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sábado, 26 de janeiro de 2013

O poder do tempo


Como se define a questão do tempo, o regente sinalizador de regras e da razão? É quem estabelece o espaço entre felicidade e tristeza, dúvida e resposta, saudade e menosprezo. Organizador da infância, juventude, velhice e encarregado da finitude também. Concede as horas, os dias, os anos, as urgências e ressignificados de jeitos diferentes. Convida a olhar e a sair das obrigatoriedades transformando as coisas em graças para que não se perceba o peso de seus fardos. Entender diariamente o instante é o desafio para qualificar o tempo e assim passa-se pela vida vivendo amplamente, porque ele perpassa por tudo. Convence ser ele um aliado de Deus.
Passado, Presente e Futuro, a tríade perigosa de Blaise Pascal (1623/1662) físico matemático, filósofo moralista e teólogo francês do Séc.XVII, autor da obra”Pensées” (Pensamentos) onde se encontra a mais famosa frase: “O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece”, fala sobre observar o tempo:
O Presente Inexistente 
"Nunca nos detemos no momento presente. Antecipamos o futuro que nos tarda, como para lhe apressar o curso; ou evocamos o passado que nos foge, como para deter: tão imprudentes, que andamos errando nos tempo que não são nossos, e não pensamos no único que nos pertence; e tão vão, que pensamos naqueles que não são nada, e deixamos escapar sem reflexo o único que subsiste. É que o presente, em geral, fere-nos. Escondemo-lo à nossa vista porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo fugir. Tentamos segurá-lo pelo futuro, e pensamos em dispor as coisas que não estão em nossa mão, para um tempo a que não tem garantia alguma de chegar.
Examine cada um os seus pensamentos, e há de encontrá-los todos ocupados no passado ou no futuro. Quase não pensamos no presente; e, se pensamos, é apenas para à luz dele dispormos o futuro. Nunca o presente é o nosso fim: o passado e o presente são meios, o fim é o futuro. Assim, nunca vivemos, mas esperamos viver; e, preparando-nos sempre para ser felizes, é inevitável que nunca o sejamos". Blaise Pascal, in “Pensamento”

Pascal tem razão, conforme ele vive-se o ido ou o que virá, dificultando a consciência de estar. Viver só o futuro ou só o passado é não vivente e o agora é o presente do tempo para ser vivido já. É natural ter sonhos e memórias desde que lembranças e esperanças não neutralizem, mas facilitem realidades. Atentar-se ao presente não é outra coisa senão viver completo cada ciclo da vida. Talvez seja isso!

Mi, 26/01/13 – Base: FM

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Comprometimento

Um viciado não é donos de si e ás vezes, muito menos dono de suas responsabilidades. Compulsivamente come, fuma, compra, joga, consome álcool e sobre o efeito das drogas ilícitas fica difícil decidir controlar a impulsividade. Deus pede o abandono dos vícios, a aproximação dEle nos fortalece na apreciação da vida para que não lancemos nenhum dia fora, coisa que o vício nos impossibilita de cumprir.

Vícios não! Bons hábitos sim! Claro que em nossas vidas tudo que não controlamos nos faz mal e pode inclusive nos destruir. Entretanto, não é tão fácil assim, neste caso nem sempre querer é sinônimo de poder. Quem não quer se amar e exercer controle consciente sobre si? Ter liberdade implica em respeitar regras e com estas, adquirirmos bênçãos que promove felicidade.

Mi - Base: FM

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Eu comigo.

