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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Gota d'água - Medéia brasileira

Em 1975, Os talentos de Chico Buarque e Paulo Pontes se reuniram para revitalizar submetendo a uma injeção de nossa realidade urbana do projeto de Oduvaldo Viana Filho, na adaptação Medeia, de Eurípedes, para a televisão, do clássico, escrito no ano de 431 a.C.

Medéia e Jasão > http://is.gd/eLT0H

A tragédia urbana, em forma de poema com mais de 4mil versos, tem como pano de fundo as asperezas sofridas por moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-dia, e, no centro, a relação entre Joana e Jasão, compositor popular sócio do poderoso empresário Creonte. Jasão termina por largar Joana e os dois filhos para casar-se com Alma, a filha do empresário.

Retrata as dificuldades no drama vivido por Joana e Jasão que, tal como na peça original, larga a mulher para casar-se com Alma, filha do rico Creonte. Sem suportar o abandono, e para vingar-se, Joana mata os dois filhos e suicida-se. Na cena final, os corpos são depositados aos pés de Jasão, durante a festa do seu casamento.

No prefácio do livro os autores registram:
"O fundamental é que a vida brasileira possa, novamente, ser devolvida, nos palcos, ao público brasileiro. Esta é a segunda preocupação de Gota d'Água. Nossa tragédia é uma tragédia da vida brasileira."
Chico Buarque e Paulo Pontes captaram todos os momentos histórico no qual Medeia se passa e os transporta para a modernidade: a magia mitológica cede espaço aos terreiros de macumba e a magia negra. Reis agora são os homens ricos e as princesas, são as filhas dos homens ricos. Os autores fizeram com que comparássemos a realidade mítica de Medeia e a realidade concreta de Joana. A mesma mulher de épocas diferentes e, por conseguinte, passam por situações diferentes em sua concretude, mas iguais em sua essência. Jasão evidencia muito mais espaço na versão atualizada e abrasileirada.

Os dois são bem brasileiros: Jasão é moderno, pertence à massa e torna a música no alcance de todos. Joana vive no calor humano de pessoas, se está com raiva, explode facilmente. Creonte representa os homens de negócio, preocupado e honesto, mas rouba tanto quanto pode. De um modo bem esperto, legaliza todos os seus roubos, cobrando mais do que deve, tornando os moradores mais miseráveis.

Gota D´Água obra ampla e acessível a todos. Escrita de termos simples, popular e bastante complexa. Além da simples narrativa com muita eficiência, apresenta a característica mais comum das pessoas, que só estão ao nosso lado até o momento em que elas começam a perder algo por causa disso. Entre o próprio bem-estar e o conforto do amigo, as pessoas dão preferência para si mesmo. Excelentemente mostrado quando todas as amigas de Joana, que antes estavam ao seu lado, aceitam o emprego ofertado por Creonte, pai da nova mulher de Jasão.

O Chico é sempre bom em tudo que faz, explica de modo bastante sintético o adultério e suas consequências. Tema que extrapola o tempo.
Sobre o musical – http://is.gd/eLNSp

Mi - Cps, 31/08/10

Brasil, 1973, 170 páginas (editora Civilização Brasileira - 39ª edição). Autores: Chico Buarque e Paulo Pontes.

MEDÉIA e JASÃO

Amor, traição e vingança
Medeia filha de Eetes, rei da Cólquida (hoje Geórgia) que possuía o velocíno de ouro (carneiro alado com lã de ouro chamado Crisómalo) e o mantinha guardado por um dragão.
Jasão filho de Esão, rei de Iolco, na antiga Tessália. Dos heróis da mitologia grega, sua figura valente e volúvel é das que apresentam maior ambigüidade (dupla interpretação).

Pélias, irmão do rei Esão, privou-o de seu trono e Jasão, ainda menino, educado longe da corte pelo Centauro Quíron (Quirão), aos 20 anos, retorna a Iolco para reclamar o seu trono então Pélias disse que daria se ele trouxesse para si o velocíno de ouro.

Missão impossível, mas Jasão aceitou. Construiu então o Argos (navio) e embarcou com um grupo de heróis, entre eles entavam Hércules, Castor, Pólux, Orfeu e muitos outros, os chamados argonautas e foram para Cólquida.

Chegando lá, Eetes pai de Medeia promete dar o velo dourado, com uma condição: - Jasão teria de lavrar um campo com dois touros monstruosos e indomados, de cascos de bronze e que expeliam fogo pelas narinas, que ganhou de Hefesto. Em seguida semearia no campo lavrado, dentes de um dragão que Cadmo matou em tempos passados.

Segundo alguns relatos, Hera, como protetora de Jasão, convenceu Eros e Afrodite a providenciarem que Medeia (conhecedora dos segredos de todas as artes ocultas, afeiçoada ao herói e sobretudo as pretensões de seu pai) se apaixonasse por Jasão.

Medeia e Jasão fazem um pacto ela o ajuda, depois eles se casam e a leva consigo no caminho de volta a Iolcos. Medeia oferece, então, ao estrangeiro argonauta, um unguento para usar no corpo e no seu escudo, tornando-o invulnerável ao fogo e ao ferro durante um dia - o suficiente para enfrentar os touros e lavrar o campo (começa aqui a agricultura).

Adverte-o também de que dos dentes de dragão nascerá uma seara de soldados que se virarão contra ele e que o tentarão matar. Contudo, Medeia, conhecedora da história de Cadmo, dá-lhe a simples solução para o problema: basta lançar uma pedra, de longe, para o meio desse exército erguido da terra. Os soldados entrariam em discussão sobre quem atirara a pedra e matar-se-iam uns aos outros. (começo da civilização).

Com tais conselhos, Jasão executou as tarefas com facilidade e voltou a reclamar o velo de ouro a Eetes. O Rei da Cólquida furioso, resiste e tenta frustar de novo os intentos de Jasão, querendo incendiar a nau Argo, além de pretender matar a sua tripulação.

Medeia ajuda Jasão a adormecer o dragão que guardava o velo de ouro com narcóticos e avisa-o dos planos do pai. Depois de numerosas peripécias, Jasão com a ajuda da maga Medeia, conseguiu apoderar-se do tosão.

Quando partem, Medeia revela pela primeira vez seu lado cruel. Ao levar consigo Apsirto, seu irmão, sabendo que seu pai não tardaria no seu encalço, para atrasá-lo, mata o irmão e despedaça-o, dispersando os restos mortais pelo caminho, porque o pai recolheria cada pedaço para lhe dar a sepultura devida.

Zeus fica irado com o crime e afasta a expedição da sua rota. Então, é a própria nau, Argo, onde seguem que ganha o dom da fala e que os informa que terão de ser ritualmente purificados do crime cometido contra Apsirto junto de Circe, tia de Medeia (filha de Helios - o Sol, tal como o seu pai). Por isso, param algum tempo junto da feiticeira que os purifica, mas não aceita a permanência de Jasão no seu território.

Hera, mulher de Zeus, a dispor o destino de Jasão em direção à Cólquida, para que este trouxesse consigo Medeia, a mulher certa para levar Pélias à morte.

Jasão com a lã dourada
Com a chegada de Medeia e Jasão, o tirano recusa-se a largar o poder. O fato de ter atentado contra a vida de Jasão ao enviá-lo na demanda do velo de ouro, faz com que Medeia use das artes ocultas e de alguma astúcia. Fazendo-se amiga das filhas do rei, diz-lhes que é capaz de rejuvenescer quem ela quiser.

Para o provar, mandou esquartejar um carneiro velho e colocou-o dentro de um caldeirão com uma poção fervente. Em seguida, retirou o animal, inteiro e de bastante boa saúde. (Alguns autores sustentam que fez a prova com Ésão, o próprio pai de Jasão, o que lhe dava ainda mais crédito).

As raparigas, excitadas, correram a esquartejar o pai e lançar os seus pedaços dentro do caldeirão. Obviamente, não saiu de lá com vida. Depois deste incidente macabro, Medeia fugiu com o seu amado para Corinto, onde viveram dez anos e tiveram filhos.

Em Corinto, a felicidade de Medeia foi de curta duração. Já com filhos de Jasão, foi alvo da intriga do rei Creonte que influenciou Jasão a deixá-la, para casá-lo com a sua filha, Creúsa (ou Glauce).

