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domingo, 16 de dezembro de 2012

Crise de valores


Impressionante como necessitamos de encontrar culpados para nossas insatisfações. Sozinhos não suportamos os resultados ruins daquilo que escolhemos. A inevitável impermanência das coisas ao traduzir o mundo em palavras Quem não pensa dá o que pensar, melhor é pensar com a própria cabeça e assumir nossas atitudes, nem por isso devemos ignorar o pensamento do outro. Desculpa foi feita para ser pedida. Descer do ego é muito difícil mesmo. A prioridade agora é o preparo para a vida. Fica por conta do tempo nos mostrar o que realmente importa.

Mi - Base: FM - Cps, 12/12/12

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O humano

Conforme alguns psicanalistas, nascemos com o cérebro competente para aprender. Somos influenciados pela família, que além de direcionar, preserva as várias fases cada uma a seu tempo, para modificarmos naturalmente.


Na fase fálica (2 a 4 anos) desperta a sexualidade e a percepção do triângulo familiar. Estabelece o complexo de Édipo que comumente encontramos nos escritos freudianos. Aos 6 anos começa a fase das “manias”, a latência amedronta tudo é tão obscuro no aspecto geral da formação humana, isso porque a mente não está ajustada.


Na adolescência é a fase mais delicada. Surge a puberdade e com ela a insegurança e o “meio” cobra estética esquecendo-se da ética. Meninas se destacam positivamente e meninos perdem muito de suas capacidades. E a pior fase realmente! Aqui, Ego e Narciso saem da mitologia, para contribuírem nas “chamar atenção”, “auto-estima”. Neste momento adolescente, mesmo da maneira mais volúvel tenta se fortalecer e achar o norte.

Mas, há um novo arquétipo na estrutura do quadro familiar. Quem tem autoridade? De onde vem o poder? Quem são os aliados?


Proles são misturadas, nem sempre marido da mãe é o pai e nem sempre esposa do pai é a mãe. Seres influenciados pela família, certo? Família de quem?


Nem sempre o bem se acentua nesses casos. “Primeiro fazem choram os pais, depois o resto do mundo”, frases que ouvimos da psicanálise.


Criança começa cedo a freqüentar escolas e tem muitas outras atividades, perde principalmente a afetividade e o ócio criativo, importante e saudável para seu desenvolvimento. A escola mesmo sem capacidade tenta restaurar esses valores, cuja responsabilidade é da família.


Chega à fase adulta! O projeto inicial do ser humano é para que ele seja bom, mas poucos conhecem a RESILIÊNCIA. Como formar boa personalidade, bom caráter em meios problemáticos? Mesmo assim somos criados para ser bom!


Mi Cps, 24/08/10

Baseada nas palestras de Flavio Gikovate/Ivan Capelatto/Joel Birman

domingo, 1 de agosto de 2010

MP e Síbolos Religiosos

Outro e-mail recebido de meu amigo Nelson:

"PADRE CORAJOSO
Esse não foi simplesmente um áto de coragem do padre , e sím, o dever de um cristão convicto de sua missão.
Isso me fez lembrar uma das frazes do "Brecht": "Pobre do povo que precisa de um herói"

O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas.


Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva:
Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quarteis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças; das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.
Frade Demétrius dos Santos Silva *
Piracicaba/SP
Fonte: FOLHA de SÃO PAULO, de 09/08/2009 "

