- Mica – filho de Incá que foi preso pelo filho de Acabe. Um Efraimita, cuja vida é descrita em Jz 17 e 18. o seu único pensamento é possuir o favor de Deus (Jz 17.13), mas ele é tão ignorante do que prescreve a Lei que a sua casa está cheia de ídolos, escolhendo para os serviços religiosos um sacerdote não autorizado, primeiramente uma pessoa de sua família, e depois um levita, que não era da linha sacerdotal. A narrativa claramente mostra a que grau de desmoralização alguns dos levitas tinham chegado. Aquele levita que, depois de servir a casa idolátrica de Mica, veio a ser o primeiro sacerdote de outro sistema religioso, em que o Senhor não tinha parte, era neto de Moisés, porque o nome de ‘Manassés’ (Jz 18.30) é uma alteração, em vez de ‘Moisés’, feita com o propósito de defender aquele venerável nome do descrédito que tal descendente havia de lançar sobre ele. - Chefe de uma família de Rúben (1 Cr 5.5). - Filho de Meribe-Baal, ou Mefibosete, que era filho de Jônatas (2 Sm 9.12 - 1 Cr 8.34,35 - 9.40,41). - Levita da família de Asafe cujos descendentes habitavam em Jerusalém (1 Cr 9.15 - Ne 11.17,22). Ele é chamado Micaías em Ne 12.35. - o filho mais velho de Uziel, irmão de Anrão (1 Cr 23.20 - 24.24, 25). - Homem de alta posição social, cujo filho Abdom foi mandado pelo rei Josias investigar acerca do caminho do Senhor, quando foi achado o livro da Lei (2 Cr 34.20). Em 2 Rs 22.12 é chamado Micaías. -Levita, ou família de levitas, que assinou o pacto com Neemias (Ne 10.11);
- Elias – prevê a morte de Acazias; divide o rio Jordão e passa a seco; subiu numa carruagem de fogo aos céus e sumiu o SENHoR é Deus. 1. Elias era tesbita, natural de Gileade, país ao oriente do Jordão, e foi ‘o maior e o mais romântico caráter que houve em israel’. É dramático o seu aparecimento público. No reinado de Acabe, rei de israel, que recebia a forte influência de Jezabel, sua mulher, a nação caiu na idolatria, esquecendo o pacto do SENHoR. Veio, então, de repente a Acabe, por meio de Elias, esta terrível mensagem : ‘Tão certo como vive o Senhor, Deus de israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá, nestes anos segundo a minha palavra’ (1 Rs 17.1). Elias era dotado de um temperamento impetuoso e ardente - tendo nascido nas serras de Gileade, amava as terras montanhosas. Pela narrativa dos fatos podemos depreender, na realidade, certos aspectos e traços pessoais. os seus cabelos eram compridos e abundantes (2 Rs 1.8). Era também forte, pois, não sendo assim, não teria podido correr até grande distância diante do carro de Acabe, nem teria suportado um jejum de quarenta dias. o seu vestuário constava de peles, presas com um cinto de couro, e de uma capa de pele de carneiro, que se tornou proverbial (1 Rs 19.13). A seca que houve no país pela maldade do rei e do povo durou três anos e seis meses (Lc 4.25 - Tg 5.17). A fome que se manifestou foi rigorosa, e a Fenícia foi, também um dos territórios atingidos pelo terrível flagelo. Tendo Elias entregado a sua mensagem, escondeu-se de Acabe num profundo vale ao oriente do Jordão, onde corria o ribeiro de Querite. ‘os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao entardecer - e bebia da torrente’ (1 Rs 17.6). Passado algum tempo, secou o riacho de Querite e Elias foi mandado procurar outro lugar, e ele se levantou e foi para Sarepta, povoação próxima de Sidom, o próprio país de Jezabel (1 Rs 17.8,9). Ali se encontrou com uma mulher viúva, que andava apanhando lenha para cozinhar a última refeição, que ela e seu filho tinham para comer, pensando que dentro de pouco tempo morreriam de fome. E quando Elias pediu para si um pouco desta pequena porção de alimento, ela fez como o profeta lhe recomendou. A sua fé foi recompensada, porque, ainda que a fome teve a duração de três anos, nunca lhe faltou a farinha, e nunca se acabou o azeite (1 Rs 17.10 a 16 - Lc 4.26). Durante a sua residência em Sarepta, Elias teve a oportunidade de mostrar o poder do Senhor, visto que o filho da viúva tinha adoecido e morrido. A consternada mãe acusou o profeta de ter trazido à sua casa tal infelicidade - mas, havendo-lhe ele entregado vivo o filho, foi obrigada a confessar: ‘Nisto conheço agora que tu és homem de Deus’ (1 Rs 17.17 a 24). No terceiro ano da calamidade, as terras estavam tão secas, e a fome era tão dura que o próprio Acabe, e obadias, chefe da sua casa, tiveram de procurar por toda parte forragem para não morrerem os seus cavalos e mulas. Fizeram-se então, em Samaria, os preparativos para uma expedição. E nesta ocasião mandou o Senhor a Elias que fosse ter com Acabe, fazendo, ao mesmo tempo, a promessa de que mandaria chuva, e desta maneira acabou a seca em israel. No caminho, Elias encontrou obadias, e tranqüilizou-o quanto aos seus receios a respeito do rei, dizendo-lhe, ao mesmo tempo, que procurasse Acabe (1 Rs 18.7 a 16). o encontro do rei com o profeta, o desafio do servo do Senhor, no monte Carmelo, dirigido aos profetas de Baal, o resultado daquela cena, a vinda da chuva, tudo isto é descrito com uma tal viveza que é difícil ser excedida (1 Rs 18.17 a 46). Pela desumana mortandade dos profetas de Baal (*veja Dt 13.5 e 18. 20), excitou Elias a cólera de Jezabel, declarando esta terrível mulher que o mesmo que havia sido feito aos sacerdotes de Baal o seria e ele. Elias podia afrontar um rei colérico, mas a ameaça de uma mulher enraivecida o levou a procurar de novo o deserto, onde, em desespero, desejou que a morte o levasse. Mas Deus, na Sua infinita bondade, o guardou, alimentou, e guiou pelo deserto, numa jornada de quarenta dias, até que chegou a Horebe, ‘o monte de Deus’. Ali, pelas manifestações das terríveis forças da Natureza, como o tufão, o terremoto, e o fogo, ouvindo-se depois ‘um cicio tranqüilo e suave’, sentiu Elias na sua alma que estava na presença de Deus. A investigadora pergunta ‘que fazes aqui, Elias?’ teve como resposta um protesto de lealdade ao Senhor e, ao mesmo tempo, o reconhecimento da sua derrota, da sua solidão, e o receio de lhe tirarem a vida. o profeta recebe, então, a ordem de voltar à sua abandonada tarefa, no conhecimento íntimo de que a causa de Deus permanecia segura. Repreendido, e, contudo, cheio de coragem, volta Elias à sua missão - ao encontrar no caminho Eliseu, que lhe havia de suceder, lançou sobre ele a sua capa, e o levou a deixar a lavoura (1 Rs 19). Dois anos mais tarde, foi Elias mandado à presença de Acabe para avisá-lo, e ao mesmo tempo reprovar o seu procedimento no caso da vinha de Nabote. Da perturbada alma de Acabe, quando viu aproximar-se Elias, saiu este grito: ‘Já me achaste, inimigo meu?’ (1 Rs 21.20). o seu arrependimento adia o julgamento dos seus pecados, mas não o anula (*veja Acabe e Nabote ). Depois destes acontecimentos aparece Elias como mensageiro de Deus, para repreender Acazias, que, tendo subido ao trono após a morte do seu pai Acabe, havia procurado o auxílio dos deuses estranhos. o plano de Acazias para lançar mão da pessoa do profeta é frustrado por haver descido, nessa ocasião, fogo do céu (2 Rs 1 - *veja também Lc 9.54 a 56). Na ocasião em que fazia uma visita às escolas dos profetas em Betel e Jericó, Elias soube que estava para ter fim a sua carreira neste mundo (2 Rs 2). Quando Elias e Eliseu partiam de Jericó, e se dirigiam para um lugar além do Jordão, foram acompanhados por cinqüenta estudantes, que assim puderam observar a miraculosa separação das águas do rio por meio do manto de Elias. Tendo Eliseu pedido uma dobrada porção do espírito de Elias, isto é, que pudesse ser herdeiro do seu ministério e da sua influência (uma alusão ao duplo quinhão, que o primogênito recebia pela morte do pai), foi-lhe respondido que, embora a petição fosse extraordinária, seria atendida;
- Eliseu – sucessor de Elias e filho de Safate, amaldiçoou 42 pequenos zombadores; salvou o rei de Israel, rei de Judá e o rei dos Edom das mãos dos moabitas; aumenta o azeite da viúva; revive o filho da sunamita; tirou a morte da panela; curou a lepra de Ciro Naamã, o chefe do exército da Síria; joga a lepra de Naamã em Geazi (seu moço ou seu secretário) que teve ganância; fez o ferro do martelo flutuar; adivinhou os conselhos do rei da Síria; prediz fartura; disse que Jeoás feriria os sírios só 03 vezes. Deus é Salvação. Eliseu, filho de Safate, foi discípulo e sucessor de Elias. o profeta Elias, a quem Deus tinha mandado que ungisse Eliseu como profeta, foi para este fim a Abel-Meolá, onde encontrou Eliseu, ocupado em lavrar a terra com doze juntas de bois, e lançando o seu manto sobre ele, abruptamente passou adiante (1 Rs 19. 19). Correu Eliseu após ele, e pediu-lhe fosse permitido despedir-se da sua família - recebendo uma resposta enigmática, matou logo uma junta de bois, cozeu a carne com a madeira do arado, e fez uma festa de despedida a que assistiram os seus vizinhos. Depois disto, foi coadjuvar Elias, a quem serviu até ser este trasladado da terra - nessa ocasião apanhou Eliseu o manto caído, sendo-lhe dada, em conformidade ao seu pedido, dobrada porção do espírito de Elias, sinal de que havia de ser o seu herdeiro e sucessor (2 Rs 2). Após o desaparecimento de Elias, mostrou Eliseu ter sido favorecido com os dons de profeta, separando as águas do rio Jordão por meio do manto do ser mestre (2 Rs 2.14). os ‘discípulos dos profetas’ publicamente o reconheceram como sucessor de Elias. Logo depois deste fato, deu-se o segundo e o terceiro dos seus milagres, que foram a dulcificação das águas de Jericó (2 Rs 2.19 a 22), e o aparecimento de ursos, que despedaçaram rapazes escarnecedores (2 Rs 2.23,24). Quando o rei de Moabe, que havia pagado tributo desde o tempo de Davi, se revoltou contra o rei de israel, marchou este e os seus aliados, os reis de Judá e de Edom, para o deserto, na esperança de surpreender o rei de Moabe - mas a falta de água os fez sofrer muito. A pedido de Josafá, profetizou Eliseu um notável livramento (2 Rs 3.1 a 25), que foi maravilhosamente realizado. Não está muito claramente indicada a cronologia da vida de Eliseu - mas como ele morreu no reinado de Jeoás (2 Rs 13.14), deve o seu ministério ter-se exercido durante os reinados de Jeorão, Jeú, Jeoacaz, e Jeoás, pelo espaço de quase cinqüenta e sete anos. A mais profunda lição deste longo ministério não foi tanto a pregação do poder do Senhor, como fazer ver o cuidado, a providência e o auxílio do Senhor, que sempre se tornam visíveis para com os Seus servos e o Seu povo. Vê-se isto no caso da viúva, cujo marido tinha vivido no temor do Senhor (2 Rs 4.1 a 7). Em virtude de ter ficado pobre esta viúva, o credor tomou conta dos seus dois filhos, para serem seus servos. E, fazendo isto, estava dentro de lei (Lv 25.39), mas semelhante ação não se podia justificar pela sua dureza. Então Eliseu, o profeta do Deus de infinita misericórdia, não pôde resistir ao apelo que lhe foi feito, prestando auxilio à pobre mulher. Aconteceu também que, vindo Eliseu várias vezes do monte Carmelo, costumava ficar em Suném, hospedando-se em casa de uma piedosa família israelita (*veja Suném). A mulher sunamita não tinha filhos, o que era considerado como grande desgraça entre as mulheres judias - mas um dia o profeta assegurou-lhe que Deus a livraria dessa esterilidade (2 Rs 4.8 a 17). Na verdade, essa mulher teve um filho, que, passados alguns anos, morreu, devido a um ataque de insolação. Deitando ela o corpo do seu filho na cama do profeta, partiu logo, montada numa jumenta, em procura de Eliseu, que orou ao Senhor, e pôde fazer voltar à vida o rapazinho (2 Rs 4.26 a 3 7). (*veja Sunamita.) Algum tempo depois do acontecimento narrado, numa ocasião de grande fome, estava Eliseu em Gilgal, ensinando os discípulos dos profetas e animando-os com a sua presença durante o tempo em que aquele flagelo angustiava o povo. Tendo sido lançada na panela uma planta venenosa, o profeta tornou a refeição inofensiva, misturando-lhe farinha (2 Rs 4.38 a 41). (*veja Gilgal.) Pertence a este mesmo período o milagre dos vinte pães e algumas espigas de trigo. o outro milagre que Eliseu operou é descrito no cap. 5 do segundo livro dos Reis, de modo notável. As tropas da Síria, numa das suas incursões, tinham levado consigo uma menina que foi servir em casa de Naamã, homem de grande autoridade, porém leproso. (*veja Lepra.) Veio Naamã ao reino de israel e apresentou-se, por indicações da menina judia, em casa do profeta Eliseu. E Naamã foi curado. o fato do machado, que, tendo caído na água, é recuperado, mostra a poderosa influência de Eliseu. Tinham ido os discípulos dos profetas receber de Eliseu a necessária instrução - mas, como o seu número já era demasiadamente grande, pediram ao profeta que lhes permitisse construir uma casa própria nas margens do rio Jordão, onde havia madeira em abundância. Nessa ocasião se deu o caso do machado, que caiu no rio (2 Rs 6.1 a l). Em outra ocasião, não sabemos quando, porque os acontecimentos descritos nestes capítulos não estão na sua ordem cronológica, pôde Eliseu avisar o rei acerca de diversas conspirações, pelas quais o rei da Síria esperava apoderar-se da pessoa do rei. Não podia o monarca sírio explicar o ter Jeorão descoberto os seus planos, em tão grande segredo preparados, até que lhe foi sugerido que o taumaturgo profeta podia ter revelado tudo. Sabendo então onde se achava Eliseu, mandou soldados a Dotã, para que o prendessem. Mas este orou para que todo o exército de Ben-Hadade fosse ferido de cegueira. Foi ouvida a sua oração, e em cegueira foram conduzidos os soldados até entrarem os muros de Samaria. Todavia, não permitiu Eliseu que o rei de israel massacrasse o exército, que daquela maneira tinha caído no laço, manifestando assim o profeta quanto era humanitária a sua alma. Mostrou também ao rei sírio a futilidade de suas tentativas, nas contendas contra o Deus de israel (2 Rs 6.19 a 23). E Ben-Hadade abandonou, com efeito, as suas incursões de salteador, mas foi preparando um exército regular, e veio cercar Samaria, numa ocasião em que Eliseu e o rei de israel ali estavam. A cidade viu-se em terríveis dificuldades por falta de alimento, e a fome era tão grande que um ato de canibalismo chegou ao conhecimento do rei. Extraordinariamente angustiado por este fato, o rei Jeorão acusou Eliseu de ser a causa de todas as suas infelicidades, e mandou matá-lo. Avisado o profeta do que estava acontecendo, e sabendo, também, das intenções do rei. Morre Eliseu;
- Jeú – jovem profeta ungido rei de Israel por Eliseu, extermina a casa de Acabe, mata todos os servos de baal. o Senhor, Ele o é. 1. Filho de Josafá e neto de Ninsi. Foi com ele que principiou a quinta dinastia dos reis de israel, a qual teve maior duração que outra qualquer casa real daquele país (2 Rs 10). As principais características de Jeú foram discrição, rapidez da ação, e crueldade. Ele era ainda jovem quando Deus mandou a Elias que o ungisse como rei de israel (1 Rs 19.16). Por qualquer razão não efetuou Elias o mandato, que passou para Eliseu, realizando este profeta a cerimônia da unção por procuração e em segredo (2 Rs 9.1,6). Nesta ocasião era Jeú capitão daquela força que cercava Ramote-Gileade, tendo ali sido deixado por Jorão, que se tinha retirado para Jezreel, a fim de ser curado de uma ferida. Havendo conhecimento de tudo isto, foi ele aclamado rei pelos oficiais, que lhe proporcionaram aquelas honras que o tempo e o lugar permitiam (2 Rs 9.2 a 15). Procurou Jeú evitar que as notícias da insurreição chegassem aos ouvidos de Jorão - e então partiu logo para Jezreel, e ali matou o rei de israel e provocou a fuga do rei de Judá e a morte de Jezabel (2 Rs 9.24 a 37). Não se deteve Jeú neste feito, mas continuou a mortandade até que a casa de Acabe foi exterminada (2 Rs 10.1 a 14). Foi durante a marcha para Samaria que Jeú encontrou Jonadabe, o recabita, conseguindo dele o seu auxilio na matança, dos adoradores de Baal, dentro do respectivo templo edificado por Acabe (1 Rs 16.32 - 2 Rs 10.23). Foi despedaçada a estátua de Baal, o templo foi arrasado, e daquele sítio fizeram um lugar para usos vis. Todavia, embora Jeú tivesse sido o instrumento nas mãos de Deus para infligir o devido castigo à casa de Acabe, é na Sagrada Escritura acusado de não abandonar inteiramente os pecados de Jeroboão, que fez pecar israel, prestando culto aos bezerros de ouro (2 Rs 10.29 a 31). Ele parece ter sido movido mais pelo espírito de ambição do que pelo temor de Deus, não sendo, na verdade, o desejo de restaurar a pureza do culto do Senhor o que o impelia nos seus atos. Durante os seguintes vinte e sete anos do seu reinado não há conhecimento de qualquer fato de Jeú que não seja o de manter o culto do bezerro, que Jeroboão tinha instituído. Foi sepultado em Samaria, sucedendo-lhe seu filho Jeoacás. (*veja Hazael, Ramote-Gileade, Jezreel. ) Jeú é mencionado no ‘obelisco Negro’ (que agora existe no Museu Britânico), sendo representado a pagar o tributo a Salmaneser ii, rei da Assíria (840 a.C.). É chamado na inscrição ‘Jeú, filho de onri’, não sendo conhecida a mudança da dinastia pelos escribas da Assíria, dado o caso que onri não seja um erro clerical, estando em vez de Ninsi, como já tem sido sugerido.- Profeta de Judá, a quem Deus mandou que fosse ter com Baasa, rei de israel, a fim de predizer-lhe o mau resultado das suas cruéis ações (1 Rs 16.1 a l), pois havia ferido a casa de Jeroboão. Ele também denunciou Josafá (2 Cr 19.2,3). (*veja Baasa.) - Descendente de Simeão (1 Cr 2.38). - Descendente de Judá (1 Cr 4.35). - Um dos heróis de Davi (1 Cr 12.3). Morre Jeú;
- Joiada – sacerdote filho de Jeúo Senhor conhece. l. Era o pai de Benaia (2 Sm 8.18), e o principal dos 3.700 sacerdotes, que se juntaram a Davi em Ziclague (1 Cr 12.27). 2. Foi o sucessor de Azarias no sumo sacerdócio, e o marido de Jeosabeate, filha de Jeorão, e irmã do rei Acazias (2 Cr 22.11). Auxiliado por sua mulher, ele livrou da morte a Joás, filho do rei Jeorão, o qual tinha apenas um ano de idade, e o ocultou no templo. Passados sete anos foi Joás proclamado rei, e morta a sanguinária Atalia (2 Rs 11,12 - 2 Cr 23,24). Durante a vida do sumo sacerdote Joiada, seguindo Joás os seus conselhos, tudo corria bem. Joiada formou o desígnio de reparar o templo, e para este fim obteve consideráveis quantias nas diversas cidades de Judá. Todavia, os levitas levantaram certas dificuldades - e foi só quando o rei chegou à idade de poder cooperar com o libertador, que ele conseguiu pôr em prática os seus planos (2 Rs 12.7,9 - 2 Cr 24.5 e seg.). Joiada conservou o seu cargo de sumo sacerdote em alta veneração. Quando apresentou Joás ao povo, e o proclamou rei, ele só permitiu que entrassem no templo os levitas para oficiarem. E também não quis que a idólatra Atalia fosse morta dentro da casa do Senhor. Ele destruiu o altar e o templo de Baal, sendo mortos os seus sacerdotes. Morreu Joiada na idade de 130 anos, e pelos seus serviços foi sepultado na cidade de Davi entre os reis de Judá. Sucedeu-lhe no alto cargo sacerdotal seu filho Zacarias (2 Cr 24.20 e seg.). Em Jr 29.26 é ele considerado como o tipo do sacerdote fiel. 3. Aparentemente filho de Benaia, e um dos principais conselheiros de Davi - mas pensam muitos que as palavras deviam ser Benaia, filho de Joiada, como está na outra passagem (1 Cr 27.34). 4. indivíduo que ajudou a reparar uma das portas de Jerusalém (Ne 3.6).
