos dia, onde a competição, falta de solidariedade, constante subjugação e que coloca à margem a maioria de seus integrantes. Uma humanidade egoisticamente ambígua que torce pela paz e pela guerra. Enfoca um Império ancorado no egoísmo, na imposição e no controle do Eu sobre o Outro e do Eu sobre outrem. A partir da Alteridade, coloca a Ética para uma reflexão crítica da Benevolência como uma não superação do egoísmo, na realização do Eu. Onde compreendemos uma específica crítica à sociedade contemporânea.

ALTERIDADE EM LÉVINAS - Egoísmo, a própria e exclusiva subjetividade, que sustenta o pensamento ocidental, característica da "filosofia do poder". O Eu que se basta em si mesmo, uma realidade definitiva que marca o ego como reduto do ser ao ente: o eu-em-mim-mesmo.

O Ser fechado nega a exterioridade, a transcendência, numa mesmicidade ontológica. Para Lévinas a exterioridade, o Infinito da pessoalidade se dá no encontro com outrem e nos faz sair da unidade para a multiplicidade ressaltando a importância do encontro com o Outro, onde determina o acolhimento e conduz para a igualdade.
[... "No acolhimento que é já a minha responsabilidade a seu respeito e em que por conseqüência, ele me aborda a partir de uma dimensão de altura e me domina...” ... “O Rosto de outrem clama e na Alteridade o fechamento rompe e conduz a um novo eu: de um eu-em-si-mesmo, para um eu-com-o-outro, na exterioridade, em uma relação Eu-Outro, na qual não há negação da individualidade do Mesmo, nem tão pouco do Outro; há compartilhamento de convivência, há intersubjetividade...” ..."a relação assimétrica com o Outro, que infinito, abre o tempo, transcende e domina a subjetividade...” ..."o outro passa a ter primazia sobre o mesmo, isto é, sobre o Eu que se fixa na sua identidade e não reconhece nada além de si...” ..."esta se dá de forma concreta, numa história e numa política".]

IMPÉRIO - como um elemento motivado e inerente à centralidade e fechamento do Eu, situa-se como a expressão máxima do egoísmo, onde o ser, motivado e conduzido exclusivamente por uma subjetividade centrada e fechada em si mesmo, impõe-se ou visa se impor sobre outrem.

Esta imposição, para Lévinas, tem sua origem e fundamento desde já na compreensão realizada pelo próprio, pelo Mesmo na ontologia: "a ontologia como filosofia primeira é do poder". O Eu através da ontologia se basta a si mesmo e impor-se frente ao Outro, frente ao mundo e às outras pessoas. Segundo Lévinas: "A mediação fenomenológica serve-se de uma outra via em que o "IMPERIALISMO ONTOLÓGICO" é ainda mais visível. É o ser do ente que é o médium da verdade" que leva à "filosofia do poder, a ontologia, que não põe em questão o Mesmo, é uma filosofia da injustiça".

Refletindo a partir da fenomenologia, mas utilizando-se de uma ótica filosófica singular, ele critica a filosofia ocidental, mostrando ainda que a filosofia de Heidegger sustenta e conduz exatamente a uma conduta de Império, uma vez que "a ontologia heideggeriana que subordina a relação com Outrem à relação com o ser em geral mantém-se na obediência do anônimo e leva fatalmente a um outro poder, à DOMINAÇÃO IMPERIALISTA, à tirania".

O Império, através da ontologia, da filosofia ocidental, expressa a busca pelo domínio e pelo poder, pela submissão do Outro aos interesses e motivações do Eu.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A "Utopia" de Thomas More

                                                                                 
Thomas More
Expressivo nome do humanismo renascentista britânico, pensador, advogado muito culto e conhecia as línguas clássicas, grego e latim. Cultivava relações e amizades e reconhecia as injustiças européias. Repudiava feitos bélicos, ascetismo monástico dos padres. Como renascentista, valorizava o conforto e o bem-estar coletivo.

Mas, ao tornou-se Lord-Chanceler, não tolerou protestantes ou quem divergisse do rei. Católico tradicional com vida asceta, negou-se a apoiar Henrique VIII. Sucumbiu ao cutelo com dignidade em 06/07/1535. Um dos poucos ilustres, que morreram por suas convicções.


Thomas More (1478- 1535), no latim Thomas Morus. Nasceu e morreu em Londres, discípulo e amigo de Desiderius Erasmo, filósofo e teólogo de Rotterdam, na Holanda. Trocavam correspondências desabafadoras, como: “Não podes avaliar com que aversão me encontro nesses negócios de princípe, não há nada de mais odioso do que essa embaixada.” Referia-se da missão diplomática, para resolver dissidência entre Henrique VIII e o princípe Carlos da região de Castela.