Medeia, antes de abandonar a cidade, conseguiu vingar-se. Com magia, fez chegar às mãos de Creúsa um vestido e jóias, presente envenenado, cada acessório estava embebido numa poção secreta. Assim que a sua rival se vestiu, sentiu o seu corpo invadido de um fogo misterioso que logo se espalhou para o seu pai, que a tentou socorrer, bem como para todo o palácio - episódio este que tem semelhanças com a morte de Héracles, por obra de Nesso.

Alguns narradores contam que Medeia, em fuga, não teve possibilidade de levar consigo os filhos que, perante a negligência de Jasão, foram apedrejados até à morte pela família de Creonte, como vingança.

A versão mais conhecida é de Eurípides, na sua tragédia Medeia, apresentada pela primeira vez em 431 a.C.. Aqui a própria Medeia mata os filhos (filhocídios), estrangulou-os só para causar enorme sofrimento a Jasão, antes de fugir para Atenas, não num acesso de loucura, mas num ato de fria e premeditada vingança em relação ao marido infiel, dá-se também o (infantocídio).

Eurípides foi, acusado de ceder perante um elevado suborno de cidadãos Coríntios que preferiam uma versão onde não fosse o povo da cidade a cometer o infanticídio.

Medeia fugiu para Atenas e casa com o Rei Egeu. Eles tiveram um filho, Medo. Mas, Egeu, rei de Atenas, não sabia que já tinha um filho com Etra, filha do sábio Piteu, rei de Trezena, chamado Teseu que estava fora, quando ele volta, Medéia tenta envenená-lo, mas Egeu descobre que Teseu era seu filho e impede o assassinato.

Medéia e Medo voltam para a Cólquida, e descobrem que Eetes fora deposto por seu irmão Perses. Mãe e filho matam Perses, e Medo se torna rei. Quando Medo conquista um grande território, passa a se chamar Média.

Sua lenda serviu de tema a obras artísticas e literárias de todos os tempos, das quais a mais conhecida é a tragédia Medeia - de Eurípides.

Mi Cps 31/08/10

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O humano

Conforme alguns psicanalistas, nascemos com o cérebro competente para aprender. Somos influenciados pela família, que além de direcionar, preserva as várias fases cada uma a seu tempo, para modificarmos naturalmente.


Na fase fálica (2 a 4 anos) desperta a sexualidade e a percepção do triângulo familiar. Estabelece o complexo de Édipo que comumente encontramos nos escritos freudianos. Aos 6 anos começa a fase das “manias”, a latência amedronta tudo é tão obscuro no aspecto geral da formação humana, isso porque a mente não está ajustada.


Na adolescência é a fase mais delicada. Surge a puberdade e com ela a insegurança e o “meio” cobra estética esquecendo-se da ética. Meninas se destacam positivamente e meninos perdem muito de suas capacidades. E a pior fase realmente! Aqui, Ego e Narciso saem da mitologia, para contribuírem nas “chamar atenção”, “auto-estima”. Neste momento adolescente, mesmo da maneira mais volúvel tenta se fortalecer e achar o norte.

Mas, há um novo arquétipo na estrutura do quadro familiar. Quem tem autoridade? De onde vem o poder? Quem são os aliados?


Proles são misturadas, nem sempre marido da mãe é o pai e nem sempre esposa do pai é a mãe. Seres influenciados pela família, certo? Família de quem?


Nem sempre o bem se acentua nesses casos. “Primeiro fazem choram os pais, depois o resto do mundo”, frases que ouvimos da psicanálise.


Criança começa cedo a freqüentar escolas e tem muitas outras atividades, perde principalmente a afetividade e o ócio criativo, importante e saudável para seu desenvolvimento. A escola mesmo sem capacidade tenta restaurar esses valores, cuja responsabilidade é da família.


Chega à fase adulta! O projeto inicial do ser humano é para que ele seja bom, mas poucos conhecem a RESILIÊNCIA. Como formar boa personalidade, bom caráter em meios problemáticos? Mesmo assim somos criados para ser bom!


Mi Cps, 24/08/10

Baseada nas palestras de Flavio Gikovate/Ivan Capelatto/Joel Birman

domingo, 22 de agosto de 2010

Caipira é chique!!

O que é a festa do peão boiadeiro de Barretos?



Rodeio

Lei Federal nº 10.519 de 17/07/02, que dispõe sobre a promoção e a fiscalização da defesa sanitária animal quando da realização de rodeios, que inclusive veio somar a Lei Federal 10.220 de 11/04/01, a prática dos rodeios, desde que realizada nos termos da lei é atividade lícita que não pode ser proibida pela Lei Municipal.

Verdades

Os animais de rodeio têm tratamento de estrelas com direito a natação, alimentação balanceada, acompanhamento veterinário e aposentadoria com sombra e água fresca. Trabalham apenas 8’/dia e – 5min/ano. Recebem R$500mil pela apresentação. Em alguns casos chegam a valem R$100mil na sua comercialização, no abatedouro são comercializados em torno de R$75 @, chega +/- C$1.500/animal.

Quem investe em animal não permite que ele seja submetido a maus tratos. Preparados para show, espetáculos e a CNAR, tem como lema “Amo rodeio que não maltrata os animais”. Regulamentado por Lei e competidores considerados atletas profissionais, bem estar animal e espectadores é o que preservam durante a competição. Rodeio hoje é arte, garra, resgate da cultura, das raízes e tornou profissão.
Há mais de 150 atividades esportivas, duas são consideradas profissionais no Brasil: futebol e rodeio e em todas existem risco de acidentes. Dizem muitas coisas negativas referente aos animais de rodeio. Parece que organizadores convidam a uma visita ao fundo dos bretes, onde animais e peões se preparam para o confronto.

Protegido por duas Leis, a 10.220 que institui normas gerais relativas à atividade de peão de rodeio, equiparando-o a atleta profissional e a 10.519 que dispõe providências sobre a fiscalização da defesa sanitária animal na realização de rodeio. O artigo terceiro inciso 1, 2, 3 e 4 da lei 10519 fala sobre a fiscalização antes, durante e depois da realização dos eventos. Considerando transporte dos animais, a presença de médico veterinário habilitado, atestado de vacinação contra febre aftosa e de controle da anemia infecciosa equina e infra-estrutura que garanta a integridade física deles durante sua chegada, acomodação e alimentação.

O Artigo 4º inciso 2 da Lei 10.519, diz que: esporas de maneira alguma podem machucar os animais, se acontecer, o competidor será penalizado, eliminado da competição atual e até das demais. Só é permitido espora padrão com pontas arredondadas.

Ainda no artigo 4º da mesma lei fala dos apetrechos técnicos de montaria, como arreamento, que não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais e devem obedecer as normas estabelecidas pela entidade representativa do rodeio. O Sedém é uma corda feita de lã natural ou de crina revestido de lã natural posicionado no vazio do animal para estimular os pulos, sem machucar, apenas apresenta uma sensação de cócegas. Avaliação técnico-científica mostra que não há contato do sedém com testículos, quer o animal em repouso ou saltando. Há competições com várias éguas que dão um verdadeiro show na arena. Se animais pulam porque tem seus testículos apertados, como explicar as éguas?
A égua Malícia um dos animais mais temidos e valiosos da atualidade. Tem 12 anos de idade e está há 9 no rodeio, não tem nenhuma cicatriz de espora e muito menos um arranhão. Em 2009 foi desafiada 14 vezes e somente dois peões conseguiram permanecer os 8 segundos para nota, sendo campeões de Barretos/SP e Cajamar/SP. Já foi 5 vezes campeã do Troféu Arena de Ouro, evento que homenageia os melhores do rodeio e é também chamado de: "O Oscar do rodeio brasileiro"
Animais que corcoveiam (saltam) nascem com este instinto, o sedém não é capaz de transformar um animal manso em um corcoveador. Às vezes, na seleção de 1000, menos de 1% são puladores. Égua, cavalo ou touro naturalmente inclinado a corcovear (indomáveis), o sedém estimula essa reação, encorajando a dar altos coices no ar com as patas traseiras com o intuito de se livrar do objeto estranho em seu lombo.
Animais de rodeio têm sempre os pulos parecidos. Se ele pular vinte vezes, vai causar o mesmo grau de dificuldades. Se for dor, não pularia da mesma maneira. São classificados como: supercampeões proporcionam notas altas e duros na queda geralmente levam o competidor ao chão

Além da preocupação com o bem estar animal, as festas de peão boiadeiro, tem também o seu lado, social, econômico, cultural e turístico. Anualmente acontecem cerca de 1800 rodeios no Brasil, freqüentados por mais de 30 milhões de pessoas. O mercado gira em torno U$ 3 bilhões e proporciona 320 mil empregos.
O evento aquece o comércio, gastronomia, setor hoteleiro, moda, dança, música, arte, raças, diversidade cultural, gera riquezas e divulga a cidade e região para o Brasil inteiro. Para se ter uma idéia da grandiosidade das festas de peão boiadeiro, o público que freqüenta anualmente é sete vezes mais que os espectadores do campeonato brasileiro de futebol.

