Em forma de novela querem nos retratar o Regime Militar (64/85). Mas, a verdadeira história ainda é um tabu mentiroso (como todas as outras histórias). Li que militares reformados iniciaram pela internet um abaixo-assinado com objetivo de censurar a trama. Então, não seria agora o momento de esclarecimentos? Militares evocam a Lei da Anistia e também insinuam um acordo entre o dono da emissora (que se livraria da dívida do Panamericano) e o governo Dilma Rousseff (conquistaria apoio popular na criação de uma "suposta" Comissão da Verdade). Torturadores e assassinos estão em polvorosa mesmo sabendo que a realidade será sufocada pela ficção. Ao terminar o capítulo entram depoimentos de personagens reais narrando fatos às suas maneiras. A novela mostra assuntos deturpados e se esforça para que fique no esquecimento o verídico e perverso passado.
Há de ambos os lados muita desinformação, manipulação porque militares e guerrilhas erraram, mas, quem nos ensinava o que era de fato o comunismo?
Por outro lado, o golpe foi dado com a promessa de eleições em seis meses, porém permaneceram no poder por mais de vinte anos. Nosso destino poderia ter sido diferente se os militares durante esse tempo tivessem o comprometimento de nos alertar sobre comunismo. Poderiam à partir de então terem nos ensinados com documentário sobre os horrores cometidos nos campos de concentração da China, União Soviética, Hungria, Alemanha e etc.. Bem que poderiam ter nos contados as infinitas desumanidades nos crimes hediondos. Invés disso ficamos na ignorância e o resultado é o que temos hoje, ou o que teremos sempre.
Enfim... torturaram e foram torturados, mataram e foram mortos e é assim que se dá o instinto do mundo em que vivemos no que se refere ao PODER e Controle. Sabemos que a maldade sempre existirá com sucesso porque a grande maioria da humanidade ama ser enganada. Todavia quem quer saber a verdade? Eu por exemplo, mesmo que tardia.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Sobre Tiradentes
Tiradentes ou Joaquim José da Silva Xavier. Filho de um pequeno fazendeiro. Órfão aos 11 anos. Não estudou de forma regular, seu irmão Padre Domingos encarregou-se de instruí-lo, adquiriu assim sólidos conhecimentos. Foi mascate, pesquisador de minérios e ainda médico prático.
Conhecido por sua habilidade em arrancar e colocar novos dentes feitos por ele mesmo. Ingressando na carreira militar, chegou somente até o posto de alferes no Regimento de Dragões das Minas Gerais, logo a figura que conhecemos atribuída a ele, não condiz com um militar (deram-lhe a imagem de Jesus por representar o salvador dos brasileiros).
Causas
Final do século XVIII, Brasil colônia de Portugal sofria com os abusos políticos, cobrança de altas taxas e impostos. A metrópole decretou uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785 proibiu industrias fabris em território brasileiro. Além disso tudo, Portugal criou a Derrama, ou seja, cada região extrativa de ouro pagaria 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. O descumprimento da exigência permitia aos soldados da coroa entrar nas residências e retirar pertences equivalendo o valor devido. Atitude que provocou insatisfação no povo, intelectuais, fazendeiros e donos de minas.
A elite brasileira, influenciada pelo iluminismo, se reuniu a procura da Independência. Então entusiasmou-se com a idéia de liberdade decorrente dos rumores de uma Revolução Francesa. Tiradentes diz ter assumido a liderança do grupo formado pelos poetas Alvarenga Peixoto, Tomás Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, um senhor de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim e alguns representantes da elite mineira.
Estes inconfidentes pretendiam conquistar a liberdade e implantar a republica, até já haviam definido outra bandeira (um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim: Libertas Quae Sera Tamen = Liberdade ainda que Tardia) para o Brasil.
A Inconfidência aconteceu em Minas Gerais no ano 1789, no período colonial em pleno ciclo do ouro. Um dos mais importantes movimentos sociais contra a opressão do governo português da História do Brasil, a luta do povo pela liberdade.
O movimento era apoiado pela população revoltosa a dentre os inconfidentes havia o traidor Joaquim Silvério dos Reis, que delatou o movimento às autoridades portuguesas, em troca do perdão de suas dívidas com a coroa.