Henrique VIII fundou o anglicanismo, religião oficial da Inglaterra, para se casar de novo. Isso não era permitido pela Igreja Católica, ao consultar o Papa, Henrique descobriu que poderia casar de novo se ficasse viuvo. Sua genética lhe dava filhas e desejava um filho. Por achar, que o defeito estava nas mães matou diversas esposas. E o anglicanismo permitia o divórcio.

More como católico não aceitou a nova religião, pediu demissão do cargo, porque na religião anglicana o chefe de estado era o chefe de religião. Desgostado, Henrique condenou More a prisão perpétua e depois à morte por crime de alta traição. Foi decapitado.


Sua cultura


O More intelectual vivia em uma sociedade, onde a política das enclousures, cercamentos das terras comunais ordenados pelos nobres ingleses para transformá-las em pastagens de ovelhas.


A tragédia se abateu sobre os pobres camponeses. Coube-lhes enormes sacrifícios, desalojados passaram a vagar pelos campos e vilarejos, entregues ao crime e ao castigo. Com o aviltamento salarial somado ao desemprego, resultou em milhares na marginalidade. Carrascos penduravam uns vinte condenados por dia nos toscos cadafalsos.

More apontou tortura a que os presos eram submetidos durante as investigações. Ergueu seu protesto, principalmente contra as injustiças de Henrique VIII. Atacou a monarquia e as instituições, bem como a vida de luxos inúteis em cima do trabalho de outros.

Inspirou em Platão e anarquistas, comunistas se inspiraram nele


A sociedade sonhada de More


 Como humanistas idealizava uma sociedades perfeitas, a bondade natural dos homens, o que possibilitava a constituição de organizações perenes e justas que banissem o despotismo e a opressão.

Aproveitou uma viagem diplomática a Flandres para visitar e agradecer o amigo holandês Erasmo de Roterdã , que lhe dedicara uma citação no livro Elogio da Loucura. Entre uma conversa e outra resolveu então escrever o que a tempo ocupava-lhe a mente.

Utopia. Sociedade imaginária, onde o roubo não existe, logo, anacroniza-se a prática do sistema penal e castigo físico.


Utopia significa lugar nenhum, a ilha de comunidade perfeita, lugar onde não há propriedade privada, homens e mulheres trabalham, sem exageros três horas pela manhã, três a tarde e um intervalo de duas horas no meio.

Todos vestem iguais, os metais são preciosos e as jóias são brinquedos de crianças.


Num trecho o livro descreve a chegada de embaixadores estrangeiros usando jóias extravagantes, com vestimentas de cortes européias. Quando desembarcam ouvem, por acaso, crianças rindo e dizendo: "Olhem para os bebezões". Logo percebem que jogos de prestígio não funcionaria em Utopia. Tiram as jóias!


Utopia é um ataque amargo a sociedade do renascimento cristão europeu, seus habitantes são pagãos pacíficos, amáveis e respeitáveis. Ensinam crianças a cultivarem a terra e a educação artística liberal não tem fim.


Entretanto, More não concorda com todas as práticas dos moradores de Utopia, ele permanece com muitas de suas idéias e termina o livro convicto de que Inglaterra e Europa jamais adotarão a visão utopiana


O livro é político, principal obra de More, nele não está especificado a localização de Utopia só diz que é afastada do continente e existe lá uma sociedade ideal, cujo termo semântico dado pelo autor virou sinônimo de idealização, inatingível, uma coisa boa não alcançável e traduz um estado de bem estar dos seres humanos.


Vale lembrar que acabar com a escravidão ou o homem voar era utópico e aconteceu. Nem precisamos falar dos adventos tecnológicos.


Bem! Voltando ao livro, o nome da capital de Utopia é Amaurotum (evanescente que some como miragem) significa “cidade do sonho” banhada pelo rio Anidro (sem um pingo d’água). Os cidadãos são alopolitas (sem cidades), governados pelo príncipe Ademos (aquele que não tem povo) e seus vizinhos são os Achorianos (homens sem país).


Claramente percebemos Platão no livro. Na República, Platão fala de uma cidade ideal, onde os reis-filósofos governam, não ha família, filhos tirados dos pais e os casamentos são selecionados para garantir a eugenia. More preserva a família, a eleva à categoria de educadora. A sociedade utopiana é familiar, toda Ilha é uma “Grande Família”. Os cidadão adotavam um regime de comunhão de bens. Proudhon mais tarde chamaria a propriedade de roubo. Em Utopia existe também a comunhão de bens.