Vale ver ainda:
No parque do peão a rotina é de fazenda - http://is.gd/ewZZT
Equipamentos artesanais - http://is.gd/ex0cv
Cavalos - http://is.gd/ex0wr
Estilos - http://is.gd/ex0PA
Programação de Agosto de 2010 - http://is.gd/ex1hY

Rodeio é assim! - Mi - Cps 22/08/10

Mais informações: www.cnar.org.br
Sobre o dia-a-dia na fazenda de um animal de rodeio. Clique aqui http://www.youtube.com/watch?v=E1bXxuZPgO4 e assista ao vídeo da Cia de Rodeio 3B, do empresário Ricardo Dias.
Fonte: http://is.gd/ewZRF

sábado, 21 de agosto de 2010

Violência contra si, contra o outro...

Os "meteoros", nem mesmo a psicanálise os interpreta http://is.gd/exmGv

Uns de certa forma se violentam, outros foram violentados

Não resistiu aos remédios
"A morte é sempre traumática". A morte do Rei do Pop, Michael Jackson, que encerrou de modo inesperado a sua vida polêmica por abusar de remédios e ter um fulminante ataque cardíaco. O que deixou o planeta chocado foi o falecimento repentino do cantor, que estava se preparando para uma série de shows em Londres, o qual haviam vendidos mais de 700 mil ingressos.

Acumulou títulos e prêmios durante sua vida e, com a morte precoce, entrou para uma galeria pouco desejada, mas onde habitam grandes nomes da música, como Elvis Presley, Janis Joplin, John Lennon, Kurt Cobain, e Bob Marley. Se a morte interrompe um percurso de um jovem, ela acaba sendo mais dramática ainda. Os jovens se identificam com eles, os mais velhos olham como se fosse o próprio filho, por isso os transformamos em ícones, símbolos de uma rebeldia ou de uma geração.

"As pessoas não sabem como é para mim. Ninguém sabe. Ninguém deveria julgar o que fiz na minha vida. Não antes de estarem no meu lugar por todo dia horrível e toda noite sem dormir" Michael Jackson

Não resistiu aos remédios
O Rei do Rock nasceu no Mississipi, EUA. Mas em Memphis deu os primeiros passos rumo ao estrelato. Conhecido mundialmente como o primeiro mega star da música pop, e ameaçou a sociedade conservadora com o seu estilo musical e de dança, extravagante e ousado.

Elvis foi implacavelmente perseguido pelos múltiplos segmentos reacionários. Iniciou a carreira em Hollywood e participou de mais de dez filmes. A partir do 38 anos, com problemas pessoais, de saúde e excesso de peso. Foi hospitalizado mais de cinco vezes em quatro anos e chegou a desmaiar no palco durante um show. Por causa do vício em drogas medicamentosas, é achado morto em sua mansão. Os médicos alegam que o cantor foi vítima de ataque cardíaco. A necropsia revelou a ingestão de oito ou mais drogas (entre elas morfina, valium e valmid).
"A Verdade é como o Sol. Pode esconder durante algum tempo, mas não desaparece." Elvis Presley

Suicídio
Janis Joplin, nascida no Texas, cresceu ouvindo blues e blues e cantando no coro local. Com 17 anos, começou a cantar blues e folk com amigos. Seu estilo rebelde chamou a atenção. Vestia-se como os poetas da geração beat. Com apenas 20 anos, quando já morava em São Francisco, o envolvimento com drogas começou a se tornar mais constante, incluindo o uso de heroína. O vício tomou dimensões perigosas quando passou a ser mais importante do que a própria carreira. Foi quando ela decidiu se recuperar na cidade natal, Port Arthur. Em 1966, voltou a São Francisco e entrou para o grupo Big Brother & The Holding Company, quando começou a se destacar na comunidade hippie.

O vício pela heroína continuou e a cantora chegou a vir para o Brasil em 1970, para tentar se tratar. Durante a estadia, fez topless em Copacabana, bebeu muito, cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina, e quase foi presa por suas atitudes na praia, consideradas "fora do normal". Ela também foi barrada ao tentar participar do desfile das escolas de samba - um segurança achou seus trajes hippies "muito estranhos". A cantora teve um breve relacionamento, com o também roqueiro Serguei. Pouco depois de deixar o Brasil, Janis teve uma overdose de heroína e morreu em 4 de outubro do mesmo ano, com apenas 27 anos.

"Posso não durar tanto quanto as outras cantoras, mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã" Janis Joplin 

Homicídio
John Lennon, morto em frente ao edifício em que morava em Nova York. Músico, compositor, escritor e ativista em favor da paz, ganhou notoriedade mundial como um dos integrantes do grupo de rock britânico The Beatles. Na época, formou com Paul McCartney o que seria uma das mais famosas duplas de compositores de todos os tempos.

Casou com Yoko Ono, que tornou a pessoa mais importante na vida e carreira do músico inglês. Os Beatles chegaram ao fim e, a partir de então, John dedicou-se à carreira solo (muitos acusam Yoko pelo término da banda). Afastado da música pelo nascimento de seu filho Sean Lennon, John voltou aos estúdios em 1980 para gravar um novo álbum. Porém, em 8 de dezembro do mesmo ano, foi assassinado, pelo fã Mark David Chapman, quando retornava do estúdio de gravação com a mulher.

"Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí" John Lennon

Suicídio
Kurt Cobain, teve uma vida marcada pela depressão e drogas Nasceu em Seatle. Viveu uma vida marcada por depressão, desgastes emocionais e vícios em drogas. Um dos seus primeiros traumas foi o divórcio dos pais, fato que nunca superou. Formou o Nirvana com o baixista e amigo Krist Novoselic em 1987. Em dois anos, a banda fixou-se como um dos principais grupos do cenário local. Em 1991, a chegada da música Smells Like Teen Spirit marcou o início de uma dramática e eletrizante mudança no mundo do rock, que afastou dos holofotes os estilos glam metal, arena rock e dance-pop, para dar lugar a um estilo de rock mais sujo, pesado, originando o som denominado grunge e o rock alternativo.

Os últimos anos de sua vida foram castigados pela dependência exagerada de heroína, pela forte pressão exercida pela mídia e por sua conturbada relação com a esposa, Courtney Love. No dia 5 de abril de 1994, Kurt Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle, com apenas 27 anos. Os jornais dizem que Kurt se suicidou, mas muitos fãs acusam Courtney Love de ter assinado o marido.
'' ... Se meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo ... ''  Kurt Cobain

Descuido é violência
Bob Marley ou Robert Nesta Marley, com o câncer durante três anos, mas escondeu a doença dos fãs. Cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Ele foi chamado de "Charles Wesley dos Rastafáris" pela maneira com que divulgava a religião por meio de suas músicas. Casado com Rita Marley, mãe de quatro de seus doze filhos (dois deles adotados), entre eles os renomados Ziggy e Stephen Marley, que continuam o legado musical do pai na banda Melody Makers.