Todo grupo foi preso e enviado à capital (RJ) acusado pelo crime de infidelidade ao rei. Como punição alguns foram degredados (enviado a força) para território africano, outros ficaram presos aqui. Já Tiradentes, ao assumir a liderança do movimento foi condenado a enforcamento em plena praça pública (hoje a Praça Tiradentes do Rio de Janeiro). Após a morte levaram-no as Minas esquartejaram-no e os pedaços de seu corpo foram colocados em postes de Vila Rica, que serviu de exemplo ao povo.
Fracassada sim a Inconfidência, mas sem dúvida foi um considerável exemplo de luta pela independência, liberdade e principalmente contra um governo que perseguia, capturava, matava abusava do autoritarismo, da ganância, da violência e muita desrespeito com sua colônia.
Consideração
O sonho dos independentistas era fazer do Brasil uma nação. “Nação” do latim natio significa pessoas nascidas no mesmo lugar, de igual tradição, frutos da mesma cultura que dá aos “nascidos” oportunidade. Não se acomoda diante dos que estão à margem. Pois, cada membro tem importância única. Brasil independente constituir-se-ia em nação e essa independência deu-se, mais tarde.
O primeiro passo foi o de Minas Gerais, centro das riquezas coloniais do século XVIII, outros bravos seguiram sua determinação.
Brasil, nação mundialmente respeitada, com forte tendência a se agigantar. O sonho continua, ainda há excluídos, ignorados por uma sociedade da qual fazem parte e a constituição concede a eles, direitos garantidos só na teoria, na prática, não são respeitados. A nossa parte é continuar o mesmo sentido transformador dos inconfidentistas.
Conhecido por sua habilidade em arrancar e colocar novos dentes feitos por ele mesmo. Ingressando na carreira militar, chegou somente até o posto de alferes no Regimento de Dragões das Minas Gerais, logo a figura que conhecemos atribuída a ele, não condiz com um militar (deram-lhe a imagem de Jesus por representar o salvador dos brasileiros).
Causas
Final do século XVIII, Brasil colônia de Portugal sofria com os abusos políticos, cobrança de altas taxas e impostos. A metrópole decretou uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785 proibiu industrias fabris em território brasileiro. Além disso tudo, Portugal criou a Derrama, ou seja, cada região extrativa de ouro pagaria 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. O descumprimento da exigência permitia aos soldados da coroa entrar nas residências e retirar pertences equivalendo o valor devido. Atitude que provocou insatisfação no povo, intelectuais, fazendeiros e donos de minas.
A elite brasileira, influenciada pelo iluminismo, se reuniu a procura da Independência. Então entusiasmou-se com a idéia de liberdade decorrente dos rumores de uma Revolução Francesa. Tiradentes diz ter assumido a liderança do grupo formado pelos poetas Alvarenga Peixoto, Tomás Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, um senhor de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim e alguns representantes da elite mineira.
Estes inconfidentes pretendiam conquistar a liberdade e implantar a republica, até já haviam definido outra bandeira (um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim: Libertas Quae Sera Tamen = Liberdade ainda que Tardia) para o Brasil.
A Inconfidência aconteceu em Minas Gerais no ano 1789, no período colonial em pleno ciclo do ouro. Um dos mais importantes movimentos sociais contra a opressão do governo português da História do Brasil, a luta do povo pela liberdade.
O movimento era apoiado pela população revoltosa a dentre os inconfidentes havia o traidor Joaquim Silvério dos Reis, que delatou o movimento às autoridades portuguesas, em troca do perdão de suas dívidas com a coroa.
Todo grupo foi preso e enviado à capital (RJ) acusado pelo crime de infidelidade ao rei. Como punição alguns foram degredados (enviado a força) para território africano, outros ficaram presos aqui. Já Tiradentes, ao assumir a liderança do movimento foi condenado a enforcamento em plena praça pública (hoje a Praça Tiradentes do Rio de Janeiro). Após a morte levaram-no as Minas esquartejaram-no e os pedaços de seu corpo foram colocados em postes de Vila Rica, que serviu de exemplo ao povo.