Os dois livros estão na forma de um diálogo, quase um monólogo.


No livro, More, em primeira pessoa conta que conhece Rafael Hitlodeo, viajante experimentado, que sabe diversas coisas de diversos países ao redor do mundo. Nada demora para que passe a relatar o livro.


Inicialmente fala dos povos acorianos e macorianos de sociedades, polileritas e sistema de justiça. Nação dependente da Pérsia, vivem longe do mar numa terra fértil.

São pacíficos, se alguém furtar é obrigado a devolver ao dono, e não ao Estado. Rebeldes e ociosos são castigados. Criminosos são marcados na cabeça e transformados em escravos.


More descreve uma discussão sobre ser possível ou não aplicar essa legislação na Inglaterra. Abriu-se um espaço onde ridicularizam os freis ali presentes chamando-os de vagabundos encolerizando-os. More achava o cristianismo bom no príncipio: “torceram o evangelho como se fosse uma lei de chumbo, para modelá-lo segundo os maus costumes dos homens”. Sociedade justa deveria ter leis pouco numerosas e riquezas repartidas.

Sua principal crítica social gira em torno da abolição da propriedade privada, que sem ela, seria impossível a igualdade. Uns dos primeiros a criticar a propriedade na era cristã.



A ilha "UTOPIA"
 Gabriel, um personagem descreve Utopia: - É uma ilha em forma de semi-círculo, de quinhentas milhas de arco. Tem uma fortaleza e é inacessível para quem não é nativo, pois existem poucos caminhos que escapam dos rochedos.


O nome da ilha vem de seu fundador, Utopus, que primeiro se apoderou dela. Existem cinquenta e quatro cidades. Na capital, são trinta famílias com quarenta indivíduos cada. Cada família é dirigida por uma filarca, ou aquela que ama. Existe renovação anual do trabalho agrícola, uma das principais atividades. Todos os meses há uma festa. Tem mel e sucos de frutas. Fazem música nas horas de lazer, além de outras coisas.


Nas cidades, grande parte das casas são de três andares e há palacetes também. Eles são governados por um príncipe. As crianças são educadas nas escolas. Além de agricultores,os utopianos são tecelões, pedreiros, oleiros e carpinteiros. As mulheres trabalham nos serviços mais leves, como a tecelagem. Vestir roupas luxuosas é censurável, pois elas incitam a desigualdade e a falsa superioridade.


O trabalho não é esgotante e as massas trabalhadoras não trabalham para vagabundos e parasitas, como por exemplo certos nobres e religiosos. More retoma o exemplo do zangão da República, que não trabalha. O chefe é o mais velho, todos o respeitam, depois vem os maridos, as esposas. Crianças obedecem aos pais.


O orgulho é criticado como pai de todas as pestes e também a vaidade, ambos levam ao luxo supérfluo. O mundo adotaria o regime de Utopia se não fosse o orgulho.


Ninguém tem dinheiro, mas tem hospitais e médicos, que por sinal são pouco requisitados todos são saudáveis. É uma das profissões mais respeitadas. O prazer não está ligado ao luxo. Esse leva a um “falso prazer”, que deve ser descartado, por ser na verdade desagradável. O verdadeiro prazer pode ser mental ou corporal.


Um prazer mental, pode vir, por exemplo quando se compreende uma coisa. O prazer corporal pode também vir de várias formas, como no ato de comer, de fazer cocô, ou de aliviar algum excesso, como o sexo. Mas o principal prazer corporal é a saúde contínua. Aprovam a volúpia que não leva ao mal.


More descreve o que ele consideram volúpia, não apenas a sensual, mas todo o prazer do corpo, que deve ser cultivado. Apesar de por fora não parecerem, todos são vigorosos. A saúde perfeita tem equilíbrio entre todas as partes do corpo.


O bem individual é submetido ao bem geral. Tem ouro e prata importados, mas esses estão abaixo dos ferros, e não são valiosos. Na religião acreditam na imortalidade da alma. Deus existe e recompensa a virtude. Os utopianos acreditam em felicidade após a morte, por isso não choram os mortos, só os doentes. A virtude se consegue vivendo segundo a natureza. A razão leva adoração de Deus, os dois estão em comunhão. Só existimos por causa de Deus.


