Impressionante como necessitamos de encontrar culpados para nossas insatisfações. Sozinhos
não suportamos os resultados ruins daquilo que escolhemos. A inevitável
impermanência das coisas ao traduzir o mundo em palavras Quem não
pensa dá o que pensar, melhor é pensar com a própria cabeça e assumir nossas
atitudes, nem por isso devemos ignorar o pensamento do outro. Desculpa foi
feita para ser pedida. Descer do ego é muito difícil mesmo. A prioridade agora é
o preparo para a vida. Fica por conta do tempo nos mostrar o que realmente
importa.
Conforme alguns psicanalistas, nascemos com o cérebro competente para aprender. Somos influenciados pela família, que além de direcionar, preserva as várias fases cada uma a seu tempo, para modificarmos naturalmente.
Na fase fálica (2 a 4 anos) desperta a sexualidade e a percepção do triângulo familiar. Estabelece o complexo de Édipo que comumente encontramos nos escritos freudianos. Aos 6 anos começa a fase das “manias”, a latência amedronta tudo é tão obscuro no aspecto geral da formação humana, isso porque a mente não está ajustada.
Na adolescência é a fase mais delicada. Surge a puberdade e com ela a insegurança e o “meio” cobra estética esquecendo-se da ética. Meninas se destacam positivamente e meninos perdem muito de suas capacidades. E a pior fase realmente! Aqui, Ego e Narciso saem da mitologia, para contribuírem nas “chamar atenção”, “auto-estima”. Neste momento adolescente, mesmo da maneira mais volúvel tenta se fortalecer e achar o norte.
Mas, há um novo arquétipo na estrutura do quadro familiar. Quem tem autoridade? De onde vem o poder? Quem são os aliados?
Proles são misturadas, nem sempre marido da mãe é o pai e nem sempre esposa do pai é a mãe. Seres influenciados pela família, certo? Família de quem?
Nem sempre o bem se acentua nesses casos. “Primeiro fazem choram os pais, depois o resto do mundo”, frases que ouvimos da psicanálise.
Criança começa cedo a freqüentar escolas e tem muitas outras atividades, perde principalmente a afetividade e o ócio criativo, importante e saudável para seu desenvolvimento. A escola mesmo sem capacidade tenta restaurar esses valores, cuja responsabilidade é da família.
Chega à fase adulta! O projeto inicial do ser humano é para que ele seja bom, mas poucos conhecem a RESILIÊNCIA. Como formar boa personalidade, bom caráter em meios problemáticos? Mesmo assim somos criados para ser bom!
Mi Cps, 24/08/10
Baseada nas palestras de Flavio Gikovate/Ivan Capelatto/Joel Birman
Esse não foi simplesmente um áto de coragem do padre , e sím, o dever de um cristão convicto de sua missão.
Isso me fez lembrar uma das frazes do "Brecht": "Pobre do povo que precisa de um herói"
O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas.
Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva:
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quarteis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças; das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.
Muitas vezes jejuamos dos alimentos que mais gostamos, porém gostamos das coisas erradas também. Então, porque não privarmos destes nossos erros?
Ter um esforço maior em evitá-los é muito melhor. Exemplos:
● Abstermo-nos em julgar o outro, de palavras mordazes, torpes, críticas (nenhuma é construtiva), descontentamento, irritação, cólera, ódio, pessimismo, preocupações desnecessárias, lamentações, lamúrias, tristeza, amargura, egoísmo, rancores, pensamentos de fraquezas como os vícíos;
● Enchemo-nos de palavras purificadoras, gratificantes, de mansidão e paciência, de otimismo e esperança, de confiança em Deus, de coisas simples da vida, alegria, compaixão, atitudes de reconciliações, de silêncio para escutar o outro e de promessas inspiradoras.
Jejuamos de tudo que nos separa de Deus e enchemo-nos de tudo que nos aproxime dEle. Jejuar e fazê-lo de maneira com que repercuta naqueles que nos rodeiam a validade do sacrifício será considerável, além de melhorar o relacionamento entre nós.
Nem podemos considerar uma restrição, mesmo porque está nos fazendo melhor, transformando nosso jeito de agir, além de darmos aos outros, oportunidade de ter o mundo melhor. Atitudes desdobradora por nos capacitar de educação.
Deixamos de alimentos que gostamos e ficamos mal humorados, de que vale então o sacrifício?
Cadê a ponte entre a restrição e o desdobramento da restrição?
E entre a obrigação e o crescimento?
E se aprendermos, algo de bom acontecerá em nós. Ninguém pode ser grande se não passar por sacrifícios.
A atitude do jejum é fazê-lo, sem querer "mostrar" alguém religioso. Crescer interiormente deve ser nosso objetivo social, não nas aparências exteriores.
Fazer por fazer em nada adianta.
- pessoas conscientemente evoluídas conservam a raiva por um minuto;
- as comuns por meia hora;
- aquelas desprovidas de consciência evoluída, por um dia e uma noite;
- agora, pessoas cheias de mágoas, até o dia de morrer ainda lembram-se dela.
Sentir raiva é do humano e não dar vazão a ela também o é.
Se não permitirmos que a raiva entre em nós, também ficarão de fora a inquietude interior e a possibilidade de sermos vítima dela.
Se não a esquecemos, nos queima por dentro, deixa nossos pensamentos nebulosos, tira nossa paz e destorce nossa percepção.
Só nós somos culpados por sentir raiva, mesmo ela sendo parte de nós, porque a criamos e a mantemos conosco. A raiva guardada nos faz esquecer a essência de Deus.
