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terça-feira, 16 de abril de 2013

O casamento e seus rituais

Casamento
No sistema patriarcal, pais casavam os filhos e davam parte do seu dinheiro como dote para facilitar o inicio da vida a dois. Durante a Idade Média, para evitar que classes sociais se misturassem decidiam o futuro dos filhos na infância e assim, como meio de enriquecimento lícito realizavam o casamento. Mais tarde Roma trouxe as uniões de direito e liberdade à mulher escolher como e com quem casar.
Cerimônia
É pagã, mas suas origens, ritos e crendices romanos tradicionalizaram para incorporar em qualquer religião.Antes o rito só acontecia na igreja, uma maneira de controlar pessoas e angariar dinheiro extra. Hoje estão inseridos em nosso costume seja por superstição tradição crença ou por tudo junto.
Vestido
Veio da Roma antiga e no Século XIX a Rainha Vitória da Inglaterra ao se casar com seu primo, o príncipe Albert de Saxe-Coburg usou o primeiro vestido branco que até pouco tempo era símbolo de virgindade e pureza.
Véu
Os gregos acreditavam que ao cobrir o rosto da noiva protegiam-na de mau-olhado e cobiça, além de outros significados.
Grinalda
Costume da antiga Grécia a uma das deusas mais populares da mitologia greco-romana, que protegia os lares das famílias e também trazia bons fluidos. As noivas rodeavam os cabelos com flores brancas simbolizando felicidade eterna, os ramos de espinheiro eram para afugentar maus espíritos.
Bouquet
Atualmente, a tradição é jogá-lo e quem o agarrar será a próxima a se casar. Nesta versão, o costume é do antigo Egito, onde as noivas usavam ervas aromáticas para afugentar os maus espíritos. Depois vieram às flores e virou tradição.
Altar
Segundo a tradição a noiva chega ao altar com algo:
- velho = origens e passado;
- algo novo = esperança felicidade e bons agouros no futuro;
- algo azul = pureza e fidelidade ao casal;
- algo emprestado = boa sorte para a verdadeira amizade.
Aliança
O ritual da troca tem origem pagã da Roma Antiga, pois usavam anéis de ímã para atraía energias positivas. Já o anel de noivado surgiu no século XVIII, quando o papa Inocente III criou um tempo de espera entre o pedido de casamento e a cerimônia.
Jogar arroz
Veio da China, onde o arroz significa fertilidade, este ritual deseja prospera descendência. Hoje o fazemos como sinônimo de fertilidade, felicidade e prosperidade.
Bolo
Costume romano simbolizava boa sorte e festividade. Ao comer o primeiro pedaço a noiva exprimia o desejo de que nunca lhes faltasse o essencial para viverem. Atualmente, o corte do bolo é para que tenham partilha e união, o brinde com champanhe surgiu no ano 450 a.C., entre os anglo-saxões com a mesma intenção.

Pessoas de todas as raças credos e etnias querem se casar independentemente da fé que professam ultrapassam costumes e convenções em cerimônias nupciais repletas de rituais e símbolos.

Casamento católico - Documentos são requeridos pela igreja: cópia da certidão de batismo atualizada de ambos, carteira de identidade, certidão de habilitação fornecida pelo cartório de registro civil, certificado de freqüência do curso de noivos ou mesmo o recibo de pagamento. O casal deve ser solteiro ou viúvo, divorciados não se casam na igreja. O padre os abençoa e é testemunhado pelos padrinhos e convidados. Após, os noivos recebem os cumprimentos com uma festa ou não. A noiva mais ousadas optam por qualquer cor sem problema, o noivo um terno.

Casamento evangélico – Igualzinho o católico. É feito na igreja ou em outro espaço, conforme vontade e possibilidade dos noivos; os trajes são os mesmos, a entrada da noiva como pai e a saída com o esposo; o pastor/ministro recebe o casal, onde são feitas orações, o voto de juramento, após a entrega das alianças se ajoelham e recebem a benção. Tudo igual, aliás, copiado do catolicismo.

No fim a dinâmica do casamento é uma só, todos tentam seguir ensinamentos Bíblicos tais como: "...o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne" (Gn 2:24) “ O que Deus uniu, o homem não separa”. Assim como tentam também vivenciar significado e sentido das Palavras.

Até a chegada de uma outra realidade chamada divorcio “...e o que Deus não uniu, que não se junte”. 

Assunto para um outro post...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Dias da semana de nomes tidos como pagãos

Alguns países politeístas da antiga língua inglesa cultuavam deuses saxões, romanos, gregos e astrologia. O que não se conseguiu mudar transformou em tradição e ao longo do tempo, incorporou-se ao cristianismo. Vejamos o calendário dos EUA:
- Segunda-feira é Monday, dia da lua;
- Terca-feira é Tuesday, dia do Tiw ou Tew, Tyr e Tywar, deuses nórdico e do paganismo germânico; também é dia de Marte, Mars o deus lusitano;
- Quarta-Feira é Wednesday. Woden's day vem dos deuses anglo-saxões Woden ou Odin. Na astrologia é dia de Mercúrio;
- Quinta-feira é Thursday, dia de Júpter ou Thor’s day, dos deuses anglo-saxões Punor ou Thor associado ao planeta Júpter;
- Sexta-feira é Friday, dia de Frige ou Freya's Day, deusa germana/escandinava Freyja filha de Frigg+Odin e relacionada ao planeta Venus;
- Sábado é Saturday dia de Saturno o deus romano que os Anglo-Saxões o adotaram por não haver nenhum deus norueguês que correspondesse a agricultura.
Domingo é Sunday, dia do sol vem do deus romano Apolo identificado com o sol e a luz da verdade. Até o Imperador Constantino tinha o Sol Invicto como cunha oficial e muitos cristãos aceitam o domingo como o dia do Senhor;