A religião de Utopia funciona como uma espécie de regulador social, pois é do temor à Deus que advém a busca por justiça. Pois, se não pensarmos em uma vida após onde seremos julgados, todos buscarão todas as espécies de prazer, sem limite. A religião tem algum preceitos básicos, com influência (do More autor) de escolas diferentes e até mesmo contrárias, como a epicurista e estóica.


O catolicismo também aparece e Hitlodeu conta ter convertido vários Utopianos à ele. Os utopianos tem liberdade de culto e tolerância religiosa, alguns não acreditam em uma força na natureza que tudo rege, tenha ela o nome que tiver, outros não acreditam na imortalidade da alma.


A caça é proibida, por ser considerada crueldade. Houve outras interações culturais em Utopia. Gabriel, que permaneceu lá por cinco anos ensinou grego e o cristianismo, conquistou muitos adeptos. Todos concordam que existe um ser supremo.


Os materialistas são desprezados como resultado de uma natureza inerte e impotente. Existem poucos padres. Mas há festas religiosas todos os meses, e um culto muito poderoso, que enche todos de reverência e temor à Deus.


O sacerdote nessas ocasiões usam uma roupa diferente, feita de penas, todos cantam. A música é vista como uma tipo especial de prazer, que embevece todos os sentidos ao mesmo tempo.


A guerra é motivo de vergonha, mas às vezes é necessária. Os zapoletas, de uma nação vizinha vivem para a guerra e são semi selvagens. Todos são treinados para defender a República em caso de guerra. Mas são pacíficos.


Os sacerdotes rezam primeiro pela paz e depois pela vitória. Se um utopiano é humilhado em terra estrangeira, exige-se a punição dos culpados. Se o caso se complicar, é guerra. Ninguém busca  glória no campo de batalha.


Preferem até pagar mercenários para lutar em seu lugar, visto que tem acúmulo de ouro. A única função do ouro é pagar mercenários, além é claro de servir para a feitura de pinicos e correntes para escravos.


Na ilha tem escravos, que são geralmente prisioneiros de guerra ou criminosos. Existem alguns estrangeiros que se oferecem para serem escravos, só para poderem viver na ilha, esses são muito respeitados, pois o trabalho é algo enaltecido por todos.


Os utopianos são muito patrióticos, preferem qualquer um de seu país à um rei estrangeiro. Na ilha, todos estão em casa em qualquer cidade. Viajam com um visto do príncipe. As cidades não são muito distantes. E apesar de ninguém ter nada, todo mundo é rico.


Nos centros das casas são depositados materiais de primeira necessidade produzidos, que são pegos pelos pais de famílias.


Século XXI - O que sonhamos nós????? http://is.gd/r9vfqF


Fonte: http://www.robertexto.com/archivo14/thomas_morus.htm

terça-feira, 5 de outubro de 2010

“A condição humana”

Livro de difícil compreensão. Quais foram as intenções ao escrevê-lo?

Relato detalhado da evolução dos contextos predominantes da revelação da essência do homem. Partindo da Grécia Antiga até a modernidade da questão proletária, é possível percebe-se a degradação e a banalização que os conceitos sofreram no decorrer do tempo e as conseqüências para o homem moderno, cada vez mais alienado e apolítico.

A condição do "Homem",que tem o poder de fazer com que se integre à esfera pública, de se revelar quem é e inicie novos processos, ilimitados e potencialmente eternos. O Homem enquanto age deixa de ser escravo das necessidades, deixa para trás o labor e o trabalho, para finalmente ser livre. Agindo o Homem desvincula-se do reino doméstico, o oikos e entra na polis, no espaço político. A própria ação é a liberdade, e por conseqüência só se é livre enquanto se está em espaço público. Com a crescente apolitização dos homens têm-se reduzido o espaço público, reduzida a ação, correndo-se o risco de um caminhar À escravidão maior, fazendo com que o animal laborans finalmente predomine por completo sobre o zoon politikon.
Vídeo de 8’ http://www.youtube.com/watch?v=MI8N2hTqgcM

Hannah Arendt (Hanôver, 14/10/1906 — Nova Iorque, 04/12/1975), teórica política alemã, muitas vezes descrita como filósofa. Foi para os Estados Unidos durante a ascensão do nazismo na Alemanha e tem como sua magnum opus o livro "Origens do Totalitarismo".

De família judia, fez teologia com Martin Heidegger e relacionando-se afetiva, intelectualmente com ele. Estudou filosofia em Königsberg, cidade natal de Kant.Em Heidelberg, fez tese de doutoramento sobre a experiência do amor na obra de Santo Agostinho, sob a orientação do filósofo existencialista Karl Jaspers.