Pessoas raivosas tornam-se: tristes, invejosas, descontentes, desconfiadas, odeiam os outros, vivem da alegria do outro por não criar as próprias. A raiva assume outras facetas como:- aflição, ressentimentos, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, rancor, ira, explosões, crises de choro. A força da raiva, não envenena só o corpo, mas também a mente. Ataques de raiva geram mau humor e sérios danos nas células do cérebro que causam:- envenenamento do sangue porque produzem toxinas negativas, desenvolvendo insônia, depressão, pânico. Suprime a secreção de sulcos gástricos e feri os canais digestivos criando:- gastrites, úlceras, problemas cardíacos, prostração e velhice prematura encurtando a vida. Quando nos zangamos nossa mente fica perturbada refletindo em nosso corpo e agita todo sistema nervoso perdendo a energia, o vigor, o entusiasmo e a eficiência no agir.
A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que possamos ser mais livres e saudáveis. Colocar a raiva para fora, agrava a emoção negativa e a faz.
Logo, se não a controlarmos, não reduzirá e nos destruirá.
É impressionante o quanto sabemos disso e pior, o quanto permitimos que a raiva nos emburreça. Falar e decidir na hora em que deixamos ser dominados por ela, nos prejudica dizendo mentiras e magoando terrivelmente pessoas amadas. E nem sempre temos oportunidade de corrigir o rastro de destruição que ela deixa.
Vivemos num mundo de completa irritabilidade desde muito cedo. Não tivemos tempo de desenvolver o ócio criativo que naturalmente dissolvia fardos pesados encontrados ao longo da vida. A evolução não dá tempo para fugas, tudo é muito rápido hoje.
Não conseguimos discernir e entregamo-nos facilmente ao nível de estresse muito mais alto derivando ainda a obesidade e hipertensão.
Poxa! Mais que raiva da raiva! Alem de tudo nos enfeia!
A culpa nos deixa de joelhos para que fiquemos submissos a ela. Após passarmos por muitos erros e não querer mais esta situação já é o primeiro passo para sair dele. A necessidade agora é fortalecer este querer mudar, através de escolhas corretas a cada dia. Com pequenas metas, escolheremos o bem, para o nosso cotidiano, nossos sentimentos e atitudes corretas, ára irmos à direção da superação. Fazer o “certo” é uma atitude libertadora que nos reconstrói. Outra coisa não é senão algemar os erros do passado, para que eles não tenham mais poder e tãopouco influência sobre nós. Depende de nossa escolha querer ser pessoas de caráter. Se algemarmos o mal hoje, a possibilidade de ficar bem sempre será maior. Isso é uma verdade!
Sentimento de poder altamente destruidor da imunidade afetiva que nos invade e que no fundo gostamos de guardá-lo, ele nos faz viver só para observar o outro é aquele sentimento autoimune, que não o controlamos e nos atinge gravemente. E quanto mais usamos, mais cresce. Agora, quando cuidamos de preservar a qualidade dos nossos pensamentos, mais nutrimos o amor e restauramos a imunidade destruída pelo ciúme. Paralisar a força do ciúme é dar oportunidade e continuidade ao bem, pacto que verdadeiramente deve ser estabelecido. Realidade que nos devolve a vida, a alegria e nos faz crescer. Pensemos nisso!
O consumo na modernidade criou o individualismo, a competição e o bem egoísta, sem contar com o descartamento de coisas e pessoas.
Tempos de Inseguranças é uma característica da pós modernidade:
- Mitologia ( filosofia, a matéria);
- Idade Nédia (O Sagrado);
- Idade Moderna (a razão, o conhecimento a intelectualidade)
Mark – “Tudo que é sólido se desfaz no ar, pessoas não têm mais relacionamentos duradouros - eu quero mais não quero”, descartamo-nos com muita facilidade, temos dificuldade de comprometimentos com pessoas, vínculos são temporários.
O espírito pós-modernidade não pode tomar conta de nós, a vontade é de contradizer Zigmunt Bauman, em “Amor Líquido”, aquele que descarta no campo afetivo ou profissional, por exemplo: - O mundo hoje oferece uma sociedade que nos atinge.
Qual o nosso papel nela?
Como temos que escolher este papel na qualidade de ser humano?
Como olhamos para quem amamos?
Mi – Cps, 18/04/10 Base da palestra do filósofo e psicanalista André Martins
Austerizar é preservar a inteireza de nosso caráter é entender que o outro é totalmente o outro e perceber o seu melhor, assim o sagrado será compreendido no tempo e isso não podemos ignorar.
Agora instrumentalizar o outro é tratá-lo como se fosse máquina, sem sentimento nenhum.
Veículos de comunicação, por exemplo, adoram explorar acontecimentos ruins do outro.
Pessoas são organismos, agem e sentem como tal.
Compreender o certo no equilíbrio é torcer pela paz, pela alegria, pelo amor – http://is.gd/7dKqa
Alguém não compreende o conceito do limite. Lugar delimitado para a possibilidade de reconhecimentos e de cuidados.
A beleza do limite nos traz qualidades filtradas, diferencia nosso viver e ilumina nosso ser.Só é colocado para nossa felicidade e são processos miúdos, pequenas coisas que dão destaques para felicidade.
Negligenciar o caráter é não dar a ele, sua nobreza peculiar e torno a dizer “A qualidade de nossas vidas é a importância da análise que fazemos sobre ela”.
O Fábio citou: "Limite é a ponte do significado entre eu e aquilo que se refere ao outro" da Adélia Prado