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Assomprar velinhas

A velinha sobre o bolo era bem diferente dessa que temos hoje ( http://is.gd/81krCE ). Começou na Grécia antiga em homenagem à Artêmis, deusa da caça, reverenciada no 6º dia de cada mês, onde os gregos faziam bolos arredondados e os cobria de velas para simbolizar o luar. Segundo a mitologia, essa divindade era representada pela Lua, a forma pela qual protegia a Terra.
Tal costume não se sabe como chegou à Alemanha na Idade Média, entre os camponeses alemães do século XIII, que inventaram a kinderfeste (festa infantil). As velas eram acesas e a criança acordava com a chegada do bolo, que recebia uma vela a mais representando a luz da vida. O aniversariante apagava todas as velinhas de uma só vez e fazia um pedido, que só aconteceria se ficasse em segredo.
Não sabemos a data exata que começaram as celebrações natalícias.
A catiga “Parabéns a você” é baseada na melodia Good Morning to All (“Bom dia a todos”) composta em 1875 pelas irmãs americanas Mildred e Patrícia, que originalmente, servia para ser cantada no começo das aulas do colégio que as irmãs Hill eram professora; e em 1924 Robert H. Coleman usou a mesma melodia para a criação da canção “Parabéns a você que se espalhou por vários países.
A comemoração é um costume ocidental nem sempre seguido por outros povos. No Vietnã são comemorados coletivamente, no ano-novo vietnamita, que segue o calendário lunar, entre os nossos 21 de janeiro e 9 de fevereiro. Embora não saibam exatamente quando a tradição surgiu no Ocidente, os historiadores sabem que a festa já era conhecida na Antiguidade. “Os romanos não apenas comemoravam o dia do nascimento como tinham um nome para a festa: dies sollemnis natalis”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Universidade Estadual de Campinas. “Há, por exemplo, um registro do século II em que uma cidadã chamada Cláudia Severa convida sua amiga Sulpícia Lepidina para a comemoração”, diz. Outra tese que reforça a idéia de que foram os romanos os difusores dessa tradição é a existência de túmulos que registram com precisão o número de anos, meses e dias no sarcófago – o que indica que eles sabiam o dia exato do nascimento da pessoa.

Claro que apagar as velinhas é uma tradição, que hoje já sabendo ter iniciado consagrando uma deusa, mesmo assim nós cristãos ainda a conservamos. Também sabemos ser bastante complicado mexer em uma tradição. Mas não podemos negar, o bolo ao ser assoprado fica anti-higiênico e nojento, ah isso fica! É bom receber parabéns e ganhar um bolo, sem ter necessariamente sobre ele as velinhas. Como sugestão elas podem ficar em um lugar à parte.

Mi – Cps 02/04/11

quarta-feira, 16 de março de 2011

GÍRIAS e JARGÕES

GÍRIAS
Em nosso cotidiano enfatizamos pensamentos, explicações e significados. Revelamos formas de encarar o mundo e identificamos culturalmente pessoas no tempo, meio, classe, profissão e etc. Linguagem entre grupo restrito (idade, ocupação), para excluir estranhos ou identificar os pertencentes. Aí a gíria entra para permitir que só o grupo específico entenda. Ex:
- boca (breakdown) significa local onde são vendidas drogas ilícitas;
- fossa significa tristeza, dor de cotovelo.

Definições:
- no sentido lato (amplo largo) é língua dum grupo social ou clã profissional;
- no sentido restrito, língua caracterizada por deformações intencionais, criações anômalas, transformações semânticas, de caráter burlesco, jocoso ou depreciativo.
- no sentido técnico (politécnica) léxico ligado a um grupo de vida fechada, ou secreta (dos malfeitores) que protege mercadores, comerciantes.

Formação:
Tornam gírias a língua codificada, abreviações e metáforas que também indicam pressa em comunicar.
Transição: do grupo para o vocábulo, volta ao grupo, desgasta vai para língua comum ou desaparece. Alguns pensadores achavam que a língua caminhava para uma definição absoluta. Equivocaram! Elas surgem rápidas, mas têm vida curta (transformam ou desaparecem). Cada língua possui gírias próprias muitas vezes intraduzíveis, como vemos nas traduções de livros e filmes, que perdem significados e estilos narrativos devido às diferenças na formação da língua.
Em outras palavras, novos jeitos eletrizantes de falar, que se propagam velozmente:
- o “interessante” virou “legal” “da hora” “irado”
- o sonhar alto é “viajar na maionese”;
- delirar “delirar na goiabada”
- pirar “pirar na batatinha”
- “chutar o pau da barraca” é “descontrolar”.

Quem as inventa:

● Presos
Por não ficarem tão isolados, do carcereiro, advogado, médico, jornalista etc. Então se servem de código exclusivo, ao ser decifrado cai no uso da sociedade, logo inventam outros.
- Fazer uma fita: assaltar
- Passar um pano: acobertar alguém
- Berro/cano: revolver
- Homens, Justa, Tira, Meganha, Cana dura, Kojak: policial
- Delega, Doutor, Delerusca: delegado- homem da lei
- Vagulino, Vagaba, Crocodilo, Corujão: vagabundo de quinta
- Aço no abdômem, Eco: tiro
- Mato sem cachorro/pintou sujeira: flagrante
- Presunto: defunto - comida de piranha
- Cabrito importado, muamba: produto ilegal
- Boca ou língua nervosa: entregador – delator ou falador
- Dedo de anzol, Língua de tamanduá, Dedo duro, Dedo de seta, Dedo de cimento armado - Língua maldita, Língua de sabão: - delator ou alcagüete
- Um cinco um, Gato mestre, Quatorze: – gato, ladrão
- Um sete um: falsário – mentiroso - golpista
- Cento e cinqüenta e sete (artigo157 do Código Penal): – assalto à mão armada
- Artigo doze, Dois oito um (artigo 12 e 281 do Código Penal): - tráfico de drogas
- Dezesseis (artigo 16 do Código Penal): - vício de drogas
- Grampeado: – preso
- Boca isolada – lugar
- Pintou sujeira, Sinal vermelho – delator na área
- Tubarão, Mestre tubara – ladrão de gravata