- Jonas – (fica o lugar de Hamitai)- Uma pomba. Filho de Amitai (Verdadeiro), natural de Gate-Hefer, pequena aldeia de Zebulom, na Galiléia, hoje chamada el-Meshad. Jonas é mencionado em 2 Rs 14.25 - ele havia anunciado o aumento do reino de israel, o qual recuperaria os seus antigos limites, tendo este fato a sua realização no valor e predomínio de Jeroboão ii. Viveu, provavelmente, durante o reinado desse rei, ou talvez, antes, pelo tempo de Jeoacaz. Este Jonas é geralmente identificado com o principal personagem do livro de Jonas.- (livro de) - o autor deste livro tem sido identificado com aquele Jonas, de que se faz menção em 2 Rs 14.25. Mas, por outro lado, alguns críticos modernos recusam-se a considerar a obra como uma narração de fatos, julgando-a apenas um conto religioso, preparado com fins edificantes depois do exílio. isto, porém, não se harmoniza com as referências de Jesus a Jonas. Este livro, à exceção do cap. 24, contém uma simples narrativa. Conta que Jonas, tendo sido enviado, no cumprimento de uma missão, a Nínive, procurou fugir para Társis - mas, sendo surpreendido por uma tempestade, é lançado ao mar, sendo engolido por um grande peixe, em cujo ventre permaneceu pelo espaço de três dias (cap. 1º), no fim dos quais, pela sua oração fervorosa a Deus, é maravilhosamente salvo (cap. 2). Como Deus novamente o mandasse a Nínive, ele para ali partiu, e anunciou àquela cidade a sua destruição - mas os ninivitas, acreditando nas suas palavras, jejuam, oram, e arrependem-se, por isso são misericordiosamente poupados (cap. 3). Jonas, imaginando que o haviam de considerar um falso profeta, desgosta-se daquele ato de divina misericórdia, e deseja morrer. Quando deixou a cidade, sentou-se, e uma aboboreira o abriga, mas essa planta seca em pouco tempo, pelo que Jonas se entristece. E então Deus lhe faz ver, naquele fato, quanta razão havia na Sua suprema bondade para com os ninivitas arrependidos (cap. 4). Considera-se difícil de resolver a questão do caráter histórico do livro. É certo, porém, que a existência e o ministério do profeta, juntamente com os principais fatos da sua vida, são referidos por Jesus Cristo (Mt 12.39 a 41, e 16.4 - Lc 11.29,30), que não somente reconhece de um modo explícito a missão profética de Jonas, mas também em Mt 12.40 (embora seja possível ser isto apenas um comentário do Evangelista) descreve a sua estada no ventre do monstro marinho, indicativo de outro fato análogo, que havia de dar-se com Ele próprio. E depois de aludir à pregação do profeta em Nínive, e ao arrependimento dos seus habitantes, tem esta expressão: ‘Eis aqui está quem é maior do que Jonas.’ Toda a narrativa apresenta, também, o mais comovente contraste entre a terna misericórdia de Deus e a rebelião, impaciência e egoísmo do Seu servo, bem como entre a facilidade com que se arrependeram os ninivitas pela pregação de um profeta que os visitou como estrangeiro, e a dureza que os israelitas mostraram para com os servos do Senhor, que entre eles viviam e trabalhavam. Mas, indubitavelmente, o grande propósito do livro foi ensinar aos israelitas que a compaixão de Deus não se limitava a eles próprios, mas se estendia aos homens de todas as nações.
- Isaías - muitas vezes referido como o "profeta messiânico", por causa das muitas profecias dele que se cumprem especificamente em Cristo. E ele escreveu essas profecias mais de 700 anos antes do nascimento de Jesus.Salvação do Senhor. É isaías justamente chamado ‘o mais ilustre dos profetas’. Mas ele foi tão grande estadista como era profeta, tomando parte ativa nos negócios públicos durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. A respeito de seu pai Amoz nada se sabe (1.1 - 2.1). É, também, incerta a tradição de que isaías foi condenado à morte por Manassés. Era casado, e sua mulher foi por ele apelidada de ‘a profetisa’ (is 8.3). Tiveram dois filhos, dos quais nada se sabe, a não ser os seus nomes simbólicos (is 7.3 - 8.3,4). Deve ter exercido a sua missão de profeta durante um longo período de tempo. Calculando pelo menor tempo, passaram-se quarenta anos desde o último ano de Uzias (c. 740 a.C. - is 6.1) até ao ano em que Jerusalém foi libertada dos ataques de Senaqueribe (701 a.C.), sendo então que o profeta desaparece da história. Foram contemporâneos de isaías os profetas oséias e Miquéias. Além do livro de isaías, sabemos por 2 Cr 26.22 que o Profeta escreveu uma narração dos ‘atos de Uzias’. Perdeu-se esta obra, bem como outros escritos do profeta. A vida de isaías está intimamente relacionada com as histórias de Samaria e Judá, mas principalmente com este reino, e deve ser estudada nesta relação. - (livro de) - os assuntos do livro podem ser divididos em sete seções, como se segue:
(1) Caps. 1 a 6. Discursos de caráter geral, principalmente nos tempos de prosperidade e de corrupção, nos reinados de Uzias e Jotão, publicando os pecados do povo e fazendo ver, também, que com o arrependimento viria a misericórdia do Senhor. o cap. 6 relata a chamada do Profeta, como uma justificação para as suas ameaças e promessas.
g) Caps. 7 a 12. o Livro de Emanuel. Profecias em conexão com a invasão de Judá pelas combinadas forças de israel e da Síria, referindo-se, também, às invasões dos assírios - e compreende os avisos a Acaz contra o seu desejo de procurar obter a aliança com aquele povo - e são depois anunciadas as incursões dos assírios, e a destruição dos seus exércitos, com promessas de uma salvação mais grandiosa.
(3) Caps. 13 a 23. o Livro dos Pesos. Calamidades anunciadas contra várias nações, que eram hostis ao Senhor e a Seu povo. E nesses inimigos estava incluída a própria cidade de Jerusalém e um alto oficial do palácio do rei (2.2), porque estavam infeccionados dos pecados dos pagãos.
(4) Caps. 24 a 27. o Apocalipse de isaías. Uma vista geral de todas estas operações divinas acerca do julgamento e da misericórdia, mostrando os seus fins e resultados. (5) Caps. 28 a 35. Estes capítulos compreendem certas profecias, principalmente as do tempo de Ezequias, denunciando os pecados de israel e de Judá, mas com promessas de compaixão, e de cair o peso das calamidades sobre os seus opressores.
(6) Caps. 36 a 39. Há nestes uma narrativa da invasão de Senaqueribe e da sua derrota, ilustrando esse acontecimento as precedentes profecias - e ainda outra narrativa sobre a vaidade de Ezequias, e a conseqüente ameaça de castigo, não faltando em seguida as consoladoras promessas.
(7) Caps. 40 a 66. A Grande Profecia da Restauração de israel. Uma prolongada revelação dos desígnios de Deus quanto à sua misericórdia para com o povo de israel, tendo especialmente em vista o fim do cativeiro da Babilônia. Trata-se, na maior parte, de uma profecia continua - mas pode ser dividida em três seções:
(a) os capítulos 40 a 50 contêm uma defesa da Divindade do Senhor, que há de manifestar-se grandemente como Salvador do Seu povo.
(b) os capítulos 51 a 56.8 anunciam e descrevem esta manifestação por meio do Messias, e o resultado maravilhoso da Sua obra.
(c) os capítulos 56.9 a 66 expõem mais largamente estes resultados na superioridade da igreja de Cristo sobre o antigo israel nacional, relativamente ao caráter, privilégios e destinos daquela. Citações no N.T.: São numerosas as citações que se fazem do livro de isaías no N.T., mais especialmente do cap. 53, que trata dos sofrimentos do Servo do Senhor: ele salva do pecado e da aflição. Este capitulo acha-se quase todo reproduzido no N.T., sempre aplicado a Jesus Cristo. (Mt 8.1 - At 8.32, 33 - e Hb 9.28).
- Hilquías - o Senhor é a minha porção. Era o sumo-sacerdote que encontrou, em meio a entulhos, o Livro da Lei. Josias ordenou que o livro fosse lido perante todo o povo. Mais do que isto, que a prática de culto e adoração fosse adaptada ao que dizia o Livro da Lei, e fez uma aliança com Deus com base nas Palavras da Lei. A vida religiosa do povo de Judá experimentou assim uma grande Reforma. 1o pai de Eliaquim, oficial de Ezequias (2 Rs 18.18). 2. Sumo sacerdote no reinado de Josias, rei de Judá (2 Rs 22.4). os notáveis acontecimentos que ocorreram durante a sua vida sacerdotal, tornaram-no superior a outros sacerdotes. Ele auxiliou a grande reforma de Josias, e a celebração da Páscoa em conformidade com a vontade do rei, e descobriu no templo o livro da Lei de Moisés (1 Cr 6.13 - 2 Cr 34.14 - Ne 11.11). 3. Um levita (1 Cr 6.45). 4. outro levita (1 Cr 26.11). 5 Um sacerdote contemporâneo de Esdras (Ne 8.4 - 12.7,21). 6. Pai de Jeremias (Jr 1.1). 7. Pai de Gemarias (Jr 29.13).
- Hulda (Doninha). Profetisa que foi consultada pelo rei Josias (2 Rs 22.14 - 2 Cr 34.22). Habitava em Jerusalém, na parte mais baixa da cidade.
- Ageu o Festivo. Um dos três profetas da Restauração. Pouco se sabe a respeito da sua personalidade, mas o tempo do seu aparecimento pode deduzir-se do seu livro e do de Esdras. Nasceu, provavelmente, durante o cativeiro, e pertenceu ao número dos que vieram com Zorobabel da Babilônia para Jerusalém, no ano 536 a.C. A reedificação do templo começou com grande zelo, mas, por causa da oposição dos samaritanos, foram suspensas as obras pelo espaço de quatorze anos. Subindo, então, Dario Histaspes ao trono da Babilônia, foi Ageu inspirado por Deus a exortar Zorobabel e Josué a que recomeçassem o trabalho do templo. os seus arrazoados produzir um efeito (Ag 1.14 - 2.1), prosseguindo os judeus na reedificação no ano 520, dezesseis anos depois da volta do cativeiro. Diz-se que Ageu foi sepultado em Jerusalém, perto dos sepulcros dos sacerdotes. - (livro de) - Encerra este livro quatro mensagens proféticas, todas elas apresentadas durante 4 meses pouco mais ou menos (1.1 - e 2.1, 10, 20). Na primeira são censurados os judeus por desprezarem o templo - faz-se a promessa de que o favor divino havia de acompanhar a sua construção. Vinte e quatro dias depois desta profecia, foram as obras continuadas, sendo os israelitas animados por uma misericordiosa mensagem da parte de Deus. Mas, passado um mês, arrefeceu de novo o zelo do povo, e começaram a pensar se seria possível a restauração. Com o fim de remover as dúvidas do povo e levantar as suas enfraquecidas energias, apareceu Ageu declarando que o Senhor era com eles e profetizando que a glória do novo templo havia de ser maior do que a do primeiro (Ag 2.1 a 9). Pela terceira vez dirige-se Ageu aos judeus e censura-os pela sua indiferença - ao mesmo tempo incita-os a trabalharem o mais possível (Ag 2.10 a 19). No mesmo dia foi proferida outra profecia, dirigida a Zorobabel, príncipe de Judá, representante da casa de Davi, e aquele por quem principia a genealogia do Messias depois do cativeiro, encerrando as palavras proféticas a promessa de que o povo de Deus seria preservado no meio da queda e ruína dos reinos da terra (2.20 a 23). Cp.Ag 2.6 com Hb 12.26,27. Mas as palavras de 2.9, ‘neste lugar darei a paz’, foram, sem dúvida, cumpridas com a presença de Jesus Cristo no segundo templo.
- Zacarias o Senhor se lembra de nós. lo autor do livro de Zacarias. 2. Porteiro do tabernáculo da congregação. Ele é julgado o ‘conselheiro prudente’ (1 Cr 9.21 - 26.2,14). 3. Príncipe de Judá no reinado de Josafá, que foi mandado a instruir o povo na Lei (2 Cr 17.7). 4. Filho do sumo sacerdote Joiada. *veja Zacarias l. É aquele a quem Jesus Se refere em Mt 23.35. 5. o capataz dos operários, empregados na restauração do templo (2 Cr 34.12). 6. Chefe do povo, associado com Esdras na volta de Babilônia e na leitura da Lei (Ed 8.16 - Ne 8.4). 7. Sacerdote que tocava as trombetas na dedicação dos muros da cidade, efetuada por Esdras e Neemias (Ne 12.35,41). 8. outras pessoas com o nome de Zacarias são mencionadas em diversos lugares, mas nada se sabe delas. - (livro de) - A autoria deste livro é atribuída, nas suas primeiras palavras, a Zacarias, filho de Berequias, e neto de ido. Era da tribo sacerdotal (Ne 12.4,6), e veio da Babilônia, ainda jovem, com Zorobabel e Josué. Ele principiou a sua missão de profeta dois meses depois de Ageu, mais ou menos (Ed 5.1 e 6.14 - Ag 1.1), no segundo ano de Dario Histaspes - e continuou a profetizar durante dois anos (Zc 7.1). Ao seu zelo e ao de Ageu se deve, em grande parte, a reedificação do templo (Ed 5.1 - 6.14). Ainda que o objetivo imediato de Zacarias seja animar os judeus na restauração do culto público, outros ele tem mais afastados e importantes. As suas profecias alcançam ‘o tempo dos gentios’, mas a história do povo escolhido ocupa em Zacarias o centro das suas predições. o livro pode dividir-se em três seções: 1. os caps. 1 a 6 contêm uma série de oito visões que teve o profeta no segundo ano de Dario, e eram reveladoras das dispensações da Providência com respeito aos judeus e às nações que os tinham oprimido. 2. os caps. 7 e 8 encerram profecias sobre a prosperidade futura dos judeus, no engrandecimento de Jerusalém, entremeadas de avisos e exortações. 3. os seis capítulos restantes contêm uma série de predições, revelando a futura história do povo de Deus desde esse período até ao fim do mundo. Nessas profecias acham-se intercaladas muitas outras referentes à pessoa, caráter, e obra do Messias, à promulgação do Evangelho, à chamada dos gentios, e à glória final e bem-aventurança da igreja de Deus, unindo judeus e gentios numa santa comunidade, debaixo da direção do grande Sumo-Sacerdote e Rei (9 a 14). As muitas citações feitas na segunda porção do livro, de profetas que viveram anteriormente ao cativeiro, e do tempo do cativeiro, parecem indicar claramente que o autor é de uma época posterior. Na verdade, é mais razoável supor que um só profeta os citou, do que acreditar que eles todos o citaram. Comparar 9.2 com Ez 28.3 - 9.5 com Sf 2.4 - 9.11 com is 51.14 - 9.12 com is 49.9 e 61.7 - 10.3 com Ez 34.17 - 11.4 com Ez 34.4 - 11.3 com Jr 12.5 - 13.8,9 com Ez 5.12 - 14.8 com Ez 47.1 a 12 - 14.10,11 com Jr 31.38 a 40 - 14.16 a 19 com is 66.23 e 60.12 - 14.20,21 com Ez 43.12 e 44.9. Algumas das referências ao profeta Zacarias, no N.T., acham-se em íntima conexão com a obra de Jesus Cristo - Zc 9.9, a entrada do Rei em Jerusalém (Mt 21.5 - Jo 12.14,15) - Zc 11.13, as trinta peças de prata (Mt 27.9,10) - Zc 12.10, olhando para Aquele a quem traspassaram (Jo 19.37 - Ap 1.7) - Zc 13.7, o Pastor ferido (Mt 26.31 - Mc 14.27) - Zc 14.11, não haverá mais anátema (Ap 22.3)
Fonte: http://www.bibliacomentada.com/BibliaTools/Dicionario.asp?Letra=A
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Juizes e Reis - Ascendências
● JUÍZES
Após a morte de Josué e dos anciãos, veio uma situação anárquica, em que não havia obediência aos mandamentos divinos (Jz 2.12-15). E em conseqüência disso certas pessoas foram escolhidas por intervenção divina, para governarem a nação como juízes ou libertadores. Não tinham poder de fazer novas leias, mas somente o de julgarem em conformidade com a lei de Moisés. Havia neles, também o poder executivo, embora a sua jurisdição se estendesse somente algumas vezes a certa parte do país. Não tinha estipêndio estabelecido, mas o povo estava acostumado a levar-lhes presentes, ou oferendas. Esta forma de governo durou desde a morte de Josué até à escolha de Saul para ser rei, compreendendo um espaço de 460 anos.
Samuel foi o mais notável dos juízes, parecendo que na última parte de sua vida ele se limitava a exercer principalmente a missão de profeta. Sendo Saul rei, finalizou a forma teocrática de governo (1Sm 8.7). A pessoa do juiz era considerada santa e sagrada, de modo que consultá-lo era o mesmo que “consultar a Deus” (Ex 18.15). Era ele divinamente dirigido, não temendo então a face de ninguém.
Além dos juízes supremos, havia anciãos da cidade, que constituíam um tribunal de justiça, com o poder de resolver pequenas causas da localidade (Dt 16.18).
Os principais juízes foram quinze:
1- Otniel (Jz 3.9) – De Judá, livrou a Israel do rei da mesopotâmia;
2- Eúde (Jz 3.15) – Expulsou os amonitas e os moabitas;
3- Sangar (Jz 3.31) – Matou 600 filisteus e salvou a Israel;
4- Débora (Jz 4.5) – Associada a Baraque, guiando a Naftali e Zebulom à vitória contra os cananeus;
5- Gideão (Jz 6.36) – Expulsou os midianitas do território de Israel;
6- Abimeleque (Jz 9.1) – Pseudo libertador sem autoridade divina;
7- Tola (Jz 10.1) – Subjugou os amonitas;
8- Jair (Jz 10.3) – Subjugou os amonitas;
9- Jefté (Jz 11.11) – Subjugou os amonitas;
10- Ibsã (Jz 12.8) – Perseguiu os filisteus;
11- Elom (Jz 12.11) – Perseguiu os filisteus;
12- Abdom (Jz 12.13) – Perseguiu os filisteus;
13- Sansão (jz 16.30) – Perseguiu os filisteus;
14- Eli (1Sm 4.18) – Julgou a Israel como sumo sacerdote;
15- Samuel (1Sm 7.15) – Agiu principalmente como profeta.