Em julho de 1977, Marley descobriu uma ferida no dedão de seu pé direito, que ele pensou ter sofrido durante uma partida de futebol. A ferida não cicatrizou, e sua unha caiu. Foi, então, que o diagnóstico correto foi feito. Marley, na verdade, sofria de uma espécie de câncer de pele, chamado melanoma maligno, que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos o aconselharam a amputar o dedo, mas ele se recusou, devido aos princípios rastafáris, que diziam que os médicos são homens que enganam os ingênuos fingindo ter o poder de curar. A doença do cantor foi escondida durante três anos do grande público. Até que, em uma turnê pelos EUA, Marley desmaiou e teve que ser internado. Depois disso, foi para Alemanha tentar um tratamento, mas era tarde demais. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981, em Miami, Flórida, aos 36 anos.
"Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida..."  Bob Marley

4 - OS DEUSES OLÍMPICOS MENORES

1 . Deméter ou Demetra (Ceres em Roma) "deusa mãe" ou talvez "mãe da distribuição". Uma das divindades do Olimpo, filha de Cronos (Saturno) e Réia (Cibele) e deusa da agricultura, da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano. É propiciadora do trigo, planta símbolo da civilização. Na qualidade de deusa da agricultura, fez várias e longas viagens com Dionísio ensinando os homens a cuidarem da terra e das plantações. Seu festival era chamado Cerélia e celebrado na primavera. Mito - Quando Hades raptou sua filha Perséfone e a levou para seu reino subterrâneo, Deméter ficou desesperada, saiu como louca terra afora sem comer e nem descansar. Decidiu não voltar para o Olimpo enquanto não lhe fosse devolvida, e culpando a terra por ter aberto a passagem para Hades levar sua amada filha, ela disse: – Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozará de meus favores! Durante o tempo em que Deméter ficou fora do Olimpo a terra tornou-se estéril, o gado morreu, o arado quebrou, os grãos não germinaram. Sem comida a população sofria de fome e doenças. A fonte Aretusa (em outras versões, a ninfa Ciana, metarmofoseada em um rio) então contou que a terra abriu-se de má vontade, obedecendo às ordens de Hades e que Perséfone estava no Érebo, triste mas com pose de rainha, como esposa do monarca do mundo dos mortos. Com a situação caótica em que estava a terra estéril, Zeus pediu a Hades que devolvesse Perséfone. Ele concordou, porém antes, fê-la comer um bago de romã e assim a prendeu para sempre aos infernos, pois quem comesse qualquer alimento nessa região ficava obrigado a retornar. Com isso, ficou estabelecido que Perséfone passaria um período do ano com a mãe, e outro com Hades, quando é chamada Proserpina. O primeiro período corresponde à primavera, em que os grãos brotam, saindo da terra assim como Proserpina. Neste período Perséfone é chamada Core, a moça. O segundo é o da semeadura de outono, quando os grãos são enterrados, da mesma forma que Perséfone volta a ser Proserpina no reino do seu marido. Os Mistérios de Elêusis, celebrados no culto à deusa, na Grécia, interpretam essa lenda como um símbolo contínuo de morte e ressurreição. Deméter pode ser representada: - sentada, com tochas ou uma serpente. Seus atributos são a espiga e o narciso, seu pássaro é a grou. - tendo em uma das mãos uma foice e na outra um punhado de espigas e papoulas, trazendo na cabeça, uma coroa com esses mesmos elementos.

2 . Héstia (ou Vesta em Roma) é a deusa do fogo e da família traça laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareiras. filha de Cronos (Saturno) e Réia (Cibele), era uma das doze divindades olímpicas. Cortejada por Posídon e Apolo, jurou virgindade perante Zeus, e dele recebeu a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer em paz, em seu palácio cercada do respeito de deuses e mortais. Embora não apareça com frequência nas histórias mitológicas, era admirada por todos os deuses. Era a personificação da moradia estável, onde as pessoas se reuniam para orar e oferecer sacrifícios aos deuses. Era adorada como protetora das cidades, e das colônias. Sua chama sagrada brilhava continuamente nos lares e templos. Todas as cidades possuíam o fogo de Héstia, colocado no palácio onde se reuniam as tribos. Esse fogo deveria ser conseguido direto do sol. Quando os gregos fundavam cidades fora da Grécia, levavam parte do fogo da lareira como símbolo da ligação com a terra materna e com ele, acendiam a lareira onde seria o núcleo político da nova cidade. Sempre fixa e imutável, Héstia simbolizava a perenidade da civilização. Em Delfos, era conservada a chama perpétua com a qual se acendia a héstia de outros altares. Cada peregrino que chegava a uma cidade, primeiro fazia um sacrifício à Héstia. Seu culto era muito simples: na família, era presidido pelo pai ou pela mãe; nas cidades, pelas maiores autoridades políticas. Em Roma Vesta e o fogo sagrado eram símbolo da perenidade do Império. Suas sacerdotisas eram chamadas Vestais, faziam voto de castidade e deveriam servir à deusa durante trinta anos. Lá a deusa era cultuada por um sacerdote principal, além das vestais. Era representada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros. Havia imagens nas suas principais cidades, mas sua figura severa e simples não ofereceu muito material para os artistas.