Uma parte de mim percorre todo mundo externo para ofuscar solidão e a outra vigia o interno labirinto onde meu ser verdadeiramente se hospeda, lugar que a visão não alcança, mas sabe que há. Lá acontece o duno encontro de fato. Vivem em segredo guardando o silêncio e a confiadência, prontos para entender o omitido sem ousar comentar. A duplicidade permite ser o que não é e não é só. Esconde tudo o que pode da existência coletiva. Subjetividade, território que nunca pode ser visto, espaço íntimo onde foram construídos valores e funciona como algo regulador no meio em que se está inserido. Mundo interno composto de emoções, sentimentos e pensamentos, através dela que sabemos lidar com o "outro" ou representar. Afirmamos ser persona atuante e o reservado nos administra porque conhece as diversas facetas que compõem o indivíduo que somos. O subjetivo varia de acordo com o modo, opinião, respeito e sentimento de cada um sobre determinado assunto. Agimos diferente conforme o ambiente e a situação em que nos encontramos e somente nós nos conhecemos e a grande maioria de nós é assim. Como dizia o bordão do Tavares, personagem dos anos 70 criado por Chico Anísio: “Sou, mas quem não é?

Mi - Base: FM

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Postura complicada

Quem não sabe que esperanças vêm conforme a realidade e o amor é fruto da generosidade, não da obrigação? Criamos a todo instante inúmeras expectativas e depois não sabemos o que fazer com as frustrações que provem delas. Se a vida for aquilo que ela propõe ser, não desperdicemos energia querendo ter razão sobre todas as coisas. Silêncio também é sinônimo de “não concordo”. A Hermenêutica não dá espaço para ilusões, porque a vida não poupa ninguém.

Parece que sofrer com o sofrido é natural, mas alegrar com o alegre... Bem, mas o que nos capacita para isto? Maturidade espiritual! A grande proposta é quando o discurso incomoda, porque desperta a curiosidade e nos aproxima da verdade. Já foi dito: “Meu povo sofre por falta de conhecimento” (Oséias 4:6).

Pelo menos a logicidade nos permite saber que Deus está acima da nossa compreensão. Nosso limite obedece à Ele e revela só aquilo que podemos entender, isto também é uma verdade absoluta e não entender não significa não acreditar.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mais leve que a pluma? A consciência!

Voz que Deus fala e quem O conhece entende.

O coração é o enérgico portador que acusa, mas também corrige. Na correria não se nota, mas na quietude percebe que ele dá o tempo que a pessoa precisa ter com ela mesma para tirar máscaras. Hora da avaliação em que humano e Divino precisam da harmonia no canal. O coração cobra duramente e faz com que o humano se autocondene pelas coisas, sonhos ou histórias, que não deram certo. Atitude contrária da misericórdia, nesta cabe arrependimento porque restaura o que se destrói e não a constante culpa, altamente nociva e não permite consertar erros. Realmente, a pior condenação vem de dentro, sendo que se aprende com os erros, ele ajuda a superar, a ir adiante, a avançar. Daí entra Deus neste cenário e modifica o recomeçar enchendo-o de esperança. Reavaliar o dia e saber o que não ficou bem aprendido desfaz a inimizade do coração porque é ele quem zelar pela felicidade e indica e conserta erros para a superação. Aliás, Deus quer todos satisfeitos.

Outra maneira de interpretar a fé.

Mi – Base: FM – Cps, 19/04/12

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Palavras

Palavras são o que o espírito gera, são conceitos antes de serem metáforas e o gesto expressa. A linguagem é mesmo uma confusão, um tremendo labirinto é ela que nos expulsa ou nos aproxima uns dos outros. Colocar palavras sob contemplação melhora todo e qualquer posicionamento. Mas, o aquietamento é mesmo necessário para o sentido. A meditação redime as palavras e exalta a voz do silêncio, além de minimizar a ansiedade, devolve a alegria e a integridade.