● Surfistas:
Abar: -"filar" coisas no surf, rango, parafina...
Aloha: - Saudação havaiana de boas vindas.
Big rider – o bom que pega ondas grandes.
Bóia: - demorar na água; ser ultrapassado pela galera nas ondas, ficar boiando...
Brother: - cumprimento. (Fala, Brother!)
Cabrerão: - medroso, frouxo, bundão.
Cabuloso: - doideira, esquisito, estranho.
Caldo: - cair da prancha.
Casca grossa: - bom em situação difícil.
Colocar Pilha/Pilhar: - incentivar fazer pressão / Aborrecer.
Do Surf: - quem é do surf/ massa, doideira, legal.
Free surfer: - que não compete. Surfa por puro prazer e de preferência, longe do crowd.
Grommett: - que tem entre 10 a 12 anos de idade.
Haole - de fora do Hawaii/ que não é do local onde está surfando.
Inside: - arrebentação.
Jaca: - ficar horas para pegar uma onda e quando consegue leva um caldo.
Jojolão: - vacilão, cabaço, prego.
Kaô: - mentiroso (mó kaô= maior papo furado).
Larica: - súbita fome e ou algo que mate a fome rápido.
Localismo: - rincha dos surfistas, disputas por ondas. Os surfistas locais (moradores) pensam que têm mais direito ao oceano.
Mar Gordo: - onda larga, difíceis de pegar.
Marola: - parte rasa do mar com ondas menores.
Maroleiro/Merrequeiro: - que gosta de ondas pequenas.
Merreca: - Onda "péssima"; sem condições de fazer um belo Surf.
Me Quebrei: - Me dei mal.
Mormaço: - surfistas trapalhões, nas ondas vêm para cima de você.
Pangas do Pântano: - mora na praia (caiçara), tem tudo para surfar e tem medo do mar.
Paraíba: - banhista que lota a praia e atrapalha manobra no inside (arrebentação).
Pico/Point: - parte mais alta de uma onda ou lugar/local considerado interessante.
Pipocar: - amarelar, ficar com medo de um mar grande ou similar.
Prego: - que não pega onda muito bem.
Pro: - Surfista profissional, competidor que ganha dinheiro.
Rabear/Raberar: - surfista entra na frente da onda de outro surfista, está dropando e quebrar o lip.
Rabuda: - rouba onda.
Ramado: - do lugar.
Rip: - em forma.
Secret Point - local secreto.
Show/Stryle: - coisa boa; mar show.
Sufrista: - não sabe surfar, mas se acha o melhor da água; fala demais e surfando nada.
Tá Gringo: - mar excelente.
Tocossauro: - prancha velha, amarelada, pesada, escabufada.
Trip: - Viajar para lugares de altas ondas.
Vaca/Wipe Out: - tombo; queda.
Varrer - onda grande, ou série dela que pega todos desprevenidos no inside.

● Estudantes:
Vivem em grupo têm o mesmo gosto, logo criam sua linguagem vinda de uma novela, seriado, filme, internet ou deles próprios:
Animal: - muito mal
Azaração: - paquera
BV: - boca virgem
BFF=Best Friens Forever: - melhor amiga para sempre
Bolado: - chateado
De Lei: - é assim
Irado: - muito bom
MP: - mente poluída
Selva: - festa em que todo mundo pega todo mundo
SOS (só o olho salva): - cara muito feio
Zoar: - bagunça, brincadeira

● Época
Outro fato que muda e influencia gírias é o tempo, com o passar dos anos mudam. Algumas persistem até os dias de hoje e fazem parte do nosso vocabulário habitual, como é o caso de “legal” (interessante) ou “caramba” (surpresa). As antigas voltam, não por saudosismo, nem revival da linguagem. É que traduzem melhor e de forma mais compreensível, algo que uma palavra clássica acabaria por complicar e as apagadas pelo tempo ganharam substitutos atuais.

● Região
Histórias de Jorge Amado e Érico Veríssimo tratam de assuntos universais, amor e família. O que as diferenciam são as gírias regionais, que conferem um caráter verossímil à história. Não se imagina personagens de Guimarães Rosa falando como um urbanista. Despersonalizaria as criaturas. Cada lugar mostra a maneira como seus habitantes vêm o mundo. Nordestino e gaúcho utilizam signos distintos para um mesmo referente. Exemplos clássicos de regionalismos lingüísticos:
- Manihot esculenta, conhecido por mandioca, aipim e macaxeira;
- Prostituta pode ser quenga, messalina, chinoca. As gírias regionais são utilizadas por políticos em campanha para parecerem próximos dos eleitores. Aparentado viver na mesma realidade com a falsa impressão que ambos pertencem a um mesmo mundo. Quando palavras são criadas, todo um mundo se cria junto com elas e desse mundo só faz parte quem é capaz de entender o significado delas.

● Nível Social
Décadas de 1960/70, a linguagem marginalizada encontrava grande espaço nas peças teatrais de Plínio Marcos. Hoje, o cinema (Cidade de Deus de Fernando Meireles e Carandiru de Hector Babenco), a televisão (Cidade dos Homens) e a música (Negra Li e Marcelo D2) representam esta sociedade excluída com seu modo de falar têm alcançado grande sucesso e repercussão da mídia e do público. O livro (Abusado) de Caco Barcelos que relata a favela e o crime, semelhante à verdade e retratam de forma fiel o linguajar realidade social, para identificar o lugar e o neologismo é escudo protetor reafirmado valores e cultura da periferia, contra a sociedade que os oprime. Para entender o que eles falam é necessário o background, ou seja, compreender o universo em que as gírias são faladas, uma vez que o consenso do que é dito vem dos costumes, da cultura e do lugar. A conseqüência é a diferença entre línguas, cada uma constrói sua própria maneira de enxergar o mundo realizando recorte simbólico na massa indiferenciada, enxergando aspectos diferentes sobre o mesmo. E na diferença, há outra diferenciação realizada através da gíria. Se para Fernando Pessoa a língua constituía o valor mais importante na sua formação "Minha pátria é a língua portuguesa", as gírias criam pequenos "estados" dentro da pátria. Grupos que rejeitam costumes, regras ou maneiras do seu meio, criam identidades próprias, através do mesmo vocábulo. A gíria, muitas vezes escolhida por questões de âmbito emocional. Exemplo da frase com ênfase: “Meu, desencana disso!” e “Esqueça”.
Vocabular e a escolha que se faz para o mundo através da linguagem, enxergamos utilizando palavras, mas através delas, selecionamos o que e como seremos, mesmo que muito do que se construa esteja além do que elas possam explicar.