● Monarquia
Na história dos hebreus sucedeu o governo teocrático (Juizes). A monarquia, foi uma concessão de Deus (1Sm 8.7;12.12), correspondendo a um desejo da parte do povo. Esse desejo, que já havia sido manifestado numa proposta a Gideão (Jz 8.22,23), e na escolha de Abimeleque para rei de Siquém (Jz 9.6), equivale à rejeição da teocracia (1Sm 8.7), visto como o Senhor era o verdadeiro rei da nação (1Sm 8.7; Is 33.22). A própria terra era conservada, como sendo propriedade divina (Lv 25.23). A monarquia constituída era hereditária, embora a sucessão não fosse necessariamente pela linha dos primogênitos. Quando a coroa era colocada na cabeça do rei, ele formava então um pacto com os seus súditos no sentido de governá-los com justiça (2Sm 5.3; 1Cr 11.3), comprometendo-se os nobres a prestar obediência; e confirmavam a sua palavra com um beijo de homenagem (1Sm 10.1). Os rendimentos reais provinham dos campos de trigo, das vinhas, e dos olivais, e do produto dos rebanhos. Aos reis pertencia a décima parte da produção; recebiam também, os tributos que pagavam os negociantes que atravessavam o território hebraico; os presentes dados pelos súditos; e os despojos da guerra e as contribuições das nações conquistadas. Além disso, tinha o rei o poder de exigir o trabalho forçado, o que era para ele causa de aumentarem seus bens.
Antes da divisão:
1- Saul (por volta de 1.060 aC) 1Sm 10.1
2- Davi (+/- 1.020 aC) 2Sm 2.1
3- Salomão (980 aC) 1Rs 1.39
Depois da divisão:
● Reis de Israel capital de Samaria
Israel significa "Principe que luta com Deus". (Génesis 32:22-28) Jacob é frequentemente chamado de Israel, que segundo a Bíblia, deve o seu nome por ter lutado com um anjo por uma bênção. É sinónimo dos 12 filhos de Jacob e da nação fundada nas 12 tribos. Após Salomão, com a divisão do Reino em 2 partes, designa o Reino de Israel Setentrional (ou Reino das 10 Tribos).
- Jerobão – filho de Nebate (servo de Salomão)e Zeruá, dividiu o reino com Roboão. Reinou durante 22 anos, sucedendo-lhe no trono Nadabe, seu filho.
- Nadabe – filho de Jerobão I, perde seu reino por desobediência ao Senhor. Na guerra todos morreram. Nadabe ou Nadab (no hebraico significa "liberal" ou "bem disposto"), tornou-se no segundo rei de Israel por volta de 913 a.C., segundo algumas cronologias. (I Reis 14:20). Durante o cerco a Gibetom, uma cidade ao sul de Dã (Josué 19:44), Baasa conspirou contra ele e o assassinou (I Reis 15:25-28), após este ter reinado por dois anos (I Reis 15:29);
- Baasa – que em hebraico quer dizer: "aquele que ouve Baal" filho do profeta Aias, reina sobre Israel em Tirzá, mas perde o reino conforme professia de Jeú (filho de Hanani) foi o terceiro Rei de Israel. Pertencia à Tribo de Issacar. Subiu ao trono após ter assassinado o rei Nadabe. Logo que subiu ao trono mandou assassinar toda a Dinástia de Jeroboão. Escolheu para capital a cidade de Tirsa. Reinou durante 24 anos, sucedendo-lhe no trono Elá, seu filho;
- Ela – Foi o quarto Rei de Israel Setentrional. Reinou durante dois anos, filho de Baasa, mas, perde o reino para seu servo Zinri (oficial de seu exército e chefe da metade dos carros) que o executa com toda sua família e se auto-proclamou em Tirza como novo rei;
- Zinri – Zimri ou Zinri, foi o quinto rei de Israel Setentrional e reinou apenas durante sete dias(I Reis 16),porque o exército escolheu Omri como seu rei, e com seu apoio, sitiaram Tirza. Achando sua posição insustentável, Zimri colocou fogo na torre do palácio real e morreu queimado. O nome Zimri tornou-se uma alcunha para um traidor que assassina seu rei (II Reis 9:31). (Zimri "louvável" é o nome de dois personagens da Bíblia Hebraica);
- Onri – Em hebraico "é minha vida", foi o sexto rei de Israel Setentrional e fundador da Dinástia de Omri. Era o comandante-chefe do exército quando Zimri assassinou o Rei Elá e tornando-se rei (segundo algumas cronologias, em 885 a.C.). Isso aconteceu no 27.º ano de Asa, Rei de Judá. Ao fim de quatro anos, Onri torna-se rei único.Fez alianças com a fenícios, casando seu filho, Acabe com Jezabel, filha de Etbaal, rei de Sídon. Tinha o Mesa, rei de Moabe como seu tributário. No seu 6.º ano de reinado (segundo algumas cronologias, em 880 a.C.), comprou um monte a Semer - o Monte de Semer - e mandou construir de raíz uma nova cidade para capital do reino, que se chamaria de Samaria. Também desenvolveu bastante o país. Reinou durante doze anos, sucedendo-lhe no trono Acabe, seu filho;
- Acabe – filho de Onri, foi o sétimo Rei de Israel Setentrional. Casou-se com Jezabel, filha do Rei de Sídon Etbaal, princípe Fenício. Durante seu reinado, prósperou o culto de Baal sob o patrocínio de Jezabel. Procurou estabelecer alianças com Ben-Hadade II, Rei da Síria de Damasco, e com Josafá, Rei de Judá. Alegadamente um exército do Rei Acabe (Ahabu) terá participado na Batalha de Carcar, uma coligação síro-palestina anti assíria liderada por Ben-Hadade II contra o expancionismo do Rei Salmanasar III. Esta batalha é datada como ocorrida em 853 a.C.. Foi gravemente ferido na Batalha de Ramote Gileade contra Ben-Hadade II. Morreu durante o combate, depois de ter reinado durante 22 anos. Seu filho Acazias, sucede-lhe no trono como rei. Sua filha, Atália, casa-se com Jeorão, filho de Josafá, Rei de Judá. Segundo algumas cronologias, viveu de 897 a.c. a 817 a.C. e reinou a partir de 874 a.C. (I e II Reis). Devido a seca que Elias o profeta tesbita havia orientado, um corvo o alimentou, aliou-se com Josafá contra o rei da Siriel;
- Acazias – filho de Acabe e Jezabel foi o 8º rei de Israel. Morreu após um curto reinado de 2 anos, devido a ferimentos ocazionados por uma queda de uma janela de sua casa. Sucedeu-lhe o seu irmão, de nome Jorão, dado que Ocozias não tinha filhos;
- Jorão assume. Seu reinado durou 12 anos. O autor dos livros de Reis fala de Jeorão de Israel e de Jeorão de Judá na mesma passagem, o que pode causar confusão. Seu único ato conhecido foi quando ele, auxiliado por seu sobrinho Acazias, rei de Judá, lutou sem sucesso contra o exército de Hazael, rei dos arameus em Ramote-Gileade; onde Jeorão foi ferido. Retornou então Jeorão para se recuperar dos ferimentos em Jezreel. Seu general Jeú iniciou uma revolta, assassinou Jeorão, e ocupou o trono de Israel. O autor da estela de Tel Dan (encontrada em 1993 e 1994 durante escavações arqueológicas no sítio de Laish) conta ter assassinado Acazias, o filho de Jeorão, e Jeorão; o autor mais provável deste monumento é Hazael, rei dos arameus. Embora a inscrição seja de uma testemunha contemporânea desse período, os reis desses tempos eram acostumados a vangloriarem-se e a fazerem relatos exagerados; não está claro, porém se Jeú matou os dois reis (como a Bíblia relata) ou se foi Hazael (como a Estela de Tel Dan apresenta);
- Jeú filho de Josafá e neto de Ninsique reina por 28 anos foi o décimo rei de Israel. O pai de Jeú não foi contemporâneo do rei Josafá de Judá, cujo próprio pai foi o rei Asa de Judá. "Geralmente Jeú é mencionado como sendo apenas filho de Ninsi, provavelmente porque Ninsi foi mais importante ou para evitar confusão dele com o Rei de Judá. Chegou ao trono após assassinar o anterior rei Jorão sucedendo-lhe seu filho Joacaz;
- Joacaz foi o 11º rei de Israel sucedendo a seu pai. Reinou durante 17 anos, sucedendo-lhe seu filho Joás;
- Jeoás – filho de Joacaz foi o 12º rei de Israel. Reinou durante 16 anos, sucedendo-lhe seu filho Jeroboão II;
- Jeroboão II – filho de Joás foi o 13º rei de Israel. Reinou durante 41 anos, sucedendo-lhe seu filho Zacarias;
- Zacarias – filho de Joroboão II foi o 14º rei de Israel, sucedendo a seu pai, o seu reinado duraria 6 meses, sendo assassinado por Salum que lhe ocuparia o trono;
- Salum – filho de Jabes foi o 15º rei de Israel após assassinar o Zacarias. O seu reinado duraria um mês, sendo assassinado por Menaém, que lhe ocuparia o trono;
- Menaem – filho de Gadi foi o 16º rei de Israel. O seu reinado ocorreu por volta de 750 a.c.-740 a.c. Chegou ao trono após ter assassinado o rei Salum. Ficou celebre o episódio em que Menaém suprimiu brutalmente uma revolta na cidade de Tirza, matando todos os homens e esventrando todas as mulheres grávidas. Durante o seu reinado o rei da Assíria, Tiglat-Falasar III invadiu o seu reino e impos a Menaém um tributo de mil talentos de prata. Além da Bíblia este episódio encontra-se também descrito numa inscrição Assíria. Morreu após ter reinado cerca de 10 anos, deixando o trono ao seu filho Faceias(Pecaías);
- Pecaias – ou Faceias foi o 17º rei de Israel, sucedendo a seu pai, o rei Menaém. Foi assassinado no palácio real em Samaria por Peca, um dos oficiais do seu exército, após um reinado de 2 anos;
- Peca ou Faceia foi o 18º rei de Israel. Chegou ao trono após assassinar o anterior rei (Faceias ou Pecaías). Reinou durante 20 anos, sendo assassinado por Oséias que lhe ocuparia o trono;
- Oséias – filho de Ela reina foi o 19º e último rei de Israel. Reinou durante 9 anos, ao fim do qual o rei da Assíria conquistou o seu reino deportando uma grande parte dos seus habitantes para a Assíria e para a Média;
- Salmanasar – rei da Assíria, ou Rei Senaqueribe invade o Reino de Judá e sítia Jerusalém, mas sem a conquistar. Segundo a Bíblia, o seu exército foi "subitamente destruído por obra de Deus". Outros autores, de orientação científica, crêem ser provável que rebeldes entre os próprios assírios tenham se levantado após uma campanha militar tão longa na Palestina, até porque Senaqueribe não era muito querido nem mesmo por seus súditos. De qualquer forma, o Reino de Judá se viu pela primeira vez ameaçado por forças estrangeiras - tomou Samaria e a transportou Israel para a Assíria, e enviou para Samaria estrangeiros e a contaminou em culturas e religiões.
Fonte: - Reis de Israel:
1- Jeroboão I (937 aC) 1Rs 11.28
2- Nadabe (915 aC) 1Rs 14.20
3- Baasa ( 914 aC) 1Rs 15.16
4- Elá (891 aC) 1Rs 16.8
5- Zinri (890 aC) 1Rs 16.15
6- Onri (890 aC) 1Rs 16.16
7- Acabe (876 aC) 1Rs 16.29
8- Acazias (856 aC) 1Rs 22.40
9- Jeorão ou Jorão (854 aC) 2Rs 1.17
10- Jeú (842 aC) 1Rs 19.16
11- Joacaz (814 aC) 2Rs 10.35
12- Jeoás (797 aC) 2Rs 13.10
13- Jeroboão II (781 aC) 2Rs 14.23
14- Zacarias (741 aC) 2Rs 14.29
15- Salum (741 aC) 2Rs 15.10
16- Manaém (740 aC) 2Rs 15.14
17- Pecalias (737 aC) 2Rs 15.23
18- Peca (736 aC) 2Rs 15.25
19- Oséias (730 aC) 2Rs 15.30
● Reis de Judá capital de Jerusalém
Onde encontrava-se o Templo do Deus de Israel mandado construir pelo Rei Salomão para abrigar a Arca da Aliança ou Arca do Pacto.
- Roboão – filho de Salomão, rei de Israel em Judá. Ao ser proclamado rei, Roboão foi a Siquém para que as tribos do Norte o reconhecessem como o Rei de Israel. Em Siquém, os israelitas impuseram-lhe uma condição: aceitariam o seu governo, caso fossem retirados os pesados tributos impostos ao povo por Salomão. Roboão, rejeitando os conselhos sábios dos anciãos de Israel, não aceitou as condições e houve divisão do Reino. (I Reis 12:3-11) Quando as tribos do Norte se rebelaram, o Rei Roboão quis partir para a repressão militar com 180 mil soldados, mas foi desaconselhado pelo profeta Semaías, que declarou que a separação do Reino estava em conformidade com a vontade do Deus de Israel. (I Reis 12:21-24) No 6º ano do reinado de Roboão, a Palestina foi invadida pelos exércitos do Faraó Sheshonq I (chamado de Sisaque, no Antigo Testamento), sendo Roboão compelido a pagar tributo com os tesouros do Templo de Jerusalém e do Palácio Real. (I Reis 14:25-26, II Crónicas 12:5-9) Uma inscrição mural num templo de Karnak, no Alto Egipto, e a Estela de Megido, comprovam a veracidade do relato bíblico. A datação da divisão do Reino de Israel apresenta algumas dificuldades. Por exemplo, o arquelólogo inglês William F. Albright datou seu reinado ente 922 a.C. a 915 a.C., enquanto While E. R. Thiele, sugere 931 a.C. a 913 a.C.. Outros, ainda, sugerem diferentes datas. Tinha 41 anos ao subir ao trono reinou por 17 anos e foi sucedido por Abijão (ou Abias), seu filho;
- Abião – ou Abias, filho de Roboão com Micaia, neto de Salomão, começou a reinar em Judá, até que entrou em guerra com Jeroboão, este com 800 mil homens reunidos, e Abias com 400 mil valentes homens. Jeroboão, contando com a vantagem numérica, armou uma emboscada, posicionando parcela de seu exército na retaguarda dos homens de Abias. Os homens de Judá clamaram por Deus, e seus sacerdotes tocaram as trombetas e bradaram pela batalha. Em seguida, Deus feriu Jeroboão e seu povo de Israel, que partiu em retirada e foi massacrado pelo exército de Abias, fazendo 500 mil mortos. Abias perseguiu Jeroboão pelas cidades de Betel, Jesana e Efrom, conquistando-as em seguida, até que, sem forças, Deus deu fim a vida de Jeroboão. Abias Reinou por três anos, por sua vez, se tornou mais poderoso, e casou-se com quatorze mulheres e teve vinte e dois filhos e dezesseis filhas, um deles sendo Asa, que o sucedeu e manteve a paz durante dez anos;
- Asa – filho de Abião e de Maaca que, por sua vez, era filha de Absalão foi o terceiro rei de Judá após o cisma de Israel. Combate à idolatria e ao paganismo. Até mesmo a Rainha Maacá, sua, foi deposta por estar envolvida com a idolatria. Planos de defesa e guerra. Durante o período em que a terra esteve em paz o Rei Asa pode edificar cidades fortificadas em Judá. Tal prevenção permitiu que Judá prosperasse durante um longo período. Tinha à sua disposição 580 mil homens (300 mil de Judá e 280 mil de Benjamin) quando Zerá, o etíope saiu para a batalha com 1 milhão de homens e 300 carros Asa orou: Oh Senhor, nada para ti é ajudar, quer o poderoso quer o de nenhuma força. Acuda-nos, pois, o Senhor nosso Deus, porque em ti confiamos, e no teu nome viemos contra esta multidão. Oh Senhor, tu és nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem. pela intervenção de Deus, venceu a batalha contra Zerá e ainda saqueou todas as cidades que estavam nos arredores de Gerar. No trigésimo sexto ano do seu reinado, Baasa, rei de Israel, subiu contra Asa e edificou a Ramá, a fim de obstruir a passagem para Judá. Com a intenção de evitar a guerra contra Israel, Asa enviou prata e ouro do Templo e da casa do próprio Rei para Bene-Hadade, Rei da Síria, que habitava em Damasco. A oferta tinha como objetivo desfazer a aliança firmada entre os dois Reis (de Israel e da Síria) no projeto de construir Ramá, e de impedir a acesso a Judá. A aliança entre os Reis de fato foi rompida após a oferta e, com as pedras e as madeiras que Baasa estava utilizando para construir Ramá o Rei Asa edificou a Geba e a Mizpá. Apesar de bem sucedido, o acordo do Rei Asa com Bene-Hadade foi repreendido por Deus. O profeta Hanâni foi ao Rei para admoestá-lo severamente. As palavras do profeta foram tão mal recebidas pelo Rei Asa, que, indignado contra o profeta, lançou-o na casa do tronco. Neste período Asa não procedia mais da mesma maneira que no início de seu reinada, pois também nesse mesmo tempo o Rei Asa oprimiu alguns do povo. No 39º ano de seu reinado Asa ficou doente dos pés; e era mui grave a sua enfermidade; e nem mesmo na enfermidade buscou a Deus, mas aos médicos. Morreu no ano 41 do seu reinado. Reinou 41 anos sobre Judá em Jerusalém (912-871 aC). Foi enterrado na Cidade de Davi;
- Josafá – ou Josafat foi o 4º rei de Judá filho de Asa e Azuba, bisneto de Roboão. Durante o seu reinado, houve grande combate á idolatria, pois destruiu os altos, quebrou as estátuas, e outros. Conquistou Edom e fez reformas militares, políticas e religiosas. Também houve aliança com o rei Acabe, de Israel, na batalha contra os sírios onde o rei Acabe foi morto, e também com Acazias, para que se construíssem barcos que fossem a Társis pegar ouro, mais foi repreendido pelo profeta Jeú, que disse: Porquanto te aliastes com os que aborrecem ao Senhor, o senhor despedaçou as aus obras. E os navios se quebraram, e não chegaram em Tarsis. Seu filho Jorão reinou em seu lugar. No ano 853 a.C. aconteceu a famosa batalha de Carcar. A coalizão de 12 reis vizinhos de Judá e Israel lutou a fim de entravar a força inundante da Assíria. Salmaneser III alardeou depois a sua vitória, mas os historiadores partem de um empate, visto que Salmaneser não conquistou pais algum e voltou somente depois de quatro anos para essa região. Israel participou com o maior contingente de carros de guerra, enquanto Judá nem está alistado sequer. Presume-se por isso, que Josafá unido ao Acabe destróem o rei da Síria em Ramote de Gileade. Acabe morre no combate e Josafá uni-se agora com Acazias (filho de Acabe). Reina por 25 anos;
- Jeorão – ou Jorão, filho de Josafá foi o 5º rei de Judá. Começou a reinar com 32 anos de idade e reinou 8 anos sobre Judá. Durante seu reinado, os edomitas, que estavam subjulgados, se rebeleram e constituíram seu próprio rei;
- Acazias – ou Ocozias foi o 6.º Rei de Judá. Filho de Jeorão e de Atalia (filha de Acabe e irmã Josebate - Acazias tem o mesmo nome do filho de Acabe, mas é acrescentado um S no final). À época em que sucedeu a seu pai, os reinos de Israel e Judá eram aliados numa guerra contra o reino de Aram (Síria). Segundo a narrativa bíblica, durante uma batalha travada em Ramot de Galaad, à leste do Rio Jordão, o rei Jorão, de Israel, foi ferido e retirou-se para seu palácio em Jezrael, na companhia de Ocozias. O comandante israelita, Jeú, que tramava contra seu rei, segui-os e atacou os dois monarcas, matando Jorão. Nesse ponto, há divergência entre os dois livros bíblicos que tratam do assunto. O Livro dos Reis conta que Ocozias foi perseguido e ferido por Jeú, tendo se refugiado na fortaleza de Megido, onde veio a falecer. Entretanto, em Crônicas, consta que ele foi detido em Samaria e entregue a Jeu, sendo executado. Após a morte de Ocazias, sua mãe, Atália, mandou matar os possíveis herdeiros ao trono e assumiu o poder em Judá durante os seis anos seguintes. Ocazias começou a reinar aos 22 anos e reinou apenas um ano;