Fácil de praticar?
Como é condição sine qua non no que se refere respeito ao outro.Vale a pena tentar!
"As palavras guardam os mistérios, as magias, o amor, as mudanças, até o mais feio e o belo. Todas as magias do silêncio se eternizam e se desfaz com uma palavra a menos ou a mais." Denise Portes
Mi – Base: FM – Cps, 0704/12

segunda-feira, 19 de março de 2012

O lado bom da solidão

Chega uma hora que a solidão se instala definitivamente em nossas vidas, isso é um fato e nem adianta temer, ninguém conseguirá escapar dela. Para mim a solidão trás benefícios, me deixa inteira, leve, cheia de mim e assim consigo agir com o outro de um jeito certo. Ficar em casa àtoa, sem ter a sensação de culpa e observar sozinha o dia como um novo nascimento, me permite estar bem comigo, a saber o que sou e me ajuda a conviver com qualidade. Aquieto-me em meu espaço para administrar meus pensamentos e ter paz. Quanto mais se avança na vida, mais perto se está do isolamento. Tai a importância de investir na capacidade de ser só, situação muito pertinente para os dias de hoje, mesmo que tenhamos pessoas que nos rodeiam. O medo da solidão decorre da ansiedade, da insegurança, ou de uma maneira muito externa de viver. Ultimamente os meios de comunicação dizem o contrário, nos modificaram radicalmente e geraram sérias conseqüências. Tudo isso é fácil? Não de jeito nenhum! Agora, quando Deus está no controle de nossas vidas, a vulnerabilidade desaparece dando espaço para a alegria e satisfação de sermos que somos. Muito bom ter esta oportunidade com Ele!


Uma vez li num jornal assim:


"Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear, fazer sexo...Isto é carência.
Solidão não é um sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos quando não podem mais voltar. Isto é saudade.
Solidão, não é o retiro voluntário que a gente se impõe às vezes para realinhar os pensamentos. Isto é equilíbrio.
Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida. Isto é um principio da natureza.
Solidão não é o vazio ao nosso lado. Isto é circunstância.
Solidão é quando nos perdermos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."
(Fátima Irene Pinto)
Mi - Base: FM - Cps, 19/03/12

domingo, 18 de março de 2012

O que define o indivíduo?

Impossível definir um ser que cria padrão próprio para se comportar pensar e sentir, cujas particularidades como o afeto, resolução de problemas, forma de ver o outro ou de se relacionar sofrem influências culturais, educacionais e religiosas. Talvez lide bem com o medo e com a raiva nem tanto.

Mas uma coisa merece crédito: não se pode definir o indivíduo pelos erros cometidos e sim como os solucionam. O que o faz bonito? É a maneira como acredita em sua existência.
Mi – Base: FM – Cps , 17/03/12

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Alexandre

Para refletir

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus três últimos desejos:
1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 - que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

domingo, 19 de junho de 2011

Comportar-se

Deus quer e tenta reorganizar a negligência humana por meio de cada um de nós. Ainda bem que o Reino é um conceito que se desdobra em responsabilidades históricas e esperanças escatológicas. Verdadeiro cristão se posiciona diante da necessidade de equilibrar-se nos desdobramentos. A participação humana é primordial na salvação do mundo. O céu antecipa seu agir no agora do tempo, mas o inferno também! Assim sendo o Cristianismo deveria ser muito mais do que regras, porque certas atitudes evangelizam muito mais que o próprio discurso religioso. É lamentável, mas quem nos desvirtuou tanto assim? Alguém se esquece de ensinar que comportamentos são divinos também. Ter o sagrado como escudo para se cometer falsidade é o pior dos sacrilégios. Absurdo sim, mas heresias são encontrado em qualquer religião. Talvez seja natural não sei, mas sei que ha valores fundamentais que ultrapassam credos como, por exemplo: o respeito. Vale lembrar que alguns ateus são bem mais comprometidos com o bem comum do que muitos “fervorosos”. Religião sem atitudes coerentes não é garantia de nada.

Quem se respeita não desrespeita o outro.