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Jejuar nos erros

Muitas vezes jejuamos dos alimentos que mais gostamos, porém gostamos das coisas erradas também. Então, porque não privarmos destes nossos erros?
Ter um esforço maior em evitá-los é muito melhor. Exemplos:
● Abstermo-nos em julgar o outro, de palavras mordazes, torpes, críticas (nenhuma é construtiva), descontentamento, irritação, cólera, ódio, pessimismo, preocupações desnecessárias, lamentações, lamúrias, tristeza, amargura, egoísmo, rancores, pensamentos de fraquezas como os vícíos;
● Enchemo-nos de palavras purificadoras, gratificantes, de mansidão e paciência, de otimismo e esperança, de confiança em Deus, de coisas simples da vida, alegria, compaixão, atitudes de reconciliações, de silêncio para escutar o outro e de promessas inspiradoras.
Jejuamos de tudo que nos separa de Deus e enchemo-nos de tudo que nos aproxime dEle. Jejuar e fazê-lo de maneira com que repercuta naqueles que nos rodeiam a validade do sacrifício será considerável, além de melhorar o relacionamento entre nós.
Nem podemos considerar uma restrição, mesmo porque está nos fazendo melhor, transformando nosso jeito de agir, além de darmos aos outros, oportunidade de ter o mundo melhor. Atitudes desdobradora por nos capacitar de educação.
Deixamos de alimentos que gostamos e ficamos mal humorados, de que vale então o sacrifício?
Cadê a ponte entre a restrição e o desdobramento da restrição?
E entre a obrigação e o crescimento?
E se aprendermos, algo de bom acontecerá em nós. Ninguém pode ser grande se não passar por sacrifícios.
A atitude do jejum é fazê-lo, sem querer "mostrar" alguém religioso. Crescer interiormente deve ser nosso objetivo social, não nas aparências exteriores.
Fazer por fazer em nada adianta.

Mi - Bse: FM - Cps. 15/07/10

terça-feira, 13 de julho de 2010

sobre a raiva

Textos orientais dizem:
- pessoas conscientemente evoluídas conservam a raiva por um minuto;
- as comuns por meia hora;
- aquelas desprovidas de consciência evoluída, por um dia e uma noite;
- agora, pessoas cheias de mágoas, até o dia de morrer ainda lembram-se dela.

Sentir raiva é do humano e não dar vazão a ela também o é.

Se não permitirmos que a raiva entre em nós, também ficarão de fora a inquietude interior e a possibilidade de sermos vítima dela.

Se não a esquecemos, nos queima por dentro, deixa nossos pensamentos nebulosos, tira nossa paz e destorce nossa percepção.

Só nós somos culpados por sentir raiva, mesmo ela sendo parte de nós, porque a criamos e a mantemos conosco. A raiva guardada nos faz esquecer a essência de Deus.

Pessoas raivosas tornam-se: tristes, invejosas, descontentes, desconfiadas, odeiam os outros, vivem da alegria do outro por não criar as próprias.
A raiva assume outras facetas como:- aflição, ressentimentos, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, rancor, ira, explosões, crises de choro.
A força da raiva, não envenena só o corpo, mas também a mente.
Ataques de raiva geram mau humor e sérios danos nas células do cérebro que causam:- envenenamento do sangue porque produzem toxinas negativas, desenvolvendo insônia, depressão, pânico.
Suprime a secreção de sulcos gástricos e feri os canais digestivos criando:- gastrites, úlceras, problemas cardíacos, prostração e velhice prematura encurtando a vida. Quando nos zangamos nossa mente fica perturbada refletindo em nosso corpo e agita todo sistema nervoso perdendo a energia, o vigor, o entusiasmo e a eficiência no agir.

A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que possamos ser mais livres e saudáveis. Colocar a raiva para fora, agrava a emoção negativa e a faz.

Logo, se não a controlarmos, não reduzirá e nos destruirá.

É impressionante o quanto sabemos disso e pior, o quanto permitimos que a raiva nos emburreça. Falar e decidir na hora em que deixamos ser dominados por ela, nos prejudica dizendo mentiras e magoando terrivelmente pessoas amadas. E nem sempre temos oportunidade de corrigir o rastro de destruição que ela deixa.
Vivemos num mundo de completa irritabilidade desde muito cedo. Não tivemos tempo de desenvolver o ócio criativo que naturalmente dissolvia fardos pesados encontrados ao longo da vida. A evolução não dá tempo para fugas, tudo é muito rápido hoje.

Não conseguimos discernir e entregamo-nos facilmente ao nível de estresse muito mais alto derivando ainda a obesidade e hipertensão.

Poxa! Mais que raiva da raiva! Alem de tudo nos enfeia!