- Atália filha de Acabe, Rei de Israel e de Jezabel. Casou com Jeorão, Rei de Judá, filho de Josafá. Com este casamento, procurou-se por fim aos conflitos e conseguir uma União Dinástica entre os reinos de Israel Setentrional e de Judá. Ela tornou-se regente do Reino de Judá durante seis anos, sucedendo após a morte de seu filho, Acazias. Segundo algumas cronologias, Atália terá governado entre anos 842 e 837 a.C.. Na realidade, Atália não foi uma rainha do Reino de Judá, mas uma Regente do Reino. O texto bíblico deixa bem claro que ela não foi [e não podia ser] contada como uma rainha. Promovia o culto de Baal, da mesma forma que Jezabel, sua mãe, havia tinha feito anteriormente no Reino de Israel Setentrional. Esta atitude fez com que Atália fosse odiada pelo povo e pelos sacerdotes. Por alguns anos antes, os profetas Elias e Eliseu já anunciavam o fim da Casa Real de Acabe. Num acto de vingança contra a execução de toda a Casa Real de Acabe, Atália mandou assassinar todos os membros da Casa Real de David e assumiu o trono de Judá. Mas, Jeoseba, filha do Jeorão, Rei de Judá, escondeu o herdeiro do trono Jeoás, filho de Acazias, que tinha um ano de idade. Ele foi criado em segredo no Templo de Jerusalém pelo Sumo Sacerdote Joiadá e por sua mulher. Quando Jeoás tinha sete anos, Joiadá elaborou um plano para coroá-lo como rei no Templo de Jerusalém, com a protecção dos guardas reais. Quando Atália percebeu o acontecido, foi ao Templo na tentativa de impedir a rebelião, mas acabou sendo executada no portão dos cavalos junto ao Palácio Real, por ordem do Sumo Sacerdote Joiadá. Depois disso, é destruído o templo de Baal e seu altar. Atália foi a última representante da Dinástia de Onri. (II Reis 11:1-20; II Crônicas 22:1–23:21);
- Joás – ou Jeoás filho de Acazias foi o 8º rei de Judá. Antes que pudesse ser morto, Joás foi salvo por sua tia Jeoseba e foi escondido no templo e criado pelo sacerdote Joiadá. Quanto Joás tinha sete anos, Joiada chamou os capitães dos cários e da guarda e fez aliança com eles. No sábado, os guardas protegeram o templo e escoltaram Joás. Joiada pôs a coroa na cabeça de Joás e lhe deu o livro do testemunho, e ele foi constituído rei. Quando Atália percebeu o acontecido, foi ao templo na tentativa de impedir a rebelião, mas acabou sendo executada no "Portão dos Cavalos" do palácio, por ordem de Joiadá. (II Reis 11:1-20; IICron 22:1–23:21).Durante seu reinado, Joás reparou a Casa do Senhor, e Hazael, rei da Síria, conquistou Gate e marchou contra Jerusalém. Mas antes que Hazael atacasse a cidade, Joás, precipitadamente, tomou todos os tesouros da Casa do Senhor e da casa do rei e entregou a Hazael, e este se retirou de Jerusalém. Joás começou a reinar com apenas sete anos de idade e reinou durante quarenta anos em Jerusalém sobre JudáNo fim de seu reinado, alguns de seus servos conspiraram contra ele e o mataram. Seu filho Amazias reinou em seu lugar. (II Reis 12; II Crônicas 24:1-14);
- Amazias – ou Amassias foi o 9º rei de Judá. Filho de Joás, umas das primeiras coisas que fez foi matar os servos que assassinaram seu pai. No seu reinado guerreou contra os edomitas e os subjulgou. Após sua vitória, enviou mensageiros a Jeoás, rei de Israel ,dizendo para que os dois reinos "medissem armas". Travaram uma batalha em Bete-Semes e Judá foi derrotado. O rei Amazias foi capturado e levado para Jerusalém, Jeoás tomou todo o ouro, prata e utensílios que achou na Casa do Senhor e na casa do rei e voltou para Samaria. Amazias começou a reinar sobre Judá com 25 anos de idade e reinou durante 29 anos. Do mesmo modo que o pai, conspiraram contra ele e o mataram. O povo tomou a Uzias, filho de Amazias, e o constituiu rei de Judá (II Reis 14:1-22; II Crônicas 25:1-28);
- Uzias – ou Azarias filho de Amazias foi o 10º rei de Judá e teria começado a reinar por volta de 792 a.C. Sua história triste historia consta nos livros de II Crônicas, no Capítulo 26, e em II Reis, sendo contemporâneo ao profeta Isaias. Grande guerreiro considerado um engenheiro de notável saber, uma vez que as armas projetadas por ele arremessavam grandes pedras, e, atiravam lanças. Possuiu grandes fazendas, construiu reservatórios de água, fortificou torres e edificou uma cidade chamada Elate. O seu exército foi tão poderoso que a sua fama chegou até o Egito. Segundo as inscrições de Tiglat-Piléser III, teve um confronto no ano 738 a.C. entre ele e uma coalizão forte entre reinos sírios, Israel Setentrional, Judá e outros sob liderança do velho rei Uzias. Porém a resistência não era bastante forte para Tiglat-Peléser abandonar suas tentativas de avançar também para o sul. Invade o Reino Israel Setentrional, e seu rei Menaém torna-se seu tributário. Nos últimos anos de sua vida, foi amaldiçoado com a lepra, ao tentar subverter à lei de Moisés e queimar ele mesmo o incenso no templo, o que era reservado para os sacerdotes. Reinou 55 anos. Morreu isolado em um palácio, à margem do poder pois era leproso;
- Jotão – ou Jotam filho de Azarias foi o 11º Rei de Judá e começou a governar por volta do ano 750 a.C.. Foi contemporâneo ao profeta Isaías. Durante o seu reinado realizou várias obras, entre as quais a reconstrução do portão superior do templo, os muros de Ofel, cidades nas montanhas de Judá, bem como castelos e torres. Foi também um rei guerreiro que venceu os amonitas. É considerado um rei bom, conforme a Bíblia, embora tenha sido omisso, pois permitiu que o povo permanecesse na idolatria, adorando a deuses pagãos. Sua história pode ser encontrada no capítulo 27 do livro de II Crônicas, bem como em II Reis 15: 32-38)reina por 16 anos;
- Acaz – filho de Jotão foi o 12º rei de Judá, tendo iniciado o seu reinado em 735 a.C. e contemporâneo ao profeta Isaías. É considerado um rei mal, de acordo com a Bíblia, pois promoveu a idolatria, fechou as portas do templo sacrificou o próprio filho aos deuses pagãos. Sofreu importantes derrotas militares e não conseguiu obter o apoio da Assíria para controlar os conflitos com as nações vizinhas. Ao falecer, não foi sepultado junto com os restos mortais dos reis de Israel. A história de Acaz pode ser lida em II Reis 16:1-20 e em II Crônicas 28:1-27. À época de Acaz, o Reino de Judá apresentou vísiveis sinais de declínio. O reino vassalo de Edom rebelou-se com sucesso e os Filisteus reconquistaram seus territórios na planície costeira. Além disso, os exércitos coligados do Reino de Israel (governado por Facéia) e de Aram-Damasco (Síria) invadiram Judá, inflingindo severa derrota militar às forças de Acaz. Embora não tenham conseguido tomar Jerusalém, os aliados carregaram consigo imensos despojos e uma grande quantidade de prisioneiros. Obviamente, o texto bíblico atribui esses revezes à idolatria do rei.
Acuado, Acaz desprezou as advertências de seu conselheiro, o profeta Isaias, e buscou a proteção da Assíria, enviando uma mensagem e valiosos presentes a Tiglat-Piléser III. Segundo 2Reis 16,7, a mensagem dizia: "Sou teu servo e teu filho. Vem libertar-me das mãos do rei da Síria e do rei de Israel, que se insurgiram contra mim". Os assírios responderam enviando um poderoso exército que esmagou, rapidamente, os aliados. Damasco foi ocupada e Israel perdeu grande parte de seu território. Todos os reinos da região se tornaram tributários da Assíria, inclusive o Reino de Judá. Em uma inscrição, Acaz é mencionado como um monarca que remete a Nínive, ouro, prata, estanho, ferro, chumbo e peças de vestuário. O Livro dos Reis também registra que ele foi a Damasco prestar homenagem a seu suzerano assírio. Reina por 16 anos;
- Ezequias – filho de Acaz e Abi (filha de Zacarias) foi o 13º Rei de Judá. Considerado um dos maiores reis de Judá por causa da sua confiança e dependência em Deus e seguiu o exemplo do Rei Davi, governou a partir de 715 a.C. Em 722 A.C quando o rei assirio Sargão II destruiu o reino do norte (Israel) e conquistou Samaria( Capital do reino do norte), Sargão II matou e exilou parte de Israel deixando alguns remanescentes agricultores para tráz em Samaria e em 710 A.C Ezequias rei de Judá convoca alguns de seus melhores soltados e os envia para Samaria para buscar os remanescentes de Israel, alguns historiadores afirmam que o próprio rei Ezequias após vestir seu melhor trage real e abre pessoalmente os portões de Jerusalém e se posiciona na entrada da cidade para receber os remanescentes de Israel. Ezequias era um homem de muita fé. Guardava os mandamentos da lei mosaica e exortava o povo a desviar-se do pecado e se aproximar de para Deus.No início do seu reinado, Ezequias reparou e purificou o templo. Reintegrou os sacerdotes e levitas ao seu ministério, e restaurou a celebração da Páscoa (II Crônicas 29:3 e 30:5). Além disso, combateu a idolatria em Judá proibindo o culto aos deuses pagãos, determinando também que fosse destruída a serpente de bronze construída na época de Moisés, pois o povo estava adorando-a. E, devido à sua obediência, a Bíblia relata que Deus trouxe paz ao seu reino enquanto cuidou do templo providenciou a adoração adequada. De acordo com a Bíblia, Ezequias, ao ser confrontado pelo rei da Assíria, Senaqueribe, orou a Deus e foi salvo do cerco de Jerusalém( por volta do ano 701 a.C.), em que um anjo teria exterminado cento e oitenta e cinco mil soldados assírios durante a noite. Após a expulsão dos assírios, Ezequias experimenta um novo milagre também relatado na Bíblia. Tendo adoecido gravemente, o profeta Isaías veio lhe dizer que iria morrer. Não se conformando, Ezequias pôs-se a orar e Isaías retorna com outra mensagem de Deus informando um acréscimo de mais 15 anos à vida do rei. E, como prova do cumprimento dessa palavra, Deus deu um sinal a Ezequias, fazendo atrasar dez graus a sombra do relógio solar construído por Acaz. Tendo se recuperado, Ezequias cometeu um sério equívoco ao mostrar os seus tesouros aos mensageiros da Babilônia. Devido a isso, Ezequias foi advertido pelo profeta Isaías, prevendo o futuro cativeiro dos judeus, o que ocorreu numa invasão de Nabucodonosor, no reinado de Zedequias. Reina com 25 anos de idade e governou por 29 anos;
- Manassés – filho de Ezequias reina;
- Amom – ou Amon foi o 15º Rei de Judá, de 642 a.C. a 640 a.C.. Era filho de Manassés e Mesulemete. Casou com. Amom descende da linhagem real de Judá, iniciada com o rei Davi, sendo, portanto, considerado pelos cristãos como um antepassado de Jesus Cristo (2 Re 21:19)Amom subiu ao trono de Judá com a morte de seu pai aos 60 anos, Manassés. Pouco se relata sobre os dois anos em que reinou. Segundo a Bíblia, Amom resolveu seguir o preceder de seu pai (quando jovem), trilhando um caminho de insolência. Foi organizada uma conspiração contra ele por seus próprios servos e foi assassinado em sua própria casa aos 24 anos. O próprio povo puniu os assassinos e o enterrou junto ao seu pai. Tinha Amom 22 anos quando começou a reinar e reinou 2 anos e seu filho Josias, ainda criança sucedeu-o no trono;
- Josias – filho de Amom e Jedida. foi o 16º rei de Judá tinha 8 anos de idade nessa época (II Reis 22:1)de duas tribos, em Jerusalém, parte da nação de Israel. Reinou durante o período de 640 a.C. a 609 a.C.. A principal fonte de informações sobre este rei é a Bíblia. Em Hebraico Josias significa: "Jeová cura".Entre o 12° e 18° ano de seu reinado, Josias embrenhou-se numa batalha contra aquilo que considerava idolatria. Na sua inciativa, destruiu postes sagrados, altares e imagens, tanto no seu território, como na parte setentrional do que fora o reino de Israel, arrasado pelos Assírios. Ao consertarem o templo de Jerusalém, Hilquias o sumo sacerdote achou: "o livro da lei de JHVH escrito pela mão de Moisés", o que pode indicar que seja o escrito original. Josias providenciou que o livro fosse lido em público. No 18° ano do seu reinado, Josias providenciou a celebração da Páscoa Judaica em 14 de nisã. Esta ultrapassou todas as Páscoas já celebradas, desde os dias do profeta Samuel. O próprio Josias contribuiu trinta mil vítimas pascoais e três mil cabeças de gado.Josias tinha pelo menos duas esposas: Hamutal e Zebida. Eis seus filhos:
- Joanã seu primogênito e não reinou sobre Judá; -Jeoiaquim filho de Zebida foi rei em Judá; - Jeoacaz filho de Hamutal foi rei antes de Jeoiaquim, destronado pelo faraó Neco; - Matanias (Zedequias) tornou-se rei depois que seu sobrinho fora destronado por Nabucodonosor. Perto do fim de seu reinado, o faraó Neco II foi lutar contra os medos e babilônios, atravessando o território israelita. A coalização medo-babilônica derrotava os outrora dominadores assírios e Neco via aí uma oportunidade para tomar o controle da Ásia. Josias interceptou a marcha egípcia e procurou rechaçá-los em Megido, apesar de ser alertado pelo faraó a não tentar isso. Na batalha, Josias fora mortalmente ferido, sendo amplamente pranteado por seus súditos. Reinou por 31 anos;
- Joacaz – ou Jeoacaz foi o 17º rei de Judá filho de Josias foi escolhido para suceder seu pai, embora fosse 2 anos mais jovem que seu irmão Eliakim, mas o faraó Neco, manda que Eliaquim rouba-lhe o reino. Foi o primeiro rei de Judá a morrer no exílio por ter executado uma política de animosidade ao Egito, que era a potência dominante na região, foi deposto e exilado pelo faraó Necau, no Livro dos Reis, ele é julgado negativamente por práticas idólatras e reinou por 03 meses com a idade de 18 anos;
- Eliaquim – ou Jeoaquim ou Jeoiaquim também filho de Josias e irmão de Joacaz foi o 18º Rei de Judá. Seu nome, originalmente, era Eliakim ou Eliaquim depois de ter roubado o reino do irmão, agora o faraó Neco obriga-o a mudar o nome para Joaquim e o constituiu rei. Foi pai de outro Joaquim, também conhecido por Jeconias que o sucedeu. Seu nome é grafado Joaquim na Bíblia de Jerusalém e Jeoaquim na Bíblia Almeida. (Por isso não deve ser confundido com Joaquim, 19º rei de Judá, também chamado Jeconias. Enquanto o 18º rei era filho de Zebidá o 19º rei era filho de Neusta). Jeoiaquim e iniciou seu reinado aos 18 anos e reinou somente por três meses. Fontes bíblicas e extra-bíblicas retratam os conflitos entre poderes rivais, ocorridos durante o reinado de Joaquim. O domínio mantido pelo Egito sobre uma considerável parte do antigo império assírio, estimulara a predominância da facção pró-Egito em Judá, na qual o rei se apoiava. Porém, quando o rei babilônico, Nabucodonosor, esmagou o exército do faraó, em Carquemish (605 a.C.), e marchou para a costa mediterrânica, devastando as cidades filistéias, essa facção entrou em pânico. Seus desesperados pedidos de ajuda aos egípcios, bem atestam a gravidade da situação. Joaquim morreu quando a ameaça da Babilônia já se desenhava, nitidamente, no horizonte de Judá. A exemplo dos outros filhos de Josias, Joaquim é julgado negativamente pelos autores deuteronomistas (Livro dos Reis e Crônicas), acusado de idolatria, reinou por 11 anos;
- Joaquim I – Jeconias ou Jeoaquin foi o 19º rei de Judá, e teria 18 anos quando sucedeu seu pai, Jeoacaz, no trono. Nabucodonosor o fez cativo e levou o tesouro do templo e do palácio, para a Babilônia.Lá ele gerou sete filhos, e assim a família real sobrevive, embora que nunca mais ascenda ao trono. (A Bíblia Almeida, usada pela maioria dos evangélicos, chama-o Joaquim, enquanto seu pai é Jeoaquim, mas em outras bíblias como a Biblia de Jerusalém é justamente o contrário, o que gera facilmente confusão). Foi contemporâneo do profeta Jeremias. Ficou 03 anos servo do faraó Neco, mas depois se rebela e reina;
- Joaquim II – filho de Joaquim I reina e se torna preso cativo vai para a Babilônia com toda Jerusalém2Rs 24:6, 8; 2Cr 36:8) É também chamado de Jeconias (variante de Joaquim), e de Conias (contração de Jeconias). - Est 2:6; Je 28:4; 37:1. Aos 18 anos, Jeconias tornou-se 19º rei e deu continuidade às práticas más de seu pai. (2Rs 24:8, 9; 2Cr 36:9 n.) O pai de Jeconias, Jeoiaquim ou Joaquim, tinha estado sujeito ao rei babilônico, Nabucodonosor, mas rebelou-se no seu terceiro ano de vassalagem (618 AEC). (2Rs 24:1) Isto resultou em Jerusalém ser sitiada. A expressão "durante esse tempo" (2Rs 24:10) talvez não se refira ao breve reinado de Joaquim, mas ao período geral em que se enquadra, permitindo destarte que o sítio se tenha iniciado no reinado do seu pai, Jeoiaquim, conforme Daniel 1:1, 2 parece indicar. Jeoiaquim morreu, pelo que parece, durante este sítio, ou foi levado para Babilônia, e Jeconias ascendeu ao trono de Judá. Seu governo terminou, porém, apenas três meses e dez dias depois, quando se rendeu a Nabucodonosor em 617 AEC (no mês de adar, segundo uma crônica babilônica). (2Rs 24:11, 12; 2Cr 36:9; Assyrian and Babylonian Chronicles [Crônicas Assírias e Babilônicas], de A. Grayson, 1975, p. 102) Em cumprimento da palavra de Jeová mediante Jeremias, ele foi levado para o exílio em Babilônia. (Je 22:24-27; 24:1; 27:19, 20; 29:1, 2) Outros membros da casa real, oficiais da corte, artífices e guerreiros, foram também exilados. - 2Rs 24:14-16; veja Nabucodonosor. (O registro em 2 Reis 24:12-16 declara que Nabucodonosor levou estes cativos para o exílio, junto com "todos os tesouros da casa de Jeová e os tesouros da casa do rei". O relato em Daniel 1:1, 2, menciona apenas uma "parte dos utensílios" como levados para Babilônia. A explicação pode ser que os tesouros mencionados em Segundo Reis envolviam especialmente os utensílios de ouro, que recebem destaque nesse relato, e que se permitiu que outros utensílios ficassem. Outra possibilidade é que, quando Jerusalém cedeu diante do sítio babilônico (que resultou da rebelião de Jeoiaquim contra o rei de Babilônia), "alguns dos utensílios da casa de Jeová" foram levados para Babilônia, e que, pouco tempo depois, quando o próprio Jeconias foi transferido para Babilônia, outros "objetos desejáveis da casa de Jeová" foram levados juntos. Tal possibilidade é sugerida pelo relato de 2 Crônicas 36:6-10. Pelo relato de Crônicas, parece que Nabucodonosor, depois de conquistar com êxito Jerusalém, partiu, mas depois 'mandou trazer Jeconias a Babilônia, junto com objetos desejáveis da casa de Jeová'. De modo similar, dez anos depois, na conquista e na destruição finais de Jerusalém (607 AEC), Nabucodonosor retirou-se para Ribla, "na terra de Hamate", deixando os pormenores depois da conquista entregues ao chefe de sua guarda pessoal, Nebuzaradã. - 2Rs 25:8-21.)