Mi – Base:FM – Cps, 20/06/11

domingo, 12 de junho de 2011

O mal

Tudo pode ser destruído pela maldade se permitirmos, agora se a neutralizamos jamais poderá destruir nossos valores. Acontecemos na mente, através dela pensamos, interpretamos o outro e a nós também e é nela que a maldade pode crescer ou diminuir. Se nos configurarmos a partir da maldade perdemos então a capacidade de fazer coisas boas. Atentemos a tudo que semeia nossa mente. Se a maldade cresce o amor tende a desaparecer porque o espaço é o mesmo para ambos dentro de nós. O bom é que o contrário também é verdadeiro. Coração vazio é muito fértil para o mau. Alcançar a Vitória sobre tudo aquilo que nos oprime se dá quando nos ocupamos de coisas boas. Ser fonte de sentimentos imprestáveis não é ruim só para o outro, mas principalmente por quem o nutri. A oportunidade de viver é única e não devemos desperdiçá-la com mesquinharias. Marcas que deixamos no outro é conseqüência da vida que vivemos. Se vivermos bem faremos bem à vida das pessoas que por nós passarem. O melhor reconhecimento destinado a nós é quando alguém lembrar de nós com um sorriso pela leveza do tempo que convivemos.

Mi - Base: FM – Cps, 09/06/11

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Perturbalidade

Kierkergaard dizia que compreenderemos melhor a vida se olharmos para trás, mas se quisermos vivê-la devemos olhar para frente. Se não vivemos tão bem, deve ser devido a nossa incompletude, porque as pedras de Drummond, aquelas do meio do caminho, não podem atrapalhar nossa caminhada. Conforme Cora Coralina, na vida quebramos pedras, mas também plantamos flores. Ganhamos oportunidades para nos tornarmos melhor mesmo que seja um pouquinho a cada dia. Perde esta chance aquele que pensa ser perfeito. E como é comum apontar e reclamar do defeito do outro, quanto tempo perdemos com isso! É bem verdade que há pessoas que roubam nossa serenidade nos perturbando. Nunca devemos empoderar quem não nos conheça bem ou quem não nos quer bem. Permitirmos o bom diálogo entre a razão e a emoção é suficiente para que a serenidade ocupe o lugar da perturbação. Necessitamos da convivência e ela pode ser agradável se houver humildade. Ás vezes o outro fala muito sem nos escutar e conviver é uma troca. Platão dizia que o erro não é fruto da maldade e sim da ignorância. Erramos quando ignoramos o outro. Todos os dias somos perturbados cometemos erros temos medos, mas temos discernimento, coragem e serenidade também, só é questão de saber decidir a ordem delas.
Mi - Base:GC - Cps, 09/06/11

sábado, 29 de janeiro de 2011

Um encontro de fato

Há momento na história em que o outro nos faz sentir acompanhados, por nos compreender, por pensar juntos.

É quando a palavra faz um caminho que permite chegar a nós mesmos facilitando quem somos sem medo da compreensão de nossas mazela.

A grandeza de um encontro ecoa em nossa existência quando damos oportunidade para que se diminua o que temos de ignorância, prevalecendo o acontecimento do bem no outro e em nós.

Nem sempre alguém tem solução para nossos problemas e nem sempre queremos respostas precisas, só queremos às vezes dividir o peso do momento.

A qualidade da vida se dá quando filtramos a ruindade de plantão que insiste em nos rodear e a imunidade vem, através do que vemos lemos ouvimos e de quem encontramos.

Mi - Base:FM - Cps, 29/01/11

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Aconselhamento

Os três conselhos...

Casal de jovens recém-casados vivia de favores em um sítio. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:
- Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você.

Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.

O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.

O pacto foi o seguinte:
- Deixe-me trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho.

Tudo combinado.

O jovem trabalhou sem férias e sem descanso e depois de 20 anos chegou para o patrão e disse:
- Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa.


O patrão então lhe respondeu:
- Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos; se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta.


Ele pensou durante 2 dias, procurou pelo patrão e disse-lhe: - QUERO OS TRÊS CONSELHOS!


O patrão novamente frisou: - Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.


E o empregado respondeu: - Quero os três conselhos!

O patrão então lhe falou:
1. NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.
3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.


Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:
- AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, estes dois são para você comer durante a viagem e este terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa.

O homem então seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.