Uma em 1929. Em 1933 na tomada de Hitler, por ser judia é proibida de escrever a segunda dissertação para o acesso ao ensino nas universidades alemãs. Envolvida no sionismo colidiu com o anti-semitismo do Terceiro Reich, foi presa. Em Paris, trabalhou 06 anos com crianças judias expatriadas e tornou-se amiga do crítico literário e filósofo marxista Walter Benjamin. Presa pela segunda vez na França com o marido "marxista crítico" Heinrich Blutcher. Partiu para os EUA, com a ajuda do jornalista americano Varian Fry.
Seus temas filosóficos abarcam política, autoridade, totalitarismo, educação, condição laboral, violência e a condição de mulher.

O primeiro livro "As origens do totalitarismo" de 1951 a consolida uma das figuras maiores do pensamento político ocidental. Assemelha de forma polémica ao nazismo e ao comunismo, na ideologias totalitárias, isto é, uma explicação compreensiva da sociedade e da vida individual mostra que a via totalitária depende da banalização do terror, da manipulação das massas, do acriticismo face à mensagem do poder. Hitler e Stalin seriam duas faces da mesma moeda alcançam o poder explorando a solidão organizada das massas. Em 1958 publica "A condição humana" que enfatiza a importância da política como ação e como processo, dirigida à conquista da liberdade. Publica em 1963 "Sobre a Revolução", talvez o seu maior tributo para o pensamento liberal contemporâneo.

Examina a Revolução Francesa e Americana, mostra as partes em comum e diferente. Defende que a preservação da liberdade só é possível se as instituições pós-revolucionárias interiorizarem e mantiverem vivas as idéias revolucionárias. Lembra os concidadãos americanos (já de nacionalidade americana) que se distanciassem dos ideais que tinham inspirado a revolução americana perderiam o seu sentido de pertencer e a identidade.

Ainda, em 1963 por cobrir o julgamento do exterminador dos judeus e arquiteto da Solução Final para a The New Yorker escreveu "Eichmann em Jerusalém". Nesse livro revelou que o grande exterminador dos judeus não era um demônio e um poço de maldade, como o criam os ativistas judeus, mas alguëm terrível e horrivelmente normal, burocrata que se limita a cumprir ordens, com zelo, sem capacidade de separar o bem do mal, ou contrição (arrependimento). Isto valeu crítica virulenta das organizações judaicas que a considerou falsa e renunciaram (abjuraram) a insinuação da cumplicidade dos próprios judeus na prática dos crimes de extermínio. Arendt apontou, apenas, para a complexidade da natureza humana, para uma certa "Banalidade do Mal" que surge quando se condescede com o sofrimento, a tortura e a própria prática do mal. Daí conclui que é fundamental manter uma permanente vigilância para garantir a defesa e preservação da liberdade.

Volta à Alemanha envolve-se, na reabilitação do filósofo alemão Martin Heidegger, afastado do ensino, depois da libertação da Alemanha, dadas as suas simpatias nazis. Novamente é criticada pelas associações judaicas americanas. Do relacionamento secreto entre ambos seria publicado um livro marcante, "Lettres et autres documents", 1925-1975, Hannah Arendt, Martin Heidegger, com edição alemã e tradução francesa da responsabilidade das Editions Gallimard. Hannah Arendt faleceu em 1975, e está sepultada em Bard College, Annandale-on-Hudson, Nova Iorque.

Arendt alerta em “A condição humana”: que condição humana é uma coisa e natureza humana é outra. Condição humana é a forma de vida que o homem se impõe para sobreviver. Por isso, somos condicionados por duas maneiras:
1 - Condições que suprem a existência do homem e variam de acordo com o lugar e o momento histórico (a cultura, amigos, família; são elementos externos do condicionamento) do qual é parte;
2 - Sendo assim (os próprios atos, aquilo que pensam, sentem, em suma os aspectos internos do condicionamento) homens são condicionados, até mesmo aqueles que condicionam o comportamento do outro tornam condicionados pelo próprio movimento de condicionar.

Organiza, sistematiza, a condição humana em três aspectos:
1) O “labor” é processo biológico necessário para a sobrevivência do indivíduo e da espécie humana.
2) O “trabalho”, quando transformam coisas naturais em artificias, ex: retiramos da árvore madeira para construir casas, armários, camas, objetos e etc.. Para ela, o trabalho não é intrínseco, constitutivo, da espécie humana, em outras palavras, o trabalho não é a essência do homem. O homem impôs o trabalho à sua própria espécie, como resultado de um processo cultural. O trabalho não é ontológico como Marx imaginava.
3) Por último a “ação”, necessidade do homem viver entre seus semelhantes, cuja natureza é eminentemente sociável. Ao nascer precisa de cuidados, de aprender e apreender, para sobreviver. Qualquer recém nascido abandonado só morrerá em questão de horas. A mesma coisa não acontece com animais que ao nascer já conseguem por conta própria e sem ajuda, sobreviver. A qualidade da ação supõe seu caráter social, sua pluralidade.