Enquanto em Babilônia, Jeconias(Joaquim)gerou sete filhos. (1Cr 3:16-18) Desta forma, preservou-se a linhagem real que conduzia ao Messias. (Mt 1:11, 12) Mas, conforme a profecia indicara, nenhum dos descendentes de Jeconias jamais governou na Jerusalém terrestre. Por conseguinte, foi como se Jeconias não tivesse filhos, não tendo nenhum descendente que o sucedesse qual rei. - Je 22:28-30. No quinto ano do exílio de Joaquim, Ezequiel iniciou sua obra profética. (Ez 1:2) Cerca de 32 anos depois, evidentemente em 580 AEC, Joaquim foi liberto da prisão pelo sucessor de Nabucodonosor, Evil-Merodaque (Avil-Marduque), e foi-lhe dada uma posição de favor acima de todos os demais reis cativos. Depois disso, ele comia à mesa de Evil-Merodaque e recebia uma porção diária. - 2Rs 25:27-30; Je 52:31-34. Foram encontrados documentos administrativos babilônios que alistam rações para Jeconias e cinco de seus filhos. Reina por 03 meses;
- Matanias – Zedequias (ou Sedecias ou Matanias) foi o 20º e último rei de Judá. Foi deposto e levado para o exílio. Era o terceiro filho de Josias e sua mãe era Hamutal. Quando foi constituído em rei vassalo, o rei babilônio Nabucodonosor mudou-lhe o nome de Matanias para Zedequias. Durante os 11 anos do seu reinado, Zedequias "fazia o que era mau aos olhos de Jeová". (2Rs 24:17-19; 2Cr 36:10-12; Je 37:1; 52:1, 2.). Quando seu pai, o rei Josias, foi mortalmente ferido na tentativa de rechaçar em Megido as forças egípcias sob o Faraó Neco II (c. 629 a.C.), Zedequias tinha cerca de nove anos de idade, ou era uns três anos mais velho do que Joaquim. Naquela ocasião, o povo constituiu rei a Jeoacaz, de 23 anos, irmão germano de Zedequias. O governo de Jeoacaz durou apenas três meses, porque o Faraó Neco o removeu como rei, substituindo-o por Eliaquim (a quem se deu o novo nome de Jeoiaquim), meio-irmão, de 25 anos, de Jeoacaz e Zedequias. Após a morte de seu pai Josias, passou a reinar Joaquim . Parece que nesta época os exércitos babilônicos sob o Rei Nabucodonosor estavam sitiando Jerusalém. Depois de reinar por três meses e dez dias, Joaquim rendeu-se ao rei de Babilônia (617 a.C.). (2Rs 23:29-24:12; 2Cr 35:20-36:10). Subseqüentemente, Nabucodonosor colocou Zedequias no trono em Jerusalém e o fez jurar em nome de Jeová.
Este juramento obrigava Zedequias a ser leal como rei vassalo.
Tio do faraó Neco assume o reino e muda o nome para ZedequiasExistem na bíblia vários personagens com esse nome. Verifique a lista completa:
1. "Filho de Quenaaná"; falso profeta que assegurou ao Rei Acabe que ele seria bem-sucedido no seu empenho de arrancar Ramote-Gileade dos sírios. Zedequias "fez para si chifres de ferro" para ilustrar que Acabe empurraria os sírios até o extermínio deles. Depois, quando o verdadeiro profeta de Jeová, Micaías, predisse calamidade para Acabe, Zedequias deu uma bofetada em Micaías. - 1Rs 22:11, 23, 24; 2Cr 18:10, 22, 23.
2. Príncipe no tempo do Rei Jeoiaquim. - Je 36:12.
3. "Filho de Maaséias"; profeta adúltero, mentiroso, entre os exilados em Babilônia. Jeremias, profeta de Jeová, predisse que o Rei Nabucodonosor assaria Zedequias e seu associado Acabe no fogo. - Je 29:21-23.
4. Filho de Josias com sua esposa Hamutal; último dos reis de Judá a reinar em Jerusalém. Quando foi constituído em rei vassalo, o rei babilônio Nabucodonosor mudou-lhe o nome de Matanias para Zedequias. Durante os 11 anos do seu reinado, Zedequias "fazia o que era mau aos olhos de Jeová". - 2Rs 24:17-19; 2Cr 36:10-12; Je 37:1; 52:1, 2.
Em 1 Crônicas 3:15, Zedequias é alistado como "terceiro" filho de Josias. Embora fosse realmente o quarto filho em ordem de nascimento (veja 2Rs 23:30, 31; 24:18; Je 22:11), talvez fosse colocado adiante do seu irmão germano Salum (Jeoacaz) por ter governado por muito mais tempo.
Quando seu pai, o Rei Josias, foi mortalmente ferido na tentativa de rechaçar em Megido as forças egípcias sob o Faraó Neco (c. 629 AEC), Zedequias tinha cerca de nove anos de idade, ou era uns três anos mais velho do que seu sobrinho Joaquim. Naquela ocasião, o povo constituiu rei a Jeoacaz, de 23 anos, irmão germano de Zedequias.
O governo de Jeoacaz durou apenas três meses, porque o Faraó Neco o removeu como rei, substituindo-o por Eliaquim (a quem se deu o novo nome de Jeoiaquim), meio-irmão, de 25 anos, de Jeoacaz e Zedequias. Após a morte de seu pai Jeoiaquim, passou a reinar Joaquim. Parece que nesta época os exércitos babilônicos sob o Rei Nabucodonosor estavam sitiando Jerusalém. Depois de reinar por três meses e dez dias, Joaquim rendeu-se ao rei de Babilônia (617 AEC). - 2Rs 23:29-24:12; 2Cr 35:20-36:10.
Os Anos Iniciais do Reinado. Subseqüentemente, Nabucodonosor colocou Zedequias no trono em Jerusalém e o fez jurar em nome de Jeová. Este juramento obrigava Zedequias a ser leal como rei vassalo. - 2Cr 36:10, 11; Ez 17:12-14; compare isso com 2Cr 36:13.
Pelo visto, logo cedo no reinado de Zedequias, chegaram mensageiros de Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sídon, talvez com a intenção de conseguir que Zedequias se juntasse a eles numa coalizão contra o Rei Nabucodonosor. (Je 27:1-3; a referência a Jeoiaquim no versículo 1 talvez seja erro de quem o transcreveu, colocando-o em lugar de Zedequias; veja NM n.) As Escrituras não revelam o que os mensageiros conseguiram. É possível que sua missão tenha fracassado, visto que Jeremias instou com Zedequias e seus súditos a permanecer em submissão ao rei de Babilônia e também apresentou cangas aos mensageiros, para simbolizar que as nações das quais eles procediam também deviam sujeitar-se a Nabucodonosor. - Je 27:2-22.
Foi também logo cedo no seu reinado que Zedequias (por um motivo que a Bíblia não declara) enviou Elasá e Gemarias a Babilônia. Se este incidente tiver sido apresentado em ordem cronológica, isto aconteceu então no quarto ano do reinado de Zedequias. - Je 28:1, 16, 17; 29:1-3.
O próprio Zedequias foi a Babilônia no quarto ano do seu reinado. Provavelmente foi para apresentar o tributo e assim assegurar a Nabucodonosor sua contínua lealdade como rei vassalo. Naquela ocasião, Zedequias foi acompanhado pelo seu intendente Seraías, a quem o profeta Jeremias havia confiado um rolo que apresentava o julgamento de Jeová contra Babilônia. - Je 51:59-64.
Cerca de um ano depois, Ezequiel começou a servir qual profeta entre os judeus exilados em Babilônia. (Ez 1:1-3; veja 2Rs 24:12, 17.) No sexto mês do sexto ano de Zedequias como rei (612 AEC), Ezequiel teve uma visão que revelou as práticas idólatras, inclusive a adoração do deus Tamuz e do sol, realizadas em Jerusalém. - Ez 8:1-17.
Rebela-se Contra Nabucodonosor. Aproximadamente três anos mais tarde (c. 609 AEC), contrário à palavra de Jeová por meio de Jeremias e o juramento que o próprio rei fizera em nome de Jeová, Zedequias rebelou-se contra Nabucodonosor e pediu ao Egito ajuda militar. (2Rs 24:20; 2Cr 36:13; Je 52:3; Ez 17:15) Isto fez com que os exércitos babilônicos sob Nabucodonosor viessem contra Jerusalém. O sítio da cidade começou "no nono ano, no décimo mês, no décimo dia do mês". - Ez 24:1-6.
Pode ter sido no começo deste sítio que Zedequias mandou "Pasur, filho de Malquijá [Malquias], e Sofonias, filho de Maaséias, o sacerdote", a Jeremias, para indagar de Jeová se Nabucodonosor se retiraria de Jerusalém. A palavra de Jeová dada por meio de Jeremias foi que a cidade e seus habitantes sofreriam calamidade às mãos dos babilônios. (Je 21:1-10) Parece que Jeremias, depois disso, seguindo a orientação divina, foi pessoalmente a Zedequias para avisá-lo de que Jerusalém seria destruída e que o rei seria levado a Babilônia, para morrer ali em paz. - Je 34:1-7.
Na sitiada Jerusalém, Zedequias e seus príncipes acharam aconselhável fazer algo para acatar a lei de Jeová e obter o Seu favor. Embora não fosse ano do jubileu, concluíram um pacto para libertar os seus escravos hebreus da servidão. Mais tarde, violaram este pacto por escravizar aqueles que haviam libertado. (Je 34:8-22) Isto parece ter ocorrido na ocasião em que uma força militar do Egito veio em defesa de Jerusalém, fazendo com que os babilônios levantassem temporariamente o sítio para enfrentar a ameaça egípcia. (Je 37:5) Evidentemente acreditando que os babilônios seriam derrotados e ficariam incapazes de recomeçar o sítio, aqueles que haviam libertado escravos hebreus achavam que havia passado o perigo, e, portanto, puseram os escravos hebreus novamente em servidão.
Durante este período geral, Zedequias mandou "Jeucal, filho de Selemias, e Sofonias, filho de Maaséias, o sacerdote, a Jeremias", com o pedido que o profeta orasse a Jeová em favor do povo, evidentemente para que não viesse a predita destruição de Jerusalém. Mas a resposta de Jeová, conforme transmitida por Jeremias, mostrou que o julgamento divino continuava imutável. Os caldeus voltariam e destruiriam Jerusalém. - Je 37:3-10.
Mais tarde, quando Jeremias decidiu sair de Jerusalém a fim de ir a Benjamim, ele foi detido no Portão de Benjamim e acusado falsamente de se bandear para os caldeus. Embora Jeremias negasse a acusação, Irijá, o oficial que tinha a supervisão, não lhe deu atenção, mas levou o profeta aos príncipes. Isto resultou em Jeremias ser encarcerado na casa de Jeonatã. Depois de ter passado bastante tempo e Jerusalém evidentemente ter sido novamente sitiada pelos babilônios, Zedequias mandou chamar Jeremias. Em resposta à indagação do rei, Jeremias disse a Zedequias que este seria entregue às mãos do rei de Babilônia.
Quando Jeremias rogou para que não fosse devolvido à casa de Jeonatã, Zedequias concedeu-lhe o pedido e mandou pô-lo em custódia no Pátio da Guarda. - Je 37:11-21; 32:1-5.
O que indica que Zedequias era um governante fracalhão é que, mais tarde, quando os príncipes pediram que Jeremias fosse morto, por supostamente enfraquecer o moral do povo sitiado, Zedequias disse: "Eis que está nas vossas mãos. Pois não há nada em que o próprio rei possa prevalecer contra vós." Todavia, depois, Zedequias concedeu a Ebede-Meleque que resgatasse Jeremias e mandou que Ebede-Meleque levasse consigo 30 homens para ajudá-lo. Mais tarde, Zedequias teve novamente uma audiência particular com Jeremias. Ele assegurou ao profeta que não o mataria, nem o entregaria às mãos dos que procuravam matá-lo. Mas Zedequias temia represálias dos judeus que se haviam bandeado para os caldeus, e, portanto, não aceitou o conselho inspirado de Jeremias, de se entregar aos príncipes de Babilônia. Numa demonstração adicional de medo, o rei pediu que Jeremias não revelasse o assunto da sua conversa particular aos suspeitosos príncipes. - Je 38:1-28.
A Queda de Jerusalém. Por fim (em 607 AEC), "no décimo primeiro ano de Zedequias, no quarto mês, no nono dia do mês", abriu-se uma brecha em Jerusalém. Zedequias e os homens de guerra passaram a fugir de noite. Alcançados nas planícies desérticas de Jericó, Zedequias foi levado a Nabucodonosor em Ribla. Os filhos de Zedequias foram mortos diante dos seus olhos. Visto que Zedequias na época tinha apenas uns 32 anos, os meninos devem ter sido bem jovens. Depois de presenciar a morte dos filhos, Zedequias foi cegado, preso com grilhões de cobre e levado a Babilônia, onde morreu na casa de custódia. - 2Rs 25:2-7; Je 39:2-7; 44:30; 52:6-11; compare isso com Je 24:8-10; Ez 12:11-16; 21:25-27.
5. Filho de Jeconias (Joaquim), mas, pelo visto, não um dos sete filhos que lhe nasceram enquanto era prisioneiro em Babilônia. - 1Cr 3:16-18.
6. Sacerdote ou antepassado de um, entre os que atestaram com selo o "arranjo fidedigno" elaborado durante a governadoria de Neemias. - Ne 9:38; 10:1, 8 em tão reina na Babilônia.
Segundo o Velho Testamento, Manassés, Rei de Judá, teria feito o que é mau aos olhos de Deus, e por causa de suas obras, todo Judá estava condenado ao exílio e à escravidão. Em verdade, ocorreu após o reinado de Ezequias um declínio na força política, econômica e militar de Judá, talvez acelerada pelo vácuo deixado pela queda de Israel (apesar das desavenças, ainda um importante parceiro comercial) ao norte e sua ocupação pelos assírios. O declínio do Egito, da Fenícia e das nações vizinhas também contribuiu para o isolamento de Judá.
Durante o reinado de Josias, Rei de Judá, o Faraó Neco II, aliado do já decandente Império Assírio, empreedendo uma guerra contra os exércitos de Babilónia. Em 609 a.C., trava-se a Batalha de Megido. O Rei de Judá entra em batalha para deter o exército egípcio do Faraó Neco II, mas acaba por ser morto. Seu filho Joacaz é levado prisioneiro após 3 meses de reinado, e o Reino de Judá se torna tributário do Egito. Neco II impôs a coroação do irmão de Joacaz, Eliaquim, e mudou-lhe o nome para Jeoaquim. Em 605 a.C., trava-se a Batalha de Carquemish com a derrota definitiva de Neco II.
A leste, a Assíria sofreu um rápido declínio, e em poucos anos seu território foi absorvido pela Babilônia. Nabucodonosor II, rei da Babilônia, empreendeu uma campanha militar contra Judá. Enfrentando pouca resistência, conseguiu entrar em Jerusalém, em 597 a.C., e levou consigo utensílios do Templo e o próprio rei Jeoaquim como prisioneiro. Em seu lugar, estabeleceu o filho de Jeoaquim, Joaquim, como Rei de Judá.
Joaquim, com 8 anos de idade, teve o mesmo destino de seu pai 3 meses e 10 dias depois de sua coroação.
Nabucodonosor então colocou sobre o trono o irmão de Joaquim, Zedequias.
Governando como vassalo da Babilónia, o Rei Zedequias manteve-se no poder por 11 anos, quando então rebelou-se contra Nabucodonosor, provavelmente ao recusar-se pagar tributo. Foi o suficiente para que invadisse Jerusalém, matasse seus habitantes, despojasse o Templo de todos os seus bens de valor e ateasse fogo a ele. O Reino de Judá deixou assim de existir.
No território de Judá permaneceram apenas os mais pobres. Todo o restante do povo que sobreviveu ao ataque de Nabucodonosor II foi levado às cidades do reino da Babilônia.
O período de cativeiro na Babilônia fez crescer entre o povo de Judá um sentimento de identidade racial e religiosa indissolúvel.
O relato bíblico deste período entre a conquista de Jerusalém e a conquista da Babilônia por Ciro II da Pérsia é onde primeiramente se utiliza de forma consistente o termo "judeu" para identificar o povo de Judá, ou aqueles da mesma raça e seguidores da mesma religião daquele povo.
A nação judaica sobreviveu para retornar à Palestina e repovoar a província persa de Judá (Yehud), mais tarde denominada Judéia pelos romanos.
A história de Judá após Exílio na Babilônia passou a ser a mesma do próprio povo Judeu, até os dias de hoje.
Fontes: - Reis de Judá:
1- Reoboão (937 aC) 1Rs 11.43
2- Abias (920 aC) 1Rs 14.31
3- Asa (917 aC) 1Rs 15.8
4- Josafá (878 aC) 1Rs 15.24
5- Jeorão (851 aC) 2Cr 21.1
6- Acazias (843 aC) 2Rs 8.25
7- Atalias (rainha) (842 aC) 2Rs 8.26
8- Joás (836 aC) 2Rs 11.2
9- Amazias (796 aC) 2Rs 14.1
10- Uzias ou Azarias (777 aC) 2Rs 14.21
11- Jotão (750 aC) 2Rs 15.5
12- Acaz (734 aC) 2Rs 15.38
13- Ezequias (727 aC) 2Rs 16.20
14- Manasses (697 aC) 2Rs 21.1
15- Amon (642 aC) 2Rs 21.19
16- Josias (640 aC) 1Rs 13.2
17- Joacaz ou Salum (608 aC) 2Rs 23.30
18- Joaquim (608 aC) 2Rs 23.34
19- Jeoaquim ou Jeconias (598 aC) 2Rs 24.6
20- Zedequias ou Matanias ( 598 aC) 2 Rs 24.17
● Rei da Assíria
- Pul
- Tiglate-Pileser
- Salmanasar
- Senaquieribe
- Esaradom
● Rei da Babilônia- Balada
- Nabucodonosor
- Evil-Merodaque
● Rei de Cuse/Etiópia- Tiraca
● Rei do Egito
- Sô
- Neco (faraó)
● Rei dos Moabitas- Mesa
● Rei da Pérsia- Ciro
- Dario
- Artaxerxes
● Rei da Síria- Benadade
- Hazael
- Benadade (filho de Hazael)
- Resim
Fontes: I e II Reis; I e II Crônicas.
Após a morte de Josué e dos anciãos, veio uma situação anárquica, em que não havia obediência aos mandamentos divinos (Jz 2.12-15). E em conseqüência disso certas pessoas foram escolhidas por intervenção divina, para governarem a nação como juízes ou libertadores. Não tinham poder de fazer novas leias, mas somente o de julgarem em conformidade com a lei de Moisés. Havia neles, também o poder executivo, embora a sua jurisdição se estendesse somente algumas vezes a certa parte do país. Não tinha estipêndio estabelecido, mas o povo estava acostumado a levar-lhes presentes, ou oferendas. Esta forma de governo durou desde a morte de Josué até à escolha de Saul para ser rei, compreendendo um espaço de 460 anos.
Samuel foi o mais notável dos juízes, parecendo que na última parte de sua vida ele se limitava a exercer principalmente a missão de profeta. Sendo Saul rei, finalizou a forma teocrática de governo (1Sm 8.7). A pessoa do juiz era considerada santa e sagrada, de modo que consultá-lo era o mesmo que “consultar a Deus” (Ex 18.15). Era ele divinamente dirigido, não temendo então a face de ninguém.
Além dos juízes supremos, havia anciãos da cidade, que constituíam um tribunal de justiça, com o poder de resolver pequenas causas da localidade (Dt 16.18).
Os principais juízes foram quinze:
1- Otniel (Jz 3.9) – De Judá, livrou a Israel do rei da mesopotâmia;
2- Eúde (Jz 3.15) – Expulsou os amonitas e os moabitas;
3- Sangar (Jz 3.31) – Matou 600 filisteus e salvou a Israel;
4- Débora (Jz 4.5) – Associada a Baraque, guiando a Naftali e Zebulom à vitória contra os cananeus;
5- Gideão (Jz 6.36) – Expulsou os midianitas do território de Israel;
6- Abimeleque (Jz 9.1) – Pseudo libertador sem autoridade divina;
7- Tola (Jz 10.1) – Subjugou os amonitas;
8- Jair (Jz 10.3) – Subjugou os amonitas;
9- Jefté (Jz 11.11) – Subjugou os amonitas;
10- Ibsã (Jz 12.8) – Perseguiu os filisteus;
11- Elom (Jz 12.11) – Perseguiu os filisteus;
12- Abdom (Jz 12.13) – Perseguiu os filisteus;
13- Sansão (jz 16.30) – Perseguiu os filisteus;
14- Eli (1Sm 4.18) – Julgou a Israel como sumo sacerdote;
15- Samuel (1Sm 7.15) – Agiu principalmente como profeta.