● Futebol:
- Todo mundo sabe que o jogador Edmundo, atende por “animal”. Osmar Santos o primeiro a chamá-lo assim contagiando a imprensa e a galera, hoje de nada adianta o ex-craque fingir que não é com ele. Mas, não é invenção brasileira. Dizem que na Alemanha, a palavra “animal” (tier) é muito empregada para retratar a vitalidade de um atleta em qualquer esporte “animal” do latim anima que se refere à alma, à garra, e também de animales, o ser de instinto muito forte.
- Há também o caso do Vagner Love que no dia de uma concentração foi pego com uma mulher no banheiro do vestiário, quando o Milton Neves se referira sobre ele chamava-o de Vagner Love
Exemplos:
- Maria Chuteira: mulher que só namora jogador de futebol
- Pro chuveiro: ser expulso do jogo
- Onde a coruja faz o ninho: canto superior da trave onde a bola entra de modo indefensável
- Ta no filó: gol, bola na rede
- Carregador de piano: jogador que não aparece na mídia, mas é essencial para o time.
- Perna de pau: sem habilidade
- Juiz caseiro: Juiz que favorece o time da casa

● Mídia
Os meios de comunicação de massa (televisão e o rádio) são inventores, mas seu principal papel é o de propagar os novos vocábulos por toda a sociedade. As expressões que a mídia cria fica na boca do povo:
Filmes:
A Cidade de Deus:
- Aspira: inexperiente
- Zero Um: primeiro a desistir
- Fanfarrão: aquele que comete um deslize ou diz uma besteira
- Meu coração te escolheu: estou apaixonado por você
- Meu nome agora é Zé Pequeno: auto-afirmação
Tropa de Elite: - perdeu boy! A casa caiu!
Novelas: - é mole não! / to certo ou to errado!
Seriados: - Cala boca Magda!
Comercias: - bela camisa Fernandinho!
Humor: - deixa dilsso, para cuisso! Oh da poltrona!
Músicas: - É o amoooor!

● Malandro Malandrez ou Malandrês
Das ruas e dos morros são divulgadas pelos usuários de droga, traficantes, moradores de favela etc. Em, “Alô malandragem, Maloca o Flagrante”. Dois amigos malandros autênticos representantes da malandragem carioca deixam bem claro que suas obras são muito diferentes:
- Moreira da Silva inventou o samba de breque, seu jeito malandro é um personagem muito bem vestido de terno branco que nunca banca o otário. Moreira pega leve com sua geração. Vigora o paco, célebre conto do vigário, o sonho com o milhar do bicho, o amigo urso que pede emprestado e não devolve. No máximo esvai-se em sangue, em slow motion humorístico, o vagulino de Na Subida do Morro, aquele que “bateu numa mulher que não era sua” e acabou esfaqueado anatomicamente – “Duodeno, vesícula biliar, faço-lhe uma tubagem – Protesto no máximo contra a inadimplência dos devedores do BNH (Inadimplente).
- Bezerra da Silva é recolhido nos morros do Rio e da Baixada Fluminense e pega pesado. Tiros, sirenes de polícia, profissão de cadáveres e muita picardia saem de seu disco. Os dedos-duros, Línguas de Tamanduá, são impiedosamente vergastados, assim como os otários e corujões (curioso alcagüete).
“Conversa de bambas, o confronto dos malandros” - Moreira e Bezerra
Da era do malandro alinhado, chapéu de panamá, camisa de malha de seda, que no máximo prometia deixar o rival “todo cortado’, a artilharia pesada atual, do tempo do malandro rife, não apenas as armas e as gírias, mas também os costumes mudaram. O que se segue, mais do que um glossário comparativo, seria um hipotético diálogo de gerações, situações e cacoetes da marginalidade carioca.
- Tarik de Souza - JB de 23/04/1986
Trecho da música do Mc X e Cássia Eller (Acústico MTV)
“… não curto isso aí, mas to ligado na parada que domina por aqui, fumando um baseado, curtindo de leve, no pagode lá na área to esperto, no movimento que se segue, segue e vai. Eu vou levando eu vou curtindo até não dar mais. Tudo prossegue normal até onde eu sei, enquanto isso é melhor cerveja que vem, leva essa traz mais uma põe na conta, to sem dinheiro ta valendo to à pampa..”
- As pampas: - satisfeito demais
- Atrás da muralha: - estar preso
- Pequena: mulher - criança
- Encanado: - preocupado / preso / grampeado
- Ripar: - castigar / surrar
- Peixeira: - faca
- Matraca: - quem fala muito / falador / metralhadora
- Zé mane: - otário / bobo / quem marca bobeira
- Rango/Ciscante/Galeto assado: - refeição
- Buteco: - botequim / bar / boca isolada
- Dar pinote/corcovear/saltar de banda/sair batido/desguiar na carreira: - fugir correndo
- Pendura: - sair sem pagar
- Ficar miudinho: – preparar para a briga
- Cachanga: – barraco, casa
- Muvuca: – muita gente
- Dividida: – troca de tiro com os “homens” polícia
- Malandro rife: – boa gente, gente fina
- Fraga/Fragoroso: – flagrante
- Antena: – chifre na cabeça dos outros
- Bater pra alguém: – avisar
- Esperto demais/Malandro demais: – otário
- Gavião/Ricardão: – paquerador
- Uns e outros: – a pessoa de quem se fala
- Cara de boi/chifrudo/Touro/Vinte e um: – marido traído
- Lubiza, Dois é de caifaz, Coisa ruim, Forma de fazer capeta, Espírito mau, Forma de fazer lubisomem, Forma de fazer pomba gira: – capeta

● Tribos ou populares
Todos falamos ou conhecemos e fazem parte do nosso cotidiano:
- A preço de banana: - muito barato
- Busão: - ônibus
- Canhão, dragão: - mulher feia
- Comer pelas beiradas: - chegar de mansinho
- Vai indo que eu já vou: - jeito brasileiro de expressar o tabu da morte
- Abotoou o paletó de madeira: - fechou-se o caixão
- Bateu a caçoleta: - morreu
- Bateu o cachimbo: - os vícios morreram
- Morte de mau-sucesso: - morrer no parto
- Terra dos pés juntos: - alusão ao hábito de atarem os pés do defunto.
- Bateu a bola: “bola” é cabeça, crânio.
- Bruce/Caô: - enganar
- Esticou os cambitos: - morreu (cambito é perna fina, forquilha da canga do boi).
- To lascado/danado: - com azar.
- Rasgado: – bravo
- Vuco-vuco: - bagunça
- Chique de doer: - bonito
- Mina: - namorada
- Poia: - melhor amiga
- Goma: - casa

● As antigas:
Bodega: coisas
Mequetrefe: sem valor
Bafafá: confusão. Do árabe bafaf quer dizer bolo.
Pindaíba: sem dinheiro. Do tupi, “pinda” significa anzol e “aiba”, ruim.
Xilindró: prisão. Da língua banto dos escravos brasileiros significa esconderijo no mato.
Patavina: nada. Na IM aluno ridicularizava o ensino de latim, pelo autor Titus Livius Patavinus.
Arco da velha: muito antigo.
Araque: sem valor. Bebida árabe; conversa vira de “araque” por beber muito e não saber o que se diz.