Estes três itens estão são conceito de “Vita Activa” (ocupação, inquietude, desassossego). Conforme os gregos o homem, só é homem quando (pensa) se afasta da “vida ativa” e se aproxima da vida reflexiva, contemplativa. Escravos eram considerados humanos, porém não homens, por que passavam a maior parte do tempo em tarefas que visam somente à sobrevivência de si e de outros. Portanto, dentro dessa lógica só é homem aquele que tem tempo para pensar, refletir, contemplar. Nietzsche em “Humano, desmasiado humano” dizia que: quem não tem, pelo menos, ¾ do dia para si é um escravo.

Sócrates Também falou que: se for apenas para comer, dormir, fazer sexo, que o homem existe, então, ele não é homem, é um animal. Escravo era visto assim: animal necessário para formar “homens”.

Na era moderna a escravidão barateia a mão-de-obra e obtem-se maior lucro. Na Grécia antiga escravo proporcionava, principalmente tempo livre que tanto necessitavam os filósofos. Pois a dignidade humana só é conquistada através da vida contemplativa, reflexiva sem compromisso com fins pragmáticos, destinada aos filósofos.

Vem o cristianismo e diz que todo indivíduo deve viver, uma vida contemplativa permitindo ao homem a oração.

Três forma dicotômicas de trabalho:
- improdutivo e produtivo;
- qualificado e não qualificado;
- intelectual e manual.

Segundo Arendt o conceito de trabalho produtivo, aquele que produz objetos, saiu ou eclodiu das mãos dos fisiocratas e Marx, só escolheu o termo trabalho que produz, que gera, que cria, porque estava em moda na época (nada mais do que enfraquecer o pensamento de Karl Marx em: trabalho é trabalho produtivo).

Nomearam o trabalho industrial de trabalho intelectual e para o trabalho que não estava ligado a industrial chamaram de trabalho manual. Mas, ambos precisam das mãos, quando colocados em prática. O intelectual precisa das mãos para escrever o que se planejou, logo trabalho intelectual é manuseável. Assim o trabalho intelectual é integrado ao “trabalho” da revolução industrial. A inda hoje, tudo que se faça tem que ser transformado em mercadoria, a ordem é valor de troca.

O objetivo no conceito “força de trabalho” compreende que todos tem a mesma força de trabalho e os fisicamente fracos, devem se adequar. Assim, que Marx forma o conceito de “valor de troca”. E assim exigem os proprietários dos meios de produção.

A força de trabalho que o homem possui só acaba com a morte, diferente do produto, que acaba quando é produzido. A força de trabalho é aquilo que Arendt entende por “labor”. “O labor não deixa atrás de si vestígio permanente”. Ex: do conceito de labor. Qual é a diferença entre um pão e uma mesa? A mesa pode durar anos e o pão dura, como muito, dois dias. O trabalho é força gasta para produzir a mesa. O labor é a força dispendida para produzir o pão. Mesa: objeto material produzido para o uso cotidiano e ocupa lugar no espaço. Pão: elemento material produzido para à sobrevivência de seres vivos e não ocupa lugar no espaço, visto que durante a digestão o pão é transformado em energia do corpo.

O que os bens de consumo são para a vida humana, os objetos de uso são para o mundo do homem”.(Arendt).

Bem de consumo = pão (permite a vida) / objeto de uso = mesa (necessário aos relacionamentos humanos). Então o homem fica dependentemente condicionado do que produz. Logo, o nome do livro: “A condição humana”. Condições para que o homem possa viver em sociedade, em coletividade.

Transformar o abstrato em concreto, o impalpável no papável é uma necessidade humana, conceito, ocidental que advem do capitalismo. Portanto, índios trabalham ou, apenas realizam atividades? A afirmação: os índios não trabalham, não quer dizer que eles sejam preguiçosos, quer dizer que eles não produzem valor de troca, logo, não realizam trabalho. Lugar onde Marx é mais mal interpretado.