Fracassada sim a Inconfidência, mas sem dúvida foi um considerável exemplo de luta pela independência, liberdade e principalmente contra um governo que perseguia, capturava, matava abusava do autoritarismo, da ganância, da violência e muita desrespeito com sua colônia.
Consideração
O sonho dos independentistas era fazer do Brasil uma nação. “Nação” do latim natio significa pessoas nascidas no mesmo lugar, de igual tradição, frutos da mesma cultura que dá aos “nascidos” oportunidade. Não se acomoda diante dos que estão à margem. Pois, cada membro tem importância única. Brasil independente constituir-se-ia em nação e essa independência deu-se, mais tarde.
O primeiro passo foi o de Minas Gerais, centro das riquezas coloniais do século XVIII, outros bravos seguiram sua determinação.
Brasil, nação mundialmente respeitada, com forte tendência a se agigantar. O sonho continua, ainda há excluídos, ignorados por uma sociedade da qual fazem parte e a constituição concede a eles, direitos garantidos só na teoria, na prática, não são respeitados. A nossa parte é continuar o mesmo sentido transformador dos inconfidentistas.
domingo, 17 de abril de 2011
Ler ainda é a melhor solução
A metáfora do poeta é um convite a uma experiência de mais um dia se viver bem. Por todos os lados deparamos com problemas, mas se possível sigamos em frente da melhor maneira. Boa leitura ajuda
Ler desperta a imaginação, a importância das histórias consiste em fomentar o imaginário e evitar que o essencial se perca. Mas as preocupações dos grandes centros estão no exagerado crescimento das competições inibindo assim que se preservem as riquezas humanas.
Precisamos dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu. Erico Veríssimo
domingo, 10 de abril de 2011
Tragédia no Tasso Silveira
Manhã de quinta-feira dia 07/04/11, Wellington Menezes de Oliveira(24) invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo - RJ. Alegou ser palestrante entrou na Instituição matou a tiros pelo menos 12 crianças e feriu outras tantas, depois suicidou. Era ex-aluno da escola e deixou uma carta digna de preocupação. Triste e lamentável episódio!
Segue na íntegra o artigo do Chalita
A dor e o aprendizado
10 de Abril de 2011 às 08:37
Gabriel Chalita
As cenas dos adolescentes correndo pela escola, o pânico, o medo, a destruição, as mortes.
Os velórios foram de grande comoção. É triste ver a partida antecipada de quem estava vocacionado para o futuro. Essas crianças não tinham que morrer, é essa a certeza que ficou em quem acompanhou o desfecho infeliz.
Há muitas conclusões apressadas. Muitas tentativas de solucionar o problema. Há aqueles que agora querem transformar as escolas em fortalezas, com policiais armados e detectores de metal. Há outros que querem endurecer a legislação penal. Há os que falam em fundamentalismos religiosos e os seus perigos. Vamos com calma. Antes das certezas é preciso aprender com as dúvidas.
Por que Wellington Menezes de Oliveira - além da psicose, esquizofrenia - entrou na escola em que estudou disposto a matar adolescentes? Por que não matar no ponto de ônibus, no bar, na rua, na praia, no clube? Em todos esses lugares há grande concentração de pessoas. Não. Wellington escolheu a escola. A escola em que estudou. Evidentemente, Wellington sofria das doenças da mente, mas há algumas pistas para tentarmos aprender com esse episódio.
Há testemunhos de amigos da mesma escola em que o atirador sofreu bullying. Só tinha um amigo, que também sofria. Era discriminado. As meninas não davam a ele a atenção que tão bem faz aos adolescentes. Era muito fechado. Falava pouco. Sofria sozinho. A mãe, a única com quem tinha vínculos maiores, morreu.Perdeu o emprego. Resolveu viver sozinho. Ele e os seus monstros. E decidiu que o último ato de sua vida seria para chamar a atenção. Escreveu detalhes do seu sepultamento para se sentir alguém. Misturou angústias, desprezo pelo ser humano e respeito pelos animais. Esses, sim, valiam a pena.
Claro que nem todas as pessoas que sofrem de bullying entram em escolas atirando. Mas há que se aprender com esse episódio.