● As músicas:
Cantora/autora da MPB, a carioca Dora Lopes de Freitas prestigiada na época do rádio emplacou sucessos, como: Toalha de Mesa, Ponto de Encontro, Samba na Madrugada e Pó de Mico, em 1983, aos 62 anos morreu esquecida.
Sua inclusão entre os primeiros militantes da bossa nova deveria ser obrigação, especialmente pela faixa Tostão Não É Troco. Um breve scat singing: "você é quadrado/ você não casa no meu sincopado / você é todo na pauta / eu sou improviso / eu sou bossa nova / você é muito implicante / o meu beijo é dissonante".
No mais, autores como: Ary Monteiro, Cesar Cruz, Zeca do Pandeiro, Arthur Montenegro, Franco Ferreira, Aldacyr Louro trazem no requebro de gafieira gírias de época:
- Bom Mulato "Manera a raça e joga recuado/ tenteia que afobado come cru / vai ao local do desacerto e diz a umas e outras";
- Galã Continental "Micha essa banca de galã continental / você não é batom pra estar em tudo que é boca";
- Em Falso Cabrito é um boogie woogie: "neca de transviado, neca de rock’n’ roll, isso tudo é de araque, o negócio é teleco-teco"... (um certo Arnaldo é criticado por andar atrás das ninfetas)"...Quem gosta de broto é cabrito".
- Na Baiúca do Leleco quem faz gracinha "leva um teco".
- Diploma de Otário: "No seu bolso falta sempre 90 centavos pra um cruzeiro".
- Conversando na Gíria demanda um Aurélio datado do ramo: "uns e outros não gostam da sua chinfra/ pode ser mão de cinza / aperta seu passo major / vá lá na muvuca / faz a pedida na hora maior".
Podemos achar mais em: Dicionário da gíria, Engolobada, Banca de brabo, Nega Odete, Ninando muriçoca
Entre outras temos também Wilson Simonal: “Nem Vem Que Não Tem Nem vem de garfo Que hoje é dia de sopa” (convencer/enganar)
Vinícius de Moraes/Toquinho: “Eu caio de bossa Eu sou quem eu sou Eu saio da fossa... ...A tonga da mironga do kabuletê.

● Jargão Gírias usadas por profissionais da mesma área efetivamente, ou palavra técnica ou científica. Sofreu alterações desde a Idade Média. No início descrevia o gorjeio das aves e a fala incompreensível, um gargarejo: "jargon"(francês), "gargle"(inglês). Ao espalhar de uma língua para outra, o termo ganhou o sentido de gíria a partir do século 19, com as novas profissões, novos especialistas começaram a marcar seus territórios temáticos, criando jeitos próprios de falar. O cuidado com jargão Qualquer neologismo ou termo técnico não deve ser usado abusivamente para mostrar que se tem cultura, que se é superior aos outros. Nesse sentido, o jargão é uma linguagem condenada porque passa uma idéia de superioridade, dá à pessoa que fala certa autoridade, poder, status. Seu uso pode funcionar como pedantismo e não como cultura.

Da proibição do uso de “estrangeirismo”, a críticas ao “gerundismo” e a linguagem usada pelos profissionais de Direito recomendou-se aos profissionais da área, por exemplo:
- evitar a ordem indireta na construção de enunciados, bem como emprego de palavras arcaicas ou em desuso. Polêmica que merece considerações dependendo da situação:
- o que é dito e para quem é dito. Imagine um advogado dizendo a outro: “a sentença transitou em julgado”. Como os dois são da mesma área nenhum problema. Falando a um leigo, seria mais adequado dizer que a decisão do juiz não pode mais ser contestada e é definitiva.
Observe que é comum o emprego de termos técnicos com o uso de palavras arcaicas. Imagine agora um advogado dizendo a outro, a respeito de um cliente: “o réu vive de espórtula tanto que é notória sua cacosmia”. Seria muito mais fácil compreender a mensagem se, em lugar de “espórtula” o advogado dissesse que o réu dependia de donativos; e, em vez de “cacosmia”, afirmasse que vivia em ambiente miserável.
Alguns exemplos:
1- Cártula chéquica: folha de cheque
2- Alvazir: juiz de primeira instância
3- Ergástulo público: cadeia, presídio
Curiosidades
Nós conhecemos apenas o homicídio, veja agora alguns nomes curiosos que são usados para discriminar o assassinato de uma pessoa, por seu grau de parentesco.
Nomes do crime:
Sororicídio: morte de irmã
Mariticídio: morte de marido
Uxoricídio: morte de ex-esposa
Patruicídio: morte de tio paterno
http://www.jorwiki.usp.br/gdnot07/index.php/G%C3%ADrias_e_Express%C3%B5es:_A_Palavra_como_Identidade_Cultural?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Interior que lembra capital











Campinas, linda metrópole do estado de São Paulo, clima tropical de 23 °C. Mais de 1.100 habitantes e 10Mil empresas. O centro comercial inclui entre outros 02 dos maiores shopping do país. Há 02 estádios de futebol e 01 da Prefeitura; entroncamento com 10 rodovias; 01 aeroporto internacional e outro para aeronaves de pequeno porte. Centros de produções e difusões de conhecimento tecnológico de ponta é o 3º maior polo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil. Mais de 30 Universidades, 05 Escolas técnicas, 01 Escola de Cadetes do Exército. Várias casas de shows 03 teatros, 01 Orquestra sinfônica, grupos de música erudita, corais, 43 cinema, 10 bibliotecas, galerias de arte, museus, editoras e etc. A cultura e gastronomia é intensamente variada. Redes hoteleiras nacionais e internacionais. Este é o lado bom da cidade, que se iguala as capitais, mas enfrenta problemas na segurança e na saúde como qualquer outra grande cidade do mundo.

Aqui nasci...

Mi - Cps, 15/02/11

Meu amigo italiano Franco escreveu:
"Ciao, Miriam! Ho gustato le foto di Campinas e mi è piaciuto guardare il tuo paese attraverso i tuoi occhi. Ti ringrazio e ti auguro una buona domenica."
Feb 19, 2011, 6:05 pm

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Neve no Brasil

Panalto de Stª Catarina - Município de Urubici
Não tanto quanto no exterior!

Mais quase, porque há relatos de que este fenômeno já fazia parte do nosso território sulista.

Mas para São Paulo cabe o espanto!