● Monarquia
Na história dos hebreus sucedeu o governo teocrático (Juizes). A monarquia, foi uma concessão de Deus (1Sm 8.7;12.12), correspondendo a um desejo da parte do povo. Esse desejo, que já havia sido manifestado numa proposta a Gideão (Jz 8.22,23), e na escolha de Abimeleque para rei de Siquém (Jz 9.6), equivale à rejeição da teocracia (1Sm 8.7), visto como o Senhor era o verdadeiro rei da nação (1Sm 8.7; Is 33.22). A própria terra era conservada, como sendo propriedade divina (Lv 25.23). A monarquia constituída era hereditária, embora a sucessão não fosse necessariamente pela linha dos primogênitos. Quando a coroa era colocada na cabeça do rei, ele formava então um pacto com os seus súditos no sentido de governá-los com justiça (2Sm 5.3; 1Cr 11.3), comprometendo-se os nobres a prestar obediência; e confirmavam a sua palavra com um beijo de homenagem (1Sm 10.1). Os rendimentos reais provinham dos campos de trigo, das vinhas, e dos olivais, e do produto dos rebanhos. Aos reis pertencia a décima parte da produção; recebiam também, os tributos que pagavam os negociantes que atravessavam o território hebraico; os presentes dados pelos súditos; e os despojos da guerra e as contribuições das nações conquistadas. Além disso, tinha o rei o poder de exigir o trabalho forçado, o que era para ele causa de aumentarem seus bens.
Antes da divisão:
1- Saul (por volta de 1.060 aC) 1Sm 10.1
2- Davi (+/- 1.020 aC) 2Sm 2.1
3- Salomão (980 aC) 1Rs 1.39
Depois da divisão:
● Reis de Israel capital de Samaria
Israel significa "Principe que luta com Deus". (Génesis 32:22-28) Jacob é frequentemente chamado de Israel, que segundo a Bíblia, deve o seu nome por ter lutado com um anjo por uma bênção. É sinónimo dos 12 filhos de Jacob e da nação fundada nas 12 tribos. Após Salomão, com a divisão do Reino em 2 partes, designa o Reino de Israel Setentrional (ou Reino das 10 Tribos).
- Jerobão – filho de Nebate (servo de Salomão)e Zeruá, dividiu o reino com Roboão. Reinou durante 22 anos, sucedendo-lhe no trono Nadabe, seu filho.
- Nadabe – filho de Jerobão I, perde seu reino por desobediência ao Senhor. Na guerra todos morreram. Nadabe ou Nadab (no hebraico significa "liberal" ou "bem disposto"), tornou-se no segundo rei de Israel por volta de 913 a.C., segundo algumas cronologias. (I Reis 14:20). Durante o cerco a Gibetom, uma cidade ao sul de Dã (Josué 19:44), Baasa conspirou contra ele e o assassinou (I Reis 15:25-28), após este ter reinado por dois anos (I Reis 15:29);
- Baasa – que em hebraico quer dizer: "aquele que ouve Baal" filho do profeta Aias, reina sobre Israel em Tirzá, mas perde o reino conforme professia de Jeú (filho de Hanani) foi o terceiro Rei de Israel. Pertencia à Tribo de Issacar. Subiu ao trono após ter assassinado o rei Nadabe. Logo que subiu ao trono mandou assassinar toda a Dinástia de Jeroboão. Escolheu para capital a cidade de Tirsa. Reinou durante 24 anos, sucedendo-lhe no trono Elá, seu filho;
- Ela – Foi o quarto Rei de Israel Setentrional. Reinou durante dois anos, filho de Baasa, mas, perde o reino para seu servo Zinri (oficial de seu exército e chefe da metade dos carros) que o executa com toda sua família e se auto-proclamou em Tirza como novo rei;
- Zinri – Zimri ou Zinri, foi o quinto rei de Israel Setentrional e reinou apenas durante sete dias(I Reis 16),porque o exército escolheu Omri como seu rei, e com seu apoio, sitiaram Tirza. Achando sua posição insustentável, Zimri colocou fogo na torre do palácio real e morreu queimado. O nome Zimri tornou-se uma alcunha para um traidor que assassina seu rei (II Reis 9:31). (Zimri "louvável" é o nome de dois personagens da Bíblia Hebraica);
- Onri – Em hebraico "é minha vida", foi o sexto rei de Israel Setentrional e fundador da Dinástia de Omri. Era o comandante-chefe do exército quando Zimri assassinou o Rei Elá e tornando-se rei (segundo algumas cronologias, em 885 a.C.). Isso aconteceu no 27.º ano de Asa, Rei de Judá. Ao fim de quatro anos, Onri torna-se rei único.Fez alianças com a fenícios, casando seu filho, Acabe com Jezabel, filha de Etbaal, rei de Sídon. Tinha o Mesa, rei de Moabe como seu tributário. No seu 6.º ano de reinado (segundo algumas cronologias, em 880 a.C.), comprou um monte a Semer - o Monte de Semer - e mandou construir de raíz uma nova cidade para capital do reino, que se chamaria de Samaria. Também desenvolveu bastante o país. Reinou durante doze anos, sucedendo-lhe no trono Acabe, seu filho;
- Acabe – filho de Onri, foi o sétimo Rei de Israel Setentrional. Casou-se com Jezabel, filha do Rei de Sídon Etbaal, princípe Fenício. Durante seu reinado, prósperou o culto de Baal sob o patrocínio de Jezabel. Procurou estabelecer alianças com Ben-Hadade II, Rei da Síria de Damasco, e com Josafá, Rei de Judá. Alegadamente um exército do Rei Acabe (Ahabu) terá participado na Batalha de Carcar, uma coligação síro-palestina anti assíria liderada por Ben-Hadade II contra o expancionismo do Rei Salmanasar III. Esta batalha é datada como ocorrida em 853 a.C.. Foi gravemente ferido na Batalha de Ramote Gileade contra Ben-Hadade II. Morreu durante o combate, depois de ter reinado durante 22 anos. Seu filho Acazias, sucede-lhe no trono como rei. Sua filha, Atália, casa-se com Jeorão, filho de Josafá, Rei de Judá. Segundo algumas cronologias, viveu de 897 a.c. a 817 a.C. e reinou a partir de 874 a.C. (I e II Reis). Devido a seca que Elias o profeta tesbita havia orientado, um corvo o alimentou, aliou-se com Josafá contra o rei da Siriel;
- Acazias – filho de Acabe e Jezabel foi o 8º rei de Israel. Morreu após um curto reinado de 2 anos, devido a ferimentos ocazionados por uma queda de uma janela de sua casa. Sucedeu-lhe o seu irmão, de nome Jorão, dado que Ocozias não tinha filhos;
- Jorão assume. Seu reinado durou 12 anos. O autor dos livros de Reis fala de Jeorão de Israel e de Jeorão de Judá na mesma passagem, o que pode causar confusão. Seu único ato conhecido foi quando ele, auxiliado por seu sobrinho Acazias, rei de Judá, lutou sem sucesso contra o exército de Hazael, rei dos arameus em Ramote-Gileade; onde Jeorão foi ferido. Retornou então Jeorão para se recuperar dos ferimentos em Jezreel. Seu general Jeú iniciou uma revolta, assassinou Jeorão, e ocupou o trono de Israel. O autor da estela de Tel Dan (encontrada em 1993 e 1994 durante escavações arqueológicas no sítio de Laish) conta ter assassinado Acazias, o filho de Jeorão, e Jeorão; o autor mais provável deste monumento é Hazael, rei dos arameus. Embora a inscrição seja de uma testemunha contemporânea desse período, os reis desses tempos eram acostumados a vangloriarem-se e a fazerem relatos exagerados; não está claro, porém se Jeú matou os dois reis (como a Bíblia relata) ou se foi Hazael (como a Estela de Tel Dan apresenta);
- Jeú filho de Josafá e neto de Ninsique reina por 28 anos foi o décimo rei de Israel. O pai de Jeú não foi contemporâneo do rei Josafá de Judá, cujo próprio pai foi o rei Asa de Judá. "Geralmente Jeú é mencionado como sendo apenas filho de Ninsi, provavelmente porque Ninsi foi mais importante ou para evitar confusão dele com o Rei de Judá. Chegou ao trono após assassinar o anterior rei Jorão sucedendo-lhe seu filho Joacaz;
- Joacaz foi o 11º rei de Israel sucedendo a seu pai. Reinou durante 17 anos, sucedendo-lhe seu filho Joás;
- Jeoás – filho de Joacaz foi o 12º rei de Israel. Reinou durante 16 anos, sucedendo-lhe seu filho Jeroboão II;
- Jeroboão II – filho de Joás foi o 13º rei de Israel. Reinou durante 41 anos, sucedendo-lhe seu filho Zacarias;
- Zacarias – filho de Joroboão II foi o 14º rei de Israel, sucedendo a seu pai, o seu reinado duraria 6 meses, sendo assassinado por Salum que lhe ocuparia o trono;
- Salum – filho de Jabes foi o 15º rei de Israel após assassinar o Zacarias. O seu reinado duraria um mês, sendo assassinado por Menaém, que lhe ocuparia o trono;
- Menaem – filho de Gadi foi o 16º rei de Israel. O seu reinado ocorreu por volta de 750 a.c.-740 a.c. Chegou ao trono após ter assassinado o rei Salum. Ficou celebre o episódio em que Menaém suprimiu brutalmente uma revolta na cidade de Tirza, matando todos os homens e esventrando todas as mulheres grávidas. Durante o seu reinado o rei da Assíria, Tiglat-Falasar III invadiu o seu reino e impos a Menaém um tributo de mil talentos de prata. Além da Bíblia este episódio encontra-se também descrito numa inscrição Assíria. Morreu após ter reinado cerca de 10 anos, deixando o trono ao seu filho Faceias(Pecaías);
- Pecaias – ou Faceias foi o 17º rei de Israel, sucedendo a seu pai, o rei Menaém. Foi assassinado no palácio real em Samaria por Peca, um dos oficiais do seu exército, após um reinado de 2 anos;
- Peca ou Faceia foi o 18º rei de Israel. Chegou ao trono após assassinar o anterior rei (Faceias ou Pecaías). Reinou durante 20 anos, sendo assassinado por Oséias que lhe ocuparia o trono;
- Oséias – filho de Ela reina foi o 19º e último rei de Israel. Reinou durante 9 anos, ao fim do qual o rei da Assíria conquistou o seu reino deportando uma grande parte dos seus habitantes para a Assíria e para a Média;
- Salmanasar – rei da Assíria, ou Rei Senaqueribe invade o Reino de Judá e sítia Jerusalém, mas sem a conquistar. Segundo a Bíblia, o seu exército foi "subitamente destruído por obra de Deus". Outros autores, de orientação científica, crêem ser provável que rebeldes entre os próprios assírios tenham se levantado após uma campanha militar tão longa na Palestina, até porque Senaqueribe não era muito querido nem mesmo por seus súditos. De qualquer forma, o Reino de Judá se viu pela primeira vez ameaçado por forças estrangeiras - tomou Samaria e a transportou Israel para a Assíria, e enviou para Samaria estrangeiros e a contaminou em culturas e religiões.
Fonte: - Reis de Israel:
1- Jeroboão I (937 aC) 1Rs 11.28
2- Nadabe (915 aC) 1Rs 14.20
3- Baasa ( 914 aC) 1Rs 15.16
4- Elá (891 aC) 1Rs 16.8
5- Zinri (890 aC) 1Rs 16.15
6- Onri (890 aC) 1Rs 16.16
7- Acabe (876 aC) 1Rs 16.29
8- Acazias (856 aC) 1Rs 22.40
9- Jeorão ou Jorão (854 aC) 2Rs 1.17
10- Jeú (842 aC) 1Rs 19.16
11- Joacaz (814 aC) 2Rs 10.35
12- Jeoás (797 aC) 2Rs 13.10
13- Jeroboão II (781 aC) 2Rs 14.23
14- Zacarias (741 aC) 2Rs 14.29
15- Salum (741 aC) 2Rs 15.10
16- Manaém (740 aC) 2Rs 15.14
17- Pecalias (737 aC) 2Rs 15.23
18- Peca (736 aC) 2Rs 15.25
19- Oséias (730 aC) 2Rs 15.30
● Reis de Judá capital de Jerusalém
Onde encontrava-se o Templo do Deus de Israel mandado construir pelo Rei Salomão para abrigar a Arca da Aliança ou Arca do Pacto.
- Roboão – filho de Salomão, rei de Israel em Judá. Ao ser proclamado rei, Roboão foi a Siquém para que as tribos do Norte o reconhecessem como o Rei de Israel. Em Siquém, os israelitas impuseram-lhe uma condição: aceitariam o seu governo, caso fossem retirados os pesados tributos impostos ao povo por Salomão. Roboão, rejeitando os conselhos sábios dos anciãos de Israel, não aceitou as condições e houve divisão do Reino. (I Reis 12:3-11) Quando as tribos do Norte se rebelaram, o Rei Roboão quis partir para a repressão militar com 180 mil soldados, mas foi desaconselhado pelo profeta Semaías, que declarou que a separação do Reino estava em conformidade com a vontade do Deus de Israel. (I Reis 12:21-24) No 6º ano do reinado de Roboão, a Palestina foi invadida pelos exércitos do Faraó Sheshonq I (chamado de Sisaque, no Antigo Testamento), sendo Roboão compelido a pagar tributo com os tesouros do Templo de Jerusalém e do Palácio Real. (I Reis 14:25-26, II Crónicas 12:5-9) Uma inscrição mural num templo de Karnak, no Alto Egipto, e a Estela de Megido, comprovam a veracidade do relato bíblico. A datação da divisão do Reino de Israel apresenta algumas dificuldades. Por exemplo, o arquelólogo inglês William F. Albright datou seu reinado ente 922 a.C. a 915 a.C., enquanto While E. R. Thiele, sugere 931 a.C. a 913 a.C.. Outros, ainda, sugerem diferentes datas. Tinha 41 anos ao subir ao trono reinou por 17 anos e foi sucedido por Abijão (ou Abias), seu filho;
- Abião – ou Abias, filho de Roboão com Micaia, neto de Salomão, começou a reinar em Judá, até que entrou em guerra com Jeroboão, este com 800 mil homens reunidos, e Abias com 400 mil valentes homens. Jeroboão, contando com a vantagem numérica, armou uma emboscada, posicionando parcela de seu exército na retaguarda dos homens de Abias. Os homens de Judá clamaram por Deus, e seus sacerdotes tocaram as trombetas e bradaram pela batalha. Em seguida, Deus feriu Jeroboão e seu povo de Israel, que partiu em retirada e foi massacrado pelo exército de Abias, fazendo 500 mil mortos. Abias perseguiu Jeroboão pelas cidades de Betel, Jesana e Efrom, conquistando-as em seguida, até que, sem forças, Deus deu fim a vida de Jeroboão. Abias Reinou por três anos, por sua vez, se tornou mais poderoso, e casou-se com quatorze mulheres e teve vinte e dois filhos e dezesseis filhas, um deles sendo Asa, que o sucedeu e manteve a paz durante dez anos;
- Asa – filho de Abião e de Maaca que, por sua vez, era filha de Absalão foi o terceiro rei de Judá após o cisma de Israel. Combate à idolatria e ao paganismo. Até mesmo a Rainha Maacá, sua, foi deposta por estar envolvida com a idolatria. Planos de defesa e guerra. Durante o período em que a terra esteve em paz o Rei Asa pode edificar cidades fortificadas em Judá. Tal prevenção permitiu que Judá prosperasse durante um longo período. Tinha à sua disposição 580 mil homens (300 mil de Judá e 280 mil de Benjamin) quando Zerá, o etíope saiu para a batalha com 1 milhão de homens e 300 carros Asa orou: Oh Senhor, nada para ti é ajudar, quer o poderoso quer o de nenhuma força. Acuda-nos, pois, o Senhor nosso Deus, porque em ti confiamos, e no teu nome viemos contra esta multidão. Oh Senhor, tu és nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem. pela intervenção de Deus, venceu a batalha contra Zerá e ainda saqueou todas as cidades que estavam nos arredores de Gerar. No trigésimo sexto ano do seu reinado, Baasa, rei de Israel, subiu contra Asa e edificou a Ramá, a fim de obstruir a passagem para Judá. Com a intenção de evitar a guerra contra Israel, Asa enviou prata e ouro do Templo e da casa do próprio Rei para Bene-Hadade, Rei da Síria, que habitava em Damasco. A oferta tinha como objetivo desfazer a aliança firmada entre os dois Reis (de Israel e da Síria) no projeto de construir Ramá, e de impedir a acesso a Judá. A aliança entre os Reis de fato foi rompida após a oferta e, com as pedras e as madeiras que Baasa estava utilizando para construir Ramá o Rei Asa edificou a Geba e a Mizpá. Apesar de bem sucedido, o acordo do Rei Asa com Bene-Hadade foi repreendido por Deus. O profeta Hanâni foi ao Rei para admoestá-lo severamente. As palavras do profeta foram tão mal recebidas pelo Rei Asa, que, indignado contra o profeta, lançou-o na casa do tronco. Neste período Asa não procedia mais da mesma maneira que no início de seu reinada, pois também nesse mesmo tempo o Rei Asa oprimiu alguns do povo. No 39º ano de seu reinado Asa ficou doente dos pés; e era mui grave a sua enfermidade; e nem mesmo na enfermidade buscou a Deus, mas aos médicos. Morreu no ano 41 do seu reinado. Reinou 41 anos sobre Judá em Jerusalém (912-871 aC). Foi enterrado na Cidade de Davi;
- Josafá – ou Josafat foi o 4º rei de Judá filho de Asa e Azuba, bisneto de Roboão. Durante o seu reinado, houve grande combate á idolatria, pois destruiu os altos, quebrou as estátuas, e outros. Conquistou Edom e fez reformas militares, políticas e religiosas. Também houve aliança com o rei Acabe, de Israel, na batalha contra os sírios onde o rei Acabe foi morto, e também com Acazias, para que se construíssem barcos que fossem a Társis pegar ouro, mais foi repreendido pelo profeta Jeú, que disse: Porquanto te aliastes com os que aborrecem ao Senhor, o senhor despedaçou as aus obras. E os navios se quebraram, e não chegaram em Tarsis. Seu filho Jorão reinou em seu lugar. No ano 853 a.C. aconteceu a famosa batalha de Carcar. A coalizão de 12 reis vizinhos de Judá e Israel lutou a fim de entravar a força inundante da Assíria. Salmaneser III alardeou depois a sua vitória, mas os historiadores partem de um empate, visto que Salmaneser não conquistou pais algum e voltou somente depois de quatro anos para essa região. Israel participou com o maior contingente de carros de guerra, enquanto Judá nem está alistado sequer. Presume-se por isso, que Josafá unido ao Acabe destróem o rei da Síria em Ramote de Gileade. Acabe morre no combate e Josafá uni-se agora com Acazias (filho de Acabe). Reina por 25 anos;
- Jeorão – ou Jorão, filho de Josafá foi o 5º rei de Judá. Começou a reinar com 32 anos de idade e reinou 8 anos sobre Judá. Durante seu reinado, os edomitas, que estavam subjulgados, se rebeleram e constituíram seu próprio rei;
- Acazias – ou Ocozias foi o 6.º Rei de Judá. Filho de Jeorão e de Atalia (filha de Acabe e irmã Josebate - Acazias tem o mesmo nome do filho de Acabe, mas é acrescentado um S no final). À época em que sucedeu a seu pai, os reinos de Israel e Judá eram aliados numa guerra contra o reino de Aram (Síria). Segundo a narrativa bíblica, durante uma batalha travada em Ramot de Galaad, à leste do Rio Jordão, o rei Jorão, de Israel, foi ferido e retirou-se para seu palácio em Jezrael, na companhia de Ocozias. O comandante israelita, Jeú, que tramava contra seu rei, segui-os e atacou os dois monarcas, matando Jorão. Nesse ponto, há divergência entre os dois livros bíblicos que tratam do assunto. O Livro dos Reis conta que Ocozias foi perseguido e ferido por Jeú, tendo se refugiado na fortaleza de Megido, onde veio a falecer. Entretanto, em Crônicas, consta que ele foi detido em Samaria e entregue a Jeu, sendo executado. Após a morte de Ocazias, sua mãe, Atália, mandou matar os possíveis herdeiros ao trono e assumiu o poder em Judá durante os seis anos seguintes. Ocazias começou a reinar aos 22 anos e reinou apenas um ano;