As escolas precisam trabalhar com as habilidades sociais e emocionais, além da cognitiva. Não é possível que o espaço sagrado em que se ensina e se aprende seja reduzido a um palco de preconceitos e chacotas. Há quem diga que sempre foi assim. Há algumas diferenças. A falta de diálogo em casa e o cyberbullying ampliam o problema.
O bullying é uma covardia, uma agressão à alma. Os seus efeitos podem ser amenizados se os pais conversarem mais com os filhos. O grande problema do bullying é o silêncio. A vítima sofre em silêncio, não divide com ninguém a dor pelo sarcasmo de que foi vítima. Bullying é mais do que violência escolar. Bullying é violência continuada, repetida. É a humilhação moral ou física em que os mais "poderosos" subjugam os "diferentes".
É preciso trabalhar essa temática em sala de aula nas diversas disciplinas. O aluno tem de perceber que as "brincadeiras" agridem, humilham. É a regra de ouro da ética:”não fazer ao outro o que não gostaríamos que fizessem conosco".
Escola que apenas ensina a decorar não é escola. Família em que não há conversa não é família. Escola e família precisam estar juntas nesse processo essencial de educar a pessoa humana para o seu equilíbrio e para a convivência harmoniosa com os diferentes. É assim que se previnem essas tragédias. Com inteligência, não com violência nem com soluções mágicas.
Nossa solidariedade às famílias das vítimas e aos educadores de Realengo e de todo este País tão carente de uma educação que forme a pessoa, que desenvolva a cidadania e que prepare para a vida e para o trabalho. - Fonte - http://is.gd/HgygxD
Como sempre, Chalita corretíssimo! - Mi
Segue na íntegra o artigo do Chalita
A dor e o aprendizado
10 de Abril de 2011 às 08:37
Gabriel Chalita
As cenas dos adolescentes correndo pela escola, o pânico, o medo, a destruição, as mortes.
Os velórios foram de grande comoção. É triste ver a partida antecipada de quem estava vocacionado para o futuro. Essas crianças não tinham que morrer, é essa a certeza que ficou em quem acompanhou o desfecho infeliz.
Há muitas conclusões apressadas. Muitas tentativas de solucionar o problema. Há aqueles que agora querem transformar as escolas em fortalezas, com policiais armados e detectores de metal. Há outros que querem endurecer a legislação penal. Há os que falam em fundamentalismos religiosos e os seus perigos. Vamos com calma. Antes das certezas é preciso aprender com as dúvidas.
Por que Wellington Menezes de Oliveira - além da psicose, esquizofrenia - entrou na escola em que estudou disposto a matar adolescentes? Por que não matar no ponto de ônibus, no bar, na rua, na praia, no clube? Em todos esses lugares há grande concentração de pessoas. Não. Wellington escolheu a escola. A escola em que estudou. Evidentemente, Wellington sofria das doenças da mente, mas há algumas pistas para tentarmos aprender com esse episódio.
Há testemunhos de amigos da mesma escola em que o atirador sofreu bullying. Só tinha um amigo, que também sofria. Era discriminado. As meninas não davam a ele a atenção que tão bem faz aos adolescentes. Era muito fechado. Falava pouco. Sofria sozinho. A mãe, a única com quem tinha vínculos maiores, morreu.Perdeu o emprego. Resolveu viver sozinho. Ele e os seus monstros. E decidiu que o último ato de sua vida seria para chamar a atenção. Escreveu detalhes do seu sepultamento para se sentir alguém. Misturou angústias, desprezo pelo ser humano e respeito pelos animais. Esses, sim, valiam a pena.
Claro que nem todas as pessoas que sofrem de bullying entram em escolas atirando. Mas há que se aprender com esse episódio.
As escolas precisam trabalhar com as habilidades sociais e emocionais, além da cognitiva. Não é possível que o espaço sagrado em que se ensina e se aprende seja reduzido a um palco de preconceitos e chacotas. Há quem diga que sempre foi assim. Há algumas diferenças. A falta de diálogo em casa e o cyberbullying ampliam o problema.