Se bem que papai falava de um grande frio quando ele era menino, que nós nunca teríamos como imaginar.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Neve_no_Brasil

Mi - Cps, 28/12/10

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sobre Nélida Piñon

Nélida Cuiñas Piñon (Rio, 03/05/1937) escritora brasileira imortal, primeira mulher a se tornar presidente da Academia Brasileira de Letras, entre 1996 e 1997. Foi jornalista, contista, editora e ocupou cargos no conselho consultivo de diversas entidades culturais. Também é académica correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

Estreou na literatura com o romance Guia-mapa de Gabriel Arcanjo (1961), que trata:
- o pecado, perdão, a relação dos mortais com Deus;
- como equilibrar realidade memória, fantasia e sonhos;
- não há situações estanques na arte, ou seja, que a faça cessar;
- o filtro é impuro e complexo.

Ao nascer o texto caos humano, traz em seu bojo imposições estéticas que engendram equívocos ou acertos.
A memória e a invenção têm uma fonte comum, são indissolúveis.
O equilíbrio provém do saber narrativo, de um manancial que propicia o advento da obra de arte.
Não há, pois, discrepâncias entre as noções que guardamos da realidade.
Entre outros.

domingo, 22 de agosto de 2010

Caipira é chique!!

O que é a festa do peão boiadeiro de Barretos?



Rodeio

Lei Federal nº 10.519 de 17/07/02, que dispõe sobre a promoção e a fiscalização da defesa sanitária animal quando da realização de rodeios, que inclusive veio somar a Lei Federal 10.220 de 11/04/01, a prática dos rodeios, desde que realizada nos termos da lei é atividade lícita que não pode ser proibida pela Lei Municipal.

Verdades

Os animais de rodeio têm tratamento de estrelas com direito a natação, alimentação balanceada, acompanhamento veterinário e aposentadoria com sombra e água fresca. Trabalham apenas 8’/dia e – 5min/ano. Recebem R$500mil pela apresentação. Em alguns casos chegam a valem R$100mil na sua comercialização, no abatedouro são comercializados em torno de R$75 @, chega +/- C$1.500/animal.

Quem investe em animal não permite que ele seja submetido a maus tratos. Preparados para show, espetáculos e a CNAR, tem como lema “Amo rodeio que não maltrata os animais”. Regulamentado por Lei e competidores considerados atletas profissionais, bem estar animal e espectadores é o que preservam durante a competição. Rodeio hoje é arte, garra, resgate da cultura, das raízes e tornou profissão.
Há mais de 150 atividades esportivas, duas são consideradas profissionais no Brasil: futebol e rodeio e em todas existem risco de acidentes. Dizem muitas coisas negativas referente aos animais de rodeio. Parece que organizadores convidam a uma visita ao fundo dos bretes, onde animais e peões se preparam para o confronto.

Protegido por duas Leis, a 10.220 que institui normas gerais relativas à atividade de peão de rodeio, equiparando-o a atleta profissional e a 10.519 que dispõe providências sobre a fiscalização da defesa sanitária animal na realização de rodeio. O artigo terceiro inciso 1, 2, 3 e 4 da lei 10519 fala sobre a fiscalização antes, durante e depois da realização dos eventos. Considerando transporte dos animais, a presença de médico veterinário habilitado, atestado de vacinação contra febre aftosa e de controle da anemia infecciosa equina e infra-estrutura que garanta a integridade física deles durante sua chegada, acomodação e alimentação.

O Artigo 4º inciso 2 da Lei 10.519, diz que: esporas de maneira alguma podem machucar os animais, se acontecer, o competidor será penalizado, eliminado da competição atual e até das demais. Só é permitido espora padrão com pontas arredondadas.

Ainda no artigo 4º da mesma lei fala dos apetrechos técnicos de montaria, como arreamento, que não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais e devem obedecer as normas estabelecidas pela entidade representativa do rodeio. O Sedém é uma corda feita de lã natural ou de crina revestido de lã natural posicionado no vazio do animal para estimular os pulos, sem machucar, apenas apresenta uma sensação de cócegas. Avaliação técnico-científica mostra que não há contato do sedém com testículos, quer o animal em repouso ou saltando. Há competições com várias éguas que dão um verdadeiro show na arena. Se animais pulam porque tem seus testículos apertados, como explicar as éguas?
A égua Malícia um dos animais mais temidos e valiosos da atualidade. Tem 12 anos de idade e está há 9 no rodeio, não tem nenhuma cicatriz de espora e muito menos um arranhão. Em 2009 foi desafiada 14 vezes e somente dois peões conseguiram permanecer os 8 segundos para nota, sendo campeões de Barretos/SP e Cajamar/SP. Já foi 5 vezes campeã do Troféu Arena de Ouro, evento que homenageia os melhores do rodeio e é também chamado de: "O Oscar do rodeio brasileiro"
Animais que corcoveiam (saltam) nascem com este instinto, o sedém não é capaz de transformar um animal manso em um corcoveador. Às vezes, na seleção de 1000, menos de 1% são puladores. Égua, cavalo ou touro naturalmente inclinado a corcovear (indomáveis), o sedém estimula essa reação, encorajando a dar altos coices no ar com as patas traseiras com o intuito de se livrar do objeto estranho em seu lombo.
Animais de rodeio têm sempre os pulos parecidos. Se ele pular vinte vezes, vai causar o mesmo grau de dificuldades. Se for dor, não pularia da mesma maneira. São classificados como: supercampeões proporcionam notas altas e duros na queda geralmente levam o competidor ao chão

Além da preocupação com o bem estar animal, as festas de peão boiadeiro, tem também o seu lado, social, econômico, cultural e turístico. Anualmente acontecem cerca de 1800 rodeios no Brasil, freqüentados por mais de 30 milhões de pessoas. O mercado gira em torno U$ 3 bilhões e proporciona 320 mil empregos.
O evento aquece o comércio, gastronomia, setor hoteleiro, moda, dança, música, arte, raças, diversidade cultural, gera riquezas e divulga a cidade e região para o Brasil inteiro. Para se ter uma idéia da grandiosidade das festas de peão boiadeiro, o público que freqüenta anualmente é sete vezes mais que os espectadores do campeonato brasileiro de futebol.