Após primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou:
- Pra onde você vai?
-Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada. Respondeu ele.
O andarilho disse-lhe então:
- Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez e você chega em poucos dias...


O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do 1º conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.

Após alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagou pela diária foi para o quarto, tomou banho deitou-se para dormir.

De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do 2º conselho. Voltou, deitou-se e dormiu.

Ao amanhecer, durante o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se não havia escutado gritos durante a noite, e ele respondeu que sim. O hospedeiro perguntou-lhe se não estava curioso a respeito, e ele respondeu que não.

O hospedeiro prosseguiu:
- VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite... e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.

E assim o rapaz continuou na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.

Depois de muitos dias e noites de caminhada... Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.

Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos.

Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando se lembrou do 3º conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.

Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele pensou:
- NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE;
- voltarei para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta;
- só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA.

Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente.

Ele tentou afastá-la, mas não conseguiu então, com lágrimas nos olhos lhe diz:
- Eu fui fiel a você e você me traiu...
- Como? Respondeu ela espantada - Eu nunca lhe trai, esperei durante esses 20 anos!
- E o homem que você estava acariciando ontem a tarde? Perguntou ele.
- AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com 20 anos de idade.

Então o marido entrou abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café para comer juntos o último pão.

APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e, ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus 20 anos de dedicação!

E nós, muitas vezes achamos que o atalho nos poupa tempo e até mesmo algumas etapas na vida e nos faz chegar mais rápido ao nosso destino, o que nem sempre é verdade... Ao andarmos por caminhos mais curtos e mais fáceis em nossas vidas, poderemos ter grandes prejuízos. Normalmente quando encurtamos nossos caminhos passamos por muitas tribulações.

Quase sempre queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito. Devemos ter em mente que algumas curiosidades nada nos acrescentam de bom.

Outras vezes, agimos por impulso, bem na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois... http://is.gd/gJ48x


Mi – Cps – 04/11/10
Base: Daniel Borges em 19/06/2002

domingo, 10 de outubro de 2010

Medos existenciais

Mas quando os medos existenciais nos faz refém de nós?
Quando não enfrentamos as dificuldades, quando não nos encorajamos o suficiente para o desafio de ser pessoa, quando nos acomodamos no nosso mundo, medo de ser feliz, enfim medo da vida devido a situações difíceis. Este é o medo existencial e o melhor jeito de vencê-lo é racionalizá-lo, ou seja, refletir sobre ele e perceber que não há razões que o justifique, só assim conseguiremos vencê-lo. O medo deve ser um referencial de proteção e sinalizar o cuidado que devemos ter e isso é saudável para que a confiança em nós se estabeleça. Agora, o medo não pode nos paralisar, todos temos medo de algo, mas, Deus nos capacita para superá-lo !

Mi - Base: FM - Cps, 10/10/10

Recomeçar

Lidar com nossas questões é muito doloroso, sentimos na pele todos os dias o quanto lutamos para dar conta das respostas. Enguiçamos às vezes, e se não consertamos pequeno detalhe corremos o risco de ficar totalmente estragado e não podemos nos jogar fora ou nos deixar encostado num canto qualquer. A partir do que existe em nós é que devemos reformar, porque o humano tem jeito. Existe em nós pedacinhos que poderão ser modificados. É uma luta e nem pensar em desanimar. Somos consertáveis e temos um referencial: O Senhor! Ele é o único real construtor para nossas reformas necessárias e do jeito certo. Nossa vida sempre precisa de consertos e precisamos também constantemente refletir sobre nossas decisões e avaliar onde ser diferente. Não podemos viver de qualquer jeito. E há inúmeros motivos para recomeçarmos já.