Mi - Base:FM
Cps, 13/07/10


domingo, 11 de julho de 2010

Superar erros

A culpa nos deixa de joelhos para que fiquemos submissos a ela. Após passarmos por muitos erros e não querer mais esta situação já é o primeiro passo para sair dele. A necessidade agora é fortalecer este querer mudar, através de escolhas corretas a cada dia. Com pequenas metas, escolheremos o bem, para o nosso cotidiano, nossos sentimentos e atitudes corretas, ára irmos à direção da superação. Fazer o “certo” é uma atitude libertadora que nos reconstrói. Outra coisa não é senão algemar os erros do passado, para que eles não tenham mais poder e tãopouco influência sobre nós. Depende de nossa escolha querer ser pessoas de caráter. Se algemarmos o mal hoje, a possibilidade de ficar bem sempre será maior. Isso é uma verdade!

Mi – Base:FM
Cps, 11/03/10

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ciúme

Sentimento de poder altamente destruidor da imunidade afetiva que nos invade e que no fundo gostamos de guardá-lo, ele nos faz viver só para observar o outro é aquele sentimento autoimune, que não o controlamos e nos atinge gravemente. E quanto mais usamos, mais cresce. Agora, quando cuidamos de preservar a qualidade dos nossos pensamentos, mais nutrimos o amor e restauramos a imunidade destruída pelo ciúme. Paralisar a força do ciúme é dar oportunidade e continuidade ao bem, pacto que verdadeiramente deve ser estabelecido. Realidade que nos devolve a vida, a alegria e nos faz crescer. Pensemos nisso!

Mi – Base:FM
Cps, 09/09/10

domingo, 18 de abril de 2010

Consumo

O consumo na modernidade criou o individualismo, a competição e o bem egoísta, sem contar com o descartamento de coisas e pessoas.

Tempos de Inseguranças é uma característica da pós modernidade:
- Mitologia ( filosofia, a matéria);
- Idade Nédia (O Sagrado);
- Idade Moderna (a razão, o conhecimento a intelectualidade)

Mark – “Tudo que é sólido se desfaz no ar, pessoas não têm mais relacionamentos duradouros - eu quero mais não quero”, descartamo-nos com muita facilidade, temos dificuldade de comprometimentos com pessoas, vínculos são temporários.

O espírito pós-modernidade não pode tomar conta de nós, a vontade é de contradizer Zigmunt Bauman, em “Amor Líquido”, aquele que descarta no campo afetivo ou profissional, por exemplo: - O mundo hoje oferece uma sociedade que nos atinge.

Qual o nosso papel nela?
Como temos que escolher este papel na qualidade de ser humano?
Como olhamos para quem amamos?

Mi – Cps, 18/04/10
Base da palestra do filósofo e psicanalista André Martins

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Austerizar sim! Instrumentalizar não!

Austerizar é preservar a inteireza de nosso caráter é entender que o outro é totalmente o outro e perceber o seu melhor, assim o sagrado será compreendido no tempo e isso não podemos ignorar.
Agora instrumentalizar o outro é tratá-lo como se fosse máquina, sem sentimento nenhum.
Veículos de comunicação, por exemplo, adoram explorar acontecimentos ruins do outro.
Pessoas são organismos, agem e sentem como tal.
Compreender o certo no equilíbrio é torcer pela paz, pela alegria, pelo amor – http://is.gd/7dKqa

Mi – base: FM/GC - Cps, 07/02/09

domingo, 13 de dezembro de 2009

Não negligencie o caráter

Alguém não compreende o conceito do limite. Lugar delimitado para a possibilidade de reconhecimentos e de cuidados.
A beleza do limite nos traz qualidades filtradas, diferencia nosso viver e ilumina nosso ser.Só é colocado para nossa felicidade e são processos miúdos, pequenas coisas que dão destaques para felicidade.
Negligenciar o caráter é não dar a ele, sua nobreza peculiar e torno a dizer “A qualidade de nossas vidas é a importância da análise que fazemos sobre ela”.
O Fábio citou: "Limite é a ponte do significado entre eu e aquilo que se refere ao outro" da Adélia Prado

Por Mi – Base: FM
Cps, 21/06/08