- Atália filha de Acabe, Rei de Israel e de Jezabel. Casou com Jeorão, Rei de Judá, filho de Josafá. Com este casamento, procurou-se por fim aos conflitos e conseguir uma União Dinástica entre os reinos de Israel Setentrional e de Judá. Ela tornou-se regente do Reino de Judá durante seis anos, sucedendo após a morte de seu filho, Acazias. Segundo algumas cronologias, Atália terá governado entre anos 842 e 837 a.C.. Na realidade, Atália não foi uma rainha do Reino de Judá, mas uma Regente do Reino. O texto bíblico deixa bem claro que ela não foi [e não podia ser] contada como uma rainha. Promovia o culto de Baal, da mesma forma que Jezabel, sua mãe, havia tinha feito anteriormente no Reino de Israel Setentrional. Esta atitude fez com que Atália fosse odiada pelo povo e pelos sacerdotes. Por alguns anos antes, os profetas Elias e Eliseu já anunciavam o fim da Casa Real de Acabe. Num acto de vingança contra a execução de toda a Casa Real de Acabe, Atália mandou assassinar todos os membros da Casa Real de David e assumiu o trono de Judá. Mas, Jeoseba, filha do Jeorão, Rei de Judá, escondeu o herdeiro do trono Jeoás, filho de Acazias, que tinha um ano de idade. Ele foi criado em segredo no Templo de Jerusalém pelo Sumo Sacerdote Joiadá e por sua mulher. Quando Jeoás tinha sete anos, Joiadá elaborou um plano para coroá-lo como rei no Templo de Jerusalém, com a protecção dos guardas reais. Quando Atália percebeu o acontecido, foi ao Templo na tentativa de impedir a rebelião, mas acabou sendo executada no portão dos cavalos junto ao Palácio Real, por ordem do Sumo Sacerdote Joiadá. Depois disso, é destruído o templo de Baal e seu altar. Atália foi a última representante da Dinástia de Onri. (II Reis 11:1-20; II Crônicas 22:1–23:21);
- Joás – ou Jeoás filho de Acazias foi o 8º rei de Judá. Antes que pudesse ser morto, Joás foi salvo por sua tia Jeoseba e foi escondido no templo e criado pelo sacerdote Joiadá. Quanto Joás tinha sete anos, Joiada chamou os capitães dos cários e da guarda e fez aliança com eles. No sábado, os guardas protegeram o templo e escoltaram Joás. Joiada pôs a coroa na cabeça de Joás e lhe deu o livro do testemunho, e ele foi constituído rei. Quando Atália percebeu o acontecido, foi ao templo na tentativa de impedir a rebelião, mas acabou sendo executada no "Portão dos Cavalos" do palácio, por ordem de Joiadá. (II Reis 11:1-20; IICron 22:1–23:21).Durante seu reinado, Joás reparou a Casa do Senhor, e Hazael, rei da Síria, conquistou Gate e marchou contra Jerusalém. Mas antes que Hazael atacasse a cidade, Joás, precipitadamente, tomou todos os tesouros da Casa do Senhor e da casa do rei e entregou a Hazael, e este se retirou de Jerusalém. Joás começou a reinar com apenas sete anos de idade e reinou durante quarenta anos em Jerusalém sobre JudáNo fim de seu reinado, alguns de seus servos conspiraram contra ele e o mataram. Seu filho Amazias reinou em seu lugar. (II Reis 12; II Crônicas 24:1-14);
- Amazias – ou Amassias foi o 9º rei de Judá. Filho de Joás, umas das primeiras coisas que fez foi matar os servos que assassinaram seu pai. No seu reinado guerreou contra os edomitas e os subjulgou. Após sua vitória, enviou mensageiros a Jeoás, rei de Israel ,dizendo para que os dois reinos "medissem armas". Travaram uma batalha em Bete-Semes e Judá foi derrotado. O rei Amazias foi capturado e levado para Jerusalém, Jeoás tomou todo o ouro, prata e utensílios que achou na Casa do Senhor e na casa do rei e voltou para Samaria. Amazias começou a reinar sobre Judá com 25 anos de idade e reinou durante 29 anos. Do mesmo modo que o pai, conspiraram contra ele e o mataram. O povo tomou a Uzias, filho de Amazias, e o constituiu rei de Judá (II Reis 14:1-22; II Crônicas 25:1-28);
- Uzias – ou Azarias filho de Amazias foi o 10º rei de Judá e teria começado a reinar por volta de 792 a.C. Sua história triste historia consta nos livros de II Crônicas, no Capítulo 26, e em II Reis, sendo contemporâneo ao profeta Isaias. Grande guerreiro considerado um engenheiro de notável saber, uma vez que as armas projetadas por ele arremessavam grandes pedras, e, atiravam lanças. Possuiu grandes fazendas, construiu reservatórios de água, fortificou torres e edificou uma cidade chamada Elate. O seu exército foi tão poderoso que a sua fama chegou até o Egito. Segundo as inscrições de Tiglat-Piléser III, teve um confronto no ano 738 a.C. entre ele e uma coalizão forte entre reinos sírios, Israel Setentrional, Judá e outros sob liderança do velho rei Uzias. Porém a resistência não era bastante forte para Tiglat-Peléser abandonar suas tentativas de avançar também para o sul. Invade o Reino Israel Setentrional, e seu rei Menaém torna-se seu tributário. Nos últimos anos de sua vida, foi amaldiçoado com a lepra, ao tentar subverter à lei de Moisés e queimar ele mesmo o incenso no templo, o que era reservado para os sacerdotes. Reinou 55 anos. Morreu isolado em um palácio, à margem do poder pois era leproso;
- Jotão – ou Jotam filho de Azarias foi o 11º Rei de Judá e começou a governar por volta do ano 750 a.C.. Foi contemporâneo ao profeta Isaías. Durante o seu reinado realizou várias obras, entre as quais a reconstrução do portão superior do templo, os muros de Ofel, cidades nas montanhas de Judá, bem como castelos e torres. Foi também um rei guerreiro que venceu os amonitas. É considerado um rei bom, conforme a Bíblia, embora tenha sido omisso, pois permitiu que o povo permanecesse na idolatria, adorando a deuses pagãos. Sua história pode ser encontrada no capítulo 27 do livro de II Crônicas, bem como em II Reis 15: 32-38)reina por 16 anos;
- Acaz – filho de Jotão foi o 12º rei de Judá, tendo iniciado o seu reinado em 735 a.C. e contemporâneo ao profeta Isaías. É considerado um rei mal, de acordo com a Bíblia, pois promoveu a idolatria, fechou as portas do templo sacrificou o próprio filho aos deuses pagãos. Sofreu importantes derrotas militares e não conseguiu obter o apoio da Assíria para controlar os conflitos com as nações vizinhas. Ao falecer, não foi sepultado junto com os restos mortais dos reis de Israel. A história de Acaz pode ser lida em II Reis 16:1-20 e em II Crônicas 28:1-27. À época de Acaz, o Reino de Judá apresentou vísiveis sinais de declínio. O reino vassalo de Edom rebelou-se com sucesso e os Filisteus reconquistaram seus territórios na planície costeira. Além disso, os exércitos coligados do Reino de Israel (governado por Facéia) e de Aram-Damasco (Síria) invadiram Judá, inflingindo severa derrota militar às forças de Acaz. Embora não tenham conseguido tomar Jerusalém, os aliados carregaram consigo imensos despojos e uma grande quantidade de prisioneiros. Obviamente, o texto bíblico atribui esses revezes à idolatria do rei.
Acuado, Acaz desprezou as advertências de seu conselheiro, o profeta Isaias, e buscou a proteção da Assíria, enviando uma mensagem e valiosos presentes a Tiglat-Piléser III. Segundo 2Reis 16,7, a mensagem dizia: "Sou teu servo e teu filho. Vem libertar-me das mãos do rei da Síria e do rei de Israel, que se insurgiram contra mim". Os assírios responderam enviando um poderoso exército que esmagou, rapidamente, os aliados. Damasco foi ocupada e Israel perdeu grande parte de seu território. Todos os reinos da região se tornaram tributários da Assíria, inclusive o Reino de Judá. Em uma inscrição, Acaz é mencionado como um monarca que remete a Nínive, ouro, prata, estanho, ferro, chumbo e peças de vestuário. O Livro dos Reis também registra que ele foi a Damasco prestar homenagem a seu suzerano assírio. Reina por 16 anos;
- Ezequias – filho de Acaz e Abi (filha de Zacarias) foi o 13º Rei de Judá. Considerado um dos maiores reis de Judá por causa da sua confiança e dependência em Deus e seguiu o exemplo do Rei Davi, governou a partir de 715 a.C. Em 722 A.C quando o rei assirio Sargão II destruiu o reino do norte (Israel) e conquistou Samaria( Capital do reino do norte), Sargão II matou e exilou parte de Israel deixando alguns remanescentes agricultores para tráz em Samaria e em 710 A.C Ezequias rei de Judá convoca alguns de seus melhores soltados e os envia para Samaria para buscar os remanescentes de Israel, alguns historiadores afirmam que o próprio rei Ezequias após vestir seu melhor trage real e abre pessoalmente os portões de Jerusalém e se posiciona na entrada da cidade para receber os remanescentes de Israel. Ezequias era um homem de muita fé. Guardava os mandamentos da lei mosaica e exortava o povo a desviar-se do pecado e se aproximar de para Deus.No início do seu reinado, Ezequias reparou e purificou o templo. Reintegrou os sacerdotes e levitas ao seu ministério, e restaurou a celebração da Páscoa (II Crônicas 29:3 e 30:5). Além disso, combateu a idolatria em Judá proibindo o culto aos deuses pagãos, determinando também que fosse destruída a serpente de bronze construída na época de Moisés, pois o povo estava adorando-a. E, devido à sua obediência, a Bíblia relata que Deus trouxe paz ao seu reino enquanto cuidou do templo providenciou a adoração adequada. De acordo com a Bíblia, Ezequias, ao ser confrontado pelo rei da Assíria, Senaqueribe, orou a Deus e foi salvo do cerco de Jerusalém( por volta do ano 701 a.C.), em que um anjo teria exterminado cento e oitenta e cinco mil soldados assírios durante a noite. Após a expulsão dos assírios, Ezequias experimenta um novo milagre também relatado na Bíblia. Tendo adoecido gravemente, o profeta Isaías veio lhe dizer que iria morrer. Não se conformando, Ezequias pôs-se a orar e Isaías retorna com outra mensagem de Deus informando um acréscimo de mais 15 anos à vida do rei. E, como prova do cumprimento dessa palavra, Deus deu um sinal a Ezequias, fazendo atrasar dez graus a sombra do relógio solar construído por Acaz. Tendo se recuperado, Ezequias cometeu um sério equívoco ao mostrar os seus tesouros aos mensageiros da Babilônia. Devido a isso, Ezequias foi advertido pelo profeta Isaías, prevendo o futuro cativeiro dos judeus, o que ocorreu numa invasão de Nabucodonosor, no reinado de Zedequias. Reina com 25 anos de idade e governou por 29 anos;
- Manassés – filho de Ezequias reina;
- Amom – ou Amon foi o 15º Rei de Judá, de 642 a.C. a 640 a.C.. Era filho de Manassés e Mesulemete. Casou com. Amom descende da linhagem real de Judá, iniciada com o rei Davi, sendo, portanto, considerado pelos cristãos como um antepassado de Jesus Cristo (2 Re 21:19)Amom subiu ao trono de Judá com a morte de seu pai aos 60 anos, Manassés. Pouco se relata sobre os dois anos em que reinou. Segundo a Bíblia, Amom resolveu seguir o preceder de seu pai (quando jovem), trilhando um caminho de insolência. Foi organizada uma conspiração contra ele por seus próprios servos e foi assassinado em sua própria casa aos 24 anos. O próprio povo puniu os assassinos e o enterrou junto ao seu pai. Tinha Amom 22 anos quando começou a reinar e reinou 2 anos e seu filho Josias, ainda criança sucedeu-o no trono;
- Josias – filho de Amom e Jedida. foi o 16º rei de Judá tinha 8 anos de idade nessa época (II Reis 22:1)de duas tribos, em Jerusalém, parte da nação de Israel. Reinou durante o período de 640 a.C. a 609 a.C.. A principal fonte de informações sobre este rei é a Bíblia. Em Hebraico Josias significa: "Jeová cura".Entre o 12° e 18° ano de seu reinado, Josias embrenhou-se numa batalha contra aquilo que considerava idolatria. Na sua inciativa, destruiu postes sagrados, altares e imagens, tanto no seu território, como na parte setentrional do que fora o reino de Israel, arrasado pelos Assírios. Ao consertarem o templo de Jerusalém, Hilquias o sumo sacerdote achou: "o livro da lei de JHVH escrito pela mão de Moisés", o que pode indicar que seja o escrito original. Josias providenciou que o livro fosse lido em público. No 18° ano do seu reinado, Josias providenciou a celebração da Páscoa Judaica em 14 de nisã. Esta ultrapassou todas as Páscoas já celebradas, desde os dias do profeta Samuel. O próprio Josias contribuiu trinta mil vítimas pascoais e três mil cabeças de gado.Josias tinha pelo menos duas esposas: Hamutal e Zebida. Eis seus filhos:
- Joanã seu primogênito e não reinou sobre Judá; -Jeoiaquim filho de Zebida foi rei em Judá; - Jeoacaz filho de Hamutal foi rei antes de Jeoiaquim, destronado pelo faraó Neco; - Matanias (Zedequias) tornou-se rei depois que seu sobrinho fora destronado por Nabucodonosor. Perto do fim de seu reinado, o faraó Neco II foi lutar contra os medos e babilônios, atravessando o território israelita. A coalização medo-babilônica derrotava os outrora dominadores assírios e Neco via aí uma oportunidade para tomar o controle da Ásia. Josias interceptou a marcha egípcia e procurou rechaçá-los em Megido, apesar de ser alertado pelo faraó a não tentar isso. Na batalha, Josias fora mortalmente ferido, sendo amplamente pranteado por seus súditos. Reinou por 31 anos;
- Joacaz – ou Jeoacaz foi o 17º rei de Judá filho de Josias foi escolhido para suceder seu pai, embora fosse 2 anos mais jovem que seu irmão Eliakim, mas o faraó Neco, manda que Eliaquim rouba-lhe o reino. Foi o primeiro rei de Judá a morrer no exílio por ter executado uma política de animosidade ao Egito, que era a potência dominante na região, foi deposto e exilado pelo faraó Necau, no Livro dos Reis, ele é julgado negativamente por práticas idólatras e reinou por 03 meses com a idade de 18 anos;
- Eliaquim – ou Jeoaquim ou Jeoiaquim também filho de Josias e irmão de Joacaz foi o 18º Rei de Judá. Seu nome, originalmente, era Eliakim ou Eliaquim depois de ter roubado o reino do irmão, agora o faraó Neco obriga-o a mudar o nome para Joaquim e o constituiu rei. Foi pai de outro Joaquim, também conhecido por Jeconias que o sucedeu. Seu nome é grafado Joaquim na Bíblia de Jerusalém e Jeoaquim na Bíblia Almeida. (Por isso não deve ser confundido com Joaquim, 19º rei de Judá, também chamado Jeconias. Enquanto o 18º rei era filho de Zebidá o 19º rei era filho de Neusta). Jeoiaquim e iniciou seu reinado aos 18 anos e reinou somente por três meses. Fontes bíblicas e extra-bíblicas retratam os conflitos entre poderes rivais, ocorridos durante o reinado de Joaquim. O domínio mantido pelo Egito sobre uma considerável parte do antigo império assírio, estimulara a predominância da facção pró-Egito em Judá, na qual o rei se apoiava. Porém, quando o rei babilônico, Nabucodonosor, esmagou o exército do faraó, em Carquemish (605 a.C.), e marchou para a costa mediterrânica, devastando as cidades filistéias, essa facção entrou em pânico. Seus desesperados pedidos de ajuda aos egípcios, bem atestam a gravidade da situação. Joaquim morreu quando a ameaça da Babilônia já se desenhava, nitidamente, no horizonte de Judá. A exemplo dos outros filhos de Josias, Joaquim é julgado negativamente pelos autores deuteronomistas (Livro dos Reis e Crônicas), acusado de idolatria, reinou por 11 anos;
- Joaquim I – Jeconias ou Jeoaquin foi o 19º rei de Judá, e teria 18 anos quando sucedeu seu pai, Jeoacaz, no trono. Nabucodonosor o fez cativo e levou o tesouro do templo e do palácio, para a Babilônia.Lá ele gerou sete filhos, e assim a família real sobrevive, embora que nunca mais ascenda ao trono. (A Bíblia Almeida, usada pela maioria dos evangélicos, chama-o Joaquim, enquanto seu pai é Jeoaquim, mas em outras bíblias como a Biblia de Jerusalém é justamente o contrário, o que gera facilmente confusão). Foi contemporâneo do profeta Jeremias. Ficou 03 anos servo do faraó Neco, mas depois se rebela e reina;
- Joaquim II – filho de Joaquim I reina e se torna preso cativo vai para a Babilônia com toda Jerusalém2Rs 24:6, 8; 2Cr 36:8) É também chamado de Jeconias (variante de Joaquim), e de Conias (contração de Jeconias). - Est 2:6; Je 28:4; 37:1. Aos 18 anos, Jeconias tornou-se 19º rei e deu continuidade às práticas más de seu pai. (2Rs 24:8, 9; 2Cr 36:9 n.) O pai de Jeconias, Jeoiaquim ou Joaquim, tinha estado sujeito ao rei babilônico, Nabucodonosor, mas rebelou-se no seu terceiro ano de vassalagem (618 AEC). (2Rs 24:1) Isto resultou em Jerusalém ser sitiada. A expressão "durante esse tempo" (2Rs 24:10) talvez não se refira ao breve reinado de Joaquim, mas ao período geral em que se enquadra, permitindo destarte que o sítio se tenha iniciado no reinado do seu pai, Jeoiaquim, conforme Daniel 1:1, 2 parece indicar. Jeoiaquim morreu, pelo que parece, durante este sítio, ou foi levado para Babilônia, e Jeconias ascendeu ao trono de Judá. Seu governo terminou, porém, apenas três meses e dez dias depois, quando se rendeu a Nabucodonosor em 617 AEC (no mês de adar, segundo uma crônica babilônica). (2Rs 24:11, 12; 2Cr 36:9; Assyrian and Babylonian Chronicles [Crônicas Assírias e Babilônicas], de A. Grayson, 1975, p. 102) Em cumprimento da palavra de Jeová mediante Jeremias, ele foi levado para o exílio em Babilônia. (Je 22:24-27; 24:1; 27:19, 20; 29:1, 2) Outros membros da casa real, oficiais da corte, artífices e guerreiros, foram também exilados. - 2Rs 24:14-16; veja Nabucodonosor. (O registro em 2 Reis 24:12-16 declara que Nabucodonosor levou estes cativos para o exílio, junto com "todos os tesouros da casa de Jeová e os tesouros da casa do rei". O relato em Daniel 1:1, 2, menciona apenas uma "parte dos utensílios" como levados para Babilônia. A explicação pode ser que os tesouros mencionados em Segundo Reis envolviam especialmente os utensílios de ouro, que recebem destaque nesse relato, e que se permitiu que outros utensílios ficassem. Outra possibilidade é que, quando Jerusalém cedeu diante do sítio babilônico (que resultou da rebelião de Jeoiaquim contra o rei de Babilônia), "alguns dos utensílios da casa de Jeová" foram levados para Babilônia, e que, pouco tempo depois, quando o próprio Jeconias foi transferido para Babilônia, outros "objetos desejáveis da casa de Jeová" foram levados juntos. Tal possibilidade é sugerida pelo relato de 2 Crônicas 36:6-10. Pelo relato de Crônicas, parece que Nabucodonosor, depois de conquistar com êxito Jerusalém, partiu, mas depois 'mandou trazer Jeconias a Babilônia, junto com objetos desejáveis da casa de Jeová'. De modo similar, dez anos depois, na conquista e na destruição finais de Jerusalém (607 AEC), Nabucodonosor retirou-se para Ribla, "na terra de Hamate", deixando os pormenores depois da conquista entregues ao chefe de sua guarda pessoal, Nebuzaradã. - 2Rs 25:8-21.)