3 . Éolo, deus dos ventos. Filho de Poseidon, e vivia na ilha flutuante de Eólia com seus seis filhos e seis filhas. Durante sua jornada de volta da Guerra de Tróia, Odisseu foi lançado em sua ilha por Poseidon, que estava irado com o herói que cegara seu filho Polifemo. Éolo resolveu ajudar Odisseu, prendendo os ventos em um saco de couro de boi. Prendeu todos, exceto Zéfiro, o vento oeste, que o levaria para Ítaca. Odisseu não poderia abrir o saco até que chegasse em Ítaca. No final da viagem, no entanto, seus homens, curiosos, o abriram, libertando todos os ventos, o que os afastou de Ítaca. A tripulação acabou retornando a Eólia, mas Éolo, irritado, expulsou-os de lá. Outro Éolo da mitologia grega foi o rei de Tessália. Era o filho de Heleno, antepassado dos helenos, os antigos habitantes da Grécia. Éolo e Enarete tiveram vários filhos:
- Creteu fundador e rei de Iolco. Dentre seus filhos encontram-se Esão e Feres. Uma das suas filhas é a mãe de Asterion, rei de Creta. Sua esposa Tiro é a mãe de Esão, Pélias e Neleu.
- Sísifo era considerado o mais astuto de todos os mortais. Foi o fundador e primeiro rei de Ephyra, depois chamada Corinto, onde governou por diversos anos. Casou-se com Mérope, filha de Atlas, sendo pai de Glauco e avô de Belerofonte. Mestre da malícia e dos truques, ele entrou para a tradição como um dos maiores ofensores dos deuses. Sísifo casou-se com Mérope, uma das sete Plêiades, tendo com ela um filho, Glauco. Certa vez, uma grande águia sobrevoou sua cidade, levando nas garras uma bela jovem. Sísifo reconheceu a jovem Egina, filha de Asopo, um deus-rio, e viu a águia como sendo uma das metamorfoses de Zeus. Mais tarde, o velho Asopo veio perguntar-lhe se sabia do rapto de sua filha e qual seria seu destino. Sísifo logo fez um acordo: em troca de uma fonte de água para sua cidade ele contaria o paradeiro da filha. O acordo foi feito e a fonte presenteada recebeu o nome de Pirene e foi consagrada às Musas. Assim, ele despertou a raiva do grande Zeus, que enviou o deus da Morte, Tânatos, para levá-lo ao mundo subterrâneo. Porém o esperto Sísifo conseguiu enganar o enviado de Zeus. Elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar. O colar, na verdade, não passava de uma coleira, com a qual Sísifo manteve a Morte aprisionada e conseguiu driblar seu destino.Durante um tempo não morreu mais ninguém. Sísifo soube enganar a Morte, mas arrumou novas encrencas. Desta vez com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava dos préstimos da Morte para consumar as batalhas. Tão logo teve conhecimento, Hades libertou Tânatos e ordenou-lhe que troxesse Sísifo imediatamente para os Infernos. Quando Sísifo se despediu de sua mulher, teve o cuidado de pedir secretamente que ela não enterrasse seu corpo. Já no inferno, Sísifo reclamou com Hades da falta de respeito de sua esposa em não o enterrar. Então suplicou por mais um dia de prazo, para se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Hades lhe concedeu o pedido. Sísifo então retomou seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez. Outra história a respeito de Sísifo trata do ocorrido quando Autólico, o mais esperto e bem-sucedido ladrão da Grécia (que era filho de Hermes e vizinho de Sísifo), tentou roubar-lhe o gado. Autólico mudava a cor dos animais. As reses desapareciam sistematicamente sem que se encontrasse o menor sinal do ladrão, porém Sísifo começou a desconfiar de algo, pois o rebanho de Autólico aumentava à medida que o seu diminuía. Sísifo, um homem letrado (teria sido um dos primeiros gregos a dominar a escrita), teve a idéia de marcar os cascos de seus animais com sinais de modo que, à medida que a res se afastava do curral, aparecia no chão a frase "Autólico me roubou". Posteriormente, Sísifo e Autólico fizeram as pazes e se tornaram amigos. Sísifo morreu de velhice e Zeus enviou Hermes para conduzir sua alma ao Hades. No Hades, Sísifo foi considerado um grande rebelde e teve um castigo, juntamente com Prometeu, Títio, Tântalo e Ixíon. Sísifo foi condenado a rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível. Por esse motivo, a tarefa que envolve esforços inúteis passou a ser chamada "Trabalho de Sísifo". Sísifo tornou-se conhecido por executar um trabalho rotineiro e cansativo. Tratava-se de um castigo para mostrar-lhe que os mortais não têm a liberdade dos deuses. Os mortais têm a liberdade de escolha, devendo, pois, concentrar-se nos afazeres da vida cotidiana, vivendo-a em sua plenitude, tornando-se criativos na repetição e na monotonia. O mito de Sísifo é um ensaio filosófico escrito por Albert Camus, em 1942. É composto por cerca de 120 páginas. No ensaio, Camus introduz sua filosofia do absurdo: o do homem fútil em busca de sentido, unidade e clareza no rosto de um mundo ininteligível desprovido de Deus e eternidade. Será que a realização do absurdo exige o suicídio? Camus responde: "Não. Exige revolta". Ele então descreve várias abordagens do absurdo na vida. O último capítulo compara o absurdo da vida do homem com a situação de Sísifo, uma personagem da mitologia grega, condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo, só para vê-la rolar para baixo novamente. No último capítulo, Camus esboça o mito de Sísifo, que desafiou os deuses; quando capturado sofreu uma punição: para toda eternidade, ele teria de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo; a pedra então rolaria para baixo e ele novamente teria que começar tudo. Camus vê em Sísifo o ser que vive a vida ao máximo, odeia a morte e é condenado a uma tarefa sem sentido, como o herói absurdo. Não obstante, reconhecendo a falta de sentido, Sísifo continua executando sua tarefa diária. Camus apresenta o mito para trabalhar uma metáfora sobre a vida moderna, como trabalhadores em empregos fúteis em fábricas e escritórios. "O operário de hoje trabalha todos os dias em sua vida, faz as mesmas tarefas. Esse destino não é menos absurdo, mas é trágico quando em apenas nos raros momentos ele se torna consciente". >>>>>>> VER >>>> O mito de Sísifo, livro de Albert Camus.
- Deioneu era pai de Clia, morreu junto com ela em uma armadilha patrocinada por Íxion num fosso cheio de carvões ardentes. Íxion figura entre os três maiores vilões da mitologia grega, ao lado de Sísifo e Tântalo. Tanto a culpa de Tântalo quanto a justiça no castigo de Sísifo são questionáveis, contudo, não há argumentos capazes de defender Íxion. - Íxion, filho de Flégias, descendente do Deus-Rio Peneu foi rei dos lápidas, um povo que habitava a Tessália, próximo aos montes Pélios e Ossa. Tendo-se apaixonado por Dia, filha de Dioneu, prometeu-lhe seus cavalos em troca da mão de sua filha. Após o casamento, Íxion negou ao seu sogro os cavalos que lhe havia prometido, ao que este reagiu com a tomada à força do que lhe era devido, fazendo com que Íxion jurasse vingança. Não tendo conseguido decidir entre a morte e o sofrimento para seu sogro, Íxion optou por ambos: construiu uma câmara incendiária e camuflou-a em sua casa como um cômodo. Dioneu, tendo aceitado um convite de Íxion para uma reconciliação dirigiu-se à casa deste e caiu em sua armadilha. Enquanto era incinerado, seus gritos de desespero levaram Íxion ao arrependimento, mas era tarde. Ao abrir a porta da câmara, Íxion se deparou com o corpo carbonizado de seu sogro. Após seu crime, o remorso fez com que Íxion enlouquecesse, e sua loucura o fez errar pelo mundo como mendigo. A única maneira de recobrar a sanidade seria submetendo-se a uma purificação para a expiação do crime, porém ninguém conhecia o ritual próprio para o caso, já que nunca antes ninguém havia assassinado um membro de sua própria família. Ao ver o sofrimento de Íxion, Zeus apiedou-se. Restitui-lhe a sanidade e convidou-o a partilhar do banquete dos Deuses, convite que foi prontamente aceito pelo mortal. Tendo-se embriagado pelo néctar, Íxion passou a assediar a esposa de seu anfitrião, a própria Hera Cronida. Esta, ao perceber as intenções do visitante alertou seu esposo a respeito das intenções de seu convidado. Ao que parece Zeus encontrava-se com um bom-humor anormal neste dia, pois, em lugar de irritar-se, acho divertida a situação, e para testar seu hóspede forjou um simulacro de sua própria esposa usando uma nuvem, e deixou-a a sós com Íxion, que a possuiu. Desse conúbio nasceu a raça dos Centauros, metade homens, metade cavalos. Todos os Centauros são descendentes de Íxion, exceto Kíron (preceptor de Achiles entre outros) e Folo. Após ter possuído Néfele crendo ser esta Hera, Íxion despediu-se dos Deuses e voltou para a Terra e, tendo chegado, divulgou para os primeiros mortais que encontrou que havia possuído a esposa do próprio Zeus. Este, enfim, irritou-se ao ver a possibilidade de angariar a fama de ter sido traído por um mortal. Imediatamente Íxion foi fulminado por um raio e lançado no Tártaro, onde foi preso a uma roda em chamas e condenado a nela girar pela eternidade.