Ex: homem sozinho numa ilha, para sair dela, deverá construir um barco, irá trabalhar. Antes, ele já viu um barco. Ao ver um barco, ele forma o conceito de barco. Então, cria a imagem na mente, para construí-lo. Cuja construção dependente do conceito barco. O imaginar e depois construir é próprio do humano. É nesse sentido que Marx diz que o homem é o único animal que trabalha. O homem imagina e depois faz. Se acrescentar o valor de troca, dá-se o trabalho capitalista. O trabalhador da fábrica sabe de antemão qual objeto irá produzir, sabe para que será usado. Todo objeto antes de ser construído tem sua finalidade, sua utilidade.

Nesse aspecto entre o meio(recurso usado para obter um fim) e o fim, temos a distinção entre objeto e instrumento (ou ferramenta usada para produzir o objeto). Uma vez acabada a produção, este serve como meio de... A princípio temos este algo como fim, e num segundo momento temos este algo como meio. Ele é um fim em relação a ferramenta, e depois, é um meio em relação ao homem. Se em relação a ferramenta temos um objeto, em relação ao homem temos um instrumento. É aí que existe um processo circular entre meio e fim, instrumento e objeto; em que todo fim se torna meio e todo meio se torna fim: “Num mundo estritamente utilitário, todos os fins tendem a ser de curta duração e a transformar-se em meios para outros fins.”(Arendt)

Todo instrumento é produzido para atender ao tipo de objeto desejado. O que realmente importa ao empregador é o objeto final acabado, o instrumento é apenas o meio. Os meios de produção são instrumentos usados para gerar mais-valia. Usados pelo assalariado. Quando o assalariado não percebe o uso que ele faz do instrumento, -seu trabalho-, gera mais - valia, então ele é um alienado.

O labor é trabalho gasto para produção de alimentos. Portanto, mantem a saúde do indivíduo e ele poderá trabalhar (o labor é pré-requisito do trabalho). Conforme a autora, não é possível existir trabalho sem labor. Ao passo que o labor produz a matéria para incorporá-la ao organismo, o trabalho a produz para que esta seja usada na produção de outros objetos e na materialização do abstrato ou colocar no papel uma idéia). Uma outra distinção entre trabalho e labor consiste em que, enquanto o labor exige o consumo rápido ou imediato, o trabalho não. A lógica do trabalho é a durabilidade dos objetos. Sua durabilidade permite o acúmulo de estoque dos objetos.

Mi - Base: GC - 05/10/10
http://www.mundodosfilosofos.com.br/a-condicao-humana-hannah-arendtt.htm

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sobre mau profissional

ALTERNATIVA! Saber identificar empresários charlatões. Estou de olho!

Um profissional é a somatória de sua genética do que aprende na família, na escola, na comunidade e nas empresas onde trabalhou. Conhecemos muitas pessoas com genética boa, mas com maus hábitos. São desagradáveis atitudes que atrapalham muita gente e que acabam por desqualificar bons funcionários. Não basta ter conhecimentos técnicos ou gerenciais é necessário TRABALHAR COM RESPEITO, em qualquer profissão.

Vejamos alguns hábitos muito ruins e freqüentes em uma empresa:
- Fatores como mau caratismo, trapaça, fraude, mentira, calote, por incrível que pareça tende em permanecer no mercado, ainda hoje.
- Empresa trapacenta abusa dos funcionários. Oferece aquilo que é de direito dos funcionários, em forma de benefícios como se estivessem fazendo favores. Fraudulenta o vale refeição sem dar a menor explicação, troca uma bandeira ruim para uma pior, onde nunca é fácil algum estabelecimento aceitar, dificilmente carregam o cartão no dia correto, direfentemente do vale transporte e do salário, estes sim nunca são depositados em dia. (quanto às multas dos boletos dos funcionários, quem, senão os próprios funcionários se importam).
- Féria? Férias pagam, uma semana depois e pasmem, em cheque. Absurdo maior é a abstenção da empresa, quando o funcionário sai e volta de suas férias sem receber seus devidos (trabalhador tem direito a férias e ao gozo dela, mas para isso o empregador tem que depositar o pagamento e dois dias antes. É Lei!). Agora se houver faltas, tudo é descontado em demasia.

E o que estimula o funcionário faltar?
Absenteísmo ou ausenteísmo (oposto a presenta) é o grau de ausência causado por desmotivação. Prevenção - a transparência, estímulos, educação (do colaborador ao CEO)

Configuramos uma má empresa, aquela que insiste em querer levar vantagem sobre seus funcionários sabendo perfeitamente bem, que a “lei gersiniana” já não é para existe mais.