Vale ver ainda:
No parque do peão a rotina é de fazenda - http://is.gd/ewZZT
Equipamentos artesanais - http://is.gd/ex0cv
Cavalos - http://is.gd/ex0wr
Estilos - http://is.gd/ex0PA
Programação de Agosto de 2010 - http://is.gd/ex1hY

Rodeio é assim! - Mi - Cps 22/08/10

Mais informações: www.cnar.org.br
Sobre o dia-a-dia na fazenda de um animal de rodeio. Clique aqui http://www.youtube.com/watch?v=E1bXxuZPgO4 e assista ao vídeo da Cia de Rodeio 3B, do empresário Ricardo Dias.
Fonte: http://is.gd/ewZRF

terça-feira, 6 de julho de 2010

Andam falando do Brasil

Muito interessante este e-mail que recebi hoje do meu amigo Nelson
Não me foi dado fonte nem nome, então postarei na ítegra:


" O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL


LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO


Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.


Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Se existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.


Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.


Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.


Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.


Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.


Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.


Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.


Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.


Os dados são da Antropos Consulting:


1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.


2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.


3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.


4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundial: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.


5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.


6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.


7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.


8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.


9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.


10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.


11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.


Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?


1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?


2. Que tem o mais moderno sistema bancário do planeta?


3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?


4. Por que não fala que é o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?


5. Por que não dizem que é hoje a terceira maior democracia do mundo?


6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?


7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?


Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.


A! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja querida pátria chamada Brasil!!


Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO! "


De uma coisa temos certeza:
Concordamos com a escritora em número, gênero e grau, minha irmã Ivani que chegou recentemente de seu anual TurEuropeu e eu. Há muitos brasileiros "esclarecidos", lógico divulgando nosso país e não é de hoje, como já falei aqui sobre os Modernista(1922). Todos que saem do Brasil voltam falando exatamente isso. Razão pela qual encontrei este vídeo no YouTube. Ele confirma o que "fica" no Brasil, quanto o que nos é tirado... Falaremos em outra ocasião.


Mi - Cps, 06/07/10

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Formação cultural

Uma das formações culturais
Contar e ouvir histórias é fundamental na formação da imaginação, da percepsão e da expressão da língua. Conforme Drummond antes de escrever é melhor que convivamos muito tempo com as histórias.


● Parlendas
São versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. De rima fácil, por isso, são populares entre as crianças. Usadas também em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas, outras foram criadas há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.


Alguns exemplos de parlendas:
Um, dois, feijão com arroz. Três, quatro, feijão no prato. Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito. Nove, dez, comer pastéis.
Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
(Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso. Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.)
Um elefante carrega muita gente...
Dois elefantes... carrega carrega muito mais...
Três elefantes... carrega carrega carrega muita gente...
Quatro elefantes carrega carrega carrega carrega muito mais... (continuar contando...)
►- Enganei um bobo... Na casca do ovo!
►Cantar apontando os cinco dedos:
Mindinho. Seu vizinho. Pai de todos. Fura-bolos. Mata-piolhos.
Rei, capitão, soldado, ladrão. Moça bonita. Do meu coração.

● Palíndromo é uma palavra, frase ou número que pode ser lida tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita. Num palíndromo, normalmente são desconsiderados os sinais ortográficos (diacríticos ou de pontuação), assim como o espaços entre palavras.
►A palavra "palíndromo" vem das palavras gregas palin ("para trás") e dromos ("corrida, pista").
Rômulo Marinho, veterano palindromista brasileiro, propõe classificar os palíndromos em:
Expliciti - trazem sempre uma mensagem direta, clara e inteligível, como "Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos” (palíndromo de autoria anônima, provavelmente o mais conhecido em língua portuguesa).
Interpretabiles - têm coerência, mas requerem esforço intelectual do leitor para serem entendidos, como "A Rita, sobre vovô, verbos atira."
Insensati - cuidam apenas de juntar letras ou palavras sem se preocupar com o sentido, como "Olé! Maracujá, caju, caramelo."
As frases formando um palíndromo também são chamadas de anacíclicas, do grego anakúklein, significando que volta em sentido inverso, que refaz inversamente o ciclo.
Escrever literatura em palíndromos é um exemplo de escrita constrangida.
►Com a expressão Quadrado Sator designa-se uma estrutura com forma de quadrado mágico composta por cinco palavras latinas: SATOR, AREPO, TENET, OPERA, ROTAS, que, consideradas em conjunto (da esquerda para a direita ou de cima para baixo), dão lugar a um palíndromo.
Exemplos de frases
- "Socorram-me, subi no onibus em Marrocos"
- "Anotaram a data da maratona"
- "Assim a aia a missa"
- "A droga da gorda"
- "A mala nada na lama"
- "A torre da derrota"
 
● Parábola, do grego parabole, significa narrativa curta ou apólogo. Erroneamente definida como fábula. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implicita como explícita.
Ao longo dos tempos utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas.
Sinteticamente: narração figurativa na qual, por meio de comparação, o conjunto dos elementos evoca outras realidades, tanto fantásticas, quando reais.
Histórias extraídas da vida cotidiana utilizadas por Jesus Cristo para ensinar aos seus discípulos. Segundo Marcos 4, versos 11-12, eram utilizadas por Jesus para que somente seus discípulos as entendessem plenamente. Este genêro já era utilizado por muitos profetas antigos.


Um exemplo sobre comodidade e conformismo - O tigre
Um homem vinha caminhando pela floresta, quando viu uma raposa que perdera as pernas. Perguntou-se como ela faria para sobreviver. Viu, então, um tigre aproximando-se com um animal abatido na boca. O tigre saciou a própria fome e deixou o resto da presa para a raposa.
No dia seguinte, o tigre alimentou a raposa novamente. O homem maravilhou-se com a grandiosidade de Deus, que usava o tigre para ajudar outro animal. Disse a si mesmo: “Também eu irei me recolher em um canto, com plena confiança em Deus. E ele há de prover tudo de que eu precisar.”
Assim fez. Mas, durante muitos dias, nada aconteceu. Estava já quase às portas da morte, quando ouviu uma voz:
- Ó, tu que estás no caminho do erro, abre os olhos para a verdade! Segue o exemplo do tigre e pára de imitar a raposa aleijada.
Parábola extraída do livro AS MAIS BELAS PARÁBOLAS DE TODOS OS TEMPOS - Volume 2, Alexandre Rangel, Editora Leitura


Outro exemplo referente o quanto valemos nós. Quanto você vale? - O Anel
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.
- C...claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque
tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação e seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem, contestou sorridente o mestre. - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
O jovem, surpreso, exclamou:
- 58 MOEDAS DE OURO!!!
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.
- Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor???
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. (Autor desconhecido)
Coletâneas - http://is.gd/cKBao
 