- Salmoneu (em grego antigo Σαλμονεύς) é um personagem da mitologia grega. Filho de Éolo e Enarete, foi rei da Élida. Era descendente de Deucalião e Pirra e irmão de Sísifo (Apolodoro 1, 7, § 3). Pertence à série de mortais que quiseram rivalizar com os deuses. Inicialmente morava na Tessália, mas emigrou para a Élida, onde fundou a cidade de Salmonia (Estrabão, 8), não muito longe de Olímpia, onde Júpiter recebia um culto especial. Sua primeira mulher foi Alcidice, com a qual teve uma filha, Tiro (Homero, Odisséia, 11, 235). Mais tarde se casou com Sídera. Tentando se igualar a Zeus, mandou construir uma estrada revestida de bronze na qual passava num carro de bronze com rodas de cobre e de ferro, arrastando correntes atrás de si e lançando tochas acesas, para imitar o trovão e os relâmpagos. Esta lenda parece uma recordação de algumas práticas mágicas destinadas a pôr fim às secas. Existia na Tessália uma carroça de bronze que era posta a rodar para obrigar o céu a derramar as chuvas. Quis que seus súditos lhe atribuíssem honras divinas, obrigando-os a lhe oferecerem sacrifícios e a construírem um templo em sua homenagem. Por se considerar semelhante a Zeus, a sua cidade foi destruída e ele foi precipitado nos Infernos, onde, segundo Virgílio, foi encontrado pelo herói troiano Eneias (Eneida 6, 585-594):
«Também vi Salmoneu pagando um castigo cruel
por imitar os raios de Júpiter e os estrondos do Olimpo.
Puxado por quatro cavalos e agitando uma tocha,
atravessava os povos da Grécia e a cidade no centro da Élida,
triunfante e reclamando as honras divinas para si.
Pobre louco, pretendia simular as nuvens e o raio inimitável
com a trompa de bronze e o tropel dos cascos dos cavalos.
Mas o pai todo-poderoso lançou seu raio entre as nuvens espessas
– não eram tochas nem as chamas fumegantes de um tição –,
e o precipitou de cabeça num turbilhão profundo.»
- Atamante ou Atamas, na mitologia grega, foi um rei de Orcomeno na Beócia, filho de Éolo e Enarete. A história do Velo de ouro começa com intrigas entre sua segunda esposa Ino e seus filhos Frixo e Hele. Diz o mito - O velo de ouroPB ou tosão de ouroPE (chamado ainda de velino ou velocino; em grego: Χρυσόμαλλον Δέρας) é na mitologia grega a lã de ouro do carneiro alado Crisómalo, esse velo estava pendurado num carvalho sagrado na Cólquida, ao sul das montanhas do Cáucaso e retirado por Jasão e os Argonautas. Segundo a lenda, Jasão precisava recuperar o velo para assumir o trono de Iolco na Tessália. A história é bastante antiga e já estava presente nos tempos de Homero (século VIII a.C.) e consequentemente é relatada de várias formas. Nas versões mais tardias o carneiro é tido como filho de Posídon e Temisto (ou algumas vezes, de Nefele). A forma mais clássica é a dada por Apolônio de Rodes em seu Argonautas. Atamas, rei da cidade de Orcomeno na Beócia, teve como primeira esposa a deusa das nuvens Nefele, com quem teve dois filhos, o menino Frixo e a menina Hele. Mais tarde ele se apaixonou e casou com Ino, a filha de Cadmos. Ino tinha ciúmes de seus enteados e planejou matá-los. (Em algumas versões ela convence Atamas que o sacrifício de Frixo seria a única forma de acabar com a fome que se instalara na região). Nefele, em espírito, trouxe para as crianças um carneiro alado cuja lã era feita de ouro. Com esse carneiro, as crianças escaparam por sobre o mar, mas Hele caiu e se afogou no estreito que passou a carregar seu nome: o Helesponto. O carneiro levou Frixo a salvo para Cólquida, no extremo oeste do Mar Euxino. Frixo sacrificou então o carneiro e pendurou seu velo numa árvore (às vezes descrita como um carvalho) num bosque consagrado a Ares, onde era guardada por um dragão. O velo permaneceu ali até que Jasão o tivesse buscado em companhia dos argonautas. O carneiro foi transformado na constelação de Aries no céu.
- Perieres / - Cercafas / - Talvez, Magnes (sem fontes)
- Calice O termo Cálice pode ser: - utensílio normalmente feito de vidro ou cristal, usado para beber líquidos, especialmente vinho. / - como usado na botânica, sendo parte de uma flor. / - uma canção de Chico Buarque. / - uma das dezoito Ménades citadas na obra "Dionísiacas". /- Instrumento Usado em Magia (Wicca). Sem outras fontes.
- Peisidice / - Perimele (sem fontes)
- Alcione. Uma das filhas de Éolo é a mãe do deus Éolo.
Éolo era também senhor dos outros deuses do vento como:
> Bóreas ou Boreas (em grego: Βορέας), na mitologia grega, era um dos Titãs que representavam os ventos - sendo este o bravio vento norte. Na mitologia romana, recebe o nome de Áquilo, Aquilon ou Setentrião de "septem" e "triones" (sete trios, literalmente) - alusão à constelação da Ursa Maior. De Setentrião deriva o sinônimo pouco utilizado para as coisas relativas ao norte, "setentrional". O nome Boreas significa algo como "vento norte" ou "devorador". Boreas também era o nome de um mortal, o pai do rei Haemus, da Trácia. Bóreas era muito forte, de temperamento violento. Ele freqüentemente era descrito como um homem velho, alado, com cabelos longos e revoltos, segurando uma concha e vestindo uma capa. Pausânias descreve Bóreas como tendo cobras no lugar dos pés - mas nas representações artísticas sempre aparece com pés humanos, dotados de asas. Mito - É um dos ventos filhos de Eos (a Aurora) e Astreu. Seus irmãos são Zéfiro, Nótus e Euro, todos são Titãs.Ao contrário de Zéfiro, que era identificado como uma brisa ou vento mais suave, Bóreas fazia-se quase sempre imprevisível e furioso. Seu mito mais conhecido alude ao seu parentesco com os atenienses: - Bóreas caíra de amores pela princesa ateniense Orítia – filha do rei Erecteu. Tendo-a cortejado sem sucesso, o Vento Norte resolve raptá-la quando esta vagava às margens do rio Ilisus. Dessa união nasceram os Boréades – Zetes, Calais, Aura e Quione, a princípio humanos, e depois dotados de belas asas douradas. Graças a este "parentesco" com Atenas, através do casamento com a princesa, a ele reputam a vitória sobre a armada de 400 navios do rei persa Xerxes, destruída por uma borrasca quando estavam ancorados. Segundo informa Heródoto, algo semelhante havia ocorrido doze anos antes – e desta feita os atenienses eram bastante enfáticos em afirmar que, da mesma maneira que Bóreas os ajudara antes, também era o responsável pelo que aconteceu nesta ocasião. Construíram para o deus um santuário no rio Ilisus. A cidade, agradecida, rendia-lhe homenagens anualmente, num festival próprio a este deus, as "Boreasmi". Este mito foi dramatizado por Ésquilo numa peça teatral que se perdeu, intitulada "Oreithyia".Existe outro mito que diz haver Bóreas se transmutado num corcel negro, a fim de cruzar com um rebanho de éguas – e, fruto deste amor nasceu uma dúzia de cavalos que, ao correr, pareciam voar sobre o solo. Estas éguas pertenciam a Erichthonius, rei de Tróia. Plínio (Naturalis Historia iv.35 e viii.67), imaginou que possivelmente as éguas estivessem com seus traseiros voltados para o vento norte, e daí conceberam sem a presença de um garanhão. Mito com continuação......Amores e filhos - Além da princesa Orítia e das éguas troianas.
- Orítia (mãe dos quatro Boréades):
- Zetes sem fontes
- Calais sem fontes
- Aura é uma Boréade (os filhos de Bóreas e de Orítia) é a desconhecida semideusa que personifica a brisa congelante de inverno (acompanhando assim seu irmã gêmea Quione). Também é gêmea de Zetes e de Calais.
- Quione A Boréade é às vezes confundida com uma Quione mortal (os Boréades são filhos de Bóreas e da princesa Orítia). Ela é a semideusa que personifica a neve, mas é pouco conhecida.
Pytis amante deconhecida, sabe-se que era uma ninfa. Sem fontes
– Butes de Atenas foi um dos Argonautas e era apicultor. Um dos principais heróis gregos. Pode ter sido um amante desconhecido. Não se tem fonte segura.
- Licurgo Amante desconhecia(o) sem fontes.
Moradia - Acreditavam os gregos que Bóreas morava na Trácia. Heródoto e Plínio descrevem ambos uma terra ao norte, chamada Hiperbórea (literamente, "além do norte"), na qual as pessoas viviam em completa felicidade e em grande longevidade.
>>>>>> VER>>>> Torre dos ventos / Aurora boreal
> Nótus é responsável pelo vento sul. Assim como os demais anemoi (divindades responsáveis pelo vento) era filho de Eos, deusa do amanhecer e Astreu, em outras versões é um titã, portanto filho de Urano, o céu e Gaia, a terra. Era responsável por trazer o calor e, por conseqüência, associado ao verão.
> Eurus (Εύρος) é o Deus do Vento de Leste na Mitologia Grega. Filho de Eos e Astreu. Eurus é o vento que traz calor e chuva de Leste. O seu equivalente romano é Vulturnus.
> Zéfiro Na mitologia grega Zéfiro (em grego Ζέφυρος Zephyros) é o vento do Oeste. É filho de Eos (a aurora) e Astreu. Foi casado com Íris e vivia numa caverna da Trácia. Os seus irmãos são Bóreas, Nótus e Eurus, todos Titãs. O mito do vento Zéfiro ou Favónio diz que este fecundava as éguas de certa região da Lusitânia tornando os cavalos dessa zona invulgarmente velozes. Consta na Orla Marítima (Ora Marítima) de Rúfio Festo Avieno (Rufo Avieno) Um outro dos mitos em que Zéfiro aparece mais proeminentemente é o de Jacinto, um belo e atlético príncipe espartano. Zéfiro enamorou-se de Jacinto e cortejou-o, tal como Apolo. Ambos competiram pelo seu amor, que veio a escolher Apolo, fazendo que Zéfiro enlouquecesse de ciúmes. Mais tarde, ao surpreendê-los praticando o lançamento do disco, Zéfiro soprou uma rajada de vento sobre eles, fazendo com que o disco golpeasse Jacinto na cabeça ao cair. Quando Jacinto morreu, Apolo criou a flor homonima com o seu sangue.
Na história de Psiquê foi Zéfiro quem serviu a Eros transportando Psiquê até sua morada. Zéfiro é também considerado uma brisa suave ou vento agradável, pois era o mais suave de todos os ventos tido por benfazejo, frutificante e mensageiro da Primavera. O seu equivalente na mitologia romana é Favónio (Favonius, ‘favorável’), que exercia o domínio sobre as plantas e flores.