Charlatanismo é a prática do charlatão e denota o uso da palavra para ludibriar outrem, que apregoa vantagens fraudulentas, pecuniárias ou não, ludibriando a outros isso é oferecendo algo vantajoso sem realmente ser. O charlatão é, para o Direito, um tipo de fraudador. Tipo criminal. No Brasil é consagrado pelo artigo 283 do Código Penal Brasileiro. Na exegese do artigo, tem-se a prática como o objetivo doloso - onde há a intenção clara de praticar o delito.

Detalhe – Este tipo de empresa, não gosta de demitir ninguém, os funcionários desmotivados e lesados, sentem desanimados para ir ao trabalho, faltam e logo a empresa cava advertências para despedí-lo por justa causa. Apreciam muito quando os funcionários pedem a conta (funcionários também deveriam advertir empresa fraudulenta).

Que empresa incoerente! Que horror! Cadê a ética?
A sensação de impunidade ofusca o comprometimento.

Colega! Descaso é quando não se busca, o que te pertence por direito. Vá atrás!

Mi – Cps, 23/05/10

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Leis

Conforme o filósofo e teólogo Tomás de Aquino, há 4 tipos de leis que governam o mundo:

1ª) Lex aeterna (lei eterna) está acima de todas elas, a vontade suprema de Deus, muito desconhecida ou ignorada pela humanidade e a mensagem pode ser interpretada no mundo, através das 2 próximas leis seguintes.

2ª) lex naturalis (lei natural), reflete a revelação da Lei Eterna através da natureza que representa Suas decisões sobre a ordem natural de tudo exemplo, que homens e mulheres devem ter filhos.

3ª) lex divina (lei divina) que chega aos homens e reflete as revelações da lex aeterna através de textos sagrados, como as Escrituras ou qualquer outra forma de revelação ou representação de Deus na Terra.
Tanto a lex naturalis quanto a lex divina compreendemos a parcialidade de Deus, logo não entendemos a lex aeterna em sua totalidade.

4ª) lex humana (lei humana), as leis criadas pelo homem. Embora não tenham nenhuma relação com Deus, essas leis são necessárias para manter a sociedade em ordem, deriva da Lei Natural e contém os princípios necessários para a regulação da conduta dos homens. Para Tomás de Aquino, um pecado contra a Lei Natural é aquele que viola a ordem natural das coisas.

O homem racional é dotado de Inteligência conhecedor da lei natural e sabe que “deve sempre optar em fazer o bem e apartar do mal”. A lei eterna ou plano racional de Deus é a ordem em que o universo está inserido para o seu fim específico da divina harmonia. A lei jurídica ou humana deveria estabelecer a ordem pela comunidade.

Tomás de Aquino seguindo Aristóteles considera o Estado como uma necessidade natural, porque o homem, um ser social necessita de orientações para viver em sociedade. Entretanto, as leis humanas não podem ignorar a lei natural. Sendo assim o direito positivo vem para que os propensos aos erros obstinam-se e sejam persuadidos, a evitar tais desvios, a bem da ordem pública. Nas funções pedagógicas das leis humanas podem e devem incluir sanções, cujo objetivo é a convivência pacífica entre os homens.

Justiça - Sócrates x Sofistas
Justiça tradicional é inabalável, não varia, tem como verdade absoluta, conceitos fixos e eternos em suas definições.
Justiça relativa é mutável, instável, contestável, convencional, na medida em que varia de acordo à cultura de um povo. O conceito de bom e mau varia em casos individuais não obstante a objetividade do efeito ‘bom’.

Discrepância, a não concordância
Lei natural (phýsis), a lei universal, válida em qualquer lugar.
Lei arbitrária (nómos) como a conhecemos hoje, leis elaboradas por deliberações humanas acerca do que é melhor para a sociedade. Responsável pela libertação humana dos laços da barbárie. Valores jurídicos variam conforme a cultura de um povo. (Ex: O incesto era abominável pelos gregos, mas normal para os egípcios).

Sócrates respeitava as leis sendo justas ou injustas, por considerá-las instrumento de coesão social a que todos deviam respeito, porque a partir delas era possível o “desenvolvimento integral de todas as potencialidades humanas, alcançável por meio do cultivo das virtudes” e nenhum “arbítrio da vontade humana” poderia derrogá-las. Para ele existem valores supremos, universais que devem ser seguidos. Todos respeitarariam as leis, independente de convicções próprias, na medida em que, o descumprimento incentivaria a desordem, o caos social.

Para os sofistas a justiça era relativa. O justo hoje pode não ser amanhã. Como opositores da tradição defenderam a relativização da justiça.

Mi - Base:FA
Cps, 08/05/10