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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Valor

Valores bem definidos nos firma no tempo presente passado e futuro. Sabendo viver bem o agora, certamente corrigiremos o que foi e preparamos o que virá. Agora, se não conhecemos a escala de valores, não é possível descobrir o que passou por nós e nem podemos acomodá-lo no presente. E isto é muito triste. Mas, não cabe antecipar o futuro para não nos tornarmos ansiosos e não esquecermos do agora. Educarmo-nos bem no presente, nos ajuda a ter um maravilhoso futuro.
Foto: Geiza e filhas Andressa e Thaossa esperando Lukas

Valores é viver bem cada tempo ao seu tempo.

Percorrendo praças e ruas de Atenas – contam Platão e Aristóteles -, Sócrates perguntava aos atenienses, fossem jovens ou velhos, o que eram os valores nos quais acreditavam e que respeitavam ao agir.
Os atenienses sentiam-se embaraçados (e mesmo irritados) com as perguntas socráticas...Nossos sentimentos, nossas condutas, nossas ações e nossos comportamentos são modelados pelas condições em que vivemos (família, classe e grupo social, escola, religião, trabalho, circunstâncias políticas, etc.).

Somos formados pelos costumes de nossa sociedade, que nos educa para respeitarmos e reproduzirmos os valores propostos por ela como bons e, portanto, como obrigações e deveres. Dessa maneira, valores e maneiras parecem existir por si e em si mesmos, parecem ser naturais e intemporais, fatos ou dados com os quais nos relacionamos desde o nosso nascimento: somos recompensados quando os seguimos, punidos quando os transgredimos.

O sentido dos costumes estabelecidos (ethos com eta: os valores éticos ou morais da coletividade, transmitidos de geração a geração), mas também indagava quais as disposições de caráter (ethos com epsilon: características pessoais, sentimentos, atitudes, condutas individuais) que levavam alguém a respeitar ou a transgredir os valores da cidade, e por quê.
As questões socráticas inauguram a ética ou filosofia moral, porque definem o campo no qual valores e obrigações morais podem ser estabelecidos, ao encontrar seu ponto de partida: a consciência do agente moral.
É sujeito ético moral somente aquele que sabe o que faz, conhece as causas e os fins de sua ação, o significado de suas intenções e de suas atitudes e a essência dos valores morais. Sócrates afirma que apenas o ignorante é vicioso ou incapaz de virtude, pois quem sabe o que é o bem não poderá deixar de agir virtuosamente....devemos a Sócrates o início da filosofia moral...
O termo moral é derivado do latim mores, que significa relativo aos costumes. Moralidade pode ser definida como a aquisição do modo de ser conseguido pela apropriação ou por níveis de apropriação, onde se encontram o caráter, os sentimentos e os costumes.

Um juízo de valor é um juízo sobre a correção ou incorreção de algo, ou da utilidade de algo, baseado num ponto de vista pessoal. Como generalização, um juízo de valor pode referir-se a um julgamento baseado num conjunto particular de valores ou num sistema de valores determinado....A expressão juízo de valor pode ser usada num sentido positivo, significando que um julgamento deve ser feito levando em conta um sistema de valores, ou, num sentido depreciativo, significando um julgamento feito dum ponto de vista pessoal, em vez dum pensamento racional.


Podemos e devemos tomar conhecimento e ensinar valores a nós inerentes. Afligimo-nos pela negação destes valores que é suporte e inspiração para nosso desenvolvimento integral do potencial individual e consequentemente do social. Valores são fundamentos morais e espirituais.

O bom é poder sonhar e concretizar para que jovens saibam o que é o bem só assim agirão virtuosamente e o futuro será um sonho.

Valor, quem esquece de ensiná-lo, logo perde a capacidade de educar, logo:
"A bandeja é de prata, mas o alimento pode estar estragado".

Então nunca paremos de sonhar e vamos lá fazer o que será!

Mi - Base: FM    Cps, 09/09/09