4 . Héracles, (Hércules em Roma) era filho de Zeus e Alcmena. Seu pai tomou a forma do marido de Alcmena, Anfitrião (que estava na Guerra dos Sete Chefes), e uniu-se a ela. Ao nascer, Zeus, para torná-lo imortal, pediu a Hermes que o levasse para junto do seio de Hera, quando esta dormia, e o fizesse mamar. A criança sugou com tal violência que, mesmo após Héracles ter terminado, o leite da deusa continuou a correr e as gotas caídas formaram no céu a via-láctea e na Terra, a flor-de-lis. Foi Héracles o mais célebre dos heróis da mitologia, símbolo do homem em luta contra as forças da natureza.Desde que nasceu teve de vencer as perseguições de Hera. Tanto é que, com oito meses de vida estrangulou com as mãos duas serpentes que a deusa mandou ao seu berço para o matarem. Quando homem, sobressaiu-se pela sua enorme força. A sua primeira façanha deu-se quando se dirigiu a Beócia, cidade próxima de Tebas, perseguiu e matou apenas com as mãos um enorme leão que devorava os rebanhos de Anfitrião e de Téspio. A caçada durou cinquenta dias consecutivos, durante que Héracles foi hóspede de Téspio, que aproveitou para unir cada uma das suas cinquenta filhas com ele, de maneira a criar uma aguerrida descendência, conhecidos pelos Tespíadas, que se espalharam até a Sardenha. Por livrar a cidade de Tebas de um tributo que tinha de pagar à de Orcómeno, o rei da primeira, Creonte (filho de Meneceu), casou-o com a sua filha mais velha, Mégara. Num acesso de loucura provocado por Hera, Héracles matou os filhos tidos com Mégara. Após recuperar a sanidade, Héracles foi a Delfos consultar um oráculo sobre o meio de se redimir desse crime e poder continuar com uma vida normal. O oráculo ordenou-lhe que servisse, durante doze anos, o seu primo Euristeu, rei de Micenas e de Tirinto. Pondo-se Héracles ao seu serviço, o rei, simpatizante de Hera, que não cessava de perseguir os filhos adulterinos de Zeus, impôs-lhe, com a oculta intenção de o eliminar, doze perigosíssimos trabalhos, dos quais o herói saiu vitorioso. Os doze trabalhos de Hércules (em grego: Άθλοι του Ηρακλή, "Trabalhos de Hércules") são uma série de episódios arcaicos ligados entre si por uma narrativa contínua, relativa a uma penitência que teria sido cumprida por um dos maiores heróis gregos, não há uma maneira específica de interpretar os trabalhos; pode-se inferir apenas que seis deles se passam no Peloponeso, e culminaram com a rededicação de Olímpia. Outras seis levaram o herói até terras mais distantes, quase sempre lugares relacionados à deusa Hera, além de entradas para o Hades, o mundo inferior, habitado pelos mortos. Todos os trabalhos seguiam o mesmo modelo: Hércules era enviado para matar, subjugar ou buscar uma planta ou animal mágico para Euristeu, representante de Hera.Uma célebre descrição dos trabalhos na arte grega se encontra nas métopes do Templo de Zeus em Olímpia, que data do século V a.C. Narrativa de fundo - Zeus, o rei dos deuses olímpicos, que havia engravidado sua amante, Alcmene, proclamou que o próximo filho a nascer da casa de Perseu seria coroado rei. Hera, sua esposa, ao descobrir o fato, fez com que Euristeu nascesse antes do filho de Alcmene, Hércules. Zeus enfureceu-se ao saber do que ela havia feito, porém nada pode fazer; sua proclamação continuou em vigor. Mais tarde, já adulto, Hércules assassinou sua esposa, Megara, e seus três filhos, num acesso de loucura provocado por Hera. Quando se deu conta do que havia feito, o herói se isolou, fugindo para a campo e vivendo sozinho. Foi encontrado por seu primo Teseu, e foi convencido a visitar o oráculo em Delfos, para recuperar sua honra. O oráculo o contou que, como penitência, Hércules deveria executar uma série de doze tarefas, ou trabalhos, estipuladas pelo homem que ele mais odiava - o rei Euristeu, que havia herdado o seu direito de nascença.
Os trabalhos:
- 1º) No Peloponeso, estrangulou o Leão da Neméia - filho dos monstros Ortro e Equidna - que devastava a região e cujos habitantes não conseguiam matar. Na segunda tentativa de matá-lo, sendo a primeira infrutífera, estrangulou-o após com ele lutar. Acabada a luta arrancou a pele do animal com as suas próprias garras e passou a utilizá-la como vestuário. A criatura converteu-se na constelação de leão; Em seus trabalhos, Hércules tinha frequentemente a companhia de um jovem companheiro (um eromenos) - de acordo com Licímnio e outros autores antigos - como por exemplo Jolau, seu sobrinho. Embora ele devesse inicialmente realizar apenas dez trabalhos, este auxílio fez com que ele tivesse de realizar dois a mais, já que Euristeu não contou o trabalho da Hidra, porque Iolau o havia ajudado, ou os estábulos de Aúgio, pelo qual recebeu pagamento pelo trabalho, e que foi realizado pelas águas de um rio. A ordem tradicionalmente aceita, encontrada em Apolodoro.
- 2º) Matou a Hidra de Lerna, filha monstruosa de duas criaturas grotescas, a Equidna e Tifão. Era uma serpente com corpo de cão, que possuía nove cabeças (uma delas parcialmente de ouro e imortal), que se regeneravam mal eram cortadas, e exalavam um vapor que matava quem estivesse por perto. Hércules matou-a cortando suas cabeças enquanto seu sobrinho Jolau impedia sua reprodução queimando suas feridas com tições em brasa. A deusa Hera enviou ajuda à serpente – um enorme caranguejo, mas Hércules pisou-o e o animal converteu-se na constelação de Câncer (do latim cancer, "caranguejo"). Por fim, o herói banhou suas flechas com o sangue da serpente para que ficassem envenenadas.
-3º) Alcançou correndo a Corça de Cerínia, um animal lendário, com chifres de ouro e pés de bronze. A corça, que corria com assombrosa rapidez e nunca se cansava, era Taígete, ninfa que, para fugir a perseguição de Zeus foi transformada por Ártemis no animal. Como ela tinha uma velocidade insuperável, Hércules a perseguiu incansavelmente durante um ano até que, exausta, foi atingida por uma flecha disparada pelo herói. Ferida levemente, foi levada nos ombros do herói até o reino de Euristeu. Em outra versão do mito, Héracles tinha de capturar a corça, mas sem machucá-la; ele a perseguiu durante um ano, até conseguir pegá-la com uma rede, porém ela acabou se ferindo. O herói pôs então a culpa em Euristeu, para que Ártemis se zangasse com ele. Em uma terceira versão, Hércules levou um ano para realizar o trabalho a seguir, que era capturar a corça que habitava o monte Carineu. Este animal parecia ser mais tímido do que perigoso, e sagrado para Ártemis; Hércules finalmente aprisionou-a e estava levando-a para Euristeu quando se encontrou com Ártemis, que estava muito zangada e ameaçou matá-lo pelo atrevimento em capturar seu animal; mas quando ficou sabendo sobre os trabalhos, concordou em deixar Hércules levar o animal, com a condição que Euristeu o libertasse logo que o tivesse visto.
- 4º) Capturou vivo o Javali de Eurimanto, que devastava os arredores, ao fatigá-lo após persegui-lo durante horas. Euristeu, ao ver o animal no ombro do herói, teve tamanho medo que foi se esconder dentro de um caldeirão de bronze. As presas do animal foram mostradas no templo de Apolo, em Cumas.
- 5º) Limpou em um dia os currais do rei Aúgias, que continham três mil bois e que há trinta anos não eram limpos. Estavam tão fedorentos que exalavam um gás mortal. Para isso, Hércules desviou dois rios.
- 6º) Matou no lago Estínfalo, com suas flechas envenenadas, monstros cujas asas, cabeça e bico eram de ferro, e que, pelo seu gigantesco tamanho, interceptavam no vôo os raios do Sol. Com seu arco, conseguiu matar alguns e os outros, expulsou a outros países.
- 7º) A sétima tarefa de Hércules era levar o Touro de Creta vivo até Euristeu, que por sua vez entregaria-o a Hera. O touro era enraivecido e aterrorizava o povo da ilha grega de Creta, pois Poseidon, o deus dos mares, o havia oferecido a Minos, rei local, cini sacrifício, e o rei não teve coragem de sacrificar um animal tão bonito e tão forte. Hércules não só capturou-o como, montado no animal, levou-o até Euristeu.
- 8º) Castigou Diomédes, filho de Ares, possuidor de cavalos que vomitavam fumo e fogo, e a que ele dava a comer os estrangeiros que as tempestades arrolavam à sua costa. O herói entregou-o à voracidade de seus próprios animais.
- 9º) Venceu as amazonas, tirou-lhes a rainha Hipólita, apossando-se do cinturão mágico que ela vestia.
- 10º) Matou o gigante Gerion, monstro de três corpos, seis braços e seis asas, e tomou-lhe os bois que se achavam guardados por um cão de duas cabeças, e um dragão de sete.
- 11º) O décimo primeiro trabalho consistiu em trazer do mundo dos mortos o seu guardião, o cão Cérbero. Hades autorizou-o a levar Cérbero para o cimo da Terra sob a condição de conseguir dominá-lo sem usar as suas armas. Hércules lutou com ele só com a força dos seus braços, quase o sufocou, dominando-o. Depois levou-o a Euristeu, que, com medo, ordenou-lhe que o devolvesse.
- 12º) Colheu os pomos de ouro do Jardim das Hespérides, após matar o dragão de cem cabeças que os guardava. O dragão foi morto por Atlas, a seu pedido, e durante o trabalho, ele sustentou o céu nos ombros no lugar do gigante. Significados - O acadêmico alemão Walter Burkert chamou os trabalhos, juntamente com os outros mitos sobre Hércules, de "um conglomerado de contos populares que foram explorados apenas de maneira secundária pela grande arte da poesia", e afirmou que não foi até o fim do século V que os poetas da era clássica puderam trazer o mito para "uma atmosfera mais trágica, heróica e humana, afastando-o de seu impulso natural rumo a um reino descompromissado, além do humano". À medida que os feitos sobre-humanos de Hércules, sempre a vencer a morte, passaram a adquirir simbolismos filosóficos, morais e, eventualmente, alegóricos, por trás de seus significados literais, a figura do herói passou a representar uma tradição mística interior, e os trabalhos foram interpretados em termos de uma jornada espiritual. Os últimos três trabalhos, em particular, seriam considerados metáforas sobre a morte. Hércules foi único entre os heróis gregos, na medida em que não se conhecia a localização de sua sepultura, e portanto os sacrifícios e libações eram-lhe oferecidas em todos os lugares. Outras façanhas - Após esses trabalhos Héracles entregou-se a muitos outros, por sua livre vontade, na defesa dos oprimidos:
>>Matou, no Egito, o tirano Busíris que sacrificava todos os estrangeiros que aportavam ao seu Estado;
>>Tendo encontrado Prometeu acorrentado por Zeus no cume do Cáucaso, entregue a um abutre que devorava o seu fígado, libertou-o;
>>Estrangulou o gigante Anteu que, em luta, recuperava a força sempre que conseguia tocar, com os pés, o solo;
>>Entre as façanhas de Héracles , conta-se ainda separar os montes Calpe (da Espanha) e Ábilia (da África), abrindo assim o estreito de Gibraltar;
>>Disputou com Aquelos a posse de Dejanira, filha de Eneu, rei da Etólia. Como a princesa a Hércules preferia, Aquelos, furioso, tranformou-se em serpente, e investiu contra ele; repelido, tranformou-se em touro, e de novo arremeteu; mas o herói enfrentou-o, pela segunda vez, quebrando-lhe os chifres, e desposou Dejanira. Em seguida, tendo de atravessar o rio Eveno, pediu ao Centauro Nesso que conduzisse Dejanira ao ombro, enquanto ele faria a travessia a nado. No meio do caminho, tendo Nesso se recordado de uma injúria que outrora Hércules lhe dirigira, resolveu, por vingança, raptar-lhe a esposa, passando com esse intuito, a galopar rio acima. O herói, tendo percebido as suas intenções, aguardou que ele alcançasse terra firme, e então atravessou-lhe o coração com uma das flechas envenenadas. Nesso tombou, e, ao expirar, deu a Dejanira a sua túnica manchada do sangue envenenado, convencendo-a de que seria, para ela, um precioso talismã, com a virtude de restituir-lhe o esposo, se este viesse em qualquer tempo, a abandoná-la;
>>Mais tarde, Héracles apaixonou-se pela sedutora Iole, e se dispunha a desposá-la, quando recebeu de Dejanira, como presente de núpcias, a túnica ensangüentada, e, ao vestí-la, o veneno infiltrou-se-lhe no corpo; louco de dores, ele quis arrancá-la, mas o tecido achava-se de tal forma aderido às suas carnes que estas lhe saíam aos pedaços. Vendo-se perdido, o herói ateou uma fogueira e lançou-se às chamas. Logo que as línguas de fogo começaram a serpentear no espaço, ouviu-se o rebumbar do trovão. Era Zeus que arrebatava seu filho para o Olimpo, onde ganhou a imortalidade e, na doce tranqüilidade, recebeu Hebe em casamento, depois de morto, foi aceito entre os olímpicos.