O bullying é uma covardia, uma agressão à alma. Os seus efeitos podem ser amenizados se os pais conversarem mais com os filhos. O grande problema do bullying é o silêncio. A vítima sofre em silêncio, não divide com ninguém a dor pelo sarcasmo de que foi vítima. Bullying é mais do que violência escolar. Bullying é violência continuada, repetida. É a humilhação moral ou física em que os mais "poderosos" subjugam os "diferentes".
É preciso trabalhar essa temática em sala de aula nas diversas disciplinas. O aluno tem de perceber que as "brincadeiras" agridem, humilham. É a regra de ouro da ética:”não fazer ao outro o que não gostaríamos que fizessem conosco".
Escola que apenas ensina a decorar não é escola. Família em que não há conversa não é família. Escola e família precisam estar juntas nesse processo essencial de educar a pessoa humana para o seu equilíbrio e para a convivência harmoniosa com os diferentes. É assim que se previnem essas tragédias. Com inteligência, não com violência nem com soluções mágicas.
Nossa solidariedade às famílias das vítimas e aos educadores de Realengo e de todo este País tão carente de uma educação que forme a pessoa, que desenvolva a cidadania e que prepare para a vida e para o trabalho. - Fonte - http://is.gd/HgygxD
Como sempre, Chalita corretíssimo! - Mi
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Aos nossos pais
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| Nossa frente |
Por uma vida toda de dedicação, por tudo que vocês foram e ainda continuam sendo, o nosso (1ª; 2º; 3º; 4ª; 5ª; 6º; 7º e 8ª) infinito e eterno amor! http://is.gd/4oEu9m
Nós, Cps 06/04/11
À nós!
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| Janela de nossa casa |
[... "Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flôres. Para onde iam as flôres? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não a podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um jardim quase seco. Era numa época de estiagem, da terra esfarelada e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam o muro. Gatos que abrem e fechamos olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho no ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. Eu me sinto completamente feliz.
Mas quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente dizem, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim..."] - Cecilia Meireles
O texto nos convida a olhar para o cotidiano e perceber que tudo em nosso redor existe para nos fazer felizes. Sem demagogia sabemos extrair esta felicidade das coisas simples. O bom é que somos felizes nos acontecimentos mais corriqueiros e habituais. Frequentemente olhamos vemos e avaliamos com profundidade a beleza que nos permeia. Aprendemos a enxergar a vida com a leitura do amor. Existe um certo alguém cujo codinome é Régis, que tenta agredir “uma de nós” ao dizer que somos pobres. Mas como podemos nos considerar pobres se vivemos o nidificar de mãe, de pai e até de irmãos nos ensinando o belo explícito no mundo? Poucos vêm à maravilha realmente, mesmo entre nós. Não nos surpreendemos quem não soube compreender a riqueza, nem retira da infância uma bela história. Enfim, cada um tem uma janela para dela tirar lembranças que melhor lhe convier. Disseram certo à poetisa, uns tiram lembranças tristes e pobres, outros tiram lembranças alegres, ricas e adoram recordar. Penso que nesta última que estamos inseridos.
"Se buscarmos um caminho no nosso interior certamente este caminho nos apontará uma janela. Coisas da vida! mimiseven http://is.gd/Ugk76p
Cps, 06/04/11
Mais uma vitória
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| Leninha, a vitoriosa! |
Somos dotadas de histórias com erros, acertos e lutas, muitas lutas! Até ai tudo normal, agora Lutar contra a Fragilidade e transformá-la em Força para se tornar Valente, não é fácil!
Através da tua luta eu vi uma vida de passagem pequena ficar grande e quero tomá-la de exemplo. O conceito é nobre, bonito, mas o exercício depende muito do desempenho de cada um. O seu foi implacável! Pessoas destinadas para essas batalhas são escolhidas pelo Dedo do Senhor, portanto você é uma escolhida! Com todos os obstáculos que encontrou no caminho até o pódio, você se amou e sonhou sem economizar e o fez sem soberba, sem arrogância. Seu time é o de vencedores!
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| Bejinhos |
Ficamos felizes por mais essa vitória e nós família te agradecemos, obrigada!
http://is.gd/7131XJ
Mi – Cps, 06/04/11
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