● Metáfora - Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra deriva do latim metaphòra (metáfora), por sua vez trazido do grego metaphorá ("mudança, transposição"). O prefixo met(a) tem sentido de "no meio de, entre; atrás, em seguida, depois". O sufixo -fora (em grego phorá) designa 'ação de levar, de carregar à frente'. Metáfora é o emprego da palavra, fora do seu sentido normal, ou seja, um sentido figurado. É uma figura de linguagem, ou uma figura de estilo (ou tropo linguístico), que consiste na comparação de dois termos sem o uso de um conectivo.
Ex. "Amor é fogo que arde sem se ver" Luís de Camões
O termo fogo mantém seu sentido próprio - desenvolvimento simultâneo de calor e luz, que é produto da combustão de matérias inflamáveis, como, por exemplo, o carvão - e possui sentidos figurados - fervor, paixão, excitação, sofrimento etc.
Didaticamente, pode-se considerá-la como uma comparação que não usa conectivo (por exemplo, "como"), mas que apresenta de forma literal uma equivalência que é apenas figurada.
Meu coração é um balde despejadoFernando Pessoa


Relação com outras figuras de linguagem
Enquanto a metáfora trabalha com os traços semânticos comuns entre duas idéias, a metonímia trabalha com a relação de contigüidade entre elas.
Pedindo auxílio à teoria dos conjuntos, como fez Othon Moacyr Garcia em seu clássico "Comunicação em Prosa Moderna", percebe-se que os traços de significados das duas idéias comparadas entram em intersecção na metáfora.
Por exemplo (e subjetivamente), um gato é um quadrúpede, mamífero, felino, que mia e é considerado sensual. Um moço é bípede, mamífero, humano, fala e pode ser sensual. Ao compararmos os dois com a metáfora "Esse moço é um gato", o traço de significado que provavelmente estaremos colocando em intersecção é apenas o traço sensual.


Já na metonímia, as duas idéias não se superpõem como na metáfora, mas estão relacionadas por contigüidade, proximidade. Ex:
As expressões metonímias:
1- "Sem-teto" - O termo teto está em relação de contigüidade com o resto da habitação. É uma das suas partes, e na expressão substitui o todo "habitação". (Um sem-teto geralmente também não tem o restante da habitação - a porta, as janelas, as paredes, o chão.)
2- "Tomou o copo todo" - O termo copo normalmente contém alguma bebida e é usado no lugar da bebida que contém. (Ninguém consegue beber o copo)
3- "Adoro o Veríssimo" - O termo Veríssimo é usado no lugar dos livros e crônicas do autor. (A pessoa gosta dos textos do autor, independentemente de conhecê-lo pessoalmente e gostar dele).


Diferente da Metonímia, outras figuras de linguagens como a Personificação e a Hipérbole mantêm com a Metáfora uma relação de união semântica, não podendo assim ser totalmente dissociada uma da outra. É como se tais figuras fossem “metáforas especiais”.


Se observarmos a frase:
- “ Neste dia ensolarado, o mar me convida ao seu encontro e as ondas querem me abraçar
Temos a Metáfora na comparação sem o conectivo: O dia está tão lindo e o mar tão bom que é “como se” ele me convidasse para o mergulho e ondas estão tão movimentadas que “parecem” querer me abraçar.
Também de maneira simultânea, a Personificação, uma vez que “convidar” e “abraçar” são ações próprias de pessoas e não de seres inanimados como o mar ou as ondas.


Expressão com Hipérbole:
- “ Chorei um rio de lágrimas”. Temos a Metáfora na comparação sem o conectivo: O choro era tão intenso e as lágrimas tantas que “ era como se fossem iguais” às águas de um rio. Temos também e de maneira simultânea, a Hipérbole, ora, não se pode alguém chorar um rio de lágrimas, por essa ser uma quantidade de lágrimas impossilvel de alguém chorar. Registra-se aí, nitidamente o modo exagerado de se expressar.


Nem sempre a Metáfora será uma Personificação ou Hipérbole (“A minha pequena é uma flor” entenda-se aí uma "metáfora pura": ela tão delicada, bonita, cheirosa “quanto uma flor é”), mas muito frequentemente o contrário se confirma: a Personificação ou Hipérbole serão também Metáforas. Assim como também outras figuras de linguagem consideradas semânticas como dentre outras, a Catacrese, e a Sinestesia.


Outros exemplos:
O fogo dançava com a chuva” ( Metáfora = Personificação)
A lua roubara todo o seu brilho, naquela noite” (Metáfora = Personificação)
Eles morreram de rir com a peça”. (Metáfora = Hipérbole)
Choveu mais de meia hora sem para, foi um dilúvio!” (Metáfora = Hipérbole)


Metáfora na Computação
“O Virtual - U sugere que a metáfora dos espaços é necessária para fornecer uma idéia de lugar, a qual representará um modelo intelectual útil e facilitador da navegação por parte do usuário” [Harasim]


Exemplos de alguns sites que apresentam:
- "sala" para bate-papo,
- "mural" para recados, dentre outras metáforas.


Outros exemplos:
"Eu sou um poço de dor e amargura".
"Sou um cachorro sem sentimentos".
"Seus olhos são dois oceanos".
"Meu pensamento é um rio subterrâneo". (Fernando Pessoa)
"Cada fruto desta árvore é um pingo de ouro".


Entendendo metáforas - http://is.gd/cKBqh

Mundo das metáforas - http://is.gd/cKBu9
● lengalenga é uma cantilena transmitida de geração em geração na qual se repetem determinadas palavras ou expressões.
1 - Conversa fiada, lorota, conversa para boi dormir. Enganação. Enrolação. Desculpa esfarrapada.
-Mas professora, eu juro que o cachorro comeu o meu dever de casa !!!
-Não me venha com esse lenga-lenga !
2 - Embromação, lento demais, indecisão.
- Ficou no lenga-lenga e perdeu um bom negócio.
3 - Conversa que não leva a nada; assunto que não terá qualquer objetivo.
- O bate papo é sem futuro, não leva a nada, é só lenga-lenga.
4 - Argumentação pouco credivel e vazia de conteúdo, habitualmente repetida.
- Veio-me contar a mesma lenga lenga do costume
5 - Devagar; mole ao excesso
- Não venha com essa lenga-lenga... Ou seja, devagar demais, mole demais, lento.
6 - Quando um indivíduo repete sempre a mesma estória, quem o conhece e está habituado a escutá-lo, tem por hábito de dizer:
- Opá não me venhas com essa "lenga-lenga"!
- Lá está o Dino a contar a "lenga-lenga" do costume!


Como jogar o lenga-lengahttp://is.gd/cKBzS