Enquanto em Babilônia, Jeconias(Joaquim)gerou sete filhos. (1Cr 3:16-18) Desta forma, preservou-se a linhagem real que conduzia ao Messias. (Mt 1:11, 12) Mas, conforme a profecia indicara, nenhum dos descendentes de Jeconias jamais governou na Jerusalém terrestre. Por conseguinte, foi como se Jeconias não tivesse filhos, não tendo nenhum descendente que o sucedesse qual rei. - Je 22:28-30. No quinto ano do exílio de Joaquim, Ezequiel iniciou sua obra profética. (Ez 1:2) Cerca de 32 anos depois, evidentemente em 580 AEC, Joaquim foi liberto da prisão pelo sucessor de Nabucodonosor, Evil-Merodaque (Avil-Marduque), e foi-lhe dada uma posição de favor acima de todos os demais reis cativos. Depois disso, ele comia à mesa de Evil-Merodaque e recebia uma porção diária. - 2Rs 25:27-30; Je 52:31-34. Foram encontrados documentos administrativos babilônios que alistam rações para Jeconias e cinco de seus filhos. Reina por 03 meses;
- Matanias – Zedequias (ou Sedecias ou Matanias) foi o 20º e último rei de Judá. Foi deposto e levado para o exílio. Era o terceiro filho de Josias e sua mãe era Hamutal. Quando foi constituído em rei vassalo, o rei babilônio Nabucodonosor mudou-lhe o nome de Matanias para Zedequias. Durante os 11 anos do seu reinado, Zedequias "fazia o que era mau aos olhos de Jeová". (2Rs 24:17-19; 2Cr 36:10-12; Je 37:1; 52:1, 2.). Quando seu pai, o rei Josias, foi mortalmente ferido na tentativa de rechaçar em Megido as forças egípcias sob o Faraó Neco II (c. 629 a.C.), Zedequias tinha cerca de nove anos de idade, ou era uns três anos mais velho do que Joaquim. Naquela ocasião, o povo constituiu rei a Jeoacaz, de 23 anos, irmão germano de Zedequias. O governo de Jeoacaz durou apenas três meses, porque o Faraó Neco o removeu como rei, substituindo-o por Eliaquim (a quem se deu o novo nome de Jeoiaquim), meio-irmão, de 25 anos, de Jeoacaz e Zedequias. Após a morte de seu pai Josias, passou a reinar Joaquim . Parece que nesta época os exércitos babilônicos sob o Rei Nabucodonosor estavam sitiando Jerusalém. Depois de reinar por três meses e dez dias, Joaquim rendeu-se ao rei de Babilônia (617 a.C.). (2Rs 23:29-24:12; 2Cr 35:20-36:10). Subseqüentemente, Nabucodonosor colocou Zedequias no trono em Jerusalém e o fez jurar em nome de Jeová.
Este juramento obrigava Zedequias a ser leal como rei vassalo.
Tio do faraó Neco assume o reino e muda o nome para ZedequiasExistem na bíblia vários personagens com esse nome. Verifique a lista completa:
1. "Filho de Quenaaná"; falso profeta que assegurou ao Rei Acabe que ele seria bem-sucedido no seu empenho de arrancar Ramote-Gileade dos sírios. Zedequias "fez para si chifres de ferro" para ilustrar que Acabe empurraria os sírios até o extermínio deles. Depois, quando o verdadeiro profeta de Jeová, Micaías, predisse calamidade para Acabe, Zedequias deu uma bofetada em Micaías. - 1Rs 22:11, 23, 24; 2Cr 18:10, 22, 23.
2. Príncipe no tempo do Rei Jeoiaquim. - Je 36:12.
3. "Filho de Maaséias"; profeta adúltero, mentiroso, entre os exilados em Babilônia. Jeremias, profeta de Jeová, predisse que o Rei Nabucodonosor assaria Zedequias e seu associado Acabe no fogo. - Je 29:21-23.
4. Filho de Josias com sua esposa Hamutal; último dos reis de Judá a reinar em Jerusalém. Quando foi constituído em rei vassalo, o rei babilônio Nabucodonosor mudou-lhe o nome de Matanias para Zedequias. Durante os 11 anos do seu reinado, Zedequias "fazia o que era mau aos olhos de Jeová". - 2Rs 24:17-19; 2Cr 36:10-12; Je 37:1; 52:1, 2.
Em 1 Crônicas 3:15, Zedequias é alistado como "terceiro" filho de Josias. Embora fosse realmente o quarto filho em ordem de nascimento (veja 2Rs 23:30, 31; 24:18; Je 22:11), talvez fosse colocado adiante do seu irmão germano Salum (Jeoacaz) por ter governado por muito mais tempo.
Quando seu pai, o Rei Josias, foi mortalmente ferido na tentativa de rechaçar em Megido as forças egípcias sob o Faraó Neco (c. 629 AEC), Zedequias tinha cerca de nove anos de idade, ou era uns três anos mais velho do que seu sobrinho Joaquim. Naquela ocasião, o povo constituiu rei a Jeoacaz, de 23 anos, irmão germano de Zedequias.
O governo de Jeoacaz durou apenas três meses, porque o Faraó Neco o removeu como rei, substituindo-o por Eliaquim (a quem se deu o novo nome de Jeoiaquim), meio-irmão, de 25 anos, de Jeoacaz e Zedequias. Após a morte de seu pai Jeoiaquim, passou a reinar Joaquim. Parece que nesta época os exércitos babilônicos sob o Rei Nabucodonosor estavam sitiando Jerusalém. Depois de reinar por três meses e dez dias, Joaquim rendeu-se ao rei de Babilônia (617 AEC). - 2Rs 23:29-24:12; 2Cr 35:20-36:10.
Os Anos Iniciais do Reinado. Subseqüentemente, Nabucodonosor colocou Zedequias no trono em Jerusalém e o fez jurar em nome de Jeová. Este juramento obrigava Zedequias a ser leal como rei vassalo. - 2Cr 36:10, 11; Ez 17:12-14; compare isso com 2Cr 36:13.
Pelo visto, logo cedo no reinado de Zedequias, chegaram mensageiros de Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sídon, talvez com a intenção de conseguir que Zedequias se juntasse a eles numa coalizão contra o Rei Nabucodonosor. (Je 27:1-3; a referência a Jeoiaquim no versículo 1 talvez seja erro de quem o transcreveu, colocando-o em lugar de Zedequias; veja NM n.) As Escrituras não revelam o que os mensageiros conseguiram. É possível que sua missão tenha fracassado, visto que Jeremias instou com Zedequias e seus súditos a permanecer em submissão ao rei de Babilônia e também apresentou cangas aos mensageiros, para simbolizar que as nações das quais eles procediam também deviam sujeitar-se a Nabucodonosor. - Je 27:2-22.
Foi também logo cedo no seu reinado que Zedequias (por um motivo que a Bíblia não declara) enviou Elasá e Gemarias a Babilônia. Se este incidente tiver sido apresentado em ordem cronológica, isto aconteceu então no quarto ano do reinado de Zedequias. - Je 28:1, 16, 17; 29:1-3.
O próprio Zedequias foi a Babilônia no quarto ano do seu reinado. Provavelmente foi para apresentar o tributo e assim assegurar a Nabucodonosor sua contínua lealdade como rei vassalo. Naquela ocasião, Zedequias foi acompanhado pelo seu intendente Seraías, a quem o profeta Jeremias havia confiado um rolo que apresentava o julgamento de Jeová contra Babilônia. - Je 51:59-64.
Cerca de um ano depois, Ezequiel começou a servir qual profeta entre os judeus exilados em Babilônia. (Ez 1:1-3; veja 2Rs 24:12, 17.) No sexto mês do sexto ano de Zedequias como rei (612 AEC), Ezequiel teve uma visão que revelou as práticas idólatras, inclusive a adoração do deus Tamuz e do sol, realizadas em Jerusalém. - Ez 8:1-17.
Rebela-se Contra Nabucodonosor. Aproximadamente três anos mais tarde (c. 609 AEC), contrário à palavra de Jeová por meio de Jeremias e o juramento que o próprio rei fizera em nome de Jeová, Zedequias rebelou-se contra Nabucodonosor e pediu ao Egito ajuda militar. (2Rs 24:20; 2Cr 36:13; Je 52:3; Ez 17:15) Isto fez com que os exércitos babilônicos sob Nabucodonosor viessem contra Jerusalém. O sítio da cidade começou "no nono ano, no décimo mês, no décimo dia do mês". - Ez 24:1-6.
Pode ter sido no começo deste sítio que Zedequias mandou "Pasur, filho de Malquijá [Malquias], e Sofonias, filho de Maaséias, o sacerdote", a Jeremias, para indagar de Jeová se Nabucodonosor se retiraria de Jerusalém. A palavra de Jeová dada por meio de Jeremias foi que a cidade e seus habitantes sofreriam calamidade às mãos dos babilônios. (Je 21:1-10) Parece que Jeremias, depois disso, seguindo a orientação divina, foi pessoalmente a Zedequias para avisá-lo de que Jerusalém seria destruída e que o rei seria levado a Babilônia, para morrer ali em paz. - Je 34:1-7.
Na sitiada Jerusalém, Zedequias e seus príncipes acharam aconselhável fazer algo para acatar a lei de Jeová e obter o Seu favor. Embora não fosse ano do jubileu, concluíram um pacto para libertar os seus escravos hebreus da servidão. Mais tarde, violaram este pacto por escravizar aqueles que haviam libertado. (Je 34:8-22) Isto parece ter ocorrido na ocasião em que uma força militar do Egito veio em defesa de Jerusalém, fazendo com que os babilônios levantassem temporariamente o sítio para enfrentar a ameaça egípcia. (Je 37:5) Evidentemente acreditando que os babilônios seriam derrotados e ficariam incapazes de recomeçar o sítio, aqueles que haviam libertado escravos hebreus achavam que havia passado o perigo, e, portanto, puseram os escravos hebreus novamente em servidão.
Durante este período geral, Zedequias mandou "Jeucal, filho de Selemias, e Sofonias, filho de Maaséias, o sacerdote, a Jeremias", com o pedido que o profeta orasse a Jeová em favor do povo, evidentemente para que não viesse a predita destruição de Jerusalém. Mas a resposta de Jeová, conforme transmitida por Jeremias, mostrou que o julgamento divino continuava imutável. Os caldeus voltariam e destruiriam Jerusalém. - Je 37:3-10.
Mais tarde, quando Jeremias decidiu sair de Jerusalém a fim de ir a Benjamim, ele foi detido no Portão de Benjamim e acusado falsamente de se bandear para os caldeus. Embora Jeremias negasse a acusação, Irijá, o oficial que tinha a supervisão, não lhe deu atenção, mas levou o profeta aos príncipes. Isto resultou em Jeremias ser encarcerado na casa de Jeonatã. Depois de ter passado bastante tempo e Jerusalém evidentemente ter sido novamente sitiada pelos babilônios, Zedequias mandou chamar Jeremias. Em resposta à indagação do rei, Jeremias disse a Zedequias que este seria entregue às mãos do rei de Babilônia.
Quando Jeremias rogou para que não fosse devolvido à casa de Jeonatã, Zedequias concedeu-lhe o pedido e mandou pô-lo em custódia no Pátio da Guarda. - Je 37:11-21; 32:1-5.
O que indica que Zedequias era um governante fracalhão é que, mais tarde, quando os príncipes pediram que Jeremias fosse morto, por supostamente enfraquecer o moral do povo sitiado, Zedequias disse: "Eis que está nas vossas mãos. Pois não há nada em que o próprio rei possa prevalecer contra vós." Todavia, depois, Zedequias concedeu a Ebede-Meleque que resgatasse Jeremias e mandou que Ebede-Meleque levasse consigo 30 homens para ajudá-lo. Mais tarde, Zedequias teve novamente uma audiência particular com Jeremias. Ele assegurou ao profeta que não o mataria, nem o entregaria às mãos dos que procuravam matá-lo. Mas Zedequias temia represálias dos judeus que se haviam bandeado para os caldeus, e, portanto, não aceitou o conselho inspirado de Jeremias, de se entregar aos príncipes de Babilônia. Numa demonstração adicional de medo, o rei pediu que Jeremias não revelasse o assunto da sua conversa particular aos suspeitosos príncipes. - Je 38:1-28.
A Queda de Jerusalém. Por fim (em 607 AEC), "no décimo primeiro ano de Zedequias, no quarto mês, no nono dia do mês", abriu-se uma brecha em Jerusalém. Zedequias e os homens de guerra passaram a fugir de noite. Alcançados nas planícies desérticas de Jericó, Zedequias foi levado a Nabucodonosor em Ribla. Os filhos de Zedequias foram mortos diante dos seus olhos. Visto que Zedequias na época tinha apenas uns 32 anos, os meninos devem ter sido bem jovens. Depois de presenciar a morte dos filhos, Zedequias foi cegado, preso com grilhões de cobre e levado a Babilônia, onde morreu na casa de custódia. - 2Rs 25:2-7; Je 39:2-7; 44:30; 52:6-11; compare isso com Je 24:8-10; Ez 12:11-16; 21:25-27.
5. Filho de Jeconias (Joaquim), mas, pelo visto, não um dos sete filhos que lhe nasceram enquanto era prisioneiro em Babilônia. - 1Cr 3:16-18.
6. Sacerdote ou antepassado de um, entre os que atestaram com selo o "arranjo fidedigno" elaborado durante a governadoria de Neemias. - Ne 9:38; 10:1, 8 em tão reina na Babilônia.
Segundo o Velho Testamento, Manassés, Rei de Judá, teria feito o que é mau aos olhos de Deus, e por causa de suas obras, todo Judá estava condenado ao exílio e à escravidão. Em verdade, ocorreu após o reinado de Ezequias um declínio na força política, econômica e militar de Judá, talvez acelerada pelo vácuo deixado pela queda de Israel (apesar das desavenças, ainda um importante parceiro comercial) ao norte e sua ocupação pelos assírios. O declínio do Egito, da Fenícia e das nações vizinhas também contribuiu para o isolamento de Judá.
Durante o reinado de Josias, Rei de Judá, o Faraó Neco II, aliado do já decandente Império Assírio, empreedendo uma guerra contra os exércitos de Babilónia. Em 609 a.C., trava-se a Batalha de Megido. O Rei de Judá entra em batalha para deter o exército egípcio do Faraó Neco II, mas acaba por ser morto. Seu filho Joacaz é levado prisioneiro após 3 meses de reinado, e o Reino de Judá se torna tributário do Egito. Neco II impôs a coroação do irmão de Joacaz, Eliaquim, e mudou-lhe o nome para Jeoaquim. Em 605 a.C., trava-se a Batalha de Carquemish com a derrota definitiva de Neco II.
A leste, a Assíria sofreu um rápido declínio, e em poucos anos seu território foi absorvido pela Babilônia. Nabucodonosor II, rei da Babilônia, empreendeu uma campanha militar contra Judá. Enfrentando pouca resistência, conseguiu entrar em Jerusalém, em 597 a.C., e levou consigo utensílios do Templo e o próprio rei Jeoaquim como prisioneiro. Em seu lugar, estabeleceu o filho de Jeoaquim, Joaquim, como Rei de Judá.
Joaquim, com 8 anos de idade, teve o mesmo destino de seu pai 3 meses e 10 dias depois de sua coroação.
Nabucodonosor então colocou sobre o trono o irmão de Joaquim, Zedequias.
Governando como vassalo da Babilónia, o Rei Zedequias manteve-se no poder por 11 anos, quando então rebelou-se contra Nabucodonosor, provavelmente ao recusar-se pagar tributo. Foi o suficiente para que invadisse Jerusalém, matasse seus habitantes, despojasse o Templo de todos os seus bens de valor e ateasse fogo a ele. O Reino de Judá deixou assim de existir.
No território de Judá permaneceram apenas os mais pobres. Todo o restante do povo que sobreviveu ao ataque de Nabucodonosor II foi levado às cidades do reino da Babilônia.
O período de cativeiro na Babilônia fez crescer entre o povo de Judá um sentimento de identidade racial e religiosa indissolúvel.
O relato bíblico deste período entre a conquista de Jerusalém e a conquista da Babilônia por Ciro II da Pérsia é onde primeiramente se utiliza de forma consistente o termo "judeu" para identificar o povo de Judá, ou aqueles da mesma raça e seguidores da mesma religião daquele povo.
A nação judaica sobreviveu para retornar à Palestina e repovoar a província persa de Judá (Yehud), mais tarde denominada Judéia pelos romanos.
A história de Judá após Exílio na Babilônia passou a ser a mesma do próprio povo Judeu, até os dias de hoje.
Fontes: - Reis de Judá:
1- Reoboão (937 aC) 1Rs 11.43
2- Abias (920 aC) 1Rs 14.31
3- Asa (917 aC) 1Rs 15.8
4- Josafá (878 aC) 1Rs 15.24
5- Jeorão (851 aC) 2Cr 21.1
6- Acazias (843 aC) 2Rs 8.25
7- Atalias (rainha) (842 aC) 2Rs 8.26
8- Joás (836 aC) 2Rs 11.2
9- Amazias (796 aC) 2Rs 14.1
10- Uzias ou Azarias (777 aC) 2Rs 14.21
11- Jotão (750 aC) 2Rs 15.5
12- Acaz (734 aC) 2Rs 15.38
13- Ezequias (727 aC) 2Rs 16.20
14- Manasses (697 aC) 2Rs 21.1
15- Amon (642 aC) 2Rs 21.19
16- Josias (640 aC) 1Rs 13.2
17- Joacaz ou Salum (608 aC) 2Rs 23.30
18- Joaquim (608 aC) 2Rs 23.34
19- Jeoaquim ou Jeconias (598 aC) 2Rs 24.6
20- Zedequias ou Matanias ( 598 aC) 2 Rs 24.17
● Rei da Assíria
- Pul
- Tiglate-Pileser
- Salmanasar
- Senaquieribe
- Esaradom
● Rei da Babilônia- Balada
- Nabucodonosor
- Evil-Merodaque
● Rei de Cuse/Etiópia- Tiraca
● Rei do Egito
- Sô
- Neco (faraó)
● Rei dos Moabitas- Mesa
● Rei da Pérsia- Ciro
- Dario
- Artaxerxes
● Rei da Síria- Benadade
- Hazael
- Benadade (filho de Hazael)
- Resim
Fontes: I e II Reis; I e II Crônicas.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Alegre-se!
Encantar a vida com oportunidades de encher o cotidiano com beleza e ver possibilidades para filtrar dificuldades e retirar delas sanches de dar metaforicamente ao coração, mentes e corpos sadios para morar. O amor autoimuniza sentimentos pesados. Sim, amar é o filtro na digestão dos sentimentos aumenta a endorfina, afasta invasores maldosos e alivia pensamentos doloridos. O grande desafio é desfazer-se de lembranças remoedoras, que só existem para o entristecimento.
Mas deixar pra la ou até mesmo perdoar não significa ser bobo e nem tão pouco ficar a disposição e sim pactuar com o lado bom das coisas. Ser alegre é um direito de todos, a alegria não permite influenciar com os mesmos lixos diários.
Rotina não é sinônimo de mesmice, aí está a grande diferença da rotina, além de diminuir consideravelmente os adptos do mal torna surpreendente quando descobri-se que é o grande inibidor de aborrecimentos diários e acontece para afastar a mesmice da alegria.
Mi – Base: FM
Cps, 25/02/10
Mas deixar pra la ou até mesmo perdoar não significa ser bobo e nem tão pouco ficar a disposição e sim pactuar com o lado bom das coisas. Ser alegre é um direito de todos, a alegria não permite influenciar com os mesmos lixos diários.
Rotina não é sinônimo de mesmice, aí está a grande diferença da rotina, além de diminuir consideravelmente os adptos do mal torna surpreendente quando descobri-se que é o grande inibidor de aborrecimentos diários e acontece para afastar a mesmice da alegria.
Mi – Base: FM
Cps, 25/02/10
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