Mi - Base: FM - Cps, 10/10/10

Viver nossa vida

Quando prevalecem as decisões conforme nossas vontades e possibilidades sem prejudicar o outro. Quando não agimos apenas para satisfazer pessoas ou cumprir regras desnecessárias, nos dá uma gratificante sensação de liberdade e nos permite ficar bastante próximos de nós. Saber cultivar o nosso ser é saber viver o que somos. Quem nos ama nos ajuda a descobrir nosso caminho no mundo, sem imposicionar. Pessoas naturalmente gostam de nos formatar de acordo com suas satisfações. Estamos falando de decisões, essencial para dominarmos nosso território e atingirmos a qualidade humana. Amar não significa deixar ser alugado, tampouco permitir que nos amarrem a um a condição imposta em nome deste amor. Isto nos distancia de nossos desejos, gera solidão e nossa satisfação logo se anula. Quem nos ama nos constrói, nos dá o direito do aperfeiçoamento, nos torna melhor e jamais cobra qualquer coisa. Ficar ausente de nós é descobrir que não conseguimos nos acompanhar, logo não transformaremos no ser humano que devemos ser. Nada como acordar e perceber um dia lindo, ter prazer em viver. Mesmo com todos os problemas peculiar dos humanos. Qualidade de vida é isso! Quando dirigimos nossa vida sem medo e em paz.

Mi Base: FM - Cps, 10/10/10

domingo, 3 de outubro de 2010

Dignidade e orgulho

Deus nos dá a graça necessária para vivermos, mas o restante não cai do céu. No começo realmente tudo é muito difícil. Devemos aceitar gestos de caridade enquanto estamos necessitados, mas assim que possível devemos passar a oportunidade adiante.

Ajudas sempre são transitórias. O principal objetivo a ser domado e transformado na vida sou eu, bem diferente do orgulho.

Mi - Base: FM - Cps, 03/10/10

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ensinamento


Pelo fato de ser Deus a nos dar oportunidade, de entrarmos em uma vida de maneira certa e de oferecermos perdão, amor e misericórdia, nem de longe se pode avaliar o quilate da nobreza. Principalmente, quando Ele nos faz consertar corações, coisa simples e tão complexa na vida humana.

Encontrar uma pessoa e dar a ela valores é certamente Jesus agindo através de nós, somos o elo, ou o laço, que estabelece a união das pontas entre Ele e o necessitado. É impossível descrever o que é este pacto.

O ser humano jamais terá como mensurar esta atitude, mas sabe que é o referencial da verdade, mesmo assim finge ignorância.

O mundo acontece exatamente quando nossa palavra e gesto transformam àquele que cruza nossos caminhos. Se negligenciamos boas atitudes e queremos tê-las agora, Deus nos renova e nos enche de boas intenções  para com um coração conflituoso.

Não desprendamos da responsabilidade que Deus nos entregou: de ser Ele de novo em nossa voz em nosso gesto. Este é o Ensinamento para nós, humano em demasia. http://is.gd/dlNrfc

Mi - Cps, 24/09/10

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Imaginação x conhecimento

Cachorro perdido na floresta, cansado e com fome, acha um pedaço de osso.

Quando começa a saboreá-lo, percebe a aproximação de um tigre faminto.

Finge em não vê-lo e quando o tigre vai atacar para devorá-lo, ele diz bem alto com voz de satisfação: - "Mas que tigre delicioso!! Nunca imaginei que fossem tão bons!!
O tigre ouvindo isso se afastou rapidamente sem fazer barulho e foi embora.
Um macaco que observava a cena do alto de uma árvore foi até o tigre e disse:
- Tigre, o cachorro te enganou te fez de bobo.
O tigre exclamou: - Será!!!
- Claro!! - Retrucou o macaco – Vamos lá, eu vou contigo.
O macaco subiu no tigre e foram em direção do cachorro.
Quando o cachorro avistou os dois pensou: “Macaco safado! Será que contou a verdade ao tigre?”.

E agiu da mesma forma. Fingiu em não vê-los até se aproximarem bem, então esbravejou:
- Cadê aquele macaco que me prometeu outro tigre em meia-hora e até agora não voltou?” Autor desconhecido

Einstein dizia que perante ao problema a imaginação vale mais que o conhecimento.