Geraldo Vandré

Mudou-se de João Pessoa para o Rio de Janeiro em 1951, ingressou na Faculdade Nacional de Direito, hoje UERJ, formado em 1961. Militante estudantil, participou ativamente do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1968, com o AI-5 exilou-se. Após dias escondido na fazenda da viúva de Guimarães Rosa, falecido no ano anterior, o compositor foi para o Chile e, de lá, para a França. Voltou ao Brasil em 1973. Conforme algumas fontes, ainda compõe.

Contexto Social com uma de suas músicas: Disparada 
de: Geraldo Vandré e Theo de Barros interpretada por Jair Rodrigues

Prepare o seu coração Prás coisas Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão Eu venho lá do sertão Eu venho lá do sertão E posso não lhe agradar...

Aprendi a dizer não Ver a morte sem chorar E a morte, o destino, tudo A morte e o destino, tudo Estava "fora do lugar” ( Ditadura Militar);
“Eu vivo prá consertar...” [viver para consertar – ser “pau para toda obra”, alguém com alguma consciência das mazelas se dispõe a mudar o regime].

Na “boiada” já fui boi (boiada = metáfora para pessoas, população ou povo)
Mas um dia me “montei” (montar = assumir a condição, marginal, de Ser-boi no rebanho que compõe o tecido social)
Não por um motivo meu Ou de quem comigo houvesse Que qualquer querer tivesse Porém por necessidade Do dono de uma boiada Cujo vaqueiro morreu...

Boiadeiro muito tempo Laço firme e braço forte Muito gado, muita gente Pela vida segurei Seguia como num sonho E boiadeiro era um rei... [o boiadeiro vira rei quando sai da sua condição de “Ser-boi”, tomando as rédeas dos demais (no comando sobre os outros) a pedido de um fazendeiro assumi novas responsabilidades, passa a adquirir uma nova posição dentro da boiada, vindo a ter, atitude similar a do fazendeiro (se sente um rei)].

Mas o mundo foi rodando Nas patas do meu cavalo E nos sonhos Que fui sonhando As visões se clareando As visões se clareando Até que um dia acordei... [tomada de consciência, que de rei volta a se reconhecer como Ser-boi. E o acordar mostra isso perfeitamente (eu acordei para a realidade do mundo e para a minha realidade – a boiada e o Ser-boi].

Então não pude seguir Valente em lugar tenente E dono de gado e gente Porque gado a gente marca Tange, ferra, engorda e mata Mas com gente é diferente... [ruptura total com a ordem estabelecida! O boiadeiro, cônscio de sua condição existencial (dentro de uma sociedade de desprovidos e desigualdades), afirma que não pode mais ser um rei, aquilo ali não era ele. E a justificativa é simples e impactante: gente é gente, é ser humano (ele clama por sua humanidade, por sua condição de sujeito) e não gado (que a gente tange, ferra, engorda e mata – como o fazendeiro faz com seus trabalhadores, ou em sentido macro-cósmico como a burguesia global faz com a massa de trabalhadores)].

Se você não concordar Não posso me desculpar Não canto prá enganar Vou pegar minha viola Vou deixar você de lado Vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi Boiadeiro já fui rei Não por mim nem por ninguém Que junto comigo houvesse Que quisesse ou que pudesse Por qualquer coisa de seu Por qualquer coisa de seu Querer ir mais longe Do que eu...

Mas o mundo foi rodando Nas patas do meu cavalo E já que um dia montei Agora sou cavaleiro Laço firme e braço forte Num reino que não tem rei [o boiadeiro chega a uma conclusão final – de que ele só será forte, verdadeiramente forte, se estiver em um reino onde não há mais um rei (anarquia)].

Anarquia significa ausência de coerção (ato de induzir, pressionar ou compelir alguém a fazer algo pela força, intimidação ou ameaça) e não a ausência de ordem. A noção equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas.

Jovens ousavam nas letras inteligentíssimas. Burlavam a censura de maneira brilhante. No vídeo podemos notar a quantidade de policial infiltrado na platéia para qualquer eventual deslize nas composições das músicas, que na maioria das vezes, a censura não percebia. Por outro lado censurava a música por suposição, mesmo sem entender.

Mi – Cps, 21/08/10

Fonte ; http://is.